Wednesday, December 14, 2005

aniversariantes





ao meu grande, único e verdadeiro amor


que meu amor não seja pra ti pesado fardo
antes borboleta em seu ombro delicado
triste um dia parti e eis-me agora intacto
ficam espinhos enquanto caem flores do cacto
venha entregue a mim, meu jugo é suave
você lembra tudo que me fez sentir saudade
meu coração viu estrelas no céu da sua cidade
olhe-as na minha pra ver como sou de verdade
pena que pra tanto amor tão pouca vida
é menos que o meu sentir tudo que eu diga
pudera foras como eras outrora, querida
pluma leve que o tempo leva sem ser ferida

Marcos Prado
1961-1996



VOCÊ

Labirintos de estrelas do mar.
Minérios de rosas,
Não seriam jasmins?


O livro se abre em ninfas
Quebrando suas estruturas
Era sempre mentira!


Não enxergas na polpa do absoluto...

Na sombra do helicóptero a luminosidade

Você desaparece na solidão.


Thomas Gabriel


Dia 15 de dezembro - há dezessete anos nascia meu filho Thomas.
Neste dia, nasceu também Marcos Prado.

Antenas da raça - associei esta definição de Pound, ao quadro acima,
de théberge, antenas da raça, nós os poetas, rosas chamuscadas,
antenas leves, sensíveis, à chuva, ao vento, aos raios, assim,
flor hasteada embebida em vida, recebendo tudo acima da lona
negra, vivendo e morrendo e vertendo tudo nessas palavras.
Este canto de amor meu, a Marcos Prado, que não conheci, ao
Thomas que é tudo em mim.