Wednesday, May 10, 2006

maio

Maio é um mês estranho. Por mais que eu tente, não consigo deixar de mergulhar na tristeza. E se algo me deixa triste em maio, é um triste mais que triste, pois maio é mesmo o mês da evocação - Daquela mulher, minha melhor amiga, que quando morreu foi como se tivessem cortado a asa direita dos meus vôos... Há quinze anos eu vivo maios de cor cinza, e ao mesmo tempo pleno de homenagens dessas três figuras que eu adoro, meus filhos...
Paula, Tahiana e Thomas. É com eles que eu vivo. E eles são mesmo os melhores companheiros de jornada, umas figuras que salvam esta poeta do caos. Mas, como não morrer em maio de saudades de uma mãe que fazia aniversário em maio? E tem estas datas que na minha opinião deviam ser diárias... não consigo comemorar o amor com data marcada, mas, tem todo este apelo a lembrar a falta. Mas, tem também um itinerário muito especial, de uma pessoa que fêz toda a diferença em minha vida, e só eu sei a falta que faz beber o mel daquele olhar. E amor faz falta! Faz falta a asa direita, as plumas feito palavras como um leque que abanava meu coração quando ele se quebrava.