Saturday, July 15, 2006

o rio da minha aldeia


O rio da minha aldeia
O Tejo nunca passou pela minha aldeia de terra vermelha e sol. O rio que me batizou ficava na rua da chácara do leiteiro. Gelou as magras pernas, revelou mistérios - riacho com gosto de Deus. Adulta, cruzei rios de dimensões imensas, que não lembraram Deus. Deus vive nas pequenas coisas. Os grandes rios são catedrais. Deus às vezes se exila, percorre milhas, para acariciar anjos em riachos tristes.
Bárbara Lia