Tuesday, June 19, 2007

THOMAS GABRIEL















APARÊNCIA

Céu partido em dois
Risos, aparências.
Alma que a luz esconde

Veja o mundo

Que espia o céu
E pisca.


***


MONGE SAGRADO


Após a morte do monge
sagrado a brisa
na sua tumba é

caligrafia.



***

abaixo do camarim
aquático
primavera seca
de plantas iluminadas

no pensamento
periscópio de sonhador.


***



ÁGUA DO CORAÇÃO



As águas da correnteza vão
Embora ao acordar do amor.
O amor vai à casa vazia.

A vida. Oh vida!
Que é a vida
Para o homem que vive
Ao luar entre nuvens?


A terra preta cobre meus pés.
O roseiral no quintal
É invadido pela cítara.

Estrelas de granizo.
Atrás do nevoeiro, a imagem:
Pétala da rosa ao vento.


THOMAS GABRIEL - meu filho caçula, escreveu estas poesias em 2.002, aos treze anos. Água do coração, foi publicada na antologia - Poetas da Matriz - da Fundação Cultural de Curitiba. Mãe de peixinho, é peixe... ou sereia?