Friday, September 28, 2007

ZODIAC
























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ZODIAC (direção David Fincher)

1º de agosto de 1969. Três cartas diferentes chegam aos jornais San Francisco Chronicle, San Francisco Examiner e Vallejo Times-Herald, enviadas pelo mesmo remetente. A carta enviada ao Chronicle trazia a confissão de um assassino, dando detalhes da morte de 3 pessoas e da tentativa de homicídio de outra, com informações que apenas a polícia e o assassino poderiam saber. As três cartas formavam um código que supostamente revelaria sua identidade ao ser decifrado. O assassino exigia que as cartas fossem publicadas, caso contrário mais pessoas morreriam.

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Baseado na investigação real do cartunista Robert Graysmith (Jake Gyllenhaal) - Que publicou o livro com o mesmo nome – Zodiac.

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O diretor David Fincher recolheu as memórias do medo que sentia do serial killer quando era menino. Mark Ruffalo está na pele do inspetor David Toschi. Sou apaixonada por Ruffalo, mas, quem rouba a cena é Robert Downey Jr na pele do jornalista Paul Avery. O serial killer fez estragos em muitas carreiras de detetives e jornalistas. Uma sensação de derrota que o filme filtra muito bem. E a obsessão do cartunista que toma para si a incumbência e se debruça em evidências. O filme acompanha os jornalistas e detetives, o que o torna menos gênero terror e mais suspense. Sem aquelas cenas de crimes hediondos que, particularmente, não gosto. O suposto serial killer é o cara que a gente encontra ali na esquina. Sempre volto ao quarto da minha infância, debruçada na revista X-9, que meu pai colecionava. Lembrei novamente da fase das leituras arrepiantes vendo Zodiac. Eu devorava as histórias que eram um filme noir. Detetives do FBI e suas investigações... Eu caminhava com eles, palmilhava postos de gasolina de alguma estrada perdida no oeste americano, placas de aço rangendo sua ferrugem ressequida, alguns anúncios de gasolina. Oil cintilante da cor do petróleo. Ou néons de motéis com aquele anúncio No Vacancy. Cenários bucólicos onde aconteciam crimes bárbaros. Geralmente uma casa branca com cerca baixa. Atrás das cercas, rosas escandalosas. À frente, aquelas caixas de correio ovais. E na fofa terra entre folhas desmaiadas eles vasculhavam. Enfiavam pás, geralmente na hora que morria o sol, e uma chuva fina caia e a pá brandia um crânio em um som surdo. Começava o drama, tudo começa com um cadáver. Geralmente de mulher ou criança. Os assassinados. No final da revista de tristes assassinatos desvendados, devidamente adornados com fotos domésticas. No final da revista, na última capa, ficava a hora do espanto. As histórias de assombração.


http://www.zodiacmovie.com/