Wednesday, April 29, 2009

Alejandra Pizarnik





"La vida perdida para la literatura por causa de la literatura. Por hacer de mí misma un personaje literario en la vida real fracaso en mi intento de hacer literatura con mi vida real, ya que la última no existe: es literatura."


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No querer blancos rodando
en planta movible.
No querer voces robando
semillosas arqueada aéreas.
No querer vivir mil oxígenos
nimias cruzadas al cielo.
No querer trasladar mi curvas
in encerar la hoja actual.
No querer vencer al imán
al final la alpargata se deshilacha.
No querer tocar abstractos
llegar a mi último pelo marrón.
No querer vencer colas blandas
los árboles sitúan las hojas.
No querer traer sin caos



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Alejandra Pizarnik (Buenos Aires, 29 de Abril de 1936 - 25 de Setembro de 1972) foi uma escritora e poeta argentina.
Estudou filosofia e letras na Universidade de Buenos Aires e posteriormente pintura con Juan Batlle Planas.
Alejandra Pizarnik publicou
La última inocencia (1956),
Las aventuras perdidas (1958),
Árbol de Diana (1962),
Los trabajos y las noches (1965),
Extracción de la piedra de locura (1968)
El infierno musical (1971), postumamente foi publicado Textos de Sombra y últimos poemas que reune textos publicados em revistas desde 1963 e poemas do final de sua vida, inéditos até então.
Alguns de seus artigos (ensaios poéticos) foram dedicados a
Erszebét Bathory ou Elizabeth Bathory como em La Condesa Sangrienta (1967), à obra de Julio Cortázar, Silvina Ocampo, André Breton e Antonin Artaud.


fonte- wikipédia


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Admiro a poesia de Alejandra Pizarnik, como Sylvia Plath encurtou seus dias. Produziu em pouco tempo uma obra potente. Alejandra nasceu em um 29 de abril. Um dia li a palavra alpargata em sua poesia e pensei em pés que calçam alpargatas pelas trilhas e emprestei a palavra para uma poesia...

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"No querer vencer al imán
al final la alpargata se deshilacha"

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Alejandra escreveu no ano em que nasci
a palavra que eu queria em um poema
pois nos olhos dele
vejo alpargatas cortando trilhas
Lampião amando Maria Bonita
na tenda.
Eu pensava em uma poesia
que calçasse os pés dele nas trilhas
estas que desconheço
como desconheço sua Maria
seu rio secreto
sua estrela.
BÁRBARA LIA
* versos da poeta argentina Alejandra Pizarnik