Tuesday, May 31, 2011

Grandes Mulheres Grandes Paixões V




 “Beijou-me na boca, subitamente e com violência, arrancando-me o lenço que eu atara à cabeça, o meu belo lenço vermelho que eu adorava, usado e descolorido pelo sol, impossível de substituir, e os meus brincos favoritos de prata, ah, eu guardo-os, rosnou ele, e eu mordi-o longa e cruelmente na face quando ele me beijou no pescoço e, quando saímos do quarto, o sangue escorria-lhe pelo rosto e dentro de mim subia um grito, oh, entregar-me nas tuas mãos, estilhaçar-me lutando contra ti...”
(Sylvia Plath - 1956)


Ted Hughes

Sunday, May 29, 2011

Grandes Mulheres Grandes Paixões IV

Te amo más que a mi propia piel.


Frida Kahlo


Frida / Diego Rivera

Grandes Mulheres Grandes Paixões III

Um quarto de hotel, para mim, tem a implicação de voluptuosidade, furtiva, fugaz. Talvez o fato de não ver Henry tenha aumentado a minha fome. Eu me masturbo frequentemente, com luxúria, sem remorso ou repugnância. Pela primeira vez eu sei o que é comer. Ganhei dois quilos. Fico desesperadamente faminta, e a comida que como me dá um prazer duradouro. Nunca comi desta maneira profunda e carnal. Só tenho três desejos agora: comer, dormir e foder. Os cabarés me excitam. Quero ouvir música rouca, ver rostos, roçar-me em corpos, beber um Benedictine ardente. Belas mulheres e homens atraentes provocam desejos em mim. Quero dançar. Quero drogas. Quero conhecer pessoas perversas, ser íntima delas. Nunca olho para rostos inocentes. Quero morder a vida e ser despedaçada por ela. Henry não me dá tudo isso. Eu despertei o seu amor. Maldito seja o seu amor. Ele sabe foder como ninguém, mas eu quero mais que isso.

 
Eu vou para o inferno, para o inferno, para o inferno.

Selvagem, selvagem, selvagem.

Anaïs Nin




Henry Miller

Grandes Mulheres Grandes Paixões II

*

" Si un jour, la vie t'arrache à moi,

Si tu meurs, que tu sois loin de moi

Peu m'importe, si tu m'aimes,

Car moi, je mourrai aussi...."

Edith Piaf



Saturday, May 28, 2011

Grandes Mulheres Grandes Paixões


... Eu acabara de abrir seu livro, quando tive vontade de ver a sua caligrafia. Voltei para primeira página... elas estavam ali, suas ternas, atraentes e belas palavras.
Eu o sinto comigo e aonde eu for você irá, não apenas seu olhar, mas você inteiro. Eu o amo, e não há mais nada a acrescentar.

Simone de Beauvoir

Thursday, May 26, 2011

Tem um pássaro cantando dentro de mim III





PEQUENO TRATADO DA DELICADEZA


p/Rodrigo de Souza Leão





Rimbaud te espera
No barco bêbado encalhado
Em um mar crispado de turmalinas
- lágrimas dos poetas -
Nas mãos, duas taças de absinto
Para brindar a vida fera
Dois homens de branco
Ancorados na beleza
A repartir
O fogo santo
O espanto
O canto
O eterno canto
Dos poetas...
- Por delicadeza
Perdi minha vida -
Por delicadeza
Entregamos a vida
Aos escarros
Por delicadeza
Entregamos a carne
Aos caninos ávidos
Por delicadeza
Atravessamos a bruma
Com lírios brancos
Nos braços

Rimbaud sempre à espera
Para brindar
A eterna primavera

Bárbara Lia
Tem um pássaro cantando dentro de mim
p32

Tem um pássaro cantando dentro de mim II





quando ele corria
pelos telhados de ardósia
as pombas arrulhavam
em ventania
seu casaco - vela sacudida
estremecia
a maré da monotonia

Bárbara Lia
Tem um pássaro cantando dentro de mim
p. 29

Monday, May 23, 2011

Tem um pássaro cantando dentro de mim




MAR ABSINTO



Nossos olhos de dezoito anos
acomodaram o mar
Sobrou a maré em torno
um sussurro de conchas
a nos acordar nas noites brancas

Nossos olhos de dezoito anos
beberem do mar/absinto
como ao vinho santo

Nossos olhos negros e azulados.
Uma sereia recolhendo a rede
os corações de dois poetas ali - enredados

Nossos olhos de dezoito anos
Nossas almas milenares.
Nossos amores fracos à soleira da incerteza.
Tanta beleza em ti, Rimbaud!
Tanta ausência em mim!

E nas marquises
bêbados ainda caminham
buscando o sol
que você guardou pra mim

Bárbara Lia
in Tem um pássaro cantando dentro de mim - p. 32/33


Saturday, May 21, 2011

OS LIVROS DE 2011

Tem um pássaro cantando dentro de mim - 43 páginas - Poesia


Uma poesia do livro e comentários do poeta Darlan Cunha:


Pensei: vou morar em uma lágrima.
E vi cenários de Kandinski atrás da cristalina dor.
Vi os retorcidos rostos detrás dos espelhos d’água.
Vi uma casa-banheira, eu sempre líquida.
Vi um teto vidro fosco, eu a olhar estrelas.
E quando secar a minha casa?
E como secar meu coração?
Bárbara Lia

in Tem um pássaro cantando dentro de mim



A extrema leveza desta poema é difícil de ser alcançada, a metafísica que dele exala, e é tão limpo de se ler ( e reter). Lembro-me do farmacêutico Carlos Drummond de Andrade, também poeta, dizendo algo mais ou menos assim, quando da morte do Cartola – Angenor de Oliveira:
“- Este era o verso que eu gostaria de ter escrito: Queixo-me às rosas / mas que bobagem / As rosas não falam…”
Darlan M Cunha

*****

BREVE ARQUITETURA DA MELANCOLIA *



Disse a moça “querer morar na lágrima”, e assim é que já me vejo com vizinhança, já que neste líquido núcleo habito só, sem nada de ir ao cara das cortiças e contratar-lhe os serviços em toda a casa, nada de armazenar antidepressivos, antíteses do ruído, nada de nada que se imiscua no meu líquido teor de maldade, e assim é que não espero ansiosamente a moça chegar, mesmo se ela for poeta, mesmo se for atéia, mesmo que seja tão feroz e feraz quanto uma canção de ninar, ou mesmo que me queira em sua cama, psicotrama, em seu coma.
DMC

Breve arquitetura da melancolia - verso do poeta Eugénio de Andrade (Prêmio Camões 2001), no poema Lágrima, do livro Coração do Dia, 1956-58.

***

2011 vai marcar por ser o ano do retorno da POESIA em livro. Em 2007 lancei dois livros (O sal das rosas - pela Lumme e A ùltima chuva pela ed. Mulheres Emergentes) e não mais fui em busca de uma publicação nos moldes tradicionais. Neste intervalo a SEEC/PR - Imprensa Oficial publicou meu romance Solidão Calcinada em 2008 e publiquei Constelação de Ossos em parceria com a Ed. Vidráguas (Poa) em 2010. Um passo na poesia e outro na prosa, segue a dança da palavra tecendo esta obra que assino com reverência e respeito à ARTE.
Ano passado foi o - ano dos artesanais - este projeto que eu amei realizar. Dividi com tanta gente. Imprimi MUITOS livros, e a minha alma artesã permitiu espalhar meus poemas.  Em resumo, é mais ou menos como o poeta Edson Bueno de Camargo escreveu:

"Adoro este ideia que construir o livro não só como algo livel, mas também como objeto tátil, coisa pagável, cheirável. Em mundos de grande valor ás virtualidades isto é muito louvável.
Não sei se você se dá conta, mas estes livros artesanias, vão para além da literatura, esta plataforma se chama "livro de artista", muito valorizada nas artes de vanguarda."


Volto aos livros tradicionais. Não gosto da forma que tomou conta da Poesia atual. Os livros que ficam detidos em algum site ou editora. As edições sob demanda. Nossos leitores pagando valores altos para comprarem nossos livros. Não me animo a caminhar nesta direção. Os editores raramente publicam por sua conta e risco os livros de Poesias. São pequenas armadilhas onde caímos. Aposto no meu trabalho e vou encarar tudo na velha fórmula - edição do autor.
É isto.

Até aqui, duas publicações para 2011:

No primeiro semestre imprimi - Tem um pássaro cantando dentro de mim. Um livro com 43 páginas. O primeiro caderno com este mesmo título traz as poesias que não entraram em livros anteriores e que eu quero que vá para o papel. Elas ficavam cantando dentro de mim, pedindo pra libertá-las. Libertei as poesias, acrescentei os poemas para Rimbaud em um segundo caderno e o livro encerra com Jardim do Caos. Uma série de poemas que tendem ao abstrato.
Quem desejar este livro, entre em contato pelo email barbaralia@gmail.com

No segundo semestre - A flor dentro da árvore.
Com apresentação do poeta Sidnei Schneider.
Provavelmente edição do autor, por conta de algumas conversações ainda pendentes.
Neste livro as poesias tem como títulos as palavras de Emily Dickinson.
Algumas Poesias estão no site O BULE e no site MEIO TOM.




 
Fragmento da apresentação do livro - A FLOR DENTRO DA ÁRVORE

(...)

Se o seu nome, sua identidade vital e poética, se constrói não só da própria experiência mas da de muitos, especialmente artistas, o pai é quem a nomeia: “Meu pai amava/ A amada do poeta”. Então somos levados a Minas de Tiradentes, Drummond, Guimarães, Adélia, Milton, e à realidade do interior do Brasil através da letra de “Cuitelinho”, nome dado ao beija-flor em canção popular reconstruída por Paulo Vanzolini. O que nos autoriza a pensar que o nome Bárbara relaciona-se com o da brava inconfidente Bárbara Heliodora, tema de liras do seu esposo, o árcade mineiro Alvarenga Peixoto, autor de “Bárbara bela,/ Do norte estrela,/ Que o meu destino/ Sabes guiar”. Versos como “Meu pai plantou-me/ Em Minas”, sendo Bárbara Lia de Assaí-PR, sustentam essa recepção. Observe mais uma vez o leitor, que tudo nasce de um verso de Emily, título do poema (“Toquei seu berço silencioso”). Em outro, o nome ecoa transmudado: “O tosco me agride/ Tudo o que é rude/ Um passo atrás/ A cada farpa/ A cada sílaba bárbara” (“Remando no Éden”). Em suma, se o pai nomeou-a poeta, atribuiu-lhe ainda um nome-verso, Bárbara Lia.

(...)

SIDNEI SCHNEIDER é poeta, tradutor e contista da cidade de Porto Alegre (RS), Brasil. Nascido em Cruz Alta (1960), aos quatro meses de idade mudou-se para Santa Maria. Cursou Engenharia Florestal, foi ator do Grupo Porão de Teatro, líder político e estudantil. Em 1982 transferiu-se em definitivo para Porto Alegre.
Autor dos livros de poesia Quichiligangues (Dahmer, 2008), Plano de Navegação (Dahmer, 1999) e tradutor de Versos Singelos/José Martí (SBS, 1997). Participa de Poesia Sempre 14 (Biblioteca Nacional/Minc, 2001), Antologia do Sul, Poetas Contemporâneos do RS (Assembléia Legislativa/Metrópole, 2001), O Melhor da Festa (Nova Roma, 2009) e de dez publicações resultantes de concursos institucionais de conto e poesia. 1º lugar no Concurso de Contos Caio Fernando Abreu, UFRGS, 2003 e 1º lugar em poesia no Concurso Talentos, UFSM, 1995.

(...)







Oração

Thursday, May 19, 2011

O Bule




Porque só a poesia salvará o mundo

- Especial Poesia n’O BULE, com Munique Duarte, Bárbara Lia e Reinaldo Ramos.

http://www.o-bule.com/2011/05/especial-poesia-no-bule.html

Wednesday, May 18, 2011

Provocações com Luis Serguilha



Meu amigo Luis Serguilha em um lugar que é a cara dele. No programa do Abujamra. Ontem fui abraçar meus queridos amigos e ler poesia na noite fria. Não pude ver Provocações. Vi agora,  o programa está no site da TV Cultura.
Uma pausa para falar de poesia, como ontem com a Marilda Confortin e o Ivan, tirou-me do ninho quente onde vivo puglada ao útero amado do verbo. Ando reclusa e nunca fui tão lúcida quanto ao que desejo de mim. O que desejo de mim é nunca romper este cordão que me nutre. Cá estou a escrever e escrever e minha mãe é a Palavra. Então todos os muros explodam, ou fundam-se com as heras raras. Eu estou cumprindo o vaticínio da infância e tudo o que cerca é mola propulsora. Isto remete ao que Serguilha disse ontem - Eu não escrevo para ninguém eu escrevo para o outro de mim mesmo.


Monday, May 16, 2011

Além do amor



Este depoimento do Viníciu foi uma das mais belas coisas que vi. Lindo! Quem não tem vontade de tocar uma campaínha e gritar o quanto ama alguém. Eu tenho. Muita vontade de gritar e proclamar, pregar outdoors nas nuvens e contar até para os pássaros. Não posso. Então atiro o amor em uma cabana fictícia, dentro a lenha ardendo e a vontade de pescar os momentos e voltar ao ninho de Último Tango em Paris. Sem nada a fazer além de proclamar na solidão de um endereço só nosso, fico olhando a bruma curitibana, sabendo que agora eu amo um mito. El Rey Dom Sebastião. O Iluminado. O Encoberto. Confissões são perigosas, mas, por Deus... Vinícius incita a pelo menos pensar neste gesto de loucura. Poetas são mesmo estes loucos que eu amo. Como eu amo Vinícius e esta declaração de beleza.

Sunday, May 15, 2011

SOBRE TODAS AS COISAS





COISA MAIS LINDA!!!!




Sobre Todas as Coisas


Chico Buarque


Composição : Edu Lobo/Chico Buarque de Hollanda





Pelo amor de Deus
Não vê que isso é pecado, desprezar quem lhe quer bem
Não vê que Deus até fica zangado vendo alguém
Abandonado pelo amor de Deus



Ao Nosso Senhor
Pergunte se Ele produziu nas trevas o esplendor
Se tudo foi criado - o macho, a fêmea, o bicho, a flor
Criado pra adorar o Criador



E se o Criador
Inventou a criatura por favor
Se do barro fez alguém com tanto amor
Para amar Nosso Senhor



Não, Nosso Senhor
Não há de ter lançado em movimento terra e céu
Estrelas percorrendo o firmamento em carrossel
Pra circular em torno ao Criador



Ou será que o deus
Que criou nosso desejo é tão cruel
Mostra os vales onde jorra o leite e o mel
E esses vales são de Deus



Pelo amor de Deus
Não vê que isso é pecado, desprezar quem lhe quer bem
Não vê que Deus até fica zangado vendo alguém
Abandonado pelo amor de Deus

Friday, May 13, 2011

A flor dentro da árvore

“Até que os serafins acenem com seus chapéus brancos”


Não nasci para resfriar o mundo
Neste lerdo cortejo de omissões
Estas palavras interditas
Suspensas

Não vim quebrar as pernas do sol
Silenciar cada bemol
Não vim para arrebentar o anzol
Do velho de Hemingway

Sou mar e trovão no coração
Nasci para amar sem lastro
Para dançar no pátio
It is my way

Bárbara Lia

do livro no prelo - A FLOR DENTRO DA ÁRVORE

A pandorga que entortou o vento por Reginaldo Pujol Filho


Fernando Ramos - organizador da Festa Literária de Porto Alegre



Reginaldo Pujol Filho escreveu o texto - A pandorga que entortou o vento - publicado no
Caderno de Cultura do jornal ZH, em 07/05/2011

Marcelino Freire do Bom Fim? Rogério Pereira dos Pampas? Liz Calder de Cavanhaque?
Um texto para conhecer a saga deste moço que realiza um evento de porte por puro amor à Arte.
Publicado no site da Livraria de Porto Alegre - Palavraria - o texto escrito pelo escritor Reginaldo Pujol Filho apresenta este que Fabrício Carpinejar citou como - a pandorga que entortou o vento.


http://palavraria.wordpress.com/2011/05/10/a-pandorga-que-entortou-o-vento-por-reginaldo-pujol-filho/

Monday, May 09, 2011

Lagoa da Posse

Nada se penetra, nem átomos, nem almas. Por isso nada possui nada. Desde a verdade até a um lenço - tudo é impossuível. A propriedade não é universal: não é nada.

Fernando Pessoa
Livro do Desassossego

Friday, May 06, 2011

O Melhor da Festa - 3

Coletânea da FestiPoa Literária, “O melhor da festa volume três”, O lançamento, com autógrafos, será amanhã, dia 07 de maio, na Casa de Teatro, a partir das 21h30. 


 



Participam da coletânea: Adão Iturrusgarai, Ademir Assunção, Alexandre Rodrigues, Altair Martins, Amilcar Bettega, Antonio Carlos Secchin, Antonio Cicero, Antônio Xerxenesky, Andréia Laimer, Augusto Paim, Bárbara Lia, Carlos André Moreira, Cardoso, Carlos Gerbase, Carlos Pessoa Rosa, Cássio Pantaleoni, Claudia Tajes, Cristian De Nápoli, Daniel Weller, Diego Petrarca, Douglas Diegues, E. M. de Melo e Castro, Everton Behenck, Flávio Wild, Guilherme Orosco, Guto Leite, Henrique Rodrigues, Henrique Schneider, Horacio Fiebelkorn, Jacob Klintowitz, Jeferson Tenório, João Gilberto Noll, Jorge Fróes, Laerte, Laís Chaffe, Leandro Dóro, Liana Timm, Lima Trindade, Lúcia Rosa, Luciana Thomé, Luís Dill, Luís Serguilha, Luiz Paulo Faccioli, Marcelo Spalding, Márcia Denser, Maria Rezende, Marcelo Sahea, Marlon de Almeida, Monique Revillion, Nei Lopes, Nelson de Oliveira, Nicolas Behr, Olavo Amaral, Paulo Ribeiro, Pena Cabreira, Ramon Mello, Reginaldo Pujol Filho, Reynaldo Bessa, Ricardo Silvestrin, Rodrigo Bittencourt, Rodrigo dMart, Rodrigo Rosp, Ronald Augusto, Sandro Ornellas, Sergio Faraco, Simone Campos, Tailor Diniz, Virna Teixeira, Wilmar Silva, Wladimir Cazé, Xico Sá.


Informações sobre a coletânea “O melhor da festa volume três”



Título: O melhor da festa volume três

Número de páginas: 264

Preço: R$ 25,00

Número de autores participando: 71

Conteúdo: poemas, contos, crônicas, cartuns e tiras

Projeto gráfico: Jorge Nácul

Capa: Márcio-André

Revisão: Press Revisão

Supervisão editorial: Laís Chaffe

Organizador: Fernando Ramos

Editora: Casa Verde

Thursday, May 05, 2011

POESIA SEM PELE

 

Lau Siqueira lança Poesia sem pele

hoje, durante a FestiPoa Literária



O poeta gaúcho Lau Siqueira, que vive na Paraíba, está em Porto Alegre para o lançamento de Poesia sem pele, segundo volume da Série Cidade Poema, voltada a poetas participantes do projeto homônimo. Lau autografa o livro a partir das 20h de HOJE (5 de maio), no Quintana's Bar, mezzanino da Casa de Cultura Mario Quintana (Andradas, 736). Poesia sem pele sai pela Casa Verde e dá prosseguimento à série inaugurada em outubro de 2010 com O livro das fraquezas humanas, de Pedro Stiehl. Com edição de Laís Chaffe, design gráfico e capa de Auracebio Pereira, Poesia sem pele será lançado durante a FestiPoa Literária, na Mostra Artistica Cabaré do Verbo, com presenças de vários poetas e músicos. Depois de Porto Alegre, Lau Siqueira faz lançamentos em Curitiba (10 de maio) e João Pessoa (18 de maio).


*
O projeto Cidade Poema, que começou em 2009, tem como objetivo colocar a literatura na vitrine, em ações que vão de outdoors a ímãs de geladeira, de minimetragens poéticos a bolachas de chope, passando por exposições, performances, busdoors, lançamentos de livros impressos e e-books. Neste ano, as parcerias com a FestiPoa incluem, além do lançamento de Poesia sem pele, a exposição de fotos e ilustrações Cidade Poema, na Câmara Municipal até 27 de maio; a Festinha Cidade Poema (dia 7, na Bamboletras, das 15h às 18h); o lançamento da antologia O melhor da festa 3 (Casa Verde); e gravações de poemas de Alexandre Brito, Laís Chaffe e Sandra Santos no Estúdio Móvel Gravaêh, da ONG Cirandar, realizadas no último domingo.



Poemas do livro Poesia sem pele:


conceito

não alongo
poemas

apenas curto

no máximo
s u r t o
LAU SIQUEIRA




viver é delicado
argumento de samba
sentimento de fado
LAU SIQUEIRA

l

O QUE: lançamento de Poesia sem pele (Casa Verde, 2010, 72p)
QUEM: LAU SIQUEIRA
QUANDO: 05 de maio de 2011, quinta-feira, a partir das 20h
ONDE: Quintana's Bar, no mezzanino da Casa de Cultura Mario Quintana (Andradas, 76)
QUANTO: R$ 15,00


Dia 10 de maio - LANÇAMENTO EM CURITIBA

Lançamento


10/05 - 19 hor
JORNAL MEMAI 06 editado por Marília Kubota
Poesia sem Pele , de Lau Siqueira

Brooklyn Café
Rua Trajano Reis, 389 - São Francisco - Curitiba - PR




Amenóphis IV (Akehnaton) para Nefertiti




Vou respirar o doce hálito da sua boca.


A cada dia vou contemplar a sua beleza(...)

Dá-me tuas mãos, carregadas de teu espírito,

a fim de que eu receba e viva por ele.

Chama o meu nome no decorrer da eternidade:

Ele jamais faltará ao teu apelo!


(fragmento de Hino ao sol)

Monday, May 02, 2011

Lero-Lero com Bárbara Lia - título da entrevista ao Cássio Amaral.


1. A Poesia num mundo tão caótico ainda consegue ter sentido?


A Poesia está na essência do Todo. Quando o mundo ruir, vai restar a Poesia. Não existe mundo sem Poesia. Se ela for entendida como substrato da Beleza e Portadora de Mistérios. Nunca vai morrer Deus (o Verdadeiro), o Amor, a Poesia e otras cositas más. Ainda que alguns não creiam nem em Deus, nem no Amor e nem na Poesia... Os reveladores da Poesia vivem este drama na busca de comunicar algo que não encontra lugar na superfície das coisas. O poeta foi, é e sempre será um corpo estranho no mundo. Se pensarmos bem, este mundo nasceu do Caos e segue mergulhado no Caos, ad infinitum. A Poesia é o sentido de quem rasga a cortina do efêmero, ou mergulha um pouco mais fundo e não se conforma com as águas ralas. Sempre pensei os poetas como traficantes de Beleza, só que transitamos por galerias submersas e ninguém nos vê.

(...)

para ler toda a entrevista: