Monday, July 29, 2013

Paraísos de Pedra

Família!

Priscilla Fernandes 


João Debs _ O fotógrafo da Ninfa da Praça Osório _ belíssima capa do livro

     abaixo: com o poeta Rafael Valter



autógrafos
Márcio Claudino, presença amiga _ sempre.




"Paraísos" também traz os mais amados amigos que há tempo não via
_Ana Marcelle_ esta flor de Belém.


Nildete Costa _ Peabiruenses em tarde de "Paraísos"


                                         Fran Ferreira e Álvaro Posselt _ presença da Poesia



Muito obrigada a todos que foram ao Paço da Liberdade. Foi uma tarde bela de reencontros e alegria. Obrigada aos amigos que escreveram, e estiveram ao lado, ainda que não fisicamente. Grata ao Tonho Franca Franca e Wilson Gorj por abrir as portas da editora a este projeto delicado, que é o resgate de um tempo e de uma cidade. Obrigada aos responsáveis pelo Espaço SESC Paço da Liberdade por acolher este momento em um lugar de levezas qual as tardes da infância. Grata aos primos e primas que vieram. Aos autores Penalux Michelle Puppo e Thomas Brenner. E aos amigos que não estão aqui nestas fotografias.
O livro, agora, apenas no site da Editora Penalux.
O link ao lado.


Monday, July 22, 2013

Um mundo mágico ao redor da casa _ Marleth Silva para o Caderno G da Gazeta do Povo

Foto _ Daniel Castellano (Caderno G _ Gazeta do Povo)


Um mundo mágico ao redor da casa

Depois dos romances e da poesia, Bárbara Lia se arrisca nos contos para falar da infância no interior do Paraná

Matéria de Marleth Silva para a coluna _ Livros _ Cadeno G _ Gazeta do Povo, uma visão da jornalista do meu livro Paraísos de Pedra, que evoca memórias da infância na cidade de Peabiru, Norte do Paraná. Alguns contos do livro tem como cenário Curitiba. Por isto: Paraísos. As duas cidades como palco desta primeira publicação de narrativas curtas. 
Link para a matéria: clicar aqui



foto _ Kátia Torres Negrisoli

Tuesday, July 16, 2013

Convite para o Lançamento de _ Paraísos de Pedra _ Bárbara Lia (Editora Penalux) _ Contos





Paraísos de Pedra
Bárbara Lia
Editora Penalux _ 2013
Selo Castiçal
Contos Brasileiros
110 Páginas
Capa e Diagramação _ Ricardo A. O. Paixão
Imagem da Capa _ A Ninfa da Praça Osório, do repórter fotográfico João Debs
Revisão _ Priscilla Fernandes
ISBN _ 978-85-66266-34-3

Para adquirir o livro, quem não puder comparecer ao lançamento em Curitiba:
http://www.editorapenalux.com.br/




Paraísos de Pedra traz narrativas da Infância da autora na cidade de Peabiru e contos que utilizam como cenário a cidade de Curitiba: Memória e Invenção.
“Paradiso” trafega por locais curitibanos: A Feira de Artesanato do Largo da Ordem, o chafariz – A fonte da memória – do escultor curitibano Ricardo Tod que evoca os tropeiros que vinham a Curitiba para comercializar seus produtos transportados por carroças e mulas. Naquela época os animais utilizavam o pequeno bebedouro - ainda existente - no Largo da Ordem. O bar Sal Grosso - reduto de poetas e artistas. O Café Express e a Confeitaria das Famílias. O Mercado das Flores, a Rua XV...
“Cinema Paradiso” utiliza títulos de filmes para narrar uma infância mágica vivida em Peabiru. Alguns garotos da cidade a denominaram – Parisbiru. Uma cidade que tem o poder de cravar dentro da alma dos que ali viveram uma indescritível nostalgia que faz com que o pensamento sempre retorne para suas ruas marrons, para sua praça pequena e para os detalhes que fazem desta cidade uma espécie de paraíso perdido.

Os contos da maturidade tem a urgência de dizer: A vida escoa. Os da infância perdem-se em relatos da memória, longos como os dias em Peabiru. O sol ao lado, sempre.

Friday, July 12, 2013

Cenário Aroma de Anis



Kátia Torres Negrisoli vive em Adamantina. Nossas trocas poéticas sempre pelo mundo virtual ou via Correios deu um salto para este encontro em Curitiba. No cenário de um dos contos do meu novo livro _ Paraísos de Pedra _ O Café Express. Noite gélida e encontro para derreter a distância. Minha amiga de Adamantina é mesmo uma querida. Nosso encontro foi no cenário de um dos contos. Um conto antigo que reescrevi _ Aroma de Anis. Ali diante da Praça Santos Andrade. Em um café aconchegante. Bela noite poética. Valeu, Kátia.
***


fragmento de Aroma de Anis, Paraísos de Pedra _ Editora Penalux:


(...)

Em algum lugar Lá dança espalhando estrelas azuis.
Lá aonde eu nunca mais irei acalmá-la recostando no meu peito estraçalhado de amor sua cabecinha atordoada, enquanto ela repetia até adormecer:

Dói viver, dói viver, dói viver, dói viver...

Lá dizia que o gosto do céu é menta com chocolate.
Inverno de quase neve na cidade gélida, nossas bicicletas encostadas em algum lugar à nossa espera enquanto o sorvete derretia em nossas bocas ela repetia...

Céu! Este é o gosto céu: Menta com chocolate.

Em todos os invernos provarei o gosto do céu olhando o voo das pombas sentindo o aroma de anis de seus cabelos espalhados.
E um sopro suave à saída do Café Express me trará esta certeza: dela ao meu lado espalhando anis no ar com a ternura dos naufragados.

Bárbara Lia


Prédio da UFPR e ao lado fica a Praça Santos Andrade. As fotos são da Kátia. Aquela que estamos juntos pedimos para um moço bonito que estava no café tirar. Bela noite. Poesia de sabores e risos. ENCONTRO.


Thursday, July 11, 2013

Saturday, July 06, 2013

Shame

  _ Cena de Shame - Direção Steve McQueen  - Michael Fassbender e Carey Mulligan _



Respira fundo. Respira e entra no filme... Li algumas críticas. A sinopse nem ao menos toca no assunto _ incesto. Ninguém afirma, alguns dizem que existe uma insinuação de incesto e que o filme é sobre um cara viciado em sexo que não consegue ter uma namorada (no caso, uma colega de trabalho) e só faz sexo com prostitutas. Para mim soou mais nítido. Da primeira à última cena as reações dele à tudo que envolve sua irmã traz aquela sutil presença do amor homem / mulher. O silêncio, o desejo de não ouvir o que ela diz. E cena a cena ele vai revelando o que está em um lugar oculto, muito oculto. A interpretação dos dois atores é magnífica. Em alguns momentos do filme dá a impressão que algo já aconteceu entre eles. E que este momento criou aquela densidade e aquela tensão quando os irmãos se encontram. São conjecturas. O filme é sensacional por tocar em temas tão delicados e conseguir atravessar sem resvalar em nada pequeno. É sempre aquela tensão interior. Ele não diz a ninguém. Ele nem revela ao seu chefe que ele é o cara que baixa aqueles vídeos, ele não assume quando o chefe diz _ algum estagiário mexeu no teu computador... Os dois estão perdidos, isto é nítido. E não conseguem amparar-se por estarem a um milímetro do território proibido. E ver Shame no silêncio de uma tarde, com o sol agressivo depois de tantos dias cinzentos, dói mais. 
Prêmios são mesmo uma lástima. Em qualquer área. Não ter uma indicação ao Oscar, ao menos uma, mostra como é politicamente correta esta droga de Academia de Cinema. E daí se o assunto é incesto, e daí se o cara é viciado em sexo, e daí se ele anda nu metade do filme, se aquela menina linda consegue aparecer qual sua personagem, frágil, de cabelos descoloridos, pálida, a ponto de demorar um tempo para que eu percebesse que o filme era com ela.
Sim, eu sou desligada. Li sobre o filme e pensei em ir em busca dele. Mas, esqueci. Do nada, na casa da minha filha decido procurar filmes neste tal Netflix e encontro o filme que invadiu a tarde de sexta-feira com um balde de água de beleza. Que bom saber que ainda fazem filmes como este. Que bom que existem diretores que não entram na linha politicamente correta, e ousam. Eles ficam sem os prêmios, e a Arte fica com a Beleza. E o que importa mais?
Premiam à exaustão filmes que falam de terrorismo. Isto sim é obsceno. A vida em si, o que somos nós como pessoas, as nuances da alma que a gente não compreende. Estas armadilhas na qual alguns caem e ficam sem saída. Tudo isto é humano. E não devia ofender mais que as guerras.
O filme não quer traçar nenhum caminho, provar nada, dar resposta. Mesmo o enredo. Não existem lições. E esta parte da vida é a mais rica. Para mim que não suporto mais tantas lições e tantas coisas tão redondinhas quadradinhas encaixadinhas buriladinhas. Para mim foi uma espécie de redenção...
Ponto para esta atriz que segue com uma surpreendente coragem. Para ela cai bem estes papéis de mulheres que são amadas mas não ficam com seus amores. Foi assim em _ Never Let me Go _ quando ela contracenou com Andrew Garfield. Foi também em _ Drive _ com Ryan Gosling, outro filme impactante, sem retoques, realidade crua lavada em humanidade. Foi em An Educacion que apresentou Carey ao mundo. Acho que ela tem um olhar de quem perdeu o amor. Tem lá dentro aquela tristeza embotada, uma mágoa que brilha, como se ela cobrasse do mundo o que lhe é devido. Ainda que não consiga. Ela cobra, encerra a dor na alma e depois dá aquele sorriso quase infantil. É uma estrela sem medo. Que escolhe estes papéis longe de estereótipos.
Este filme é de 2011. Eu sou aquela que vai narrando o que vê. E não ser crítica de cinema dá esta liberdade, não preciso estar em dia com a programação, apenas com tudo aquilo que lê e vê o meu coração.




Wednesday, July 03, 2013

La belle personne

Louis Garrel _ Cena de "La Belle Personne" de Christophe Honoré





"o poeta escreve sobre oceanos que não conhece" _ disse Neruda. Chico escreveu Budapeste sem conhecer Budapeste. Ouvi um dia desses Adriana Lisboa dizer que foi a Hanói pelo desejo de conhecer, e que já havia escrito o livro. Escrevo uma história e uma personagem puxa o fio até Paris. E senti uma vontade enorme de recriar poeticamente um homem francês assim, tipo _ Louis Garrel _ não aquele de "Os sonhadores", aquele de "La belle personne", aquele homem apaixonado, angustiado, que se senta na escada diante do prédio da amada e fica à espera. Nem sabe que ela já deixou a cidade e atravessa o mar em uma barca, a espiar este distanciar de um lugar. Melhor que morrer é afastar-se da morte. E o amor é uma morte, lenta. É esta agonia que não cabe dentro da pequenez do ser. Quem tem juízo não vende a vida para ter alguém ao lado. Preferem eternizar algumas horas, estas que se transformam  território de moradia, casa aberta para sua visita. Viver duas ou três horas com quem se ama _ em plenitude _ e voltar ao banal é como manter o graal e saber que ele existe. E Louis Garrel é esta materialização do intocado. Paris, idem. A menina que criou vida em um texto meu. Reunir tudo isto vai demorar um pouco, vai me tirar do centro das coisas, deste mundo virtual onde não sei trafegar, eu confesso. Quem dera fazer as malas, desembarcar em París, sentar-me naqueles cafés e ter esta mordomia que muitos tem, de deslocar-se fisicamente para o locais sobre os quais querem escrever. Eu não sei se isto traria um adendo. Chico e Adriana e suas falas chegam como uma brisa acolhedora para comprovar que posso criar um homem francês. Com carisma e paixão, qual o professor do filme _ la belle personne _ apaixonado por uma bela mulher que ele vai seguir pelas ruas, pelos corredores do colégio, pelos cafés, nadando na neblina de uma cidade fria, abduzido por ela, por ela que é daquele time de mulheres que saem de cena antes que esfume o encanto, estas que nunca ficam para recolher os estilhaço da beleza. As que deixam a beleza intacta. La belle personne.