Wednesday, August 15, 2007
NICOLAS BEHR

POETA MARGINAL? EU, HEIN?
não nasci em montes claros. não tenho nome completo. não sou professor. não consegui conciliar nada com a literatura. nunca publiquei nada. atualmente não resido em porto alegre. não me chamo eduardo veiga. não escrevo poesia há mais de 15 anos. não estou organizando meu primeiro livro. não sou graduado em letras. não acredito que a poesia seja necessária. não estou concluindo nenhum curso de pedagogia. não colaboro em nenhum suplemento literário. não estou presente em todos os movimentos culturais da minha terra. não sou membro da academia goiana de letras. não trabalho como assessor cultural da sec. meus pais não foram ligados ao cinema. não tenho tema preferido. não comecei a fazer teatro aos 12 anos. não me especializei em literatura hispano-americana. não tenho crônicas publicadas n’o republica de lisboa. não passei minha infância em pindamonhangaba. não canto a esperança. não recebi nenhuma premiação em concurso de prosa e poesia. não tenho sete livros inéditos. não sou considerado um dos maiores poetas brasileiros. nunca fui convidado para dar palestras em universidades. não vejo poesia em tudo. não faço parte do grupo noigrandes. não me interesso por literatura infantil. não sou casado com o poeta afonso ávila. na minha estréia não recebi o prêmio estadual de poesia. o crítico josé batista nunca disse nada a meu respeito. não sofri influência de bilac. não sou ativo, nem dinâmico. não me dedico com afinco à pecuária. não sou portador de vasto curriculum. não recebi mensão honrosa no concurso de poesia ferreira gullar. não exerço nenhuma atividade docente, nem decente. não iniciei minha carreira literária no exército. não fui a primeira mulher eleita para a academia acreana de letras. não tenho poesias traduzidas para o francês. não estou incluído numa antologia a ser publicada no méxico. minha poesia não é corajosa. não gosto de arqueologia. walmir ayalla nunca me considerou um revolucionário. nunca tentei compreender o homem na sua totalidade. não vim para o brasil com 5 anos de idade. não aprendi russo para ler maiakowski. meu pai não é chileno. não sou virgem, sou capricórnio. não sou mãe de seis filhos. nunca escrevi contos. não me responsabilizo pelos poemas que assino. não sou irônico. não considero drummond o maior poeta da língua portuguesa. não gosto de andar de bicicleta. não sou chato. não sei em que ano aconteceu a semana de 22. não imito ninguém. não gosto de rock. não sou primo dos irmãos campos. não sou nem quero ser crítico literário. nunca me elogiaram. nunca me acusaram de plágio. não te amo mais. minha poesia nunca veiculou nada. não sei o que vocês querem de mim. não espero publicar nenhum romance. não sou lírico. não tenho fogo. não escrevi isto que vocês estão lendo.
Tuesday, August 14, 2007
Monday, August 13, 2007
DA BOCA PRÁ FORA
Sunday, August 12, 2007
Vincent (Starry Starry Night) - Don McLean
Van Gogh é uma nuvem delicada, onde vez por outra eu me deito para esquecer as almas ignaras...
...
Os campos de trigo continuam azuis a florescer pássaros
e acalentar o pão que aquece a alma
de quem ama e de quem não ama.
Os campos de trigo seguem embalando a lua
com uma sonata ao futuro sem fome.
Os campos de trigo esqueceram Van Gogh,
pois não há mais dor no homem.
É tudo realidade consentida.
Ninguém mais ergue sua obra para que o mundo
floresça em primaveras
que o artista não pode viver...
- fragmento da poesia - CAMPOS DE TRIGO - Bárbara Lia
Saturday, August 11, 2007
Friday, August 10, 2007
Thursday, August 09, 2007
CLIFTON GIOVANINI

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Clifton Giovanini - homem de azul
antes que o sol se arrisque
a abandonar esta carcaça;
juro que não estou aquI
vejo, olho, sinto
e não sei dizer
o que se fará no amanhã
mas a mente enfraquecida
o olho do atirador
o alvo e o projétil
vão onde não vou
Vou lhe dizer sim
alguma coisa
coisa esta que não sei quem sou
mas no hoje, no brilho
na forma de viver
vivo
e não sei quem sou.
Sou a bala no cano
o dedo no alvo
o olho do atirador...
CLIFTON GIOVANINI
Curitiba - Pr
EDSON FALCÃO
Para sair do chão e retornar
Forma um passo
O tempo de um passo é o tempo-amor
Nesta imagem o pé sou eu
O tempo é ele mesmo com pequenas variações de tempo
O chão é você
EDSON FALCÃO
- Curitiba - PR
poesia publicada na edição nº 2 do mural de poesias
BEATRIZ - editado por Rodolfo Brandão
LUCIANA CAÑETE

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Delmira Agustini
Montevidéu, 1886 - 1914
Não sou suicida
............ para Delmira Agustini
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Se Sylvia, se Virginia
Se Florbela ou Ana Cristina,
Delmira não.
Onde estas sucumbiram -
na asfixia de seu desconforto,
no rio mergulhado com demasiada profundidade,
no eterno sono veronal,
no vôo livre e descendente -
ela, num ímpeto de saber-se quem era
recusou a morte em vida,
a sepultura matrimonial.
Borboleta catalogada:
se despregou do quadro e voltou a imprimir
movimento às asas, Suas
.
O vôo,
ainda que breve
foi bravo
LUCIANA CAÑETE
Curitiba - PR
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GIL BRANDÃO
A luz passava em ondas através do vestido que ela usava.
Ela flutuava: etérea, lancinante.
Uma imagem com sabor de ameixas e vinho seco.
Tão fugaz que minha lembrança se perdeu no tempo
fundindo em silêncio alegria e maldição.
GIL BRANDÃO
Curitiba-PR
http://www.meuparedro.blogger.com.br/
Monday, August 06, 2007
ALFONSINA Y EL MAR
Alfonsina y el mar
(Félix Luna - Ariel Ramírez)
Por la blanda arena que lame el mar
su pequeña huella no vuelve más,
un sendero solo de pena y silencio llegó
hasta el agua profunda.
Un sendero solo de penas mudas llegó
hasta la espuma.
Sabe Dios que angustia te acompañó
qué dolores viejos calló tu voz
para recostarte arrullada en el canto
de las caracolas marinas.
La canción que canta en el fondo oscuro del mar
la caracola.
Te vas Alfonsina con tu soledad,
¿qué poemas nuevos fuiste a buscar?
Una voz antigua de viento y de sal
te requiebra el alma y la está llevando
y te vas hacia allá como en sueños,
dormida, Alfonsina, vestida de mar.
Cinco sirenitas te llevarán
por caminos de algas y de coral
y fosforescentes caballos marinos harán
una ronda a tu lado.
Y los habitantes del agua van a jugar
pronto a tu lado.
Bájame la lámpara un poco más,
déjame que duerma nodriza en paz
y si llama él no le digas que estoy
dile que Alfonsina no vuelve.
Y si llama él no le digas nunca que estoy,
di que me he ido.
...
(Imagens da ilha de Malta, localizada no mar Mediterrâneo, entre Itália e África.música: alfonsina y el mar - intérprete: Nana Mouskouri)
e.e.cummings

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TERÇA-FEIRA, 07 DE AGOSTO
Adalberto Muller é poeta e tradutor, autor
entrada R$1,99
Sunday, August 05, 2007
MEU ALEPH
Saturday, August 04, 2007
SEDE DE AMAR Nº 1
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MUNCH
A mulher dobra o arco-íris
e o esconde sob a mortalha.
Colhe a estrela matutina
e a aninha, ainda quente,
entre as rosas mortuárias.
A pedra pequena recolhida
nos trilhos da rua do amado
coloca em seu ouvido
como concha
para levar na eternidade
o eco dos passos dele.
Ela está morrendo
e seu amor não sabe.
Bebe o último copo d'água
sabendo
que a sede mais intensa
nunca foi saciada.
BÁRBARA LIA
Friday, August 03, 2007
O SAL DAS ROSAS

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Espelho liquidificador
marca com lápis sanguíneo
o tempo em minha face.
Ecos do acorde da apocalíptica caveira
invadem a aurora.
Cansei das noites solitárias e este cenário
de lua & estrelas.
Planto sementes de lua
esperando um céu do avesso:
Mínimas luas: crescentes, minguantes, cheias.
- bilhares, multicores.
E uma estrela - azulada imensa -
a bailar no cobalto-quase-negro
das minhas noites solitárias.
BÁRBARA LIA
- O SAL DAS ROSAS (Lumme editor-2.007)
A ILHA DE IA


Thursday, August 02, 2007
REVISTA LASANHA
A poesia "Luzes de Marfim" está na edição de agosto da Revista Lasanha (de lamber os textos), editada por Maicknuclear - http://www.revistalasanha.cjb.net/
Wednesday, August 01, 2007
AGUAS DE ALEJANDRÍA

Tus aguas, Alejandro,
...............................rompieron reinos
.......................................................y rompen mi cuerpo.
Las cortinas
................de nuestras nupcias
............................................aún arden.
Arden en mí los celos.
...............................Arde dividirte
.................................................en amor y honor.
Sé, mi cuerpo ardiente,
.................................morada fecunda de tus aguas,
............................................................................te calma.
Cuando murió Hefestion,
...................................el silencio
Todos los caballos esquilados.
..........................................El médico sacrificado,
.......................................................................honores al héroe.
Pero en una noche,
...........................en nuestra noche,
....................................................nada había en ti de Hefestion.
Incendiamos los siglos.
................................Sus aguas se extendieron azules
..............................................................................en reinos.
Se extendieron azules en mi carne.
..................................................se extendieron,
........................................................................en amor.
Construyo un castillo de piedras de vidrio.
..........................................................Colores de los celos:
.......................................................................................Amarillas.
Las del amor,
..................esas piedras minúsculas:
.....................................................rojas.
Gotas de tu noble semen congeladas,
....................................................son las ventanas:
............................................................................Translúcidas.
Cuando vertías vida de tu carne
............................................caías frágil
..........................................................en campo de lucha
- Mi cuerpo -
.................Magno derrotado, sin Bucéfalo.
............................................................Guerrero vencido.
Yo, Roxana
...............bárbara princesa
.....................................de ojos zafira.
Roxana - reina y sierva -
..................................cuerpo del color del resentimiento
................................................................................de las arenas,
coloriendo la torre
.........................con tonos del cielo de Babilonia,
.....................................................................cielo del reinicio.
Con el blanco resoluto de tu sonrisa.
...................................................Casi imposible,
.........................................................................tu sonrisa.
Castillo fiado, protegido, esperando,
...................................................siempre,
...............................................................siempre.
Las aguas de Alejandría vertiendo en mi vientre
...................................................................Fuera &
.............................................................................Dentro
Saturday, July 28, 2007
PORÃO LOQUAX - MÁRIO QUINTANA
Mario Quintana
LANÇAMENTO DO PACOTE DE POESIA MÁRIO QUINTANA
NO PORÃO LOQUAX - WONKA BAR
Terça-feira, 31 de julho, a partir das 22h.
Nesta terça-feira - o lançamento do Pacote de Poesia Mário Quintana (Sesc da Esquina) no Porão Loquax.
No projeto, grandes nomes da nossa literatura são homenageados periodicamente.
Jéssica e Cléber, da companhia de teatro "Elenco de Ouro", declamarão poesias que se encontram no Pacote de Poesia do Sesc da Esquina.
La nave va...
Sou toda coração...
Nos demais, todo mundo sabe, o coração tem moradia certa, fica bem aqui no meio do peito, mas comigo a anatomia ficou louca, sou todo coraçã...
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É incrível que elas tenham nascido na mesma data, Clarice em 10 de dezembro de 1920 em Chechelnyk, Ucrânia e Emily Dickin...
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INSÔNIA Este é o século da nossa insônia Mentes plugadas em telas isonômicas Longe dos mitos e da cosmogonia Dopados de “soma” e ...
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