Thursday, November 19, 2015

Quando eu quis atravessar as grandes águas





Quando eu quis atravessar as grandes águas
O silêncio lá no alto bombeava fúria nas veias
Os trovões mais abaixo eram canção de ninar

Quando eu quis atravessar as grandes águas
Equilibrava-me em pontes carentes, sem cair
Nos petrificados solos: ruía inteira, sangrava

Lembro que não havia anjos ou demônios...
Nada que li reli nos livros antigos e sebosos
Era solidão e flores azuis a embalsamar o ar

Sim, atravessei as grandes águas sem rezar
Três pétalas de ternura coladas ao corpo nu
Sonho (oráculo) em preto e branco com o pai
Cheiro inconfundível de tangerina nas narinas

Depois da travessia - olhos veem além da pele
Nem é tão bom ver dentro o mundo e pessoas
Não sei se era mais feliz antes da viagem rara
Ela altera o rosto da felicidade e só me resta:

Esta casa vazia cheirando à poesia, a mala fria
Com mil tangos de adeus e acenos nas estações
Os beijos fotografados pela lua e as lágrimas...
Todas que o sol secou como se fosse seu ofício
E alguns patéticos bilhetes pálidos e sem nexo...
Repúdio de quem não suportou o absurdo peso
De ser amado por quem venceu as grandes águas

Bárbara Lia

imagem - Francesca Woodman

Tuesday, November 17, 2015

furor e flor




homem enigma que habita o silêncio
a bela mão a desenhar; furor e flor
humano e diluído entre meus cílios
vida alucinada: amar o desconhecido 
que rasga com olhar poros e primaveras

nada me obriga a ficar à espera... e fico
uma guerreira no cais da última batalha
na pele: lama, sangue seco e saliva pútrida
tudo ele tirará de mim com sua língua/açoite
noite após noite língua falo mãos lábios
noites helênicas ao som do silêncio tardio
cio azulado explodindo em estrelas bailarinas
sequência surreal de filme de Pasolini
antes, nossa promessa escrita a sangue...
nunca diremos um ao outro : Te amo!

Wednesday, November 11, 2015

"O quintal da Poesia" Bárbara Lia - Revista Carlos Zemek - Arte e Cultura -



O Quintal da Poesia. Um texto poético sobre os versos de Manoel ed Barros... Lembrando "O quintal maior que o mundo" do Manoel e decifrando a equação poética do verso: Aonde eu não estou as palavras me acham". Agradeço a Isabel Furini pelo espaço na - Revista Carlos Zemek - Arte e Cultural.


Para ler - neste link:


http://revistacazemek.blogspot.com.br/2015/11/barbara-lia-o-quintal-da-poesia.html

Sunday, November 08, 2015

BÁRBARA LIA E A AUTORIA FEMININA PARANAENSE: REPRESENTAÇÃO DE GÊNERO NA LITERATURA










Estudo dos dois romances até aqui Editados: Solidão Calcinada (SEEC / Imprensa Oficial do Paraná) e Constelação de Ossos (Editora Vidráguas)





UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CENTRO-OESTE (UNICENTRO) PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS: MESTRADO

BÁRBARA LIA E A AUTORIA FEMININA PARANAENSE: REPRESENTAÇÃO DE GÊNERO NA LITERATURA

DÉBORA CRISTINA ESSER

link para o texto:

BÁRBARA LIA E A AUTORIA FEMININA PARANAENSE: REPRESENTAÇÃO DE GÊNERO NA LITERATURA




Sunday, November 01, 2015

massacre 29


encontra-me     ó manhã            no campo do nosso desespero

(Adonis)



Abril é o mais cruel dos meses, germina
Lilases da terra morta, mistura
Memória e desejo, aviva
Agônicas raízes com a chuva da primavera
T. S. Eliot

Querido Eliot,
Quando este abril despertou escrevi - fúria fúcsia - em um poema singelo, antena da raça como todo poeta. Antes do fim deste abril, vimos toda fúria (fúcsia) em uma praça pública. Sim, o poeta é vidente... E sangra.
Sonhamos, sempre, que o homem aprende com a História e nos enganamos século após século.
Todos os tiranos deixam no ar sua fúria... E de abril em abril o mundo sangra.
Ainda assim, reitero meu poema “Abril”.
De um abril que não vivemos, neste ano da graça de 2015...




Abril



Que venha o Abril Febril!
40° de Poesia e Todo Amor
Que venha o Abril Gentil!
Memória de Cravos e Eliot
Que venha menos Vil...
Apagando a fúria fúcsia
Que venha o Fértil Abril
Adornando almas com rosas

1º de abril de 2015




Massacre 29 *


(Aos presentes em carne e alma, no ataque perpetrado  pelo Governo do Paraná na Praça Nossa Senhora de Salete)




   Então vieram os cavalos
Cascos abrindo o asfalto
A ressuscitar o Trinta de Agosto
De mil novecentos e oitenta e oito
Fantasmas se elevam do chão
Incomodados pela hora da rixa
Atropelados pelo absurdo cruel
Até os fantasmas de 88
Choram ao ver o massacre
   Então, vieram os soldados
Armados até os dentes
Mirando em todo o Adão e toda Eva -
Pelo pecado original da sapiência -
Mentes criativas são belas
É preciso matá-las
Elas brilham em noites perenes
Mudam vidas, abrem mares
   Então, vieram os snipers
Debruçados nos telhados do poder
Cegando os mestres
Rasgando suas bocas
Explodindo seus tímpanos
Mesmo os de estudantes na Praça
   Então, vieram os helicópteros
E bombas feito chuva
Duas horas sem trégua
   Então, veio a fumaça
Rastejante e branca
Invadindo a creche
Magoando inocentes
 “É um filme”
Disseram aos pequeninos
A maldade é um sino
Melhor mentir para não soar
A melodia do escárnio
Nas almas dos anjos
   Então, veio o silêncio
E o zumbido e a dor
Soterrados em uma Praça
- E nem estamos em Gaza –

Curitiba, abril de 2015




* escrita sob o impacto do massacre dos professores em Curitiba  (2015).

Saturday, October 31, 2015

O céu de cada um...





Céu acetileno de Hart Crane
Pútrido transparente embalsamado
Pelas cinzas dos mortos na Brooklin Bridge


Céu água negra de Sylvia Plath
Bebês carbonizados e ovelhas na névoa
A balir para a lua em seu capuz de ossos


O céu que recua sem perguntas e deixa Ana C.
A falar com o vácuo nas estações vazias
Uma mala na mão e como carinho
O doce contato de suas luvas de pelica


Céu morcego infinito de Alejandra
O medo do vazio espocando voos tétricos em sus ojos negros
As mãos finas a trilhar o verbo com leveza de palomas blancas


Maiakovski vestia o céu sem cerimônia
Entardecer nos ombros, sua blusa amarela
A levar o infinito na flauta de suas vértebras
Os sonhos que ele derramou pela Nevski
Ainda embala os poetas do mundo


Tsvetáieva pediu: enterrem-me no céu!
Sonhava viver mais perto do terrível falcão
A derramar a neve na testa das crianças mortas
Em todas as guerras desta Terra torpe
Sabia Marina da suprema dor de se morrer sem ter
Um boneco de neve, uma cama branca de amor


“o céu vela as estrelas; e então as revela”
As adormece no deserto rústico e no jardim vitoriano
Belo jardim de pedras - uma a uma ela as colheu -
Duras companheiras de viagem mais visíveis que as estrelas
E morrer seria mais doce, seria adiável
Se as estrelas não se escondessem na eternidade de um céu que vela
Vela acesa suas palavras acima do mundo...
Virginia Wolf e o silêncio do céu irrevelável intratável e intocado
Quem dera pudéssemos morrer segurando as estrias duras das estrelas secretas
A nós, as fortes, restam pedras, os rios, a coragem e os passos firmes 
E a certeza de que nunca mais as vozes ferirão nossos ouvidos com seu mantra


Bárbara Lia

- poema que originou a série "Musas de Acetileno"


 Campo de Trigo sob um Céu Nublado de Vincent van Gogh

Thursday, October 15, 2015

do pertencimento








Não pertenço a nenhum lugar
Não pertenço a ninguém
Minha casa é o olhar azul de Van Gogh
Dentro dele as estrelas enlouquecem
E o girassol incorpora o sol
Teceram para mim uma máscara de agonia
Rude como pode ser rude uma pessoa fria
Ninguém conhece o cetim da alma e o organdi
Do qual é tecido meu coração
Não pertenço a nada e nem a ninguém
Como um rouxinol eletrocutado, temo partituras
Ainda que siga amando loucamente a Música


Imagem - Magritte

Saturday, October 10, 2015

abismo líquido





existe uma porta
que dá para o abismo
é loucura dar o passo...
darás?
se ficar dói mais
que mergulhar no fim,
sim
não pergunte aos loucos
quando desatou o real
ninguém sabe definir
o fim do sim
da melodia das harpas
a exata hora
que o perfume secou
no ar
a sensorial despedida
deslizar de dedos sobre dedos
deslizar lento que desprega
alma da alma pele da pele
farfalhar de roupas
um riso amarelo lento
e a porta aberta
e o abismo perto
para evitar esta hora
abismal
mergulhar no vácuo
perder mais um pedaço
todos evitam
atar as roupas
roçar os dedos
selar as bocas
dedilhar a harpa
dos corpos melodiosos
a memória grita
e os amores morrem
na casca
Bárbara Lia
fotografia - Man Ray

Friday, October 09, 2015

Respirar





"A mais alta poesia gira ao redor desse livro, porque orbita ao teu redor com uma naturalidade absurda. Não conheço nenhum outro poeta que alcance as notas tão facilmente e seguramente quanto você. É tanta música e pintura e céu com aquele azul decisivo, que o verso se faz carne e sonho com a mesma desenvoltura."  
Fernando Koproski
Poeta e tradutor, organizou e traduziu as Antologias Poéticas de Charles Bukowski Essa loucura roubada que não desejo a ninguém a não ser a mim mesmo amém (7 Letras, 2005) e Amor é tudo que nós dissemos que não era (7 Letras, 2012), bem como a Antologia Poética de Leonard Cohen Atrás das linhas inimigas de meu amor (7 Letras, 2007). Lançou recentemente a trilogia "Um poeta deve morrer", composta pelos livros "Nunca seremos tão felizes como agora", "Retrato do Artista quando primavera" e "Retrato do amor quando verão, outono e inverno" (todos pela 7Letras).


***


Poemas a um só tempo fortes e tocantes, que levam o leitor a entrar em uma certa frequência de sensibilidade toda tua, toda da tua poesia" 
Sidnei Schneider
Poeta, tradutor e contista da cidade de Porto Alegre


***


"Barbara Lia grato por sua respiração poética. Você melhora a cada obra. Me emocionei com sua homenagem ao Rimbaud (p. 65). Meu abraço com amizade e paz" 
Frei Betto 
Autor de 60 livros, editados no Brasil e no exterior, Frei Betto nasceu em Belo Horizonte (MG). Estudou jornalismo, antropologia, filosofia e teologia. Frade dominicano e escritor, ganhou em 1982 o Jabuti, principal prêmio literário do Brasil, concedido pela Câmara Brasileira do Livro, por seu livro de memórias Batismo de Sangue (Rocco). Em 1982, foi eleito Intelectual do Ano pelos escritores filiados à União Brasileira de Escritores, que lhe deram o Prêmio Juca Pato por sua obra Fidel e a religião


***


"Sua poesia é original, autêntica, ela não se deixa levar pela rima fácil, nem pelo estilo que a maioria aplaude. Bárbara Lia trabalha sua obra desde o interior, por isso seu trabalho tem raízes profundas. A poesia é também sua maneira de observar, de pensar, de questionar." 
Isabel Furini (escritora e poeta) no site Paraná Imprensa.

***

Respirar esgotou...  Uma tiragem pequena pra marcar os dez anos da primeira publicação. Foi muito bom editar este livro, tudo fluiu, leveza de ar... Respirar... 
Agora é aguardar o próximo livro. 2016. 

Saturday, October 03, 2015

“Aonde eu não estou as palavras me acham” (Manoel de Barros, “Livro sobre nada”, 1996) Bárbara Lia e Chacal - Umuarama







Em Umuarama o Chacal lembrou que não haviamos tirado uma selfie...



Imagens enviadas pela escritora Angela Russi, mediadora da nossa mesa redonda 

Aonde eu não estou as palavras me acham - 34ª Semana Literária SESC

"Aonde eu não estou as palavras me acham - Manoel de Barros (Livro sobre nada -1996)" 
Mesa Redonda - Chacal e Bárbara Lia
Uma linda semana em que pudemos falar sobre Poetas e Poesia. Falar poemas e contar nossas experiências, ao lado de alguém incrível como Chacal. As manhãs em viagem, as tardes conhecendo ruas e culturas. Locais jamais visitados. O Chacal falou muito de um lugar que ele conhecia, de ter visitado armarinhos em uma viagem anterior. E nada mais era que na cidade onde cresci. O Armarinho da rua principal de Campo Mourão, que existe desde que eu triturava calçadas vermelhas, como volver a los 17, aquela rua, aquela rua... As descobertas, o perfume de chuva e terra. A gente nem sabe o que a vida nos reserva. Bela semana pela possibilidade de levar a poesia, e esperar que ela caia alma adentro e expanda. Agora é seguir com os projetos todos em uma espécie de renovação dentro. Energias recuperadas. E a saudade a acenar, mal chego de volta à casa, este meu pequeno espaço de criação. Foi bom, sim, foi muito bom. ..

Fragmento da matéria do jornalista David Arioch *Paranavaí* no seu site (link a serguir) é possível ler suas impressões sobre a mesa:

Fiquei muito feliz de reencontrar o Chacal e conhecer a Bárbara Lia. São duas figuras ímpares que se destacam por acreditar na verdadeira arte, aquela que luta para sobreviver independente das exigências do mercado e da indústria cultural. Ou seja, duas forças de resistência na contramão de um mundo veloz que tenta nos moldar de acordo com a sociedade de consumo e sua obsolescência programada. 
David Arioch



http://davidarioch.com/2015/10/03/quatro-anos-de-parceria-com-o-sesc/

Paranavai: David Arioch, eu e Chacal - foto de Gislaine Pinheiro





Foto by Angie Machado (Maringá)





Chacal e Ângela Russi - Umuarama



Nosso fiel escudeiro que conduzia a Van - Lima - pessoa incrível. A foto é do Chacal.

Wednesday, September 30, 2015

Em Curitiba...

Enquanto saio em itinerância poética, em Curitiba é possível ver o vídeo que gravei  para o projeto - Pássaros ruins...


34ª Semana Literária SESC & Feira do Livro





MULTIMÍDIA

Pássaros Ruins


A vez e a voz de nossos poetas em suas aldeias. A cada episódio, a série Pássaros Ruins traz um poeta e um poema, num sobrevoo torto e inusitado por um ponto marcante de sua cidade.
A série Pássaros Ruins dá vez e voz a poetas em suas aldeias, a partir do olhar do diretor curitibano Adriano Esturilho. Com curadoria do poeta Ricardo Pozzo, em cada episódio um poeta lê ou recita seu próprio poema em algum ponto da sua cidade. Em sua primeira temporada, a série conta com 9 poetas da cena curitibana: Rodrigo Madeira, Andreia Gavita, Thadeu Wojciechowski e Adriano Smaniotto, dentre outros. A qualidade técnica dos vídeos – imagem, som e trilha – e a opção por um olhar cinematográfico que coloca a imagem a serviço do texto e da poética de cada autor são os pontos altos do projeto.  Ao longo do tempo, com novas temporadas, a série se transformará em um mapeamento da atual cena da nossa poesia, sempre mesclando autores de diferentes gerações, linguagens e referências. A websérie é um convite para que um público mais amplo, por meio das redes sociais, crie o hábito de acompanhar um pouco da nossa poesia dentro da correria do seu dia a dia. Os vídeos – sempre curtos – podem funcionar como um breve respiro no cotidiano de trabalho ou estudo de cada um.


DIAS:

28/09/201529/09/201530/09/201501/10/201502/10/2015 e03/10/2015

HORÁRIOS:

10h às 21h

LOCAL:

Área de exposição - Praça Santos Andrade

PÚBLICO:

Classificação 16 anos

Na estrada...



Hoje a mesa redonda em Umuarama, amanhã na cidade onde passei um lindo tempo da vida - Campo Mourão. Linda semana poética levando a poesia aonde o povo está. Chuva mansa, estradas vazias, as mesmas paisagens do tempo antigo. A infância e juventude neste chão vermelho, amplos espaços abertos e as lavouras. O céu da felicidade arqueando lento, como quem reconhece as minhas asas... É a vida, é bonita, é bonita... Aonde eu não estou as palavras me acham. Muita delicadeza destes meninos e meninas do SESC, dos meninos que nos apresentam, gracias Alexandre Gaioto e Ricardo Chagas... A itinerância segue... Neste quintal de Manoel de Barros, quintal maior que o mundo...

MESA REDONDA
“Aonde eu não estou as palavras me acham” (Manoel de Barros, “Livro sobre nada”, 1996)
com Bárbara Lia e Chacal

30/09 - Umuarama - 19h30
LOCAL:
Sesc Umuarama, Rua Domingoa Gonçalves de Paula, 2700

01/10 - Campo Mourão - 20h
LOCAL:
Av João Bento, 2020. Centro.

02/10 - Paranavai - 20h
LOCAL:
Auditório - Sesc

Wednesday, September 23, 2015

34ª Semana Literária SESC

Link para o site do evento:
Convite para a semana poética - Poesia na Cidade, Cidade na Poesia - 34ª Semana Literária SESC & Feira do Livro

http://www.sescpr.com.br/semanaliteraria/

Poemas para esperar a primavera...



O Novo Cronópios segue, e isto é também uma bela homenagem ao Pipol (1961-2015).
Algus poemas para esperar a primavera... Volto a figurar neste Portal que traz a Vivíssima Literatura Brasileira, em um Primavera sem o Pipol. Parece que foi ontem que ele publicou os poemas de - A flor dentro da árvore. A vida escoa tão rápidamente que é preciso viver cada dia como se fosse eternidade, cada minuto com força e não desperdiçar nada, abraçar as coisas poéticas, e seguir...
Link para os poemas...


http://www.cronopios.com.br/content.php?artigo=12148&portal=cronopios

Saturday, September 19, 2015

Poesia!...

Eu vivo o silêncio branco, metafísica e espanto. Olhos colados em Emily Dickinson, sonhando viver na casa do sol, feito Hilda... Ele está mais para Ginsberg, no palco e na estrada... Entre os expoentes da nossa geração. Ele começou menino a tecer e imprimir seus versos, a espalhar pelo mundo... Eu esperei decênios... Mas, é tudo poesia. E dentro de uma semana vamos sair em uma itinerância pra falar desta misteriosa e nem sempre compreendida forma de escrita, que existe antes da fala, antes dos alfabetos, esta alquimia incrível que move e eleva, e envolve - Poesia...



Poesia! Poesia!


Saturday, September 12, 2015

34ª Semana Literária SESC e Feira do Livro.




34ª Semana Literária SESC e Feira do Livro - 28 de setembro a 02 de outubro.
- Poesia na cidade, cidade na poesia -
Poetas Homenageados: Manoel de Barros e Alice Ruiz

Vou participar da mesa redonda:

- Aonde eu não estou as palavras me acham -
(Livro Sobre Nada - Manoel de Barros, 1996)
Bárbara Lia e Chacal 

A nossa mesa integra a programação das cidades de Maringá, Ivaiporã, Umuarama, Campo Mourão e Paranavaí. Vou sair em uma itinerância poética na região onde vivi por três décadas... Vai ser sublime... Antecipo a notícia para que guardem esta data e horário para um encontro, reencontro, e trocas poéticas... Vou deixar as datas da minha itinerância no final deste post, depois envio os convites com endereços da nossa mesa redonda, mas a programação já está no site.
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Aqui em Curitiba, minha participação no evento acontece dentro da série - Pássaros Ruins.
"A série Pássaros Ruins dá vez e voz a poetas em suas aldeias, a partir do olhar do diretor curitibano Adriano Esturilho. Com curadoria do poeta Ricardo Pozzo, em cada episódio um poeta lê ou recita seu próprio poema em algum ponto da sua cidade."
Meu poema foi gravado no Passeio Público...

"Com esse espírito, a programação – tanto na capital quanto nas cidades que receberão as itinerâncias – estão recheadas de poetas: Bruna Beber, Bárbara Lia, Chacal, Claufe Rodrigues, Elisa Lucinda, Geraldo Carneiro, Nicolas Behr, e a própria Alice Ruiz garantem leveza e reflexão, beleza e impacto aos temas sugeridos – todos inspirados em versos do autor homenageado e da patrona. Mesmo os escritores convidados flertam com a poesia, seus contos e romances – como é o caso de Marcelino Freire e João Carrascoza, cujas narrativas são quase prosa poética –, e com a música – como é o de Braulio Tavares, Carlos Machado, Estrela Leminski e Marcelo Sandmann. A contemporaneidade está garantida com a presença de João Paulo Cuenca, autor brasileiro cuja obra desperta cada vez mais interesse no exterior atualmente."
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Meu itinerário:
28/09 - Maringá - 20h
29/09 - Ivaiporã - 20h
30/09 - Umuarama - 19h30
01/10 - Campo Mourão - 20h
02/10 - Paranavai - 20h

link para a programação:

La nave va...

Sou toda coração...

Nos demais, todo mundo sabe, o coração tem moradia certa, fica bem aqui no meio do peito, mas comigo a anatomia ficou louca, sou todo coraçã...