Monday, September 05, 2005

VIOLETAS BRANCAS




















Sigo teus passos, feito asteca, sonhando
A terra eterna e rica – tua pele
Pele dos diários, onde leio a lua
A maré suave que me enlaça nua


Echarpe de brisa e aurora, corais gris
Adeus soledade de pedra. Paloma triste
Em voo riste, ao longe
O deus-do-sol-do-meio-dia, colibri azul


Da era atômica, é um sopro de luz e sons
Sonhos delineados na tela fria
O mundo sangra e transforma a garça


Em íbis rubro. Leio um salmo antigo
Acordo em manhãs violetas. Tenho por companhia
Um pequeno vaso de violetas brancas


(Bárbara Lia)

Comprei um vaso de violetas brancas, minha companhia.
Vou seguir a trilha dos sites que publicaram minha poesia.
Este poema está no site da Livraria Pagu.

http://www.livrariapagu.com.br/poesia4.html

SUICIDA





Abismo Nô.
Correnteza nômade.
Sinistro vento. Lágrima.
Estou sentado na ponte de pedra.


Sopros do antigo resgatam frases.
Tela ilusória refletindo imagens.
Continuo sentado na ponte de pedra.


Domingo. Ponte vazia.
Peixe azul me acena
feito uma nereida - venha!


Ouço a respiração
do caracol.
Me despeço do sol.


E me atiro da ponte de pedra.

(Bárbara Lia 0 O sal das rosas - Lumme Editor / 2007)

photo by sebastien gabriel

La nave va...

A Última Chuva - Poesia - Bárbara Lia

"A última chuva" Poesia Mulheres Emergentes / 2007 Link para o e-book do projeto "Poesia Infinita":  A Última Chuva - Po...