Monday, May 22, 2017

Brasil de Fato - Perfil, por Carolina Goetten

Na edição n° 38 do jornal Brasil de Fato um perfil desta poeta, traçado pela Jornalista Carolina Goetten. Para ler a matéria basta clicar no link abaixo da imagem.
https://www.brasildefato.com.br/2017/05/22/barbara-lia-ainda-le-faz-poesia-e-cobra-atitudes-das-mulheres/

Tuesday, May 16, 2017

As filhas de Manuela + Forasteira

As filhas de Manuela - Bárbara Lia / Romance / Edição Triunfal - Gráfica e Editora / 150 páginas / Capa - fotografia de Felix Nadar /
Forasteira / Poesia / 80 páginas / Vidráguas (2016) / Prefácio do poeta Fernando Koproski dois poemas de Forasteira
*** Quem desejar os dois livros, ou um deles, enviar e-mail para barbaralia@gmail.com

Saturday, May 13, 2017

O itinerário das filhas de Manuela

Nem esperava uma chuva de belezas quando iniciei o itinerário de lançamentos de "as filhas de Manuela ". Encharcada até os ossos de palavras e momentos, uma usina de energia dentro de mim. Que bom que foi assim... Iniciei o ciclo de três lançamentos na Feira do Poeta de Curitiba no domingo de Páscoa, uma escolha estranha. Feriado prolongado. Eu tenho estes rompantes poéticos e quis lançar o livro no primeiro local de Curitiba que visitei para saber sobre poetas, século passado, varal de poesia, um tempo de delicadezas que não esqueci. Grata aos que lá compareceram. A ida ao local onde vivi a infância foi o momento poético e sublime, com direito a homenagem, instalação na sede da Casa da Cultura e reencontros, encerrei em Sampa, por este livro ser uma iniciativa a quatro mãos: eu, minha irmã Fátima, e os sobrinhos Juliano e Juliana, de onde veio o suporte técnico e o livro foi impresso na gráfica/editora da família do Juliano em Assis (SP) - Triunfal - Gráfica e Editora. Lancei em Sampa onde vive minha irmã e encerro assim esta pequena jornada. Muita Poesia em cada fala, muitas trocas, é o momento que vale toda a espera, os dias de escrever a sós, os dias de sair em busca de edição e tudo o mais se completa na fala dos que leem o livro. Escrever é algo que só se completa com última palavra: a do leitor. "As filhas de Manuela" está no mundo, com todo mistério e coragem que é coisa natural nas mulheres.
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Saturday, May 06, 2017

As filhas de Manuela

Quem mora em Sampa pode adquirir meu romance "As filhas de Manuela" na Patuscada - Livraria & Café. Rua Luis Murat, 40 Vila Madalena São Paulo (SP) (11) 98158-3270 ---- Para quem vive em outros estados entrar em contato com barbaralia@gmail.com no caso de desejar adquirir o livro.

Saturday, April 29, 2017

Sampa!


Lançamento 
As filhas de Manuela
Bárbara Lia
dia 04/05/2017
19:00 - 23:00 

Patuscada- Livraria & Café
Rua Luis Murat, 40 - Vila Madalena 
São Paulo (SP)




Monday, April 24, 2017

COLEÇÃO FICÇÕES AVULSAS e CANGURU – REVISTA DE LITERATURA E ARTE



COLEÇÃO FICÇÕES AVULSAS

A coleção ficções avulsas se propõe a reunir experiências de escrita do mundo contemporâneo. O gesto será o de colecionar em livro ou publicação de artista, escritas que fazem uso da palavra e/ou da imagem, cujas elaborações são disruptivas, muitas vezes parecendo não pertencer ao campo literário, por ser arte, nem no da arte, por ser literário. O nome da coleção foi trazido de um poema em prosa do livro crostácea (Medusa, 2011), da poeta e artista visual Joana Corona, pois muito nos diz para o sentido desta coleção.

A coleção inicia-se com os livros Chave do verso, de Ades Nascimento, Giramundo, de Caroline Lemes, Maresia, misericórdia, de Gabriele Gomes, Detritos e destroços, de Rafael Walter e Poesia incompleta, de Roosevelt Rocha.


CANGURU – REVISTA DE LITERATURA E ARTE

A Canguru é uma revista de literatura e arte, editada por Eliana Borges e Ricardo Corona, em diálogo com o conselho editorial formado por Douglas Diegues, Laura Erber, Debora Santiago, Reuben da Rocha, Júnior Pimenta, Alexandre Nodari, Henrique Saidel e Juliana Crispe.
A equipe da Canguru tem o objetivo de trabalhar com literatura e arte, a partir de assuntos propostos em cada número, procurando sugerir/estimular os colaboradores da edição. Não se trata de um tema, mas de um assunto que poderá ser desdobrado pelos colaboradores do modo como desejarem. A canguru publicará narrativas, poemas, imagens, ensaios, entrevistas. A cada edição será encartado em sua capa um múltiplo de artista.

A proposta que fizemos para esse primeiro número está relacionada com a “comunidade”. Há muitos textos sobre a “comunidade” na filosofia contemporânea, mas a nossa principal referência é a comunità pensada por Giorgio Agamben. Em A comunidade que vem (Autêntica, 2013 – Trad. Cláudio Oliveira), a comunidade está como algo sempre por vir e que se potencializa justamente porque está sempre chegando. Nos é singular a escolha do filósofo em pensar o assunto “comunidade” com uma série de conceitos, que são inventariados por ele para nos dizer de sua inoperância e, por isso, da sua resistência.

Colaboram nesta primeira edição: Adolfo Montejo Navas (poesia visual), Ana Pato (texto crítico), Antônio Risério (ensaio), Clarissa Comin (narrativa), Cleverson Oliveira (artes visuais), Coletivo S.T.A.R. (artes visuais), Diego Dourado (poesia visual), Fábio Gullo (poesia), Gabriela Noujaim (artes visuais), Gabriele Gomes (poesia e fotografia), Ícaro Lira (artes visuais), Janete Anderman (artes visuais), Jozé Roberto da Silva (artes visuais), Lidia Sanae Ueta (artes visuais), Natalia Barros (poesia), Regina Costacurta (artes visuais), Vanessa C. Rodrigues (narrativa).

A Canguru é uma publicação da Editora Medusa facebook.com/EditoraMedusa
Caixa postal 5013 - CEP 80061-981
Curitiba - PR - Brasil


A Canguru terá distribuição nacional em livrarias em parceria com a Editora Iluminuras Ltda www.iluminuras.com.br

O projeto editorial da Canguru tem apoio da COPEL através de projeto aprovado no Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura|PROFICE da Secretaria de Estado da Cultura|Governo do Estado do Paraná.

REVISTA INCOMUNIDADE, Edição 55 - Porto (Portugal)


INCOMUNIDADE traz editorial de Henrique Prior, artigo sobre a obra da pintora portuguesa, MARIA HELENA VIEIRA DA SILVA [ ilustração de capa], por Henrique Dória. A poesia de Antonio Barreto, de Bárbara Lia. Carlos Barbarito, Carlos Matos Gomes, Cecília Barreira. O artigo de Denise Bottmann sobre o plágio de tradução no Brasil. Eliana Mora. O artigo de Filomena Barata. Gladys Mendía, Isabel Rama, Jesus Bajo, Joaquim Maria Botelho, Jose Gil / Barbara Pollastri. A crônica de Luís Giffoni. Fragmento de DesMemórias, volume 2, de Marcia Denser. A poesia de Maria Toscano. Marinho Lopes, Mell Renault. Mais uma leitura de Moacir Armando Xavier. O artigo de Moises Cardenas sobre a poesia venezuelana. A poesia de Ney Ferraz Paiva e Noélia Ribeiro. O olhar de Caio Junqueira Maciel para a exposição de Wellington Dias [Diaswel Dias] em Portugal / Myrian Naves / Wellington Dias. A crônica de Ricardo Ramos Filho. A poesia de Romério Rômulo, de Ronald Augusto e de Ronald Claver. Rosa Sampaio Torres. Uma pensata zen-boêmia de Silas Correa Leite.

link para esta edição:




Thursday, April 20, 2017

Lançamento do romance "As Filhas de Manuela" em Peabiru

Dia 18 de abril na Casa da Cultura de Peabiru.
O lançamento do meu romance "As Filhas de Manuela" foi um dos momentos mais líricos da minha vida. O Secretário de Cultura Arléto Rocha, Historiador e Poeta preparou uma surpresa poética que fez com que eu tirasse estas fotos que, pelo impacto do momento e pela emoção, algumas ficaram tremidas. Vale pela memória da beleza que é encontrar no lugar onde você sonhou pela primeira vez em ser Escritora, receber tão bela homenagem. 
Arléto montou uma instalação com os artefatos usados no tempo em que eu era menina. Fiz 61 anos em 2016, aos seis anos, início da década de 60 do século XX eu me mudei para Peabiru. Era tempo de poucas casas com luz elétrica, algumas ainda não tinham. Ao menos ali naquela cidade pequena. Televisão começou a aparecer em raríssimas casas e a vida era rústica (e bela). O ferro que a mãe usava o chuveiro de lata e o rádio à pilha. A máquina escrever do pai. Arléto colocou ao lado do título do livro - A Literatura em seu sabor natural. 
A noite foi bela, e seguiu com uma conversa/entrevista relâmpago - que ele fez comigo. Muito especial a homenagem e as flores que recebi da vice-prefeita Maria José como representante da Prefeitura Municipal. Lançar  um romance foi significativo, pois era meu desejo de menina. A Poesia me roubou pra ela, vivemos neste ménage à trois... Eu, a prosa, a poesia, mas era dia da menina publicar uma história. Fica esta memória intocada e rara. 

Instalação com artefatos do tempo em que vivi em Peabiru - no tempo em que eu servia Chá para as Borboletas - Lançamento do livro "As Filhas de Manuela - Organizado pelo Poeta e Historiador Arléto Rocha








eu e minhas irmãs: Terezinha Pepinelli e Léa Aparecida Soares Ferreira

Com minha amiga Toninha Melo

 Roberta Santos (a moça que ama "Constelação de Ossos"




Minha prima Gláucia Patrícia Soares 

 Sueli Rigonato

Maria Isabel Trivilin (Cronista no blog Minha Janela)
e o poeta Cícero Souza


Meus sobrinho Lincoln, a priminha Isadora, os primos Gláucia, Jeane, Agamenon,
minhas manas Terezinha e Léa e meu cunhado José Elber Ferreira


 A vice-prefeita Maria José e Arléto Rocha

Washington Luiz e Arléto Rocha


Gilson Mendes de Góis, Giselta Veiga e Arléto Rocha


                                                                   Maria Isabel Trivilin 




   No jornal Tribuna do Interior de Campo Mourão:

Tuesday, April 11, 2017

eu lutaria por ti...






"Faça de Atena sua deusa e amor'
Péricles


Eu lutaria por ti
como os gregos
pelos mármores
de Elgin 

Atena sorriria
ao ver-me
depositar-te
com cuidado
no teu chão


Eu dançaria
ao ver o centauro
no Parthenon

E as estrelas
- nossas camaradas -
ergueriam um brinde
aos "loucos da imortal
loucura"

Eu lutaria por ti
na primeira linha
da batalha
lágrimas escondidas
pela balaclava

Sim! Eu lutaria por ti
como os gregos
pelos mármores
de Elgin
Bárbara Lia

imagem: museu britânico

Monday, April 03, 2017

Convite - lançamento de "As Filhas de Manuela"



Dia 16, no primeiro espaço poético que frequentei aqui: Feira do Poeta.


As Filhas de Manuela
Bárbara Lia
150 páginas
Capa: Félix Nadar (1820-1910)
Triunfal Gráfica e Editora (SP)



As Filhas de Manuela trafega pelo realismo mágico. É um romance de fôlego, inicia em 1839 em plena Guerra dos Farrapos e segue até os dias atuais. 
O enredo acompanha a vida de todas as descendentes de Manuela, uma garota simples de Paranaguá que, ao encontrar um oficial da Armada Nacional, muda totalmente de direção a sua vida pacata em uma busca e esta busca pelo homem amado a levará ao encontro de alguém cruel. Este homem, rejeitado por Manuela, amaldiçoará Manuela e as futuras gerações. Esta maldição acrescentará dor e perdas e o adendo de levarem, todas as mulheres da estirpe de Manuela, uma sombra da cor do sangue. Como cada mulher viveu esta peculiaridade e os desdobramentos deste encontro de Manuela com o amor e o ódio vai definir os passos futuros em um círculo  de perdas e superações.


Monday, March 27, 2017

Uma brasa acesa de amor e morte - Bárbara Lia





O Rio de Janeiro
é uma brasa acesa
de amor e morte

Iemanjá pranteia
o diabo goza
as estrelas gritam
as areias respiram
a dor e a glória

o Cristo quer
descascar  a pedra
descer ao asfalto

sambar na quarta-feira
e em cinzas
diluir

— para nunca mais ver tanta dor, ancorado no azul distante.

Bárbara Lia
uma brasa acesa de amor e morte

e-book do selo independente da revista gueto
para ler clicar aqui


Os poemas deste livro são lavados em revolta, alguma mágoa, quiçá desesperança em tempos inóspitos. O poema acima nasceu ao ver esta fotografia - Rocinha à noite - de Kay Fochtmann.
O selo editorial gueto, é um selo independente da Revista Gueto. Um projeto que traz prosa e poesia contemporânea. O meu e-book é o livro 4 do selo. Pode ser lido gratuitamente nessas plataformaspdfmobiepub

Saturday, March 25, 2017

Imagens da noite no TUC - CuTUCando a Inspiração

Quando o Geraldo Magela fez o convite para ler poesia no dia 24/03 no TUC no evento capitaneado por ele - CuTUCando a Inspiração - eu não sabia que minha poesia seria o destaque, a ficha caiu um dia antes. Dias corridos demais. Muitas coisas e a roda-viva. Foi uma noite que me pegou de surpresa. Muitas emoções. Muito lindo. Nem sei como dizer sobre este momento, e vou guardar com cuidado em meu coração.

Dans l'air
Tínhamos a mesma idade
Quando vimos o mar
Este mistério de impaciência

Tínhamos a mesma impaciência

– Rimbaud e eu –



Por isto

Pisamos telhados
Ao invés do chão

Por isto
Machucamos nossos amores
Com nossas próprias mãos

Por isto
As velas acabam na madrugada
Antes que o poema acabe

- Por isto, tão pouca a vida para tanta voracidade.
- Bárbara Lia
(O rasurado azul de Paris - 
poemas para Arthur Rimbaud)


Fco com este poema, dois poetas meninos escolheram este poema para me homenagear na noite. Os poetas relembraram Rimbaud, o Igor V. da Silva em uma linda performance, entre os poemas meus que ele escolheu para apresentar este que evoca - Rimbaud. O mesmo que o Jairo Lima D'Araruna escolheu para uma linda performance em uma junção de poemas dele, o meu e Augusto dos Anjos. Foi bem lindo. Muito especial a Rosa Leme ler um poema do Cláudio Bettega, pois nos conhecemos na mesma noite - eu, ela e o Cláudio, e tenho pensado muito nele, uma saudade. A Elciana Goedert leu - toquei seu berço silencioso - e fiquei emocionada, tem sempre a figura do meu pai em cada passo, em cada homenagem... Osmarosman improvisou uma canção com meu poema que tem a canção Drão do Gil, e tudo foi mesmo uma avalanche e estou aqui zonza, feliz, extenuada... Muita poesia, encontros e a alegria de reencontrar o Pozzo, Pedro Carrano, Decio Romano, o Jefferson Bandeira, Batista de Pilar... e outras pessoas queridas que não conhecia ainda como a Silvana Mello... Bela noite capitaneada pelo Magela...

Por falar em Capitão, entre os poemas de "Forasteira" escolhi este para ler:


O Capitão! Meu Capitão! Nossa temida viagem está acabada;
O navio superou toda sua dificuldade, a recompensa que nós buscávamos já foi alcançada
                            Walt Whitman





Oh captain! My captain! Eu te queria vivo quando vencesses as ondas
Na areia rindo para o infinito - forte como o mastro e inebriado de sal -
O roteirista das esferas teima em matar o herói para melhorar o filme
Oh capitain! My capitain! Num dia qualquer plantarei uma amendoeira
Para honrar-te (em delicadeza) e em cada primavera, uma vela acesa
Se hoje morto jaz cubro-o com um pano alvo, onde um pintor tecerá
As horas augustas, as batalhas justas, o riso sal e tua saga sem igual
Oh capitain! My capitain! Os grandes morrem na batalha. É certo que
Fixam seus rastros como uma fornalha (a marcar caminho aos seus)
E como tenho sido toda tua – Capitain! My capitain! - dos pés ao crânio
Mergulho em tua luz que me leva a ser - também – eterna água triunfal

Bárbara Lia in Forasteira (Vidráguas/2016)

Ricardo Pozzo, Pedro Carrano, eu e Elciana Goedert


com Rosa Leme

com Jeferson Bandeira

com Decio Romano


Geraldo Magela - curador do evento

Joel Ferreira


Igor V. da Silva

Ricardo Pozzo


Jairo Lima


Ganhei - Nutrisia - livto da poeta Elciana Goedert (Mariana Edições)


Vanessa Moreno, Silvana Mello, Rita Dellamari, Nola Amaro, Siomara Reis Teixeira e Iracema Alvarenga



Pedro Carrano



Batista de Pilar