Monday, July 16, 2018

Não o convidei ao meu corpo - Bárbara Lia







"Não o convidei ao meu corpo" - Este livro é meu quarto romance publicado. Ele está na fase final do Concurso de Criação Literária da Editora Kazuá.
O livro é autoficção, ilustrado com 19 telas de Paul Klee.
Narra a descoberta da protagonista de uma síndrome tardia da poliomielite que a faz parar e pensar em um acontecimento que ela insiste em ignorar. Uma vida que ela traça de forma livre e guerreira para viver a igualdade no mundo e que é questionada com a descoberta da síndrome. Neste instante de descoberta ela está mergulha em Paul Klee, encantada com sua Arte. Paul Klee que também viveu décadas de uma vida normal e súbito se viu meio ao caos, atacado pela esclerodermia. 
É uma narrativa que insiste em passar ao largo da autocomiseração e se nega a ser autoajuda, é só para dizer que algumas pessoas transformam dor em Arte. Como Paul Klee, Frida Kahlo e o poeta norte-americano Mark O'Brien.

"Não o convidei ao meu corpo" fala da dor, esta coisa que afasta. Em um tempo de sorrisos e laços cor de rosa, neste tempo de pessoas exalando felicidade nas telas, 

Emprestei minha experiência a uma mulher chamada Lily Elm.
Há muito tempo comecei a escrever este livro, só depois de editado eu percebi que este nome que veio a mim é nada menos que um corte no nome de Lillian Hellman, é uma longa história. Como Lillian escreveu em Pentimento, algo ocorreu com as minhas "telas literárias", meus livros. Eu sempre pensei em nunca contar nada da minha vida pessoal, mas - mudei de ideia.


"À medida que o tempo passa, a tinta vermelha em uma tela muitas vezes se torna transparente. Quando isso acontece, é possível ver, em alguns quadros, as linhas originais. Isso se chama pentimento, porque o pintor se arrependeu, mudou de ideia." Lillian Hellman

O livro foi editado pela Kazuá, pode ser encontrado no site da editora. Ficarei especialmente agradecida a quem comprar o livro de mim, pois tenho um compromisso a cumprir com a venda de uma cota.
Custa R$.44,00 e pode ser adquirido via e-mail - barbaralia@gmail.com


Friday, June 29, 2018

Pequeno dicionário de azuis - Fernando Koproski






Uma hora a gente precisa parar de brigar com o Azul.
Há muito tempo quase coloquei este título em um romance - Azul é a cor mais triste.
É mais quente em filme francês, e dizem que o amor é azulzinho. Para mim bateu mais forte a realidade de dor, das telas doloridas de Picasso na fase azul, dos desconsolos, das esperas. E não amo mais o azul, quem sabe volte a amá-lo depois de ler esta reunião de todos os escritos do Koproski.
Pequeno dicionário de azuis (Fernando Koproski) editado pela 7 Letras, com 650 páginas. A Poesia Reunida do primeiro editor da minha vida, que traz um vento suave e canções, sim, o CD com seus poemas musicados, enfim... Agora é mergulhar no azul e recuperar um pouco a fé na cor do céu, quem sabe...
Obrigada! É uma felicidade ter esta obra completa. E todo
o azul que chega como vida nova. Dedicado à sua filha Laura, mesmo nome da minha neta. Eu que - só escrevo para por o trem nos trilhos - acabo por não escrever sobre os amores que são belos, como filhos, netos, estes são a poesia diária, e eu realmente já sei de quem emprestar um poema para Laura.
Que o tempo delas seja mais poético, que na vida adulta delas haja mais azul neste lugar e que a Poesia seja sempre o espaço da Beleza.
Laurinha
ah, Laurinha
não deixa teu olho encher
de lagriminha
enquanto puder
barrar a entrada da dor
em tua alminha
ah, Laurinha
toda a dor desse mundo
será só minha
mas Laurinha
não deixa teu olho encher
de lagriminha
minha menininha
para ver você sorrir
o pai faz a dor dormir,
o que for preciso
para o milagre vir
até o film da linha
Fernando Koproski
Pequeno dicionário de azuis
7 Letras (2018)



Close your eyes
Have no fear
The monster's gone
He's on the run and your daddy's here" John Lennon

Já escrevi inspirada por canções e filmes. O jornalista norte-americano David Sheef também. Ele decidiu escrever "Beautiful Boy" após ouvir a canção de John Lennon, ele decidiu escrever a história de um menino - seu filho - e tudo que viveram quando Nic adentrou o mundo das drogas pesadas. Nic Sheef conta hoje 35 anos e já integra duas biografias e um filme.
Quem sabe agora Timothée Chalamet receba um Oscar, neste ano foi solenemente injustiçado pela academia. Talvez por interpretar um menino de 17 anos que descobre o Amor. Esta palavra. Ver - Me chame pelo seu nome - me jogou de frente para a mais perfeita tradução do Amor que vi na tela, e que foi originada pelol ivro de Andre Aciman (ele virá à Flip), o lindo filme de Luca Guadagnino apresentou ao mundo um ator perfeito. No entanto seu papel de bissexual deve ter impedido o reconhecimento e a premiação. Ele merecia, merece.
Agora que o politicamente correto é elemento do novo filme, quem sabe não ignorem a arte sensível deste ator que me deixou totalmente encantada por sua sensibilidade, sua força de interpretação, um carisma raro de pessoa tecida nas alturas, bela, de beleza dentro...
Beautiful Boy demora para chegar ao Brasil. Timothée Chalamet vive Nic e Steve Carell vive seu pai.
O livro é baseado nos livros de David e Nic (Beautiful Boy e Tweak). Nic Sheff agora vive outro estágio de sua vida como roteirista de séries como "The Killing" e "13 reasons why".
O filme deve ser a exceção - um menino salvo do mundo das drogas. Muitos não sobrevivem.


Beautiful Boy is an upcoming American biographical drama film directed by Felix Van Groeningen from a screenplay written by Luke Davies and Van Groeningen. It stars Steve CarellTimothée ChalametMaura Tierney and Amy Ryan. The film is Van Groeningen's English-language debut.
The film is scheduled to be released on October 12, 2018, by Amazon Studios. (wikipedia)

#amocinema
#beautifulboy
#timothéechalamet

Thursday, May 24, 2018

GÊNERO E RESISTÊNCIA: QUATRO GERAÇÕES FEMININAS E SUAS REPRESENTAÇÕES EM “SOLIDÃO CALCINADA” DE BÁRBARA LIA - Maria Isabel Trivilin, UEM

"Solidão Calcinada é meu primeiro romance. Editado em 2008 pela Imprensa Oficial do Paraná, segue como o livro que marcou por ter pautado a evolução do comportamento feminino e a luta pela liberação da mulher do ranço patriarcal. Esta análise de Maria Izavel Trivilin aborda os passos das personagens Pietra, Esperança, Serena e Bárbara dentro desta jornada de desvencilhamento que as mulheres realizam, passo a passo, com força pétrea, esta jornada bárbara...

link para o texto:

http://www.cih.uem.br/anais/2017/trabalhos/3918.pdf


Thursday, May 17, 2018

Sobre o amor em toda sua amplitude...

O Dia Internacional contra a Homofobia, Bifobia e Transfobia é festejado em 17 de maio. E para falar sobre estes que vivem - outra maneira de amar - vou desvelar a delicada flor dos que trafegam por este território e precisam enfrentar o estranhamento do mundo.
Nos últimos meses estou vivendo dentro de um filme que me fez ir em busca de um livro que me fez ir em busca dos filmes de Luca Guadagnino e me fez ir em busca de todos os filmes em que Timothée Chalamet atuou, até mesmo suas atuações em peças de teatro disponíveis na Internet de quando ele estreou nos palcos de N. York e recebeu olhares, quando ele atuou em Prodigal Son (John Patick Shanley) ou mesmo em filmes independentes como "One &Two" ou "Miss Stevens" dava para tocar sua sensibilidade dramática. Em filmes e séries comerciais sua aparição foi bem pequena, mas suficiente para chamar a atenção em "Homeland" e "Interestelar". 
Em uma entrevista do meu amigo Marcelo Bourscheid ele disse que os atores melhoraram suas peças. E concordo que outro ator não elevaria este filme a um estupendo patamar de beleza não fosse este ator Timothée Chalamet. 
O livro de André Aciman - Call me by your name - é de 2007, as conversas em torno de transformar o livro em filme evoluíram ano a ano ajudaram a construir uma obra prima. Primeiro por ser James Ivory o escolhido para adaptar o livro para as telas. A paciência de Peter Spears e Luca Guadagnino e uma série de eventos que levaram aos atores mais que certos para interpretar os personagens centrais e a história de André Aciman se transformou em um dos filmes mais perfeitos que assisti em minha vida. É sobre dois homens jovens que se deparam com o amor no verão de 1983 em uma pequena vila no norte da Itália. Elio (Timothée Chalamet) e Oliver (Armie Hammer) sugam a plateia para uma jornada de beleza e poesia, coisa mais linda de se ver.
Cada vez que Luca Guadagnino insistia que era uma história de amor e desviava a classificação do filme de - filme gay - para - história de amor - eu pensava em um mundo possível, sem classificações. Onde o amor seja amor apenas e normal para toda gente.
Os atores incorporaram personagens, ainda que heterossexuais, entregaram-se e com tanta potência que continuaram "enamorados", ou atados pelo fio da beleza que é ser tocado pelo frágil. O amor é frágil. Armie Hammer tem uma mulher livre ao seu lado, sensível a ponto de pisar ao lado da Arte sem fazer ruir elos reais até que ele fosse "lavado" daquele encanto que ele incorporou. Timothée Chalamet seduziu o mundo (homens e mulheres). Lembra James Dean por ser tímido e extremamente belo e talentoso. Espera-se que não seja devorado como River Phoenix e Heather Ledger.
Neste dia de luta contra a homofobia eu penso na naturalidade de ser humano e em um mundo onde o amor floresça em algum verão, seja como for, e por quem for, sabendo que eu sou uma sonhadora e continuarão matando transsexuais e discriminando quem vive o amor fora dos modelos oficiais.
Por algumas horas tudo muda, a Arte tudo muda, resta esperar que os corações reais mudem, e o mundo seja menos rude, menos intolerante com algo tão humano e mais intolerante com mortes e carnificinas de crianças pelo mundo.
Eu penso neste livro de André Aciman, que eu li no original, e no filme que recria cenas de épicos:
- "Play that again" a frase de Oliver para Elio, e o menino vê a chance de impressionar o homem que o impressiona, senta-se ao piano, maroto na arte da sedução... Ele executa Bach em três versões. E faz lembrar lembrar Casablanca: play it again, Sam.
- O balcão dos amantes. Romeu & Romeu, era moderna, onde não é preciso forjar a morte de ninguém para assinalar a impossibilidade das histórias de amor. Talvez isto faça o filme virar esta febre, pois também esbarramos e nos despedimos de amores e as nuances deste encontro/desencontro valida nossos próprios amores. Esta eternidade ilusória dos clássicos, de não ficar para sempre ao lado pela morte do outro. 
- A despedida na estação de trem. Estas pequenas evocações de tudo que há em belos romances de amor e nem importa se é uma história de amor ou perda. É um filme lavado em esperança de que um dia em que todos os pais digam a seus filhos o que o pai de Elio disse a ele em um dos monólogos mais belos já escritos.

André Aciman vem para a Flip.
E eu já vi "Call me by your name" umas dez vezes.
Mas não vou a Flip, eu acho.
Teci poemas para os personagens.
Sempre lembramos os livros com um início marcante.
Se eu pudesse eleger um livro com um final mais belo, seria este.
Spoiler nesta narrativa na voz de Armie Hammer.

Peace & Love - diria Timothée Chalamet.

Ainda estamos longe, mas quem sabe.

O vídeo traz a narrativa da cena filme do livro de André Aciman, na voz do ator Armie Hammer, com cenas do filme - Call me by your name.







Monólogo para o dia de hoje:

Monólogo Professor Perlman 



 




#andreaciman
#callmebyyourname
#lucaguadagnino
#timothéechalamet
#armiehammer
#diainternacionaldahomofobia

link para o livro  

Eli∞liver

Wednesday, May 16, 2018

Não o convidei ao meu corpo - Bárbara Lia




"Não o convidei ao meu corpo" romance - autoficção - editado pela Kazuá é meu quarto romance editado.
O livro custa 44,00 + taxa dos correios, envio por 50,00 - com carinho e dedicatória.
Mandar mensagem para mais detalhes sobre como adquirir.
Ficarei imensamente grata se puderem me ajudar a vender minha cota de livros, e estou recebendo algumas avaliações
bem bonitas sobre a edição...
O livro tem 174 páginas, prefácio da poeta Luciana Cañete, contracapa de Ana Lúcia Vasconcelos e textos das orelhas de Maria Alice Bragança e Leonardo Paiva.
O livro é ilustrado e 19 telas de Paul klee são recriadas no estilo street art, ao final uma galeria com estas telas que são parte do enredo.
O livro é autoficção, significa que mescla realidade e ficção, e a personagem Lily Elm toma posse de algumas memórias minhas para narrar a experiência de ser uma mulher que convive com as sequelas da poliomielite em um enredo que se passa em seis décadas, que é o tempo da minha vida.
O livro traz poemas meus, de Paul Klee e um poema do poeta norte-americano Mark O'Brien que teve poliomielite e passou a vida em um pulmão de aço.
É sobre transformar dor em Arte, por isto eu dediquei aos artistas com os quais dialoguei no enredo: Paul Klee, Frida Kahlo e Mark O'Brien.

Para comprar contatar - barbaralia@gmail.com

imagem - fotografia de Kátia Torres Negrisoli

Wednesday, May 02, 2018

Na programação do Londrix - Festival Literário de Londrina - Lançamento duplo









Lançamento duplo no Londrix - Festival Literário de Londrina 

Dia 12 de Maio - 15h - no Museu Histórico - Rua Benjamin Constant, 900 - Londrina. 
15 horas

Lançamentos/Autógrafos
Ninguém na Praia Brava, ADEMIR ASSUNÇÃO
As filhas de Manuela, Não o convidei ao meu corpo, BÁRBARA LIA
Lavras ao vento, pá, CÉSAR CARVALHO
A filha do poeta, IKA ROMAGNOLLI
Entre anjos e flores,LEANDRO BENEVIDES
Nómada ANA LILIAN PARRELLI, BEATRIZ BAJO, CÉLIA MUSILLI, CHRISTINE VIANNA, EDRA MORAES, ELISABETE GHISLENI, FLAVIA VERCEZE, ISABELA CUNHA, LETÍCIA SANCHES, SAMANTHA ABREU, VIVIAN CAMPOS, VIVIAN KARINA
Espero todos lá.

Tuesday, April 24, 2018

Poesias inspiradas em "Call me by your name" / Poems inspired by "Call me by your name"



Poems inspired by the beautiful film "call me by your name," especially in performande of Timothée Chalamet (elio). Film directed by Luca Guadagnino based on the book of André Aciman. Edition bilingual: portuguese/english.

Illustrations:  Tina Modotti


Link para o e-book

Monday, April 23, 2018

Fragmentos do novo romance - Revista InComunidade - Portugal



Alguns textos do meu novo romance "Não o convidei ao meu corpo" - Editora Kazuá (2018), ilustrado com 19 telas de Paul Klee, na Revista InComunidade nº 67 - Abril /2018 - Editores: Jorge Vicente e Myrian Naves.


http://www.incomunidade.com/v67/art_bl.php?art=148

fotografia - Maria Alice Bragança

Saturday, March 24, 2018

dois romances



Menção Honrosa na primeira edição do Prémio Fundação Eça de Queiroz - Portugal - em 2015.- As filhas de Manuela - Triunfal - 2017 - '149 páginas - Capa - Fotografia de Felix Nadar - Realismo Mágico.

Não o convidei ao meu corpo - Romance - Autoficção - 174 páginas - Editora Kazuá - 2018.


Os meus dois romances podem ser teus por 55,00.
Por que 55,00?
Eu nasci em 1955.


Caso queira comprá-los isoladamente.
As filhas de Manuela - R$.30,00 + r$.6,00 correios
Não o convidei ao meu corpo R$.44,00 + R$.6,00 correios

contato: barbaralia@gmail.com

Wednesday, March 21, 2018

Mês da Mulher na BPP




link para o vídeo:

https://www.facebook.com/bibliotecapr/videos/2114248485259888/

Mês da Mulher na BPP: "Doce como o massacre de sóis", poema deBarbara Lia, na interpretação da atriz Kellyn Bethania.

Monday, March 19, 2018

Algumas imagens da comemoração da publicação de "Não o convidei ao meu corpo"


com Luciana Cañete





com Mari Quarentei

minha irmã Fá, o Luciano e a Gi em Sampa - Kazuá


 Com os poetas Márcio Claucino, Rodrigo Madeira, Luciana Cañete e a pequenina Maria Cecília 


com a poeta Jane Bodnar


com meu neto Arthur



com meus filhos Tahiana (Laura ao colo) Thomas com sua namorada Carol


Com Eliana Rizzini


com Homero Gomes e Jane Bodnar

Tuesday, March 13, 2018

Pense em um livro lindo...












Não o convidei ao meu corpo
Bárbara Lia
Romance
Editora Kazuá
174 páginas

contato: barbaralia@gmail.com