Monday, July 27, 2020

w. b. yeats





AEDH DESEJA OS TRAJES DO CÉU 

Tivesse eu os trajes bordados do céu 
Envoltos na dourada e na prateada luz 
Os panos azuis: denso e escuro céu 
Noturno. A luz e a meia-luz 

 Eu estenderia os trajes sob seus pés: 
Mas eu, sendo pobre, visto apenas sonhos; 
Eu estendo os meus sonhos sob seus pés; 
Pise levemente porque você pisa em meus sonhos. 

  W. B. Yeats 


 Livre Tradução de Bárbara Lia

Tuesday, July 07, 2020

Para que haja luz lá fora



Um poema inédito no site - Gazeta de Poesia Inédita - Portugal.

Grata ao José Pascoal pelo convite. 

Link para o poema:



Wednesday, June 10, 2020

Poesia Presente!

Estou no 4º episódio de Poesia Presente! Canal Clóe dos poetas Carlos André e Marcelo Torres. Grata pelo convite.

Monday, June 01, 2020

Wednesday, May 13, 2020

Baile de Máscaras

O projeto
Maiakovski dizia que era "melhor morrer de vodka do que tédio". Hoje já sabemos que é melhor morrer de tédio (com ou sem vodka) do que de vírus.
Mesmo assim, tédio demais deixa até as minhas gatas entediadas. E nisso, não há nenhuma possibilidade de magia, epifania ou redenção (e muito menos alegria e poesia, por certo). Então, se temos que ficar em casa mais um mês, e dá pra diminuir esse tédio, que mal isso tem?
Sim, fiquem tranquilos! Esse é um BAILE DE MÁSCARAS devidamente consciente do uso de equipamentos de proteção como: 1) o verso a serviço da narrativa, 2) a prosa como uma bela proeza do verso livre, e 3) carinhosamente falando, o jeitinho que esses dois (verso e prosa) conversam intimamente quando querem contar uma boa história.
Aqui, nesse baile vocês estão convidados a darem seus passos de dança pela série de ficção A COMPLICADA BELEZA, composta por NARCISO PARA MATAR (romance), CRÔNICA DE UM AMOR MORTO (romance) e A TEORIA DO ROMANCE NA PRÁTICA (narrativas em prosa e verso), todos livros de Fernando Koproski.
Há também os incríveis livros dos autores especialmente convidados: Jonatan Silva (HISTÓRIAS MÍNIMAS), Paulo Sandrini (PEIXES COLORIDOS DE ALTO-MAR), Renato Quege (REYNALDO) e Bárbara Lia (ARREPENDIMENTO). Esses livros, que revelam a mais alta ficção brasileira em prática no momento, mais que suas recompensas, serão seus parceiros de dança. E segue meu sincero convite:
Convite ao Baile de Máscaras
Atenção leitores! Agora está decretado: o uso de máscaras é obrigatório. O ficcionista deve abandonar qualquer indício de sinceridade nociva. Vamos deixar a sinceridade para os poetas confessionais. Mesmo o lirismo autobiográfico é por demais limitado. Basta de autoficção! Agora é tempo de usar máscaras. Ficcionistas não saiam de casa sem elas! Mesmo que isso contrarie seus impulsos naturalistas, USEM MÁSCARAS! Se não por vocês, então pelo bem comum. As máscaras levarão seus textos a uma amplitude criativa maior. Só a ficção invejavelmente mentirosa se salva. Posto que uma bela mentira é a própria arquitetura da ficção. Mentindo ardilosa, lírica e ritmicamente é que se compõe uma Complicada Beleza.
Afinal, sem mentiras a serviço de belas obsessões e da delirante imaginação de estatura lírica sonhável o que seria de nossa ficção?
Em tempo, além da máscara o uso de luvas é igualmente recomendado, pois não queremos identificar as digitais do autor ou ver a mão pesar em seus escritos.
Fernando Koproski


Link para o Catarse:

Wednesday, March 11, 2020

Leve a poesia para passear...

Decreto Proibido derrubar qualquer árvore (exceto para construir berços & violinos) Bárbara Lia Para adquirir sua camiseta enviar e-mail para: barbaralia@gmail.com #salveanatureza #poesia #leiamulheres

Friday, February 14, 2020

Como eu escrevo

Link para a continuidade da entrevista - Como eu escrevo - Projeto do escritor José Nunes... Nesta etapa final o tema é "hábitos e rotinas de escrita".

https://comoeuescrevo.com/barbara-lia/





Thursday, November 14, 2019

Arrependimento / L' amour me ravage / As filhas de Manuela

#leiamulheres



fotografia - Juliana Pepinelli


fotografia - Bárbara Lia









“As Filhas de Manuela” é um romance de fôlego. Inicia em 1839 em plena Guerra dos Farrapos e segue até os dias atuais. O enredo acompanha a vida de todas as descendentes de Manuela, uma garota simples de Paranaguá que, ao encontrar um oficial da Armada Nacional, muda totalmente a direção de sua vida pacata. Ao ir em busca do amado ela encontra alguém cruel que a amaldiçoará. Esta maldição acrescentará dor e perda às gerações futuras e o adendo de levarem, todas as mulheres da estirpe de Manuela, uma sombra da cor do sangue. Como cada mulher viveu esta peculiaridade e os desdobramentos deste encontro de Manuela com o amor e o ódio vai definir os passos das gerações futuras em um círculo de perdas e superações.


“Arrependimento” acompanha as duas vidas de uma garota que, para fugir ao assédio do pai, acaba por ser adotada por estranhos, em uma cidade estranha. A fuga leva esta mulher, que ama Chopin, ao convívio com alguém que marcará toda a sua vida. Assim como ela marcará a vida deste homem. A narrativa ao som de Chopin, o cenário é Paranaguá (sempre). A mulher pensa ter guardado a sete chaves um segredo, mas eles sempre escapam entre as partituras.

"L' amour me ravage" traz poemas escritos na última década. Em nove capítulos, com uma pequena introdução do poeta Márcio Davie Claudino e capa de Edvard Munch. 120 páginas.



Encomendas via e-mail: barbaralia@gmail.com


Friday, November 08, 2019

Arrependimento / La petite mort dans ses bras

O romance "Arrependimento" e o encarte de poesia erótica "La petite mort dans ses bras" são as mais recentes publicações.


Para ter os dois livros, ou um deles, contato via e-mail barbaralia@gmail.com


"La petite mort dans ses bras" - encarte com 12 postais de poesia erótica com ilustrações de Egon chiele, Toulouse-Lautrec e Edgar Degas.




Arrependimento - Bárbara Lia - Romance - Edição "Feito no Ato" - 92 páginas





Poesia - Bárbara Lia
Ilustrações - Egon Schiele
La petite mort dans ses bras


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Ela sabia que Ébano amava aviões. Ele sempre corria ao Porto para esperar a descida dos hidroaviões. Aurora descobre o momento do pouso, apanha sua bicicleta e sai pedalando, aflita. Acima, estriadas nuvens. Na cidade, os murmúrios de sempre. A cidade que a conhece e que desconhece seu drama. Nada mais é igual, nada é igual pela lente de seus olhos marejados. A cinza solidão pairando ao lado. Ela o vê: corpo estirado na grama e os olhos bebendo o pouso das aves de aço. Atira a bicicleta ao chão enquanto o coração acelera. Por um momento seus olhos acompanham o hidroavião da Panair e a dança suave sobre as águas. Tira as sandálias e caminha até ele. Flanando como o avião pequeno ave branca, asas de liberdade.
Ela senta ao lado, e ele não se volta, segue rígido a contemplar as águas, como uma estátua de pedra. Aurora remoera hipóteses desde que ele mudara drasticamente: o encontro com a mãe tinha derretido a sanha de amante? A presença dela trouxe a vida de antes: maré gigante para dentro da casa? O momento em que perdeu o olhar de Ébano foi mortal. Viveria sem sua pele refrescada ainda de infância. Viveria sem o encontro perpetrado dentro do invólucro da ternura profanada. As mãos dele pousando entre suas coxas. O rito da descoberta: eu te tateio, tu me tateias. Eu te penetro, tu me absorves ao limite da entrega. Voluptuosas caminhadas na noite da agonia. Encontrar de mãos dadas o caminho que acende a fogueira dos séculos. Mil anos viveria e até o fim recriaria a fúria daquelas noites. A força com que ele a abraçava. O singrar encantado suado ao seu encontro nas tardes antigas, envoltos agora em outro mar, o mar da paixão.
Calados lado a lado até o avião sumir no horizonte azulado. 

Fragmento do romance - Arrependimento - Bárbara Lia (2019)

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TODA POESIA EM 2020!

Monday, August 26, 2019

Sunday, August 11, 2019

Peabiru, mon amour...




Quem vive na região e puder ir ao evento de Peabiru, vou participar, levar meus livros, ler poemas, e matar a saudade da cidade onde passei a infância.