Monday, November 12, 2018

"Não o convidei ao meu corpo" - livro vencedor do Prêmio Nacional de Criação Literária da Editora Kazuá


fotografia - Tê Caroli



Notícia no site da Editora Kazuá:

"

Grande campeã do Prêmio Kazuá de Literatura


É com grande prazer que anunciamos a obra vencedora do Prêmio Nacional de Criação Literária da Editora Kazuá!

Promovido entre 2017 e 2018, o Prêmio Nacional de Criação Literária da Editora Kazuá contemplou uma série de obras em diversas categorias, em como promoveu menções honrosas e indicações de publicação. O prêmio mais aguardado, porém, é a bonificação em dinheiro no valor de R$5000,00 prevista em edital, e que teve como concorrentes seis obras finalistas que foram selecionadas pela comissão julgadora. Sendo elas:
“Duas Cruzes”, de José Vecchi de Carvalho
“Fotografias desmemoriadas de mim, de ti, de outrem”, de Francisco Alves
“Fragmentos de Espanha”, de Francisco Evandro
“Não o convidei ao meu corpo”, de Barbara Lia
“Quem vigia o vigia”, de Núbia Bento Rodrigues
“Sem medo, sem rumo”, de Bárbara Teles
Os seis finalistas ficaram incumbidos de decidir entre si, por meio de voto individual e secreto, qual obra deveria ser a contemplada com o prêmio, não podendo, claro, votar em si mesmo. Assim sendo, desferidos e contabilizados os votos, a obra premiada, votada 3 vezes, é a da autora Bárbara Lia, intitulada “Não o convidei ao meu corpo”, publicada pela Editora Kazuá em 2018."

Link para a Kazuá - aqui

Thursday, November 08, 2018

BUNKER 14B




Meu momento cronista: na página 07 a crônica "Bunker 14B" - na coluna "Luzes da cidade", edição 102 do jornal Brasil de Fato Paraná.



Wednesday, November 07, 2018

a mulher que se retira




Por pura coincidência meus livros trazem imagens de mulheres de costas. A esta sincronia na sequencia das capas destes livros eu chamei - A mulher que se retira...
Alguns outros livros artesanais também replicam esta mesma imagem de mulher de costas.
Esquecendo a mensagem escondida em cada gesto, evento e momento, eu preciso falar sobre algumas coisas que aconteceram por estes dias.
Passado um ano da morte da minha editora Carmen Silvia Presotto, a Vidráguas enviou alguns exemplares dos livros que lancei via editora da Carmen. Parece mentira, sempre, que ela não está mais nesta dimensão...

Como o Natal se aproxima. E é sempre bom ganhar um livro. Pensei nestes exemplares e em uma forma de espalhar poesia e prosa por aí. Não posso vender mais que quinze exemplares dos livros - Vidráguas - apenas "As filhas de Manuela" tenho mais exemplares. A tiragem de - As filhas de Manuela - foi de 500 livros e tenho pouco mais de cem livros...

Para o Natal vou disponibilizar os livros acima por R$.25,00 cada um.
Com uma promoção de R$.50,00 para comprar os três.
Com dedicatória ao presenteado...
Maiores informações e compra via meu e-mail barbaralia@gmail.com

Constelação de Ossos. Romance, editado em 2010. Uma resenha de Paula Cajaty - basta clicar aqui.

Forasteira. Poesia. Editado em 2016. Apresentação do poeta Fernando Koproski. Para ler alguns poemas no site Mallarmargens, clicar aqui.

As filhas de Manuela. Romance - Realismo Mágico. Menção Honrosa no Prémio Fundação Eça de Queiroz (Portugal).


Sunday, November 04, 2018

A noite dos vivos

Bruno Marafigo  *       




A noite dos vivos



O homem sem sapatos trajando bermuda bege sobe na lateral do chafariz e conversa com o cavalo. Espero o amigo, anoitece. A lua crescente; a vida minguante. O homem diz ao cavalo as coisas do dia, seu dorso negro acaricia e se afasta para dizer em tom de brincadeira a frase tão verdadeira:
 Mas, você é feio, hein?
A água não jorra, neste fim de tarde, do símbolo fálico do chafariz do Largo da Ordem.
Um cavalo que baba (goza?)... O que secou? O sêmen ou a lágrima? Muito estranho esse cara que fala com o mármore com intimidade de amigo. A água parada, a vida parada, o homem descalço a conversar com as pedras e eu a esperar o amigo...
Esse espaço de pedras é por onde passam os vivos. Réstias de frases cintilam em um espaço por onde caminhei hoje e ecoam em mim como notas de um piano antigo...
 Aquele professor de Geopolítica é genial...
 Eu não sei desenhar na pedra...
 Então... O que teu pai disse?...
Sair com uma frase incompleta de cada colisão com pessoas dialogando no caminho, um conto na cabeça, uma dor no pé de pisar pedras tortas. Depois, sentar no banco para ouvir o diálogo (monólogo?) do homem livre. Esperando o amigo que disse um dia:
 Cansei de vomitar vinho Campo Largo...
Pedras raras ainda guardam vômitos de meninos como se eles vomitassem o sangue dos parasitas, dos falsos profetas, dos inquisidores, dos covardes...
O homem se despede e algo se move, como se o cavalo voltasse sua horrenda face (ele é mesmo feio) para se despedir do amigo. O único que se enternece e lhe diz boa noite, mesmo que depois diga:
 Como você é feio!

O mundo se parte ao meio e eu fico com o pedaço de mundo onde tem o Relógio das Flores (memória de um sonho como iluminura medieval), com as pedras lavadas do bom e velho vinho Campo Largo e o lampião antigo que acende para ajudar o pálido crescente - foice fosca do apocalipse - a iluminar a noite dos vivos.

Bárbara Lia in Paraísos de Pedra (Penalux;2013)

*mínima homenagem ao Bruno Marafigo no seu aniversário.

Tuesday, October 02, 2018

Dom Lácio - Romance



Capa final do romance - Dom Lácio
Semana que vem sai da gráfica.
Bruno Marafigo disse:: vontade de retocar as cores. Concordamos que estamos sempre a "retocar" imagens e textos, depois de impresso acaba nossa liberdade e desejo de mudar algo, sempre, sempre estamos mudando, mas eu sempre pensei que um livro, uma Arte, todas as coisas que passam por um processo de criação acabam por encontrar o momento certo de se materializar.
O processo da edição deste livro é intenso. Um projeto de financiamento coletivo, ser a editora - pela primeira vez - de um romance. As horas voam, o coração dispara, e logo vai ser este enredo a encontrar os leitores, a vida é mágica. E se o momento denso da pátria entristece, as horas que a Arte nos abraça acabam por ser uma espécie de curativo no coração: estamos vivos, resistimos, e novos dias trarão estes homens/flores, não fuzis, homens girassóis, homens com uma Pátria no coração e pétalas no olhar.


Abrir um livro, um nirvana - no blog Tabacaria




A sala de estar” (1941-1943), de Balthus (1908-2001)

Grata ao Sidnei Ferreira pelo convite para dar este depoimento-
link para o texto sobre minhas experiências como leitora.

https://sidneif.wordpress.com/2018/09/24/abrir-um-livro-um-nirvana/

Tuesday, September 25, 2018

Última chamada para o expresso Dom Lácio / Psappha - saindo da estação Poesia



"Dom Lácio" é um romance que escrevi em 2016, centenário do nascimento do meu pai. É uma homenagem. Uma novela que narra a trajetória de um quixote tropical que percorre as quatro estações da vida meio a amor, perdas e aventuras. 

Para adquirir este novo livro basta aderir ao projeto catarse.
Encerra dia 26/09 23h59m
Falta pouco. 
Depois, apenas uns trinta exemplares ficarão disponíveis para compra.
Caso queira um desrtas basta escrever para psapphapoetry@gmail.com

O processo do financiamento coletivo e da edição do livro flui  da forma que mais amo. Muitas pessoas incríveis nesta edição, com ilustração do artista plástico, design, desenhista, Bruno Marafigo.
Muita poesia envolvida.
Feliz, mesmo sem atingir a meta do projeto. Um novo livro nasce. Felicidade! Sempre.

link para o catarse:

https://www.catarse.me/psappha_dom_lacio_6227

Thursday, September 20, 2018

Herança - uma crônica no jornal Brasil de Fato




Página 07 - Brasil de Fato (PR) - Edição 97 - Ano 3 - A convite do poeta e jornalista Pedro Carrano, esta estréia na coluna - Luzes da Cidade.

link para o jornal:
https://issuu.com/brasildefatopr/docs/bdf97web

Wednesday, September 19, 2018

Dom Lácio - Romance - Bárbara Lia




No dia 26/09 encerra o prazo para aderir ao Projeto de Financiamento Coletivo Catarse 
- Dom Lácio ; Psappha. 

Acesse o link e embarque nesta bela jornada.
Obrigada!

https://www.catarse.me/psappha_dom_lacio_6227




Monday, August 27, 2018

Psappha




A partir de hoje inicio um trajeto como editora independente com a criação do selo editorial - Psappha.
O selo independente é da empresa - Feito no Ato - Eventos & Cia. Minha irmã caçula - Fá - é microempresária e há alguns anos está a oferecer a possibilidade de ter minha própria editora, pois sua empresa comporta edições de livros, jornais e revistas.

Com o romance - Dom Lácio - escrito como homenagem ao meu pai, inicia uma nova fase. Editora, poeta e escritora.

Via Projeto de Financiamento Coletivo Catarse venho pedir a colaboração e o engajamento dos poetas e amantes da Poesia.

Os detalhes aqui no Projeto que acabou de ir ao ar:

https://www.catarse.me/psappha_dom_lacio_6227


Pense numa poeta feliz...









Tuesday, August 21, 2018

As mulheres poetas na literatura brasileira - volume 2




As mulheres poetas na literatura brasileira - volume 2 - pode ser lido nesta plataforma.
Participo com alguns poemas.
Lindo trabalho do poeta Rubens Jardim, meus poemas entraram na edição 14 do projeto original, e no volume 2 da coletânea.

link para o livro 
https://issuu.com/rubensjardim/docs/livro_mulheres_poetas_volume_2




Sunday, August 19, 2018

lorca en mi corazón

Neste 18 de agosto 82 anos da morte de Lorca.
Permanece vivo.


Cada momento que um poeta o evoca no mundo. 


Cada instante que alguém o lê

Cada instante em que um inocente é morto.
Cada manhã de sol em Granada.
Cada caravana itinerante de Teatro pelo mundo
Tudo evoca Lorca
Sua Poesia
Sua vida de extrema magnitude
Seu canto inesquecível
Seus poemas de Lua e Sangue

Escrevi algo em meu novo romance enleando uma canção com o poema - " Pequeño vals vienés "  - uma das primeiras canções que ouvi em 2017 + mais um poema a um amor platônico + esta oscilação entre físico e metafísico, este meu caminhar estranho por um lugar onde apenas a Poesia se revela, onde a tudo ela eleva, os dias, as palavras, os planos para esta vida, para vidas futuras.
Lorca consegue ser o que se transforma naquele ponto cinzento onde acontece um salto do caos à ordem... Isto tem a ver com Paul Klee, meu companheiro neste livro. "Não o convidei ao meu corpo" é uma vida. Mais que uma vida, é a junção da luz de algumas vidas, estas que me iluminam, estas que tocam o ombro a dizer: dói, mas esta é a parte que possibilita o salto, a valsa, a dança e a libertação...

Um poema de Lorca na voz de Enrique Morente...

Sunday, July 29, 2018

Querida Hilda #5



Querida Hilda,

Bem longe das polêmicas e dos eventos eu vou levar tua voz flanando na canção (I'll nver know);

"Você nunca saberá o quanto eu sinto sua falta
Você nunca saberá o quanto eu me importo ..."

Toda ternura escondida além da cortina do escárnio. Se é possível sentir saudade de quem nunca dividiu a vida contigo, esta saudade eu sinto de você.
A obscena senhora. 
A insondável senhora.
Ao te ver cantar lembrei que amava cantar quando era menina, amava cantar diante do espelho quando era menina-moça, penso que minha personagem Lynx em Constelação de Ossos é o meu lado cantora, o meu lado que vive mergulhado na música desde sempre. Como se fosse meu combustível. Cada tempo da minha vida, cada amante, cada instante, para cada um existe uma trilha sonora, que evocam estas canções, como esta que pudemos ver/ouvir hoje na Flip. Vou ver o filme para te ver cantar. Vou esquecer que com o tempo ficou difícil dançar, mas posso cantar, sim eu posso...