
Friday, August 10, 2007
Thursday, August 09, 2007
CLIFTON GIOVANINI

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Clifton Giovanini - homem de azul
antes que o sol se arrisque
a abandonar esta carcaça;
juro que não estou aquI
vejo, olho, sinto
e não sei dizer
o que se fará no amanhã
mas a mente enfraquecida
o olho do atirador
o alvo e o projétil
vão onde não vou
Vou lhe dizer sim
alguma coisa
coisa esta que não sei quem sou
mas no hoje, no brilho
na forma de viver
vivo
e não sei quem sou.
Sou a bala no cano
o dedo no alvo
o olho do atirador...
CLIFTON GIOVANINI
Curitiba - Pr
EDSON FALCÃO
Para sair do chão e retornar
Forma um passo
O tempo de um passo é o tempo-amor
Nesta imagem o pé sou eu
O tempo é ele mesmo com pequenas variações de tempo
O chão é você
EDSON FALCÃO
- Curitiba - PR
poesia publicada na edição nº 2 do mural de poesias
BEATRIZ - editado por Rodolfo Brandão
LUCIANA CAÑETE

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Delmira Agustini
Montevidéu, 1886 - 1914
Não sou suicida
............ para Delmira Agustini
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Se Sylvia, se Virginia
Se Florbela ou Ana Cristina,
Delmira não.
Onde estas sucumbiram -
na asfixia de seu desconforto,
no rio mergulhado com demasiada profundidade,
no eterno sono veronal,
no vôo livre e descendente -
ela, num ímpeto de saber-se quem era
recusou a morte em vida,
a sepultura matrimonial.
Borboleta catalogada:
se despregou do quadro e voltou a imprimir
movimento às asas, Suas
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O vôo,
ainda que breve
foi bravo
LUCIANA CAÑETE
Curitiba - PR
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GIL BRANDÃO
A luz passava em ondas através do vestido que ela usava.
Ela flutuava: etérea, lancinante.
Uma imagem com sabor de ameixas e vinho seco.
Tão fugaz que minha lembrança se perdeu no tempo
fundindo em silêncio alegria e maldição.
GIL BRANDÃO
Curitiba-PR
http://www.meuparedro.blogger.com.br/
Monday, August 06, 2007
ALFONSINA Y EL MAR
Alfonsina y el mar
(Félix Luna - Ariel Ramírez)
Por la blanda arena que lame el mar
su pequeña huella no vuelve más,
un sendero solo de pena y silencio llegó
hasta el agua profunda.
Un sendero solo de penas mudas llegó
hasta la espuma.
Sabe Dios que angustia te acompañó
qué dolores viejos calló tu voz
para recostarte arrullada en el canto
de las caracolas marinas.
La canción que canta en el fondo oscuro del mar
la caracola.
Te vas Alfonsina con tu soledad,
¿qué poemas nuevos fuiste a buscar?
Una voz antigua de viento y de sal
te requiebra el alma y la está llevando
y te vas hacia allá como en sueños,
dormida, Alfonsina, vestida de mar.
Cinco sirenitas te llevarán
por caminos de algas y de coral
y fosforescentes caballos marinos harán
una ronda a tu lado.
Y los habitantes del agua van a jugar
pronto a tu lado.
Bájame la lámpara un poco más,
déjame que duerma nodriza en paz
y si llama él no le digas que estoy
dile que Alfonsina no vuelve.
Y si llama él no le digas nunca que estoy,
di que me he ido.
...
(Imagens da ilha de Malta, localizada no mar Mediterrâneo, entre Itália e África.música: alfonsina y el mar - intérprete: Nana Mouskouri)
e.e.cummings

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TERÇA-FEIRA, 07 DE AGOSTO
Adalberto Muller é poeta e tradutor, autor
entrada R$1,99
Sunday, August 05, 2007
MEU ALEPH
Saturday, August 04, 2007
SEDE DE AMAR Nº 1
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MUNCH
A mulher dobra o arco-íris
e o esconde sob a mortalha.
Colhe a estrela matutina
e a aninha, ainda quente,
entre as rosas mortuárias.
A pedra pequena recolhida
nos trilhos da rua do amado
coloca em seu ouvido
como concha
para levar na eternidade
o eco dos passos dele.
Ela está morrendo
e seu amor não sabe.
Bebe o último copo d'água
sabendo
que a sede mais intensa
nunca foi saciada.
BÁRBARA LIA
Friday, August 03, 2007
O SAL DAS ROSAS

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Espelho liquidificador
marca com lápis sanguíneo
o tempo em minha face.
Ecos do acorde da apocalíptica caveira
invadem a aurora.
Cansei das noites solitárias e este cenário
de lua & estrelas.
Planto sementes de lua
esperando um céu do avesso:
Mínimas luas: crescentes, minguantes, cheias.
- bilhares, multicores.
E uma estrela - azulada imensa -
a bailar no cobalto-quase-negro
das minhas noites solitárias.
BÁRBARA LIA
- O SAL DAS ROSAS (Lumme editor-2.007)
A ILHA DE IA


Thursday, August 02, 2007
REVISTA LASANHA
A poesia "Luzes de Marfim" está na edição de agosto da Revista Lasanha (de lamber os textos), editada por Maicknuclear - http://www.revistalasanha.cjb.net/
Wednesday, August 01, 2007
AGUAS DE ALEJANDRÍA

Tus aguas, Alejandro,
...............................rompieron reinos
.......................................................y rompen mi cuerpo.
Las cortinas
................de nuestras nupcias
............................................aún arden.
Arden en mí los celos.
...............................Arde dividirte
.................................................en amor y honor.
Sé, mi cuerpo ardiente,
.................................morada fecunda de tus aguas,
............................................................................te calma.
Cuando murió Hefestion,
...................................el silencio
Todos los caballos esquilados.
..........................................El médico sacrificado,
.......................................................................honores al héroe.
Pero en una noche,
...........................en nuestra noche,
....................................................nada había en ti de Hefestion.
Incendiamos los siglos.
................................Sus aguas se extendieron azules
..............................................................................en reinos.
Se extendieron azules en mi carne.
..................................................se extendieron,
........................................................................en amor.
Construyo un castillo de piedras de vidrio.
..........................................................Colores de los celos:
.......................................................................................Amarillas.
Las del amor,
..................esas piedras minúsculas:
.....................................................rojas.
Gotas de tu noble semen congeladas,
....................................................son las ventanas:
............................................................................Translúcidas.
Cuando vertías vida de tu carne
............................................caías frágil
..........................................................en campo de lucha
- Mi cuerpo -
.................Magno derrotado, sin Bucéfalo.
............................................................Guerrero vencido.
Yo, Roxana
...............bárbara princesa
.....................................de ojos zafira.
Roxana - reina y sierva -
..................................cuerpo del color del resentimiento
................................................................................de las arenas,
coloriendo la torre
.........................con tonos del cielo de Babilonia,
.....................................................................cielo del reinicio.
Con el blanco resoluto de tu sonrisa.
...................................................Casi imposible,
.........................................................................tu sonrisa.
Castillo fiado, protegido, esperando,
...................................................siempre,
...............................................................siempre.
Las aguas de Alejandría vertiendo en mi vientre
...................................................................Fuera &
.............................................................................Dentro
Saturday, July 28, 2007
PORÃO LOQUAX - MÁRIO QUINTANA
Mario Quintana
LANÇAMENTO DO PACOTE DE POESIA MÁRIO QUINTANA
NO PORÃO LOQUAX - WONKA BAR
Terça-feira, 31 de julho, a partir das 22h.
Nesta terça-feira - o lançamento do Pacote de Poesia Mário Quintana (Sesc da Esquina) no Porão Loquax.
No projeto, grandes nomes da nossa literatura são homenageados periodicamente.
Jéssica e Cléber, da companhia de teatro "Elenco de Ouro", declamarão poesias que se encontram no Pacote de Poesia do Sesc da Esquina.
Friday, July 27, 2007
ANTIGA PAIXÃO
FONTE (ELA)
A estrela da tarde
A estrela da tarde está
madura
e sem nenhum perfume
A estrela da tarde é
infecunda
e altíssima
Depois da estrela da tarde
so há:
o silêncio.
ORIDES FONTELA
Sunday, July 22, 2007
PLANOS POÉTICOS
Para alguns poetas em Curitiba, o porão do Wonka Bar acabou por tornar-se uma Confeitaria Richmond. Algum dia vai figurar em livros, tal qual a Richmond que Borges frequentava, ou London City, onde Cortázar escreveu "Os Prêmios". Algum dia será lembrado como o bar onde Maiakóvski trafegava entre a fumaça revolucionária, o "Cão Vadio". Ou, o café "A brasileira", onde Fernando Pessoa vivia.
TÁBULA RASA
Saturday, July 21, 2007
Whisky Romeo Zulu (trailer)
Enrique Piñeyro - quando menino - sonhava ser piloto de avião. Como comandante da empresa Lapa percorreu por meses os corredores da companhia na tentativa de se fazer ouvir. Por muitas vezes se negou a voar por total falta de segurança. Naufragaram os seus sonhos de sempre. Ele se viu afastado da empresa passou por momentos duros. Até que o Boeing 737, que ele se negava a pilotar, foi ao chão, nas mãos de um outro piloto. Espatifou no centro de Buenos Aires, em direção à Córdoba, em uma noite estranha, causando a morte de 70 pessoas. WRZ era o prefixo do Boeing. Enrique tornou-se diretor de cinema e interpretou ele próprio a sua trajetória em um filme muito bem conduzido que questiona os interesses colocados acima das vidas humanas. Não ando com vontade de dizer nada. Outro dia ouvi direto do labirinto da minha memória aquela poesia de Guerra Junqueiro que meu pai declamava: pobres de pobres são pobrezinhos. O nosso Presidente é pobre. Não o respeitam. As crianças pobres do mundo morrem de fome a cada cinco segundo. Lembro meu amigo Frei Betto dizendo: A fome é a única causa mortis que só atinge os pobres, e por isto, não comove. Nada abala. A estatística não comove. Se fosse noticiada a morte destes anjos de países pobres de - pobres de pobres são pobrezinhos - como quedas de avião. Cairia um avião a cada hora. Não sei se nada tem a ver com nada ou tudo está vinculado. Por ser caótica faço conexões várias. A tristeza acaba chegando com algumas certezas pinceladas. O mundo é um palco, encenamos uma tragicomédia. Alguns piram e se libertam de tudo, são estes profetas vadios das ruas. Outros se matam. Outros vão morar no mato. Outros se sentem impotentes - chorando, olhando o dia nascer tão lindo, a lua em sua dança indiferente. Alguns fazem filmes e denunciam. Mas, no ano passado, quando vi o filme achei aquele homem muito corajoso. Falta coragem no mundo, muita poesia, alguma alegria... Não sei se dá para virar o jogo aos quarenta e seis minutos do segundo tempo. E o mundo está de cabeça para baixo. As crianças continuam morrendo, e isto dói muito, tal qual a dor que vi nestes dias - de mães, pais, filhos, maridos, amigos. Dói e dá um certo asco, perceber que alguns setores usam tanta dor para interesses pequenos. Na Argentina, um piloto que virou cineasta colocou a maior lenha na fogueira, sofreu ameaças, mas, manteve a postura sábia de não conduzir passageiros para a morte.
Friday, July 20, 2007
MARCOS LOSNAK
Vento
é aquilo que retira a imobilidade das folhas
Dor
é o que recheia o corpo de vazios
Amor
é algo que não aparece quando estamos mortos
Brisa
é a sutil compreensão de que nada é imóvel
La nave va...
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Louis Garrel _ Cena de "La Belle Personne" de Christophe Honoré "O poeta escreve sobre oceanos que não conhece...
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F rida inventou um novo verbo para dizer “Eu te amo”: Yo te cielo. Rimbaud queria reinventar o amor: L'amour est à réinventer. Quiç...
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É incrível que elas tenham nascido na mesma data, Clarice em 10 de dezembro de 1920 em Chechelnyk, Ucrânia e Emily Dickin...
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INSÔNIA Este é o século da nossa insônia Mentes plugadas em telas isonômicas Longe dos mitos e da cosmogonia Dopados de “soma” e ...


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