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Ontem, no extracéu, tomamos
No extracéu
Fogem do céu-matéria
Do
Às vezes, congelamos uma
E a colocamos na
O sal das rosas
Lumme Editor, 2007
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Ontem, no extracéu, tomamos
No extracéu
Fogem do céu-matéria
Do
Às vezes, congelamos uma
E a colocamos na
O sal das rosas
Lumme Editor, 2007
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MÃOS DE ABRIR NUVENS
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Ter mãos de abrir nuvens
Romper o velcro de baunilha
E espiar
Dentro a catedral
Dos sonhos
Um rito de encanto
Crianças e lagos
E mapas emaranhados
A Sexta Avenida
Deságua no Eufrates
E as barcas cruzam
De Bagdad ao Mojave
As mãos se enlaçam
Negras brancas
Amarelas azuis.
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Ter mãos de abrir nuvens
Descobrir a alma de neve
E perfume
Que se fazem
Pássaros
Camelos
Bailarinas.
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Quem possui mãos de abrir nuvens?
Quem rega pedras
E pesca pássaros
Em tempestades
E ancora no alto
Da montanha mais alta
Suas caravelas.
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Quiçá Penélope,
Sem manto, grilhões e espera.
A abrir nuvens
Além da torre de concreto
Em pleno azul
Entre a brancura espumada.
Mãos de mulher livre
A abrir o velcro
Da humanidade encantada.
BÁRBARA LIA
Kafka edições baratas, 2004
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