AMOR MAR MUERTO
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Amor mar muerto
Diez veces más sal
Que un amor normal
Aire atado
De amores muertos
Asustados
Con el amor vivo
Que rasga la roca
De modo que fluyan
Él liquido
Y lo granítico
De las flores
BÁRBARA LIA


Tenho saudades de coisas perdidas:
O canivete com o qual o pai picava fumo
O banco de madeira ao lado do fogão
- lareira pobre dos meus invernos -
Polenta assada na chapa e café preto
O desenho do menino mexicano
que o irmão fez para mim
(pequeno Pancho e seu poncho colorido
montado em um burrico)
O pastel de palmito natural
com pimenta do reino
e carinho de mãe
As goiabeiras do vizinho alemão
Andar descalça na enxurrada
Descobrir as constelações
Tenho saudades de coisas perdidas
e saudades de ti
que acabei de encontrar...
BÁRBARA LIA
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O Núcleo de Dramaturgia SESI Paraná promove, a partir de amanhã (sábado, 29/08), o Ciclo de Leituras dos primeiros textos produzidos por integrantes da Oficina Regular de Dramaturgia que está sendo realizada desde março e que conta com a orientação do autor e diretor teatral Roberto Alvim, carioca radicado em São Paulo. As Primeiras Leituras acontecerão no stand do SESI Cultural na I Bienal do Livro que acontece no Expo Unimed Curitiba, campus da Universidade Positivo.
As leituras vão acontecer das 18 às 19 horas e a programação prevê leituras de textos de Rogério Viana, amanhã, sábado (29/08); Nana Rodrigues, domingo (30/08); Andrew Knoll, segunda-feira (31/08); Cynthia Becker, terça-feira (01/09); Pagu Leal, quarta-feira (02/09) e Douglas Daronco, quinta-feira (03/09). No domingo, dia 30, às 19h, acontecerá um bate-papo com o dramaturgo e coordenador do Núcleo de Dramaturgia Marcos Damaceno, que falará sobre o processo de criação de novos textos para teatro.
www.sesipr.org.br/
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IV
Porque te amo
Deverias ao menos te deter
Um instante
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Como as pessoas fazem
Quando vêem a petúnia
Ou a chuva de granizo.
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Porque te amo
Deveria a teus olhos parecer
Uma outra Ariana
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Não essa que te louva
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A cada verso
Mas outra
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Reverso de sua própria placidez
Escudo e crueldade a cada gesto.
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Porque te amo, Dionísio,
é que me faço assim tão simultânea
Madura, adolescente
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E porisso talvez
Te aborreças de mim.
(...)
HILDA HILST
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