Tuesday, June 07, 2011
Monday, June 06, 2011
Saturday, June 04, 2011
Friday, June 03, 2011
Grandes Mulheres Grandes Amores VII
I
Toma-me. A tua boca de linho sobre a minha boca
Austera. Toma-me AGORA, ANTES
Antes que a carnadura se desfaça em sangue, antes
Da morte, amor, da minha morte, toma-me
Crava a tua mão, respira meu sopro, deglute
Em cadência minha escura agonia.
Tempo do corpo este tempo, da fome
Do de dentro. Corpo se conhecendo, lento,
Um sol de diamante alimentando o ventre,
O leite da tua carne, a minha
Fugidia.
E sobre nós este tempo futuro urdindo
Urdindo a grande teia. Sobre nós a vida
A vida se derramando. Cíclica. Escorrendo.
Te descobres vivo sob um jogo novo.
Te ordenas. E eu deliquescida: amor, amor,
Antes do muro, antes da terra, devo
Devo gritar a minha palavra, uma encantada
Ilharga
Na cálida textura de um rochedo. Devo gritar
Digo para mim mesma. Mas ao teu lado me estendo
Imensa. De púrpura. De prata. De delicadeza.
HILDA HILST
Júbilo, memória, noviciado da paixão
Um beijo em morse:
Toma-me. A tua boca de linho sobre a minha boca
Austera. Toma-me AGORA, ANTES
Antes que a carnadura se desfaça em sangue, antes
Da morte, amor, da minha morte, toma-me
Crava a tua mão, respira meu sopro, deglute
Em cadência minha escura agonia.
Tempo do corpo este tempo, da fome
Do de dentro. Corpo se conhecendo, lento,
Um sol de diamante alimentando o ventre,
O leite da tua carne, a minha
Fugidia.
E sobre nós este tempo futuro urdindo
Urdindo a grande teia. Sobre nós a vida
A vida se derramando. Cíclica. Escorrendo.
Te descobres vivo sob um jogo novo.
Te ordenas. E eu deliquescida: amor, amor,
Antes do muro, antes da terra, devo
Devo gritar a minha palavra, uma encantada
Ilharga
Na cálida textura de um rochedo. Devo gritar
Digo para mim mesma. Mas ao teu lado me estendo
Imensa. De púrpura. De prata. De delicadeza.
HILDA HILST
Júbilo, memória, noviciado da paixão
Um beijo em morse:
Hilda se encontra com Carlos Drummond de Andrade e este, superando sua renitente timidez, disse: "Você não dormiu com esse cara, não é? Os poemas estão tão bons que eu sei que você não dormiu com ele." "É verdade", respondeu Hilda.
A respeito de Hilda Hilst e de sua obra muito se disse. O próprio Drummond, em 1952, dedicou-lhe um poema, em que, entre outros versos, diz: "Então Hilda, que é sab(ilda) / Manda sua arma secreta: / Um beijo em morse ao poeta."
fonte deste texto - Globo Livros - http://globolivros.globo.com/O amor proibido de Hilda
Grandes Mulheres Grandes Paixões VI
“No teu cabelo negro brilham estrelas
cadentes, arredias.
Para onde irão elas
tão cedo, resolutas?
– Vem, deixa eu lavá-lo, aqui nesta bacia
amassada e brilhante como a lua.”
Elizabeth Bishop
cadentes, arredias.
Para onde irão elas
tão cedo, resolutas?
– Vem, deixa eu lavá-lo, aqui nesta bacia
amassada e brilhante como a lua.”
Elizabeth Bishop
Lota Macedo
Tuesday, May 31, 2011
Grandes Mulheres Grandes Paixões V
“Beijou-me na boca, subitamente e com violência, arrancando-me o lenço que eu atara à cabeça, o meu belo lenço vermelho que eu adorava, usado e descolorido pelo sol, impossível de substituir, e os meus brincos favoritos de prata, ah, eu guardo-os, rosnou ele, e eu mordi-o longa e cruelmente na face quando ele me beijou no pescoço e, quando saímos do quarto, o sangue escorria-lhe pelo rosto e dentro de mim subia um grito, oh, entregar-me nas tuas mãos, estilhaçar-me lutando contra ti...”
(Sylvia Plath - 1956)
Ted Hughes
Sunday, May 29, 2011
Grandes Mulheres Grandes Paixões III
Um quarto de hotel, para mim, tem a implicação de voluptuosidade, furtiva, fugaz. Talvez o fato de não ver Henry tenha aumentado a minha fome. Eu me masturbo frequentemente, com luxúria, sem remorso ou repugnância. Pela primeira vez eu sei o que é comer. Ganhei dois quilos. Fico desesperadamente faminta, e a comida que como me dá um prazer duradouro. Nunca comi desta maneira profunda e carnal. Só tenho três desejos agora: comer, dormir e foder. Os cabarés me excitam. Quero ouvir música rouca, ver rostos, roçar-me em corpos, beber um Benedictine ardente. Belas mulheres e homens atraentes provocam desejos em mim. Quero dançar. Quero drogas. Quero conhecer pessoas perversas, ser íntima delas. Nunca olho para rostos inocentes. Quero morder a vida e ser despedaçada por ela. Henry não me dá tudo isso. Eu despertei o seu amor. Maldito seja o seu amor. Ele sabe foder como ninguém, mas eu quero mais que isso.
Eu vou para o inferno, para o inferno, para o inferno.
Selvagem, selvagem, selvagem.
Anaïs Nin
Henry Miller
Grandes Mulheres Grandes Paixões II
*
" Si un jour, la vie t'arrache à moi,
Si tu meurs, que tu sois loin de moi
Peu m'importe, si tu m'aimes,
Car moi, je mourrai aussi...."
Edith Piaf
" Si un jour, la vie t'arrache à moi,
Si tu meurs, que tu sois loin de moi
Peu m'importe, si tu m'aimes,
Car moi, je mourrai aussi...."
Edith Piaf
Saturday, May 28, 2011
Grandes Mulheres Grandes Paixões
... Eu acabara de abrir seu livro, quando tive vontade de ver a sua caligrafia. Voltei para primeira página... elas estavam ali, suas ternas, atraentes e belas palavras.
Eu o sinto comigo e aonde eu for você irá, não apenas seu olhar, mas você inteiro. Eu o amo, e não há mais nada a acrescentar.
Simone de Beauvoir
Thursday, May 26, 2011
Tem um pássaro cantando dentro de mim III
PEQUENO TRATADO DA DELICADEZA
p/Rodrigo de Souza Leão
Rimbaud te espera
No barco bêbado encalhado
Em um mar crispado de turmalinas
- Lágrimas dos poetas -
Nas mãos, duas taças de absinto
Para brindar a vida fera
Dois homens de branco
Ancorados na beleza
A repartir
O fogo santo
O espanto
O canto
O eterno canto
Dos poetas...
- Por delicadeza
Perdi minha vida -
Por delicadeza
Entregamos a vida
Aos escarros
Por delicadeza
Entregamos a carne
Aos caninos ávidos
Por delicadeza
Atravessamos a bruma
Com lírios brancos
Nos braços
Rimbaud sempre à espera
Para brindar
A eterna primavera
Bárbara Lia
Tem um pássaro cantando dentro de mim
p32
Tem um pássaro cantando dentro de mim II
quando ele corria
pelos telhados de ardósia
as pombas arrulhavam
em ventania
seu casaco - vela sacudida
estremecia
a maré da monotonia
Bárbara Lia
Tem um pássaro cantando dentro de mim
p. 29
Monday, May 23, 2011
Tem um pássaro cantando dentro de mim
MAR ABSINTO
Nossos olhos de dezoito anos
acomodaram o mar
Sobrou a maré em torno
um sussurro de conchas
a nos acordar nas noites brancas
Nossos olhos de dezoito anos
beberem do mar/absinto
como ao vinho santo
Nossos olhos negros e azulados.
Uma sereia recolhendo a rede
os corações de dois poetas ali - enredados
Nossos olhos de dezoito anos
Nossas almas milenares.
Nossos amores fracos à soleira da incerteza.
Tanta beleza em ti, Rimbaud!
Tanta ausência em mim!
E nas marquises
bêbados ainda caminham
buscando o sol
que você guardou pra mim
Bárbara Lia
in Tem um pássaro cantando dentro de mim - p. 32/33
Saturday, May 21, 2011
OS LIVROS DE 2011
Tem um pássaro cantando dentro de mim - 43 páginas - Poesia
Uma poesia do livro e comentários do poeta Darlan Cunha:
Pensei: vou morar em uma lágrima.
E vi cenários de Kandinski atrás da cristalina dor.
Vi os retorcidos rostos detrás dos espelhos d’água.
Vi uma casa-banheira, eu sempre líquida.
Vi um teto vidro fosco, eu a olhar estrelas.
E quando secar a minha casa?
E como secar meu coração?
Bárbara Lia
in Tem um pássaro cantando dentro de mim
A extrema leveza desta poema é difícil de ser alcançada, a metafísica que dele exala, e é tão limpo de se ler ( e reter). Lembro-me do farmacêutico Carlos Drummond de Andrade, também poeta, dizendo algo mais ou menos assim, quando da morte do Cartola – Angenor de Oliveira:
“- Este era o verso que eu gostaria de ter escrito: Queixo-me às rosas / mas que bobagem / As rosas não falam…”
Darlan M Cunha
*****
BREVE ARQUITETURA DA MELANCOLIA *
Disse a moça “querer morar na lágrima”, e assim é que já me vejo com vizinhança, já que neste líquido núcleo habito só, sem nada de ir ao cara das cortiças e contratar-lhe os serviços em toda a casa, nada de armazenar antidepressivos, antíteses do ruído, nada de nada que se imiscua no meu líquido teor de maldade, e assim é que não espero ansiosamente a moça chegar, mesmo se ela for poeta, mesmo se for atéia, mesmo que seja tão feroz e feraz quanto uma canção de ninar, ou mesmo que me queira em sua cama, psicotrama, em seu coma.
DMC
Breve arquitetura da melancolia - verso do poeta Eugénio de Andrade (Prêmio Camões 2001), no poema Lágrima, do livro Coração do Dia, 1956-58.
***
2011 vai marcar por ser o ano do retorno da POESIA em livro. Em 2007 lancei dois livros (O sal das rosas - pela Lumme e A ùltima chuva pela ed. Mulheres Emergentes) e não mais fui em busca de uma publicação nos moldes tradicionais. Neste intervalo a SEEC/PR - Imprensa Oficial publicou meu romance Solidão Calcinada em 2008 e publiquei Constelação de Ossos em parceria com a Ed. Vidráguas (Poa) em 2010. Um passo na poesia e outro na prosa, segue a dança da palavra tecendo esta obra que assino com reverência e respeito à ARTE.
Ano passado foi o - ano dos artesanais - este projeto que eu amei realizar. Dividi com tanta gente. Imprimi MUITOS livros, e a minha alma artesã permitiu espalhar meus poemas. Em resumo, é mais ou menos como o poeta Edson Bueno de Camargo escreveu:
"Adoro este ideia que construir o livro não só como algo livel, mas também como objeto tátil, coisa pagável, cheirável. Em mundos de grande valor ás virtualidades isto é muito louvável.
Não sei se você se dá conta, mas estes livros artesanias, vão para além da literatura, esta plataforma se chama "livro de artista", muito valorizada nas artes de vanguarda."
Ano passado foi o - ano dos artesanais - este projeto que eu amei realizar. Dividi com tanta gente. Imprimi MUITOS livros, e a minha alma artesã permitiu espalhar meus poemas. Em resumo, é mais ou menos como o poeta Edson Bueno de Camargo escreveu:
"Adoro este ideia que construir o livro não só como algo livel, mas também como objeto tátil, coisa pagável, cheirável. Em mundos de grande valor ás virtualidades isto é muito louvável.
Não sei se você se dá conta, mas estes livros artesanias, vão para além da literatura, esta plataforma se chama "livro de artista", muito valorizada nas artes de vanguarda."
Volto aos livros tradicionais. Não gosto da forma que tomou conta da Poesia atual. Os livros que ficam detidos em algum site ou editora. As edições sob demanda. Nossos leitores pagando valores altos para comprarem nossos livros. Não me animo a caminhar nesta direção. Os editores raramente publicam por sua conta e risco os livros de Poesias. São pequenas armadilhas onde caímos. Aposto no meu trabalho e vou encarar tudo na velha fórmula - edição do autor.
É isto.
Até aqui, duas publicações para 2011:
No primeiro semestre imprimi - Tem um pássaro cantando dentro de mim. Um livro com 43 páginas. O primeiro caderno com este mesmo título traz as poesias que não entraram em livros anteriores e que eu quero que vá para o papel. Elas ficavam cantando dentro de mim, pedindo pra libertá-las. Libertei as poesias, acrescentei os poemas para Rimbaud em um segundo caderno e o livro encerra com Jardim do Caos. Uma série de poemas que tendem ao abstrato.
Quem desejar este livro, entre em contato pelo email barbaralia@gmail.com
No segundo semestre - A flor dentro da árvore.
Com apresentação do poeta Sidnei Schneider.
Provavelmente edição do autor, por conta de algumas conversações ainda pendentes.
Neste livro as poesias tem como títulos as palavras de Emily Dickinson.
Fragmento da apresentação do livro - A FLOR DENTRO DA ÁRVORE
(...)
Se o seu nome, sua identidade vital e poética, se constrói não só da própria experiência mas da de muitos, especialmente artistas, o pai é quem a nomeia: “Meu pai amava/ A amada do poeta”. Então somos levados a Minas de Tiradentes, Drummond, Guimarães, Adélia, Milton, e à realidade do interior do Brasil através da letra de “Cuitelinho”, nome dado ao beija-flor em canção popular reconstruída por Paulo Vanzolini. O que nos autoriza a pensar que o nome Bárbara relaciona-se com o da brava inconfidente Bárbara Heliodora, tema de liras do seu esposo, o árcade mineiro Alvarenga Peixoto, autor de “Bárbara bela,/ Do norte estrela,/ Que o meu destino/ Sabes guiar”. Versos como “Meu pai plantou-me/ Em Minas”, sendo Bárbara Lia de Assaí-PR, sustentam essa recepção. Observe mais uma vez o leitor, que tudo nasce de um verso de Emily, título do poema (“Toquei seu berço silencioso”). Em outro, o nome ecoa transmudado: “O tosco me agride/ Tudo o que é rude/ Um passo atrás/ A cada farpa/ A cada sílaba bárbara” (“Remando no Éden”). Em suma, se o pai nomeou-a poeta, atribuiu-lhe ainda um nome-verso, Bárbara Lia.
(...)
SIDNEI SCHNEIDER é poeta, tradutor e contista da cidade de Porto Alegre (RS), Brasil. Nascido em Cruz Alta (1960), aos quatro meses de idade mudou-se para Santa Maria. Cursou Engenharia Florestal, foi ator do Grupo Porão de Teatro, líder político e estudantil. Em 1982 transferiu-se em definitivo para Porto Alegre.
Autor dos livros de poesia Quichiligangues (Dahmer, 2008), Plano de Navegação (Dahmer, 1999) e tradutor de Versos Singelos/José Martí (SBS, 1997). Participa de Poesia Sempre 14 (Biblioteca Nacional/Minc, 2001), Antologia do Sul, Poetas Contemporâneos do RS (Assembléia Legislativa/Metrópole, 2001), O Melhor da Festa (Nova Roma, 2009) e de dez publicações resultantes de concursos institucionais de conto e poesia. 1º lugar no Concurso de Contos Caio Fernando Abreu, UFRGS, 2003 e 1º lugar em poesia no Concurso Talentos, UFSM, 1995.
(...)
Friday, May 20, 2011
Thursday, May 19, 2011
O Bule
Porque só a poesia salvará o mundo
- Especial Poesia n’O BULE, com Munique Duarte, Bárbara Lia e Reinaldo Ramos.
http://www.o-bule.com/2011/05/especial-poesia-no-bule.html
Wednesday, May 18, 2011
Provocações com Luis Serguilha
Uma pausa para falar de poesia, como ontem com a Marilda Confortin e o Ivan, tirou-me do ninho quente onde vivo puglada ao útero amado do verbo. Ando reclusa e nunca fui tão lúcida quanto ao que desejo de mim. O que desejo de mim é nunca romper este cordão que me nutre. Cá estou a escrever e escrever e minha mãe é a Palavra. Então todos os muros explodam, ou fundam-se com as heras raras. Eu estou cumprindo o vaticínio da infância e tudo o que cerca é mola propulsora. Isto remete ao que Serguilha disse ontem - Eu não escrevo para ninguém eu escrevo para o outro de mim mesmo.
📷 Festipoa (2010)
Monday, May 16, 2011
Além do amor
Este depoimento do Viníciu foi uma das mais belas coisas que vi. Lindo! Quem não tem vontade de tocar uma campaínha e gritar o quanto ama alguém. Eu tenho. Muita vontade de gritar e proclamar, pregar outdoors nas nuvens e contar até para os pássaros. Não posso. Então atiro o amor em uma cabana fictícia, dentro a lenha ardendo e a vontade de pescar os momentos e voltar ao ninho de Último Tango em Paris. Sem nada a fazer além de proclamar na solidão de um endereço só nosso, fico olhando a bruma curitibana, sabendo que agora eu amo um mito. El Rey Dom Sebastião. O Iluminado. O Encoberto. Confissões são perigosas, mas, por Deus... Vinícius incita a pelo menos pensar neste gesto de loucura. Poetas são mesmo estes loucos que eu amo. Como eu amo Vinícius e esta declaração de beleza.
Sunday, May 15, 2011
SOBRE TODAS AS COISAS
COISA MAIS LINDA!!!!
Sobre Todas as Coisas
Chico Buarque
Composição : Edu Lobo/Chico Buarque de Hollanda
Pelo amor de Deus
Não vê que isso é pecado, desprezar quem lhe quer bem
Não vê que Deus até fica zangado vendo alguém
Abandonado pelo amor de Deus
Ao Nosso Senhor
Pergunte se Ele produziu nas trevas o esplendor
Se tudo foi criado - o macho, a fêmea, o bicho, a flor
Criado pra adorar o Criador
E se o Criador
Inventou a criatura por favor
Se do barro fez alguém com tanto amor
Para amar Nosso Senhor
Não, Nosso Senhor
Não há de ter lançado em movimento terra e céu
Estrelas percorrendo o firmamento em carrossel
Pra circular em torno ao Criador
Ou será que o deus
Que criou nosso desejo é tão cruel
Mostra os vales onde jorra o leite e o mel
E esses vales são de Deus
Pelo amor de Deus
Não vê que isso é pecado, desprezar quem lhe quer bem
Não vê que Deus até fica zangado vendo alguém
Abandonado pelo amor de Deus
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