Sunday, July 10, 2011

Código Coletivo - 15 a 25/07/2011 - Castelinho do Alto da Bronze - Rua Vasco Alves, 432 - Centro Histórico Porto Alegre


O texto abaixo copiei do blog - A gata por um fio - da poeta de Porto Alegre - Sandra Santos:



CODIGO COLETIVO: projeção de poemas em QR CODE, no Castelinho do Alto da Bronze, Centro Histórico de Porto Alegre. Instalação de Sandra Santos, parceria CIDADE POEMA, Laís Chaffe.

Poetas que participam da exposição:
Ademir Antonio Bacca - Ademir Assunção - Ademir Demarchi - Alberto Al-Chaer -Alexandre Brito -
Allan Vidigal - Alma Welt - Alvaro Posselt - Ana Melo - Andrea Del Fuego -Andreia Laimer -
Antonio Carlos Secchin - Armindo Trevisan - Astier Basilio - Augusto Bier - Barbara Lia - Barreto Poeta - Carlos Seabra - Celso Santana - Claudio Daniel - Cristina Desouza - Cristina Macedo - Diego Grando - Diego Petrarca - Dilan Camargo - E. M. De Melo e Castro - Edson Cruz - Eduardo Tornaghi - Elson Fróes - Estrela Ruiz Leminski - Fabio Bruggmann - Fabio Godoh - Fabricio Carpinejar - Floriano Martins - Frank Jorge - Frederico Barbosa - Gilberto Wallace Battilana - Glauco Mattoso - Gustavo Dourado - Hugo Pontes - Igor Fagundes - Isabel Alamar - Jacqeline Aisenman - Jiddu Saldanha - José Aluisio Bahia - José Antônio Silva - José Inácio Vieira de Melo - José Geraldo Neres - Juliana Meira - Jurema Barreto de Sousa - Laís Chaffe - Lau Siqueira - Leo Lobos - Leonardo Brasiliense - Liana Timm - Lucia Santos - Luis Serguilha - Luis Turiba - Luiz de Miranda - Mano Melo - Marcelo Ariel - Marcelo Moraes Caetano - Marcelo Soriano - Marcelo Spalding - Marcílio Medeiros - Marco Celso Ruffel Viola - Mario Pirata - Marko Andrade - Muryel de Zoppa - Nei Duclós - Nicolas Behr - Nydia Bonetti -Orlando Bona Fº - Paco Cac - Paula Taitelbaum - Paulo de Toledo - Paulo Henrique Frias - Paulo Prates Jr - Pedro Stiehl -
Regina Mello - Renato de Mattos Motta - Ricardo Mainieri - Ricardo Portugal - Ricardo Pozzo - Ricardo Silvestrin - Rodrigo Garcia Lopes - Rogerio Santos - Romério Rômulo -Ronaldo Werneck - Sandra Santos - Sidnei Schneider - Silas Correa Leite - Suzanna Busatto - Talis Andrade - Tchello de Barros -  Telma Scherer - Tulio Henrique Pereira -Valeria Tarelho - Wasil Sacharuk -Wender Montenegro - Wilmar Silva

meus agradecimentos a todos os poetas!


Sobre QR CODE : Foi desenvolvido em 1994 pela empresa japonesa Denso-Wave, para identificação de peças de automóveis. Trata-se de um código de barras 2D que pode armazenar caracteres numéricos, alfa-numéricos, binários, kanji (alfabeto japonês). Os dados podem ser acessados, decodificados, através de dispositivos móveis equipados com câmaras e com um leitor QR compatível. Desta forma é possível ler um trecho de texto, uma mensagem sms ou ser redirecionado por um link a um site de conteúdo publicado na web, como este aqui

Para seu celular ler codigo QR, instale o programa. Muitos celulares são compatíveis com o KaywaReader (gratuito). Uma dica: ao baixar o aplicativo java, instale primeiro o arquivo KaywaReader.jad, para não dar error. Após instalar, acesse o ícone do aplicativo, aproxime o celular da imagem, dé ok e verifique se começa o escaneamento da imagem pelo programa(duas linhas, uma linha vertical e outra horizontal, se movimentando na tela), se depois disso acusar mensagem de “error”, tente encontrar o ângulo correto para fotografar.
Celulares iPhone podem instalar o aplicativo Qrafter na própria App Store da Apple. Há outros programas na web, como o Bee Tagg, I-nigma, ou Barcode Reader. Verifique sempre a compatibildade com seu modelo de celular.
Caso não queira decifrar um código encontrado na internete, sem o celular, isso tanmbém é possível, enviando o arquivo de imagem neste site aqui.

Thursday, July 07, 2011

Quinta Poética - Casa das Rosas









Julio e Débora D'zambê - Sansakroma, José Geraldo Neres, Maiara Gouveia (São Paulo – SP), Gracco Oliveira (Diadema – SP) e eu - 38ª Quinta Poética, Casa das Rosas dia 30 de Junho.

Tuesday, July 05, 2011





“A dor é mais visível na primavera”








O olho doente

Da Primavera

Segue-me



Estende tapetes

De flores

Venenosas



Viro à direita

Sigo a trilha de pedras

Áridas escarpas



Vivi o necessário

Para ver a maldade

Que floresce



Esta dor espalhada ao meu redor

Pelos tolos que se escondem

Atrás da frívola Primavera


Bárbara Lia
A flor dentro da árvore

Saturday, July 02, 2011

Rodrigo

O texto (link abaixo) do José Aloise Bahia, publicado no Site Cronópios, a lembrar os dois anos da morte do Rodrigo de Souza Leão.
Morrer deve ser o mergulho no ventre de um poema perfeito. Espero que assim seja. Aquele momento em que alma recebe um vento de beleza tão perfeito que de nada mais necessita. Anseio este ar perfeito e espero que não demore a minha hora de cair fora deste mundo patético.

http://www.cronopios.com.br/site/colunistas.asp?id=5084






"Eu ando pelas ruas da cidade escura. Pela noite de beleza absurda. De estrelas que iluminam meus olhos. Ando sem esperança, mas como um velho de oitenta anos pode ter algum tipo de alívio? Esperar o quê? A morte. Não tenho medo de morrer. Se eu soubesse que morto ia poder voar pelo espaço sideral e abraçar meu filho, eu me matava. Mas não tenho certeza e tenho medo do vale dos suicidas. O que é uma vida? O que são todas as vidas? Todos os caminhos levam à morte. Na verdade, ela é o único grande mistério e o que fez o homem inventar Deus."

Me roubaram uns dias contados - Rodrigo de Souza Leão - Ed. Record - pg. 227

meninos, pipas, pássaros, poesia...

"Os meninos empinavam pipas;

eu, pássaros"
(os meninos e eu - Bárbara Lia)


Pipas perdidas
viram lâmpadas
no paraíso
Bárbara Lia



CALVINISTA


Esses
meninos
empinando pipa
são mesmo crianças
se divertindo
ou teólogos
tentando
pescar o céu?

Gracco Oliveira
Refém das idéias
Editora Celta/2009



Monday, June 27, 2011

Sampa dia 30/06

QUINTA POÉTICA – 38ª edição – 30 de junho de 2011

Governo de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura e Escrituras Editora convidam para a QUINTA POÉTICA – 38a edição – 30 de junho de 2011, a partir das 19h – na Casa das Rosas (evento gratuito).
Com os poetas convidados:
Bárbara Lia (Curitiba - PR), Gracco Oliveira (Diadema - SP) e Maiara Gouveia (São Paulo – SP).
Participação especial de Sansakroma - Julio e Débora D'Zambê (Contos e Mitos Africanos)
Curadoria: José Geraldo Neres

Mensalmente, a Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura abre suas portas para a Quinta Poética, um grande encontro dos amantes da boa poesia, com a presença de poetas consagrados e novos talentos, que têm a oportunidade de apresentar seu trabalho. Intervenções artísticas das mais diferentes expressões, como dança, música, artes plásticas, cultura popular, envolvem a leitura dos poemas. Grandes nomes da poesia já estiveram presentes nesses encontros, que são promovidos pela Escrituras Editora e a Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura.



Os poetas:



Bárbara Lia nasceu em Assaí, norte do Paraná. Publicou os livros: O sorriso de Leonardo (2.004), O sal das rosas (Poesia, Lumme editor – 2.007), A última chuva (Poesia, ME – MG – 2.007), Solidão Calcinada (Romance, Secretaria da Cultura / Imprensa Oficial do Paraná - 2008), Constelação de Ossos (Romance, Vidráguas/2010), Tem um pássado cantando dentro de mim (Poesia – 2011). Por duas vezes finalista Prêmio SESC de Literatura. Menção Honrosa no Conc. Nacional de Contos Newton Sampaio/2009. Conc. Nacional de Poesias Helena Kolody – SEEC – PR 2007. Premiada no Concurso de Contos Grotescos – Prêmio Edgar Alan Poe/2009. Prêmio Ufes Literatura/2009. Faz parte do livro de entrevistas O que é poesia? (Ed. Confraria do Vento), organizada por Edson Cruz.



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Maiara Gouveia de São Paulo, Capital escritora, publicou artigos, ensaios e poemas em alguns países da América Latina e também em Portugal e nos Estados Unidos. Participou de inúmeros eventos literários, oficinas, e integrou a organização da FLAP – Festival Literário Internacional. Em 2006, foi finalista do Prêmio Nascente com o livro de poemas O Silêncio Encantado. A obra inaugural sofreu alterações e hoje se chama Pleno Deserto (Nephelibata: 2009). Dos livros à espera de publicação, menciona Antes que se rompa o fio de prata, disponível para download.




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Gracco Oliveira é de Diadema, SP. Publicou “Refém das Ideias” em edição independente. Músico. Blog: eunaoleria.wordpress.com



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Sansakroma - Julio e Débora D'Zambê (Contos e Mitos Africanos) Formados em Artes Plásticas na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Estudaram música e se tornaram professores de arte. Iniciaram o projeto cultural "Sansakroma", escrevendo, ilustrando, cantando e contando histórias para quem quisesse ouvir, pelo Brasil afora e em muitos outros países. Site: http://www.sansakroma.com/
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Curador da Quinta Poética:

José Geraldo Neres. Poeta, ficcionista e roteirista. Publicou: Outros Silêncios, Prêmio ProAC - 2008, (Escrituras Editora, poesia, 2009 - bolsista da Fundação Biblioteca Nacional em 2007/2008), e Pássaros de papel (Dulcinéia Catadora, poesia, SP, 2007). O livro Olhos de Barro recebeu menção especial no 3º Prêmio Gov. de Minas Gerais de Literatura (ficção - 2010). Blog: http://neres-outrossilencios.blogspot.com/

SANTOS!






arlequins


p. antonio madeira




Paulo Henrique Ganso, Neymar, Robinho e André,
em recordação que não tenho e não se esquece,
trazem a mim – dando astúcia de mão aos pés –
Dorval e Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.

Santos endemoninhados, peixes da peste,
tudo o que desfaz no outro e faz em nós a fé,
tudo o que tu, meu pai, em detalhe disseste,
tanto que, no estádio de dentro, em sonho até

chegou a fato consumado eu lá estivesse...
Arqueiro santista alegre se compadece
do que noutros é patético ou garnisé

à arteciranda, o irresistível da maré...
Eu lembro aquilo que não vi mas não se esquece,
Dorval e Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.

RODRIGO MADEIRA



* Poema do ano passado, por ocasião do título na Copa do Brasil. O técnico é outro, o elenco mudou um bocado, mas permanecem os mesmos a alma e o intelecto do time (Neymar e Ganso). Além disso, a campanha para o tricampeonato começou exatamente com a conquista daquele torneio.

** Parodiando Armando Nogueira, a tabelinha entre Arouca, Ganso e Neymar confirma a existência de Deus.
 
(capturei do blog do Rodrigo Madeira link aqui - Não resisti. Meus amigos são tão jovens que quase sempre eu tenho a idade de seus pais. Embora o meu Santos da "descoberta" foi mesmo o de 1969, um pouco antes da Copa de 70. No bi campeonato mundial interclubes eu tinha seis anos. Vivi um tempo encantada ouvindo as partidas no velho rádio Semp. Fiori Gigliotti e os narradores que derramavam o gramado em nossa sala.  Clodoaldo era meu ídolo. Carlos Alberto, Coutinho, Edu, Pelé... O Santos é um time que vem em ondas como o mar, depositando gênios em sua praia. Muito bom torcer para um gigante. Ser gigante é ser quem se renova sempre e o Santos se renova sempre)

Mãos azuis colantes Josealoisebahiabhzmg: Jun2011

 Yves Klein Anthropométrie sans titre (ANT 63) 1960 153 x 209 cm


Chapar as borboletas com o azul de Klein



 TDKMC [Josealoisebahiabhzmg: Jun2011]



Tardar o sonho

     Dadá e Klein

     Mãos azuis

Colantes
 
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(Gracias ao José Aloise Bahia, meu querido amigo poeta de BH que enviou todo este azul para chapar as borboletas)

Sunday, June 26, 2011

O Melhor da Festa 3

(clique na imagem)

O MELHOR DA FESTA 3
dia 16 de julho, sábado
no 512 Bar rua João Alfredo, 512 - Porto Alegre (RS)
a partir das 20 horas.




Informações sobre a coletânea “O melhor da festa volume três”

Título: O melhor da festa volume três

Número de páginas: 264

Preço: R$ 25,00

Número de autores participando: 71

Conteúdo: poemas, contos, crônicas, cartuns e tiras

Projeto gráfico: Jorge Nácul

Capa: Márcio-André

Revisão: Press Revisão

Supervisão editorial: Laís Chaffe

Organizador: Fernando Ramos

Editora: Casa Verde

Cidade aTravessa 12

Tuesday, June 21, 2011

Tem um pássaro cantando dentro de mim






DECRETO:




Proibido derrubar
qualquer árvore


(exceto para
construir
berços
e violinos)

***



EM CARNE VIVA




Um poeta em carne viva
abriga a terrível pulsação
de um coração-estrela
e um silêncio
encravado nas entranhas
como filho bastardo
que nasce
à revelia do seu canto


Um poeta em carne viva
pisa as pedras
imaginando-as
seda da China


Um poeta em carne viva
é um louco no tribunal
das almas de chumbo:
culpado sempre

Culpado de ser humano da fala ao falo

 
***



Jardim do Caos


III



Signo de Salomão
na palma
Napalm na pele
Da alma
Tatuagem recebida
no berço
Caligrafia de Deus
- risco estrela -
Que oblitera
A pele canela
O mel de flor evaporada
Os traços arcaicos
Incinerados no espelho
Reflete em branca fogueira
Intacta
Minha alma
Ignorata



Bárbara Lia
Tem um pássaro cantando dentro de mim
capa - Cinthia Casagrande


Venda - barbaralia@gmail.com

Constelação de Ossos


foto - Darlan Cunha



CAPA DE GELO EM SUAS ASAS DE VIDRO

 
A primeira poesia que fiz eu tinha dez anos. Tomada de uma tristeza estranha ao ver uma abelha morta coberta de uma fria camada de gelo no vaso de antúrio que existia nos fundos da casa. Mortificava-me o medo das abelhas nas tardes de primavera temendo uma ferroada, temendo a dor que era ser picada por uma delas. Elas chegavam sempre apavorando a minha infância. Ficava temerária esperando o instante da dor. E no final, a dor foi outra. Vi uma abelhinha morta em uma flor vermelha. Uma camada de geada a cobria, como o açúcar que cristalizava os doces que minha mãe fazia. Sob o gelo ela estava inteira. As asas de vidro e o corpo amarelo forte. Amei aquela abelha como quem ama pela primeira vez. Quis ressuscitá-la, mas, estava nítida a sua rigidez, sua vida estancada em um inverno, petrificada. Não recordo os versos, a poesia se perdeu. Falava de uma amizade desperdiçada, por medo, por puro medo de enfrentar a sua natureza. Minha professora disse que era filosófico demais para uma menina da minha idade. Depois disto, cada descoberta, ou perda, ou alegria ou dor, eu delineava em versos. Catarse. Pura catarse. Quando cresci, aprendi que a poesia merecia certo apuro e um carinho estético. Então eu comecei a compor poesia com cuidado, pura reverência. Guardei-as, guardei-as por anos a fio. Como quem guarda um pedaço de sua alma em uma concha secreta.

Bárbara Lia - Constelação de Ossos = Romance = ed. Vidráguas / 2010

Venda: Livraria Cultura

O Sal das Rosas

KAMIKAZES




Doze kamikazes

arrastam a delicada açucena.



Doze kamikazes.



As lágrimas descem

feito fontes.



Nenhuma música

de anjos sonoros,

nenhuma.



Nas nuvens que passeiam,

exausto de tédio, atira longe

o grão da maldade – o dragão da guerra.

Bárbara Lia
O sal das rosas / Lumme editor 2007
 
 

A Última Chuva




UM TANGO COM DEUS



tranquei os covardes na sacristia
e explodi o templo
desci a rua de pedra rasgando em fúria
os ídolos e seus pedestais
as estátuas e seus ancestrais.

tranquei os covardes na sacristia
e tombei as torres áridas
que nunca chegarão ao céu
e impedem o tráfego
da poesia & pássaros.

tranquei os covardes na sacristia
guardei nas dobras da alma
os que amo e são meus,
na clareira incendiada de papoulas
dancei um tango com Deus.

Bárbara Lia
A última chuva / 2007

Venda - Livrarias Curitiba

A Senhora Selvagem





tutto il viaggio è metafora del viagggio interiore
quando sono attraccata a Venezia
                                              lo sapevo
approdavo anche in me stessa




toda viagem é metafora da viagem interior
quando desembarquei em Veneza
                                              sabia que
aportava também em mim mesma



**


"inquieta era qui una bambina im-
palpabile, una donna intangibile una signora
selvaggia andava sempre fino in fondo"
                                            Epitafio


"inquieta-se aqui uma menina impal-
pável, uma mulher intangível uma senhora
selvagem que ia sempre até o fundo"
                                           Epitáfio


A Senhora Selvagem
Berenice Sica Lamas
Capa: colagem de Berenice Medeiros
Evangraf/2011

Coleção Sempre Viva ALF

Sunday, June 19, 2011

O Velho Tema III


Quando as veias deste silêncio explodirem vai ficar difícil andar pelas ruas. Quando saturar o depósito cavernoso líquido - tinta estocada em um jardim de rosas que já murcharam há setecentos anos. A maioria esconde no silêncio o amor. Entram no jogo. O jardim dos amores silenciados está obeso de rosas florescidas em lágrimas de sangue. Vão pensar que é o fim do mundo quando explodir a veia submersa dos amores enterrados.

Bárbara Lia









Velho Tema



Vicente de Carvalho




Só a leve esperança, em toda a vida,
Disfarça a pena de viver, mais nada;
Nem é mais a existência, resumida,
Que uma grande esperança malograda.

O eterno sonho da alma desterrada
Sonho que a traz ansiosa e embevecida,
É uma hora feliz, sempre adiada
E que não chega nunca em toda a vida.


Essa felicidade que supomos,
Árvore milagrosa que sonhamos
Toda arreada de dourados pomos,

Existe, sim: mas nós não a alcançamos
Porque está sempre apenas onde a pomos
E nunca a pomos onde nós estamos.



...



Publiquei a poesia - Velho Tema - que para Vicente de Carvalho era a Felicidade. Para mim nestas postagens sem pretensão é o mais que maltratado e tripudiado e mal dito e quiçá maldito - Amor.


La nave va...

Ilya! (Vmesto Pis'ma) - Bárbara Lia

Connor Storrie (Ilya Rozanov). Cenas da série canadense 'Heated Rivalry'. Baseada no livro de Rachel Reed. Direção e Adaptação do ge...