Wednesday, November 26, 2014
Respirar
Monday, November 24, 2014
II Sarau Literário: "Experiências Poéticas na Escola"
Os poetas de Assaí no evento II Sarau Literário: "Experiências Poéticas na Escola"
Thursday, November 20, 2014
Fragmento de um discurso fictício, ou algumas palavras para ressuscitar a Primavera
(Fragmento de um discurso fictício, ou algumas palavras para ressuscitar a
Primavera)
Bárbara Lia
Romper: Partir, fender, despedaçar, quebrar, arrebentar: romper as
cadeias, as amarras.
Meditando sobre o caráter pétreo da palavra: romper as amarras.
E sobre o meu ímpeto radical de só viver o harmonizado.
Quando um fio rompe, nada fica entre meus dedos.
Estico a fita dos sonhos até o limite do impossível, pois sei que ao
soltá-la nada amarrará de volta...
Romper o ciclo neurótico de um engano.
Algumas pessoas se decepcionam amorosamente e a reação é trágica.
Vivem para pugnar em outros a dor que lhe causaram.
Enlaçam em um jogo sórdido as paixões sem mácula de alguém que nem sabe
que é só o objeto de um descaso para validar uma vingança perpetrada.
Deve ser bem dolorido viver do sangue de corações ignorantes que
tropeçaram em uma cilada.
Prefiro a dor absorvida e a redenção e nunca levar os trapos de uma
perda para cerzir dentro de outra alma fazendo com que se contamine com dores
que não são suas.
Acho que amor tem um quê de pureza que nem está no corpo.
Um dia ouvi algo ríspido como a flecha do demônio... Eu era uma
"tentação do inferno" e via esta pessoa como "coiso". De
mim só sei que amor envolve o todo e somos o todo quando levamos à reboque alma
e corpo e alguns mistérios. Há prostitutas mais puras que aqueles que abraçam o
que é das alturas e se nominam - iluminados - para julgar e punir e tentar
antecipar um juízo de valores. Morro de medo dos "iluminados". Se
quando amo sou toda e em tudo e se nunca - invento amor - para vingar dor
antiga, então, o amor atravessa o ciclo. E o que resta é a memória adocicada,
temperada de vida, pois o encontro dos amantes nada é mais que a humanidade
ampliada e - dentro da minha pequenez em tudo - nunca induzi a nada, pois só
posso abrir minha alma se puder entrar em outra alma inteira e sem farrapos do
passado, sem contaminar ninguém com dor ou vingança mesquinha. É preciso ser
forte. É preciso sentar e olhar nos olhos e dizer - isto é um jogo que fazes. E
acreditar que o jogo é finito, mas, ele nunca é... Um dia eu quis abraçar o
corpo dele e curar tudo, eu quis lavar aquela nódoa, quis entender, daria o
mundo por um tempo onde aquela interrogação imensa desaparecesse e libertasse
todas as correntes a nos soltar. Hoje descobri que a fita do sonho tem que ser
desatada, que a vida é linda demais para te prender em um círculo onde alguém
come teu coração à bocadas pequenas, e sangra e segue e depois do pedaço
arrancado uma flor pousa como bálsamo, pra depois arrancar outro pedaço e
coração não se regenera. Não é fígado de Prometeu e o amor não é uma pedra. O
amor é uma asa, aquela canção, as pedras que trituramos, o amor é (foi) a boca
mais bela e mais sarcástica, o amor é a primavera aconchegada de esperança, a
neve branca que nublou o fel. O amor É. Eu sou. A vida É. O pássaro segue, a
fita voa, cai em um lugar, vai virar serpentina das noites dos desgraçados, e a
Poesia vai ficar como a cicatriz de um amor que foi, sim, tão lindo em mim,
mas, que acaba, como acabam as estrelas, como secam os rios, como acaba a vida
de um poeta que é pássaro, como é finita a canção, toda canção, por mais
bela... Soltei o fio. Soltei o fio dos sonhos... Acabou o tempo... Restou a
liberdade.
Monday, November 17, 2014
O sal da primeira onda - Bárbara Lia
Vivo o encanto de quem esperou uma vida
Por esta plenitude de concha
Quando se abre para uma pérola olhar o mar
- pela vez primeira –
E se deixa lavar de vida e sal.
Friday, November 14, 2014
O sal da primeira onda - Bárbara Lia
Friday, November 07, 2014
da liberdade
Bárbara Lia
da beleza
sempre vi beleza
onde não havia
mãos atadas
a refletir nas paredes
- pássaros -
a cada olhar de aço
- lâmina fria -
espada kamikaze
a matar-me
a luz da lâmina
cai na parede
esconde o sangue
de mil mortes quietas
sempre vi beleza
onde não havia
em cada amor
em cada travessia
minha sombra
nas paredes
a denunciar-me:
- pássara -
Bárbara Lia
Sunday, November 02, 2014
Todas as tardes de maio serão tuas - Bárbara Lia
Saturday, November 01, 2014
Algumas palavras...
Algumas palavras:
II Sarau Poético do Colégio Estadual Barão do Rio Branco - Assaí
A Arte
Friday, October 24, 2014
poesia em tempos grotescos
Saturday, October 18, 2014
poema inédito de um livro em construção
deus e o mar de aran
branco raivoso - ireland’s tides
indomável deus rebeldia bruta
que açoita rochas e crianças
deus tem um elemento de amor
este elemento raro
fecundado em chão de algas
clama sóis e estações gentis
e paciência e força
na terra onde cadáveres repousam
não nasce amor
esta matéria ignorada
necessita oceanos montes e atrito
amor é semente de angústia
que floresce em estrelas
– de céu mar e pedra -
centelha de cassiopeia
Bárbara Lia
Vi um documentário - O Homem de Aran: Em uma ilha da Irlanda uma pobre família de pescadores sobrevive em uma árida paisagem e a despeito das dificuldades diversas a família se mostra unida, no plantio, na pesca, sob tempestade.
O poema acima escrevi no dia que vi, ele engendrou um livro que é uma novela escrita em forma de poesia, por ora é isto que posso contar... O homem de Aran foi filmado em 1934 por Robert Flaherty...
“Por meio do cinema eu me esforço em dar a conhecer um país, assim como as pessoas que aí vivem. Esforço-me em torná-las as mais interessantes possíveis sob seu aspecto mais autêntico. Só me sirvo de personagens reais, de gente que vive no local filmado porque, ao final das contas são, realmente, os melhores atores. Ninguém é mais expressivo que os irlandeses, neste domínio, incontestáveis. Os negros, tão espontâneos, possuem o próprio natural, assim como os polinésios. Mas existe um germe de grandeza em todos os povos e cabe ao autor do filme descobri-lo: achar o incidente particular ou mesmo o simples movimento que o torna perceptível. Penso que os filmes dramáticos um dia serão feitos dessa maneira.” (Robert Flaherty)
Monday, October 13, 2014
Sobre uma fotografia de Emily Dickinson
Monday, October 06, 2014
+ Respirar
A evocação da branca flor convexa
Poética réplica de Apolo - Amado!
Saltou - sem cerimônia - na noite branca
De corujas cínicas a ciciar: - Sim!
Dissolvo-me. Nunca venhas para mim...
Nunca venhas para minha cama
Espatifou os átomos do meu corpo -
Quem há de suportar tanto amor?
Corpo cravado no absoluto iluminado
Então é isto - Estar ao teu lado?
E se voltar a ti vou me transfundir em blues
Como uma estrela feliz que volta para casa
Tuesday, September 23, 2014
"Respirar" no Perfil Literário da Rádio Unesp
Segue link para a entrevista concedida ao Oscar D"Ambrosio para o "Perfil Literário" da Rádio Unesp:
Monday, September 22, 2014
Tuesday, September 16, 2014
Para comprar meus livros:
Wednesday, September 10, 2014
Alguns imagens da noite "Respirar"
Tuesday, September 09, 2014
O Mundo de Alice
http://issuu.com/lunnaguedes6/docs/o_mundo_de_alice
La nave va...
Ilya! (Vmesto Pis'ma) - Bárbara Lia
Connor Storrie (Ilya Rozanov). Cenas da série canadense 'Heated Rivalry'. Baseada no livro de Rachel Reed. Direção e Adaptação do ge...
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Amedeo Modigliani Paris e um amor Ode de absinto E dança A voz de Piaf acorda As pedras de um beco: “C'est lui pour moi Moi pour lui...
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Louis Garrel _ Cena de "La Belle Personne" de Christophe Honoré "O poeta escreve sobre oceanos que não conhece...
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F rida inventou um novo verbo para dizer “Eu te amo”: Yo te cielo. Rimbaud queria reinventar o amor: L'amour est à réinventer. Quiç...
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É incrível que elas tenham nascido na mesma data, Clarice em 10 de dezembro de 1920 em Chechelnyk, Ucrânia e Emily Dickin...
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INSÔNIA Este é o século da nossa insônia Mentes plugadas em telas isonômicas Longe dos mitos e da cosmogonia Dopados de “soma” e ...















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