Friday, November 28, 2014

El Tao - Bárbara Lia



EL TAO


Yo pienso que es preciso ser simple
Y no adornar castillos,
Ni construir picadas que lleven al reino de las guerras.
Pienso en la sabiduría del Tao y me pongo ante
los cables eléctricos
Y amo los bienteveos y acaricio los pétalos
y me pierdo en los colores
Yo quería todo en una aurora de amor.
Los poderosos echando tesoros a los pies
De todos los que nunca tuvieron la mesa plena,
el vino ardiente de sangre de felicidad.
Yo pienso en Tao y en orientales palabras
Y trato de cultivar las flores
Que aún mueren en mis manos
Pues yo nunca en verdad supe
Ser tan simple como las palomas
nunca tan bella como granada madura
Ni tan suave como la rosa blanca
Ni tan callada como el arroyo de la infancia
Ni tan silenciosa como las estrellas
Ni tan buena como los maizales
Ni tan vida-nueva como la crisálida
Ni tan liviana como la mariposa
Ni tan luz como el alma de los héroes.

Wednesday, November 26, 2014

Respirar




Passei quase o ano inteiro em médicos, hospitais, meio a exames e uma enxurrada de remédios e nadando em dor, por conta de um machucado no meu pé direito. Quando li sobre os sintomas tardios da poliomielite, há algum tempo, nem sabia que breve sofreria impasses capazes de interferir na rotina. Com uma vontade ferrenha e por saber que os livros nascem como crianças, quando tem que nascer... Separei poemas e editei - Respirar. Foi o suficiente para tornar 2014 muito especial. Respirar é um lindo livro e estou bem feliz por esta epopeia poética embalada em minaretes azuis. Espero que em 2015 eu retome o ritmo da Literatura e que consolide este momento em que minha saúde se recupera. Sem mais dores. Que os anjos digam - Amém!
Respirar tem 124 páginas e imprimi apenas 100 exemplares. Qual meu primeiro livro em 2004, aliás, Respirar nasceu para celebrar dez anos de edição de livros. 
Digamos que este ano foi uma trégua para uma guerreira. Hoje ao preencher uma página inteira com um texto de deve engendrar um novo romance, respirei... Respirar! Escrever! Um novo livro vai nascer...
Se eu voltar apenas em 2015 é por um tempo merecido de passagem. Das muitas dores, remédios, etc. para retornar ao tempo poético da criação. Não, eu não escrevi sobre esta dor. Eu não escreverei sobre ela, quiçá nem sobre outras dores de 2014. Quando Manoel de Barros morreu, bateu uma nostalgia do Paraíso. De estar naquele espaço onde o olhar não se contamina. E não quero contaminar-me, apenas abrir os olhos de névoa lavados, atravessar o finalzinho deste túnel e voltar a colher as flores da Poesia. A estrada é longa, intensa, extensa, pontilhada de palavras, e eu as amo, desesperadamente.

Monday, November 24, 2014

II Sarau Literário: "Experiências Poéticas na Escola"


Regina Goes mandou esta foto com as flores que ela recebeu em meu nome no Sarau da minha cidade natal.






     Os poetas de Assaí no evento II Sarau Literário: "Experiências Poéticas na Escola"



O Sarau aconteceu dia 14 e ontem recebi o e-mail da Rosana Torquato com as notícias. Espero retornar em um próximo evento. As alunas Flávia Roberta Ferreira, Amanda Cristina Bella e Bárbara Danusa apresentaram meu poema "Os loucos que eu amo". Tem Poesia na cidade onde nasci e fico feliz por estar presente na leitura dos alunos, que venham outras noites de Poesia. Parabéns aos professores do Colégio Estadual Barão do Rio Branco. A notícia do II Sarau no link abaixo, site Revelia do poeta Mattheus Hermanny:

Thursday, November 20, 2014

Fragmento de um discurso fictício, ou algumas palavras para ressuscitar a Primavera



(Fragmento de um discurso fictício, ou algumas palavras para ressuscitar a Primavera)

 

Bárbara Lia

 

Romper: Partir, fender, despedaçar, quebrar, arrebentar: romper as cadeias, as amarras.

 

Meditando sobre o caráter pétreo da palavra: romper as amarras.

E sobre o meu ímpeto radical de só viver o harmonizado.

Quando um fio rompe, nada fica entre meus dedos.

Estico a fita dos sonhos até o limite do impossível, pois sei que ao soltá-la nada amarrará de volta...

Romper o ciclo neurótico de um engano.

Algumas pessoas se decepcionam amorosamente e a reação é trágica. 

Vivem para pugnar em outros a dor que lhe causaram.

Enlaçam em um jogo sórdido as paixões sem mácula de alguém que nem sabe que é só o objeto de um descaso para validar uma vingança perpetrada.

Deve ser bem dolorido viver do sangue de corações ignorantes que tropeçaram em uma cilada.

Prefiro a dor absorvida e a redenção e nunca levar os trapos de uma perda para cerzir dentro de outra alma fazendo com que se contamine com dores que não são suas.

Acho que amor tem um quê de pureza que nem está no corpo.

Um dia ouvi algo ríspido como a flecha do demônio... Eu era uma "tentação do inferno" e via esta pessoa como "coiso". De mim só sei que amor envolve o todo e somos o todo quando levamos à reboque alma e corpo e alguns mistérios. Há prostitutas mais puras que aqueles que abraçam o que é das alturas e se nominam - iluminados - para julgar e punir e tentar antecipar um juízo de valores. Morro de medo dos "iluminados". Se quando amo sou toda e em tudo e se nunca - invento amor - para vingar dor antiga, então, o amor atravessa o ciclo. E o que resta é a memória adocicada, temperada de vida, pois o encontro dos amantes nada é mais que a humanidade ampliada e - dentro da minha pequenez em tudo - nunca induzi a nada, pois só posso abrir minha alma se puder entrar em outra alma inteira e sem farrapos do passado, sem contaminar ninguém com dor ou vingança mesquinha. É preciso ser forte. É preciso sentar e olhar nos olhos e dizer - isto é um jogo que fazes. E acreditar que o jogo é finito, mas, ele nunca é... Um dia eu quis abraçar o corpo dele e curar tudo, eu quis lavar aquela nódoa, quis entender, daria o mundo por um tempo onde aquela interrogação imensa desaparecesse e libertasse todas as correntes a nos soltar. Hoje descobri que a fita do sonho tem que ser desatada, que a vida é linda demais para te prender em um círculo onde alguém come teu coração à bocadas pequenas, e sangra e segue e depois do pedaço arrancado uma flor pousa como bálsamo, pra depois arrancar outro pedaço e coração não se regenera. Não é fígado de Prometeu e o amor não é uma pedra. O amor é uma asa, aquela canção, as pedras que trituramos, o amor é (foi) a boca mais bela e mais sarcástica, o amor é a primavera aconchegada de esperança, a neve branca que nublou o fel. O amor É. Eu sou. A vida É. O pássaro segue, a fita voa, cai em um lugar, vai virar serpentina das noites dos desgraçados, e a Poesia vai ficar como a cicatriz de um amor que foi, sim, tão lindo em mim, mas, que acaba, como acabam as estrelas, como secam os rios, como acaba a vida de um poeta que é pássaro, como é finita a canção, toda canção, por mais bela... Soltei o fio. Soltei o fio dos sonhos... Acabou o tempo... Restou a liberdade.

Monday, November 17, 2014

O sal da primeira onda - Bárbara Lia



Vivo o encanto de quem esperou uma vida
Por esta plenitude de concha
Quando se abre para uma pérola olhar o mar
- pela vez primeira –
E se deixa lavar de vida e sal.

Bárbara Lia
O sal da primeira onda
21 gramas - artesanal /2014

Friday, November 14, 2014

O sal da primeira onda - Bárbara Lia

by Diane Arbus



alma arredia
rosa tardia
corpo arredio
sol com frio


O sal da primeira onda
(21 gramas /artesanal)


Friday, November 07, 2014

da liberdade




Se eu sou livre? Eu sou tão livre como as damas da noite, as camélias nos galhos, os flamingos que vicejam acima da branca areia de uma praia em África, mais livre que a luz que rebenta frestas e atira vida nos cárceres.
Bárbara Lia
(O sal da primeira onda - inédito)

da beleza
























sempre vi beleza
onde não havia
mãos atadas
a refletir nas paredes
- pássaros -

a cada olhar de aço
- lâmina fria -
espada kamikaze
a matar-me

a luz da lâmina
cai na parede
esconde o sangue
de mil mortes quietas

sempre vi beleza
onde não havia
em cada amor
em cada travessia

minha sombra
nas paredes
a denunciar-me:
- pássara -

Bárbara Lia

Sunday, November 02, 2014

Todas as tardes de maio serão tuas - Bárbara Lia


Edgar Degas





Alma mais cansada que bailarinas de Degas
Alma translúcida de luz eternizada por pincéis
Alma desgastada de pingar como vela acesa
O que pode ser apenas lágrimas pelas mariposas mortas
Cegas pela luz: viver é magoar corações
Ferir a cada manhã - mesmo sem querer –
E viver com a liberdade atada presume ir cortando gargantas
E viver não traz candura como insistem os livros sagrados
Viver soa como sino de igreja na hora da elegia
Um morto a cada toque do ângelus
Um morto por dia para que um homem tenha a audácia de ser livre
Isto soa triste e parece e é...
O que se pode fazer se um homem livre mata uma pessoa por dia
(Pode até que seja ele mesmo)
Enquanto outros - não libertos - demolem aldeias inteiras
Escravizam órfãos e incineram os pátios da esperança
Um homem escravizado fecha as portas e as comportas das fontes de água
Ergue barricadas ao redor do verde
Impede o casamento das libélulas e o voo de algum pássaro raro
Um homem livre existe – quiçá - a cada milhão
Um homem aprisionado a gente encontra a cada esquina
Mais de cem em cada quadrante de quinhentos metros
Milhões em um estádio e dezenas na coxia das estrelas
A estender a perna a cada estrela que sai do palco, vestida de bailarina,

Pincéis de Degas flanando ainda ao redor

Bárbara Lia
Livro inédito: Todas as tardes de maio serão tuas.

Saturday, November 01, 2014

Algumas palavras...






A cada livro recebemos uma pequena enxurrada de palavras, no meu caso, poeta maldita e à margem, quase tudo permanece em meu coração e no silêncio das caixas de mensagens. Gosto deste segredo, deste momento restrito. Cada momento é como um pequeno colóquio poético com leitores, escritores, amigos íntimos... Se eu abrisse a Caixa dos Meus Segredos... Por ora, partilho algumas falas: Genial, é o que "Respirar" significa para uma menina-flor - Bianca Lima. O que me deixa feliz com a minha Poesia é a partilha, de filha pra mãe como a Bia diz. Minha mana Fá divide o livro com amigas, assim, uma publicação com mínimos exemplares acaba por dobrar o círculo de leitores. Algumas coisas marcam mais um coração de poeta que estas colunas de jornais, o Everton Bortotti dizendo que sua irmã confiscou meu livro para ela, a Loraine que o levou em uma viagem e acabou deixando com um amigo. Estas pessoas sem um rosto para mim, e que tomam posse da essência da tua escrita. Isto é lindo, lindo. Tudo é sopro de poesia. Meu amigo Sidnei Schneider diz em uma mensagem que os "poemas a um só tempo fortes e tocantes, que levam o leitor a entrar em uma certa frequência de sensibilidade toda tua, toda da tua poesia", e assim, sigo a Respirar os dias e feliz pela decisão de publicar mais este livro de Poesia. 

Algumas palavras:


"Barbara Lia grato por sua respiração poética. Você melhora a cada obra. Me emocionei com sua homenagem ao Rimbaud (p. 65). Meu abraço com amizade e paz" Frei Betto 

"Sua poesia é original, autêntica, ela não se deixa levar pela rima fácil, nem pelo estilo que a maioria aplaude. Bárbara Lia trabalha sua obra desde o interior, por isso seu trabalho tem raízes profundas. A poesia é também sua maneira de observar, de pensar, de questionar." Isabel Furini no site Paraná Imprensa.

"Eu, de minha parte, posso dizer que estou muito feliz agora, ao ver que grande poeta vc se tornou, a grande poeta que eu sabia que vc era e que tantos mais nesse país já descobriram que você é. A mais alta poesia gira ao redor desse livro, porque orbita ao teu redor com uma naturalidade absurda. Não conheço nenhum outro poeta que alcance as notas tão facilmente e seguramente quanto você. É tanta música e pintura e céu com aquele azul decisivo, que o verso se faz carne e sonho com a mesma desenvoltura. Parabéns por este livro magnífico e que venham mais 10 anos e muitos mais livros. Um abraço do amigo, Fernando Koproski."
- Fragmento de texto da página do Fernando Koproski no Facebook, meu primeiro amado editor sobre este livro que nasceu para celebrar dez anos do nosso primeiro livrinho azul, lembro que naqueles dias foi sua voz o convite para o primeiro livro pequenino e de suas mãos recebi a primeira impressão da minha Poesia. Viva a Poesia! Esta que alguns levam na asa direita como quem leva o Graal.

II Sarau Poético do Colégio Estadual Barão do Rio Branco - Assaí



MUITO emocionada com um e-mail da Rosana Torquato que é professora da Escola Barão do Rio Branco em Assaí, cidade onde nasci. Em 2011, no primeiro Sarau, fui até lá como convidada no encerramento de um Projeto poético. As professoras Rosana e Maria Zélia realizaram projetos incluindo poetas nascidos em Assai, e deste contato muita alegria, trocas, encontros e reencontros. Agora recebo notícias do II Sarau. Fico feliz por saber que a Poesia está nas salas de aula. Rosana diz do entusiasmo dos alunos. Ela convidou-me para ir ouvir as crianças e eu fiquei triste por não poder viajar. Voltei ao Hospital, ao pé machucado que nunca sara. Em agosto fiquei duas semanas sem colocar o pé no chão, estou há dois dias sem colocar meu pé direito no chão... Remédios e mais remédios. Pena. Gostaria de voltar ao meu lugar, ouvir as crianças declamando meus poemas e ouvir Poesia de poetas da minha cidade e de todo meu País, é a vida... 



Com os alunos e a professora Rosana




noite do sarau - 2011




A Arte

A propaganda marqueteira da política é pobre e nociva, sim... Mas, existe outra que é mais sofrível e inócua: a da Arte. A ARTE é mais sábia, e todo esforço em elevar um nome é patético, pois não é o Humano que eleva, mas a ARTE assinala e cria o cenário. Não adianta dizer para um amigo queimar os escritos, como Kafka pediu, era desejo da ARTE que ele permanecesse. O que permanece não é decidido por curadores e semanários, prêmios, antologias, etc.  Alguns não são os ditos - Assinalados - e querem permanecer e para isto se esforçam em apagar aquilo que os nubla, podem demolir a matéria alheia, jamais o desejo irreverente e forte do espírito da ARTE. Beleza não se constrói com nada além do espírito da beleza, para marcar seu nome na ARTE é necessário antes de tudo Não-ser, e dentro deste Não-ser esvaziar-se e oferecer-se, uma Liturgia. E além da Arte emoldurada e sangrada, há que se ter CARISMA.  

Friday, October 24, 2014

poesia em tempos grotescos



Emily Blunt e Ewan McGregor no filme - Amor impossível





A saudade leva-me a pescar momentos
Qual o pescador ao peixe sonhado
As horas pescadas no rio da memória
Valsam serenas

(Brilhantes escamas cintiladas)

Bárbara Lia
(o sal da primeira onda)

Saturday, October 18, 2014

poema inédito de um livro em construção






deus e o mar de aran
branco raivoso - ireland’s tides
indomável deus rebeldia bruta
que açoita rochas e crianças
deus tem um elemento de amor
este elemento raro
fecundado em chão de algas
clama sóis e estações gentis
e paciência e força
na terra onde cadáveres repousam
não nasce amor
esta matéria ignorada
necessita oceanos montes e atrito
amor é semente de angústia
que floresce em estrelas
– de céu mar e pedra -
centelha de cassiopeia

Bárbara Lia 



Vi um documentário - O Homem de Aran: Em uma ilha da Irlanda uma pobre família de pescadores sobrevive em uma árida paisagem e a despeito das dificuldades diversas a família se mostra unida, no plantio, na pesca, sob tempestade.
O poema acima escrevi no dia que vi, ele engendrou um livro que é uma novela escrita em forma de poesia, por ora é isto que posso contar... O homem de Aran foi filmado em 1934 por Robert Flaherty...



“Por meio do cinema eu me esforço em dar a conhecer um país, assim como as pessoas que aí vivem. Esforço-me em torná-las as mais interessantes possíveis sob seu aspecto mais autêntico. Só me sirvo de personagens reais, de gente que vive no local filmado porque, ao final das contas são, realmente, os melhores atores. Ninguém é mais expressivo que os irlandeses, neste domínio, incontestáveis. Os negros, tão espontâneos, possuem o próprio natural, assim como os polinésios. Mas existe um germe de grandeza em todos os povos e cabe ao autor do filme descobri-lo: achar o incidente particular ou mesmo o simples movimento que o torna perceptível. Penso que os filmes dramáticos um dia serão feitos dessa maneira.”       (Robert Flaherty)

Monday, October 13, 2014

Sobre uma fotografia de Emily Dickinson



Passei uma tarde olhando a tua foto, a foto no livro. A mesma foto em todos os livros:

"Eu gostaria de poder usar um manto e uma coroa, pois “tenho para mim anseios imortais” - foi o que a Rainha Cleópatra disse depois da morte de Marco Antônio. O senhor gosta de Shakespeare? Considero Shakespeare o único livro necessário.
(...)
Parece algum aparelho de tortura sobre o qual Alexandre Dumas escreveria... Suponho que se amarre o corpo para que a alma não voe. Já observei os retratos de outras pessoas. A vida foge deles imediatamente. Nesse aparelho vou parecer morta, como a imagem de uma pessoa sem cérebro. O que é importante é ver o semblante da Alma, não os joelhos do Corpo. Foi bobagem minha vir. Mas, por favor, diga-me como posar. Não quero ser grosseira."



++

Também detesto este instante e tenho sido acossada por ele vida afora. Em tudo invejo o caminho de Emily. Viver e quase passar em branco por este crivo - o rapto da alma. O moço saiu com a alma de Emily impressa nele, pensando na conversa, no Niágara de interrogações e Arte ela despejou enquanto ele a ajeitava ali: braço direito apoiado na pequena mesa, na mão esquerda um pequeno buquê e o olhar de cervo atingido por um raio. Olhar de animal rebelde. Ele deduziu, ao ser acossado por tão imensa paixão e por tudo, que entre tantas meninas vitorianas, ela seria, talvez, a única capaz de amar um homem... E que não se admiraria se o nome dela brilhasse diante do mundo.
(o sal da primeira onda)

O texto entre aspas é do livro "Nunca lhe apareci de branco" - de Judite Farr

Monday, October 06, 2014

+ Respirar






Canto Sagrado de Estrela & Flor

A fala tensa do teu desejo sufocado
A evocação da branca flor convexa
Poética réplica de Apolo - Amado!

Teu desejo oculto neste fog imaculado
Saltou - sem cerimônia - na noite branca
De corujas cínicas a ciciar: - Sim!

A esta evocação - doçura e lâmina -
Dissolvo-me. Nunca venhas para mim...
Nunca venhas para minha cama

Sonhar abrigar tua carnadura em flor
Espatifou os átomos do meu corpo -
Quem há de suportar tanto amor?

Flor rósea côncava entorpecida
Corpo cravado no absoluto iluminado
Então é isto - Estar ao teu lado?

Deus extraiu-me da tua esquerda ilharga
E se voltar a ti vou me transfundir em blues
Como uma estrela feliz que volta para casa

Bárbara Lia
Respirar/2014
da séria "uma mínima estrela"
página 93

Tuesday, September 23, 2014

"Respirar" no Perfil Literário da Rádio Unesp





Segue link para a entrevista concedida ao Oscar D"Ambrosio para o "Perfil Literário" da Rádio Unesp:
https://podcast.unesp.br/6258/barbara-lia-entrevista-2134https://podcast.unesp.br/6258/barbara-lia-


Tuesday, September 16, 2014

Para comprar meus livros:

Na Estante Virtual.
Na Editora que publicou o exemplar desejado.
Ou, diretamente em contato comigo via e-mail - barbaralia@gmail.com

Link para os meus livros na estante virtual 





"Respirar"
Bárbara Lia
edição independente/2014
124 páginas
capa - aquarela de André Lissonger
ISBN - 978-85-906912-3-5
O livro custa R$-30,00
compras no endereço virtual: 
barbaralia@gmail.com









Editora: SEEC / Imprensa Oficial do Paraná
Ano: 2008
Estante: Romance
Peso: 278g
Descrição: Livro em bom estado, Brochura, 110 paginas.

Livro finalista do Prêmio Nacional SESC Literatura/2005
Na Estante Virtual consta como gênero Poesia
O livro foi impresso para distribuição nas Bibliotecas do Paraná
É possível comprar na estante virtual que oferece 02 exemplares





Autor: LIA, BARBARA
Idioma: PORTUGUES
Editora: VIDRAGUAS
Assunto: LITERATURA BRASILEIRA / Romance




Wednesday, September 10, 2014

Alguns imagens da noite "Respirar"

Café do Teatro, com Ilse Bastos


Bárbara Lia e Bianca Lima




Com Lia Márcia Finn e Francisco Soares Neto 




Um brinde à Poesia, com Geisa Mueller


Luciana Verssão e a leitura do poema "um olhar é um olhar é um olhar"





Fran Ferreira







"Respirar"
Bárbara Lia
edição independente
124 páginas
capa - aquarela do artista plástico baiano André Lissonger
ISBN - 978-85-906912-3-5
O livro custa R$-30,00
Para adquirir o exemplar enviar e-mail para barbaralia@gmail.com
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La nave va...

"Não o convidei ao meu corpo" no Canal Senhora Literatura

  "Não o convidei ao meu corpo" no Canal Senhora Literatura da escritora Francine Cruz. https://www.youtube.com/watch? v=IxpCcdUM7...