Sunday, July 09, 2017

Frida! Frida! Frida!


Frida Kahlo, Mi vestido cuelga aquí, 1933-1938




Frida Kahlo - What the Water Gave Me




***

O céu não dormia e tudo gangrenava como os pés de Frida Kahlo. Frida na banheira. Frida a contemplar os pés sangrando e vendo vestidos na neve e Diego caindo de prédios... Vida que se encarcera em arte fica surreal e mágica, mas fica também dolorida de cores e verbos e de metáforas ensandecidas de quem vive acima - Frida, Lorca, tantos, tantos, tantos que compreendiam Deus, os astros, a música, a lírica, os segredos todos, estes, estes se chocaram com New York.
Bárbara Lia

Fragmento do conto - Sr. New York - publicado no Jornal Rascunho, nem lembro mais em que ano...


Saturday, July 08, 2017

Diário de poeta

Volto a usar o blog como uma espécie de diário literário. Notícias dos livros e dos meus projetos. As manhãs sempre despontam com ideias novas. Tudo clareia com o dia. Hoje pensei nisto: enviar exemplares de "As filhas de Manuela" para Paranaguá. É lá que inicia e termina o enredo de - As filhas de Manuela. Grande Mar Redondo, meu livro é um círculo. A vida é. Este é o meu terceiro romance editado. Uma saga poética com apenas mulheres como protagonistas. Quem desejar adquirir o romance, entrar em contato via e-mail é barbaralia@gmail.com. A foto é de Tê Caroli. 

Julho é o mês Frida...







No lo sabía yo entonces, pero Frida ya se había vuelto lo más importante de mi vida.
(Diego Rivera)



Só os que não estão atados
Estão realmente juntos
Só os que estendem na varanda aberta
A insubmissa paixão e deblateram
Em primaveras pisadas de pombos
Lágrimas, controvérsias, quimeras
Os dias estourando céu de Júpiter
Estupefatos de vida em tudo
Só os desatados ensimesmados tortos
Podem tocar-se ad infinitum
Ainda que nem saibam
E que só venham a enxergar essa verdade
Quando a vida acaba


Bárbara Lia
Sol de Coyoacán

21 gramas - artesanais


Emily!


Friday, July 07, 2017

Frida!







Ela e a Tela
 A Tela é ela


Pies, para que los quiero si tengo alas para volar.
(Frida Kahlo)




Em uma mulher livre
Sobrancelhas são gaivotas
E sua roupa tem a cor do vinho
De um Banquete inesquecível
Rastros do Amor de Diotima

Em uma mulher livre
Uma nuvem pequena
Tem o mesmo peso
De um mar rancoroso
Debruado escuro
Contorcendo dor
Que pode ser do corpo
Ou do espírito

Em uma mulher livre
A agonia líquida
Escorre
Percorre
E sempre morre
Nos pés do ontem

Em uma mulher livre
Ninguém penetra
Sem saber a senha
E só sabe a senha
Quem penetra o círculo
O círculo de fogo
De quem já viveu em dobro
Amou em dobro
Sangrou retalhos de nãos
E costurou o coração
Com a mão esquerda
Enquanto a mão direita
Estancava o sangue

Em uma mulher livre
O olhar sempre é triste
Talvez por trazer a certeza
De que uma mulher livre

É coisa que quase não existe

Bárbara Lia
Forasteira 
Vidráguas (2016)

Forasteira





Com Carmen Silvia Presotto - editora Vidráguas - na Feira do Livro de Porto Alegre

Relva úmida de um sítio no interior
Curral pleno de feno. Uma amiga simplória
Seus rascantes conselhos, a frieza alemã:
— Fique do lado de cá do arame farpado!
Sem fala ululante, voz melosa ou louvações inócuas
O mundo é um pasto pleno de vacas perigosas
Mesmo que elas atirem sonsos olhares molhados

Ainda hoje eu sigo assim: lado de cá do arame farpado

Bárbara Lia
Forasteira
Vidráguas - 2016


Thursday, July 06, 2017

Frida!




Julho é dela. Frida nasceu dia 06 de julho em 1907 e morreu em 13 de julho em 1954. Ela morreu um ano antes do meu nascimento. Em alguns dias eu piro que sou reencarnação de Frida. Senti isto em 1992 quando a conheci ao ler uma biografia escrita por Rauda Jamis. Nunca mais ela saiu da minha vida. É com ela o diálogo maior em toda minha escrita. Em mim vive a marca horrível do vírus que nos ata de forma fatal. O vírus que nada no líquido cinzento da minha medula e que nadava na medula de Frida - esta horrorosa pólio. 
O poema fala da lei da compensação, lírica divagação...


Se pudesse
Refazer em mim
Tua vida
Eu te emprestaria
Os filhos
Que não tivestes
Tu me trarias
O Amor
Do meu amor -
Que eu nunca tive


Sol de Coyoacán
21 gramas - artesanais

Wednesday, July 05, 2017

poema: Bárbara Lia - ilustração: Beatriz Martins Vidal


A Literatura está morta. Viva a Literatura!



- Escrito após leitura da matéria da Folha de São Paulo "Editoras recorrem a "leitor sensível" para evitar ofensa. 



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O escritor reproduz seu tempo. Ele é o - sensível, que ao tocar auras e caminhar pelo mundo, algumas vezes em um tempo que nem viveu, consegue traduzir o interior humano. Neruda disse que "O poeta escreve sobre oceanos que não conhece". Talvez seja mesmo - o fingidor - que Fernando Pessoa disse. Uma tarde, em uma festa familiar, uma senhora bem idosa, com idade para ser minha mãe, considerem então velhíssima, me olhou e disse: Ou você é muito inteligente; ou foi garota de programa. Eu que sou a mais platônica. Eu que vivo cada ciclo de cada amor até queimar a última chama. Eu que só consigo tocar outra pele se ela for um céu para mim, fiquei olhando aquela senhora e sorri. Ela havia terminado de ler - Constelação de Ossos. Nele, a garota Lynx (constelação mais apagada do céu), foi vítima de violência doméstica e fugiu de casa. Lynx tornou-se marginal: menina de rua, cantora de bar. As pessoas olham o lado onde o carimbo das toscas normas sociais brilham. As pessoas olham apenas o lugar onde alguém viveu de um jeito que não agrada estatutos e normas. Eu aqui pensando naquela fala. Acho que sou só - inteligente e sensível - e escritora. Penso ter dito que era inteligente, e sem ânimo para explicar que seria tão Bárbara caso tivesse sido Lynx. Caso ficasse sem saída, aos treze anos, abandonada de afetos. E o preconceito a gente detecta frase a frase, e por vezes só no olhar. Há milhares de pessoas inteligentes e sensíveis em outras carreiras profissionais. Elas também ajudam a neutralizar o ódio besta que se instalou no mundo, essa histeria em massa que foca em coisas que não diminuem o homem: sua pele, sua religião, sua opção sexual... Fico triste ao ler uma notícia destas. Com um romance que iniciei onde uma menina se apaixona pelo professor, com certeza absoluta que cairão críticas (em nossos dias Nabokov seria execrado), revisando outro onde acontece um incesto que nem é incesto, pois é sobre uma garota que foi adotada já na adolescência e se encanta pelo irmão adotivo. A vida tá foda, em todos os sentidos. Em todos. Como se fossem fechando as portas e janelas condenando os livres à escuridão, mas há sempre uma claraboia e a luz pequena por onde a gente escapa. Dizer que alguém é preconceituoso ao reproduzir o mundo, não é justo com os autores e ando MUITO cansada de poesia autoajuda, conselhos nas entrelinhas e otras cositas más... O mundo tem - sim - racismo, crueldade, violência e machismo e preconceito com quem não ama esta coisa assim - menino azul e menina cor de rosa, mas, é preciso ir recolhendo as flores entre os escombros. Aqui não é mesmo possível uma igualdade, ou felicidade para todos, ou pessoas no poder pensando no povo, os séculos e os milênios provam isto, mas entre a barbárie e a falta de almas capazes de viver o grande legado humano, este barato que só quem viveu sabe, os poetas e artistas, escritores e atores, cada um que olha o mundo para transformar em um objeto palavra livro tela cena fotografia, este deveria ter o direito de reproduzir o que seus olhos - estes sim, sensíveis - estão a ver naquele momento. E fica esta infinidade de livros e poemas que algumas editoras passarão às mãos de adolescentes doutrinados: teu coração de seis décadas, teu olhar sobre a beleza e a tua feminilidade, tuas asas e tua coragem de viver cavando até o fundo, lá onde mora a gema preciosa, a aura do sol, a parte que me cabe neste latifúndio.

Sunday, June 18, 2017

Um poema para Maya Angelou

Bringing the gifts that my ancestors gave, / I am the dream and the hope of the slave. / I rise / I rise / I rise. / (Maya Angelou)


Como uma menina pode ser feliz

Despachada em um trem
Com uma etiqueta?

O mundo é feito de corpos inocentes Cruzando linhas, plenos de dor Sabendo da impunidade Dos que massacram suas carnes

Cada menina ferida Vinga-se da vida Ao tecer-se - escultura de liberdade
Ave Maya! Ave Poesia! Canta este canto de rouxinol livre Segura com força esta manhã Que abre nosso peito com estilete agudo

Sangrar é comum aos descartados Até que o canto puro vaza A inaugurar a mais bela madrugada
Bárbara Lia para Maya Angelou

Saturday, May 27, 2017

A Editora Patuá e o Patuscada - Livraria, Bar e Café convidam a todos para o lançamento do livro Amorte chama semhora, poemas de Jr Bellé O evento será realizado no dia 27 de maio (sábado) a partir das 19h no Patuscada - Livraria, Bar e Café - Rua Luís Murat, 40 - Vila Madalena - São Paulo - SP A entrada para o evento é gratuita e o exemplar estará à venda por R$ 38,00 (pagamentos em dinheiro e cartões de débito e crédito). Amigos e leitores de qualquer cidade do país que realizarem a compra antes do lançamento receberão o exemplar autografado após o evento. Imperdível! Entrada gratuita Link para compra: http://editorapatua.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=255 Autor dos livros de poemas Amorte chama semhora ((Patuá, 2017) e Trato de Levante (Patuá, 2015), Jr Bellé nasceu em Francisco Beltrão, sudoeste do Paraná. Viveu em Curitiba, graduou-se em Jornalismo na UEPG e há quase seis anos habita São Paulo. Vive de escrever histórias e estórias.
Minha leitura poética de "Trato de Levante": http://chaparaasborboletas.blogspot.com.br/2016/11/de-amor-e-revolucao-poesia-libertaria-e.html

Monday, May 22, 2017

Brasil de Fato - Perfil, por Carolina Goetten

Na edição n° 38 do jornal Brasil de Fato um perfil desta poeta, traçado pela Jornalista Carolina Goetten. Para ler a matéria basta clicar no link abaixo da imagem.
https://www.brasildefato.com.br/2017/05/22/barbara-lia-ainda-le-faz-poesia-e-cobra-atitudes-das-mulheres/

Tuesday, May 16, 2017

As filhas de Manuela + Forasteira

As filhas de Manuela - Bárbara Lia / Romance / Edição Triunfal - Gráfica e Editora / 150 páginas / Capa - fotografia de Felix Nadar /
Forasteira / Poesia / 80 páginas / Vidráguas (2016) / Prefácio do poeta Fernando Koproski dois poemas de Forasteira
*** Quem desejar os dois livros, ou um deles, enviar e-mail para barbaralia@gmail.com

Saturday, May 13, 2017

O itinerário das filhas de Manuela

Nem esperava uma chuva de belezas quando iniciei o itinerário de lançamentos de "as filhas de Manuela ". Encharcada até os ossos de palavras e momentos, uma usina de energia dentro de mim. Que bom que foi assim... Iniciei o ciclo de três lançamentos na Feira do Poeta de Curitiba no domingo de Páscoa, uma escolha estranha. Feriado prolongado. Eu tenho estes rompantes poéticos e quis lançar o livro no primeiro local de Curitiba que visitei para saber sobre poetas, século passado, varal de poesia, um tempo de delicadezas que não esqueci. Grata aos que lá compareceram. A ida ao local onde vivi a infância foi o momento poético e sublime, com direito a homenagem, instalação na sede da Casa da Cultura e reencontros, encerrei em Sampa, por este livro ser uma iniciativa a quatro mãos: eu, minha irmã Fátima, e os sobrinhos Juliano e Juliana, de onde veio o suporte técnico e o livro foi impresso na gráfica/editora da família do Juliano em Assis (SP) - Triunfal - Gráfica e Editora. Lancei em Sampa onde vive minha irmã e encerro assim esta pequena jornada. Muita Poesia em cada fala, muitas trocas, é o momento que vale toda a espera, os dias de escrever a sós, os dias de sair em busca de edição e tudo o mais se completa na fala dos que leem o livro. Escrever é algo que só se completa com última palavra: a do leitor. "As filhas de Manuela" está no mundo, com todo mistério e coragem que é coisa natural nas mulheres.
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Saturday, May 06, 2017

As filhas de Manuela

Quem mora em Sampa pode adquirir meu romance "As filhas de Manuela" na Patuscada - Livraria & Café. Rua Luis Murat, 40 Vila Madalena São Paulo (SP) (11) 98158-3270 ---- Para quem vive em outros estados entrar em contato com barbaralia@gmail.com no caso de desejar adquirir o livro.

Saturday, April 29, 2017

Sampa!


Lançamento 
As filhas de Manuela
Bárbara Lia
dia 04/05/2017
19:00 - 23:00 

Patuscada- Livraria & Café
Rua Luis Murat, 40 - Vila Madalena 
São Paulo (SP)




Monday, April 24, 2017

COLEÇÃO FICÇÕES AVULSAS e CANGURU – REVISTA DE LITERATURA E ARTE



COLEÇÃO FICÇÕES AVULSAS

A coleção ficções avulsas se propõe a reunir experiências de escrita do mundo contemporâneo. O gesto será o de colecionar em livro ou publicação de artista, escritas que fazem uso da palavra e/ou da imagem, cujas elaborações são disruptivas, muitas vezes parecendo não pertencer ao campo literário, por ser arte, nem no da arte, por ser literário. O nome da coleção foi trazido de um poema em prosa do livro crostácea (Medusa, 2011), da poeta e artista visual Joana Corona, pois muito nos diz para o sentido desta coleção.

A coleção inicia-se com os livros Chave do verso, de Ades Nascimento, Giramundo, de Caroline Lemes, Maresia, misericórdia, de Gabriele Gomes, Detritos e destroços, de Rafael Walter e Poesia incompleta, de Roosevelt Rocha.


CANGURU – REVISTA DE LITERATURA E ARTE

A Canguru é uma revista de literatura e arte, editada por Eliana Borges e Ricardo Corona, em diálogo com o conselho editorial formado por Douglas Diegues, Laura Erber, Debora Santiago, Reuben da Rocha, Júnior Pimenta, Alexandre Nodari, Henrique Saidel e Juliana Crispe.
A equipe da Canguru tem o objetivo de trabalhar com literatura e arte, a partir de assuntos propostos em cada número, procurando sugerir/estimular os colaboradores da edição. Não se trata de um tema, mas de um assunto que poderá ser desdobrado pelos colaboradores do modo como desejarem. A canguru publicará narrativas, poemas, imagens, ensaios, entrevistas. A cada edição será encartado em sua capa um múltiplo de artista.

A proposta que fizemos para esse primeiro número está relacionada com a “comunidade”. Há muitos textos sobre a “comunidade” na filosofia contemporânea, mas a nossa principal referência é a comunità pensada por Giorgio Agamben. Em A comunidade que vem (Autêntica, 2013 – Trad. Cláudio Oliveira), a comunidade está como algo sempre por vir e que se potencializa justamente porque está sempre chegando. Nos é singular a escolha do filósofo em pensar o assunto “comunidade” com uma série de conceitos, que são inventariados por ele para nos dizer de sua inoperância e, por isso, da sua resistência.

Colaboram nesta primeira edição: Adolfo Montejo Navas (poesia visual), Ana Pato (texto crítico), Antônio Risério (ensaio), Clarissa Comin (narrativa), Cleverson Oliveira (artes visuais), Coletivo S.T.A.R. (artes visuais), Diego Dourado (poesia visual), Fábio Gullo (poesia), Gabriela Noujaim (artes visuais), Gabriele Gomes (poesia e fotografia), Ícaro Lira (artes visuais), Janete Anderman (artes visuais), Jozé Roberto da Silva (artes visuais), Lidia Sanae Ueta (artes visuais), Natalia Barros (poesia), Regina Costacurta (artes visuais), Vanessa C. Rodrigues (narrativa).

A Canguru é uma publicação da Editora Medusa facebook.com/EditoraMedusa
Caixa postal 5013 - CEP 80061-981
Curitiba - PR - Brasil


A Canguru terá distribuição nacional em livrarias em parceria com a Editora Iluminuras Ltda www.iluminuras.com.br

O projeto editorial da Canguru tem apoio da COPEL através de projeto aprovado no Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura|PROFICE da Secretaria de Estado da Cultura|Governo do Estado do Paraná.

REVISTA INCOMUNIDADE, Edição 55 - Porto (Portugal)


INCOMUNIDADE traz editorial de Henrique Prior, artigo sobre a obra da pintora portuguesa, MARIA HELENA VIEIRA DA SILVA [ ilustração de capa], por Henrique Dória. A poesia de Antonio Barreto, de Bárbara Lia. Carlos Barbarito, Carlos Matos Gomes, Cecília Barreira. O artigo de Denise Bottmann sobre o plágio de tradução no Brasil. Eliana Mora. O artigo de Filomena Barata. Gladys Mendía, Isabel Rama, Jesus Bajo, Joaquim Maria Botelho, Jose Gil / Barbara Pollastri. A crônica de Luís Giffoni. Fragmento de DesMemórias, volume 2, de Marcia Denser. A poesia de Maria Toscano. Marinho Lopes, Mell Renault. Mais uma leitura de Moacir Armando Xavier. O artigo de Moises Cardenas sobre a poesia venezuelana. A poesia de Ney Ferraz Paiva e Noélia Ribeiro. O olhar de Caio Junqueira Maciel para a exposição de Wellington Dias [Diaswel Dias] em Portugal / Myrian Naves / Wellington Dias. A crônica de Ricardo Ramos Filho. A poesia de Romério Rômulo, de Ronald Augusto e de Ronald Claver. Rosa Sampaio Torres. Uma pensata zen-boêmia de Silas Correa Leite.

link para esta edição:




La nave va...

"Não o convidei ao meu corpo" no Canal Senhora Literatura

  "Não o convidei ao meu corpo" no Canal Senhora Literatura da escritora Francine Cruz. https://www.youtube.com/watch? v=IxpCcdUM7...