Sunday, October 10, 2021
eu poderia escrever um poema agora - Bárbara Lia
Friday, October 01, 2021
Em Marte Sem Passaporte: três gerações em poesia
Thursday, September 09, 2021
L' amour me ravage - Bárbara Lia (Dica de Leitura)
Gracias, Francine.
Monday, July 26, 2021
Entrevista - Paraná Imprensa
Ontem foi dia do escritor e saiu na edição do Paraná Imprensa esta entrevista que concedi para a poeta Isabel Furini. Notícias em tempos pandêmicos. A Poesia segue...
https://www.paranaimprensa.com.br/2021/07/isabel-furini-entrevista-premiada-poeta.html
Saturday, July 17, 2021
04 poemas na Revista Incomunidade - Portugal
Link para meus poemas no site da - Revista Incomunidade.
Grata ao poeta Jorge Vicente pelo espaço.
Monday, July 05, 2021
Um poema para Alejandra Pizarnik
"Ser poeta é ser visitante de um litoral distante até
morrer."
Holldór Laxness
Sonhei
com Alejandra Pizarnik
Ela vestia um pulôver
- Cor crepúsculo fosco
–
Pantalonas da mesma cor
Uma malha branca
Alvíssima
(Contraste perfeito)
Ela veio a mim
Saída de uma névoa
clara
Linda e lenta
Em quase dança
Olhou-me com seus olhos
Grandes, eternos
- Duas amêndoas
orvalhadas -
Meio a um sorriso
delicado
Sussurrou:
“Creo que mi soledad
Debería tener alas”
Com leveza de pássaro
Deu meia volta e saiu
A bruma a engoliu
E ninguém
Nunca mais a viu
Bárbara Lia
Saturday, June 26, 2021
Diálogo poético com Leonard Cohen *e outros poetas amados*
https://www.youtube.com/watch?v=wyVicmarzUA
Três poemas de Bárbara Lia
Não pretendo sugerir que fui quem mais te amou
Não posso controlar o destino de cada pássaro
caído
Lembro-me bem de você no Hotel Chelsea
Então é isso, nem penso em você com tanta
frequência
Leonardo Cohen (fragmento da canção Chelsea Hotel)
o mar é
meu
disse Ariadne
e adormeceu
nunca sofreu
pelo abandono
de Teseu
ou de todo
e qualquer menino
a todos:
adeus, adeus...
o mar é meu
pensou Ariadne
sua dança atiça
estrelas cálidas
entre as coxas
o mar é meu
e lambo as conchas
como Janis Joplin
lambia o sexo
de Leonard Cohen
no Chelsea Hotel
o mar é meu labirinto
absinto
vidro moído no coração
som & fúria
insubmisso
com mil caprichos
- o mar é meu
---
e ela
rezou baixinho a Leonard Cohen
ela não acreditava mais
no amor e na flor
mas o amor acreditava
nela
na beleza do imponderável
ela não acreditava
em mais nada
temia a pétala aguda
lança que caiu no coração
com o nome dele cravado ali
o olhar belíssimo - pétala lança
a voz pétala uma lança
a flor em lança
e a beleza
e tudo ela atirou longe
arrancou do peito
aquela primavera mais atrevida
querendo morar em sua vida
ela não acreditava mais
no amor
na flor
na primavera
e quando detonou tudo
com chuvas de dez anos
em uma única tarde
arrependeu-se
chorou
mãos em conchas
no rosto antigo
e pensou em prece
e por crer apenas na poesia
e no amor dos poetas
rezou baixinho a Leonard Cohen
que ele me ame como você amou Marianne
que ele me ame como você amou Marianne
que ele me ame como você amou Marianne
e assim repetiu
até adormecer
---
And if you want another kind of love
I'll wear a mask for you
Leonard Cohen
não cessa este canto de areia
ampulheta lerda a lembrar
esta lonjura até os teus poentes
nossa revolução desesperançada
nos leva a erguer o esqueleto a cada
dia
para caminhar silente em uma estrela
fria
a mastigar versos raros de amigos caros
mariposas de Neruda e Ave Nave de
Hilda
lua de Lorca e rebanhos de Caeiro
as estradas de Kerouac nos levam
ao Cabaret Verde de Rimbaud
só em Pasárgada faremos amor
ao som de - I’m your man –
é vital que a voz seja de Cohen
tecerei uma blusa amarela qual de
Maiakovski
pra te enlear em um eterno
entardecer
e a luva de pelica de Ana C.?
esta eu calçarei para tocar você
Bárbara Lia
Poeta e Escritora Brasileira
Leonard Cohen
Poeta, Escritor, Cantor e Compositor Canadense
Friday, May 07, 2021
2021
O edital prevê uma futura edição. Meu romance premiado é "Olhos de Dietrich" - Romance Policial.
O projeto do poeta Rubens Jardim - “As Mulheres Poetas na Literatura Brasileira” - ganhou edição impressa (Editora Arribacã) e encontra-se na fase de pré-venda.
Abaixo o link para adquirir a mais completa coletânea da poesia brasileira escrita por mulheres. Participo desta obra literária, com muita alegria.
http://www.arribacaeditora.com.br/as-mulheres-poetas-na-literatura-brasileira/
Em fevereiro editei os poemas escritos em 2020. Apenas os três poemas da série - O céu ainda é azul, você sabe - foram escritos antes da pandemia, após a visita à exposição de Yoko Onno, no Instituto Tomie Othake, São Paulo.
O livro é dividido em três blocos com os seguintes títulos:
- 'Põe a mão em mim, viro água'
- 'O céu ainda é azul'
- 'A arte de não morrer'
O livro tem 68 páginas.
O título é fragmento de uma fala da personagem Doralda, do livro "Corpo de Baile" - de João Guimarães Rosa: "Estou adoecida de amor. Põe a mão em mim, viro água".
Capa e ilustrações internas do pintor tcheco Alphonse Mucha.
Para adquirir um exemplar com dedicatória basta enviar um e-mail para barbaralia@gmail.com para maiores informações de como proceder. O valor já com taxa de correios é R$.30,00.
Monday, May 03, 2021
Silenciário - Sylvio Back
Lançamento nacional de “Silenciário”:
obra poética reunida de Sylvio Back
Afirmando no prefácio de "Silenciário", obra poética reunida de Sylvio Back (lançamento nacional no próximo dia 03 de maio), que "o autor realiza experiência única no panorama da cultura brasileira", o poeta e escritor, Adriano Espínola, dá o mote desta bela e rara publicação da EdUFSC (Editora da Universidade Federal de Santa Catarina, 431 págs. 2021).
E completa para enaltecer a fusão da "expertise de cineasta à de poeta", onde, mesmo diante da morte, para Back o cinema é a "maior diversão", por sinal, título do florilégio de trinta e seis inéditos que abre o livro.
Antenada aos tempos da horrível pandemia que nos assola, a EdUFSC está brindando o público amante de poesia e de literatura com "Silenciário", tanto no formato de e-book, desde já na íntegra com acesso gratuito pelo link
como na versão impressa através do link
https://editora.ufsc.br/2021/
"Silenciário", que traz inspirada capa do designer, Luiz Antonio Solda, compila obras que remontam aos últimos trinta anos, desde a estreia do poeta em "Moedas de Luz" (1988), a "Yndio do Brasil - Poemas de Filme" (1995), "Eurus" (2004), "Traduzir é poetar às avessas (Langston Hughes por Sylvio Back), de 2005; ao mais recente, "Kinopoems" (2006/2014).
A destacar que Sylvio Back, "hoje um dos principais cultores do poema erótico no Brasil”, segundo Adriano Espínola, teve publicado em "Quermesse" (Topbooks, RJ, 2013) todos seus livros nessa vertente, inclusive os inéditos que dão o título ao conjunto.
O autor
Sylvio Back, 83, é cineasta, poeta, roteirista e escritor. Filho de imigrantes húngaro e alemã, nascido em Blumenau (SC), acaba de receber o título de “Doutor Honoris Causa”, concedido pela Universidade Federal de Santa Catarina, por sua obra cinematográfica e literária dedicada à arte e à cultura brasileiras.
Ex-jornalista e crítico de cinema, em 1962 inicia-se na direção cinematográfica, tendo escrito, realizado e produzido até hoje trinta e oito filmes – curtas, médias e doze longas-metragens: "Lance Maior" (1968), "A Guerra dos Pelados" (1971), "Aleluia, Gretchen" (1976), "Revolução de 30" (1980), "República Guarani" (1982), "Guerra do Brasil" (1987), "Rádio Auriverde" (1991), "Yndio do Brasil" (1995), "Cruz e Sousa – O Poeta do Desterro" (1999), "Lost Zweig" (2003), "O Contestado – Restos Mortais" (2010), e "O Universo Graciliano" (2013).
Tem publicados vinte e cinco livros (poesia, contos, ensaios) e os argumentos/roteiros de dez de seus longas metragens citados.
Com 77 láureas nacionais e internacionais, Sylvio Back é um dos mais premiados cineastas do Brasil.
Monday, April 05, 2021
Wednesday, March 31, 2021
Meus Livros
Monday, March 08, 2021
Poesia & Prosa
"Põe a mão em mim, viro água" reúne poemas escritos durante o ano de 2020.
Poesia escrita em tempos de pandemia. Apenas os três poemas da série - O céu ainda é azul - foram escritos antes da pandemia, após a visita à exposição de Yoko Onno, no Instituto Tomie Othake, São Paulo.
O livro é dividido em três blocos com os seguintes títulos:
- 'Põe a mão em mim, viro água'
- 'O céu ainda é azul'
- 'A arte de não morrer'
O livro tem 72 páginas.
O título é fragmento de uma fala da personagem Doralda, do livro "Corpo de Baile" - de João Guimarães Rosa: "Estou adoecida de amor. Põe a mão em mim, viro água".
Capa e ilustrações internas do pintor tcheco Alphonse Mucha.
Friday, February 19, 2021
Simpósio 7 – Seção I – Mapeando feminismos na literatura: mulheres e escritura na América Latina – Seção II – Mapeando feminismos na literatura: mulheres e escritura na América Latina
(Andriele Aparecida Heupa)
Link para o artigo "Mulher e literatura: a memória da dor no romance As filhas de Manuela, da escritora paranaense Bárbara Lia Andriele Aparecida Heupa (Unicentro)" apresentado no Simpósio 7 - LHM - Literatura História e Memória.
Saturday, January 16, 2021
"Põe a mão em mim, viro água" - Poesia _ Bárbara
Friday, December 18, 2020
Olhos de Dietrich
Olhos de Dietrich - Romance
- Meu novo livro sairá via Edital - Outras Palavras - Prêmio Obras Literárias - Lei Aldir Blanc.
- Muitos autores e gêneros, projeto da Secretaria da Cultura. Meu primeiro romance - Solidão Calcinada - foi editado pela Imprensa Oficial/Sec. da Cultura, e agora esta narrativa que escrevi há oito anos, premiada em quarto lugar.
- Fiquei muito feliz por estar entre os premiados e saber que um novo livro vai para as mãos dos leitores. Novos leitores e os que estão sempre ao lado, livro a livro, ano a ano. A maratona da vida que nunca termina...
- Depois conto mais sobre este livro. Estilo suspense. História policial.
- #fiquememcasa
La nave va...
Meus livros
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INSÔNIA Este é o século da nossa insônia Mentes plugadas em telas isonômicas Longe dos mitos e da cosmogonia Dopados de “soma” e ...




















