Saturday, May 05, 2007

MOVIMENTO inVERSO

Movimento inVerso

www.movimentoinverso.blogspot.com

Nessa sexta-feira 11 de maio, O
s SabaSauers trazem aos palcos do Barteliê
três grandes atrações:
a cantora dos poetas Sandra Grego,
o poeta (mais um representante)
dos Ratos Di Versos, Dan Magrão e
a poeta curitibana Bárbara Lia
lançando seu livro no Rio de Janeiro:
A Última Chuva

Além, claro, de números especialíssimos dos SabaSauers
...e Palco Aberto para todos os Poetamigos presentes.

Quem chegar cedo poderá participar do
Esquentando as Vogais !


SEXTA - 11/05 – a partir das 20h - $ 5,

Barteliê

R. Vinicius de Moraes, 190 - apto 03 - RJ
Ipanema (esquina com Nascimento Silva)
Comemore seu aniversário no Barteliê!

Clauky Saba (produção cultural)
http://arteemtodaparte.blogspot.com
http://movimentoinverso.blogspot.com

BÁRBARA LIA NA MERCEARIA












LANÇAMENTO:


"A ÚLTIMA CHUVA"
Poesias
Bárbara Lia
Coleção ME-18
Mulheres Emergentes
Edições Alternativas
(Belo Horizonte - MG) - 2.007
dia 08/05 - 20h
MERCEARIA SÃO PEDRO
Rua Rodésia, 34
Vila Madalena - São Paulo -SP
fone (11) 3815.7200

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Thursday, May 03, 2007

O SAL DAS ROSAS
















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"quem tem cultura vê tudo mais claro"
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"O sal das rosas" já está no site da Lumme Editor - lançamentos
(para quem desejar o livro)

Wednesday, May 02, 2007

STRAWBERRY FIELDS

"Uma vez me disseram que eu jamais amaria
de um jeito que desse certo, caso contrário
deixaria de escrever, pode ser, pequenas magias"
- Caio F. Abreu.
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O site cronópios colocou no ar mais uma novidade
- podcasts -
e estou aqui me deliciando com o
o áudio texto - Caio Fernando de Abreu
- Morango mofados -
vozes do ator Lori Santos e Djaine Damiatti.
O site cronópios sempre inovando
- Caio F. no endereço abaixo:

Monday, April 30, 2007

A ÚLTIMA CHUVA


















Convite





LANÇAMENTO DO LIVRO

"A ÚLTIMA CHUVA"
Poesias
Bárbara Lia
Coleção ME-18
Mulheres Emergentes Edições Alternativas
(Belo Horizonte - MG) - 2.007


dia 08/05 - 20h
MERCEARIA SÃO PEDRO
Rua Rodésia, 34
Vila Madalena - São Paulo
fone (11) 3815.7200

http://www.merceariasaopedro.com.br/

Sunday, April 29, 2007

MANDEM-ME CARTAS!







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POETAS


(Florbela Espanca/Tiago Machado)



Ai as almas dos poetas
Não as entende ninguém:

São almas de violetas
Que são poetas também.

Andam perdidas na vida.
Como as estrelas no ar;
Sentem o vento gemer
Ouvem as rosas chorar!

Só quem embala no peito
Dores amargas e secretas
É que em noites de luar
Pode entender os poetas

E eu que arrasto amarguras
Que nunca arrastou ninguém
Tenho alma prá sentir
A dos poetas também!

Ana Mestre surpreendeu-me com uma carta e um CD de Mariza - Fado em mim, que tem a canção acima. Sinto saudades de cartas, de correspondências que não mais existem, agora são teclas, sem a digital gráfica, e a letra dela tão redonda e linda, a menina de Évora, e o pequeno jardim desenhado no final, pois ela estuda paisagismo. Junto com o abecedário tecido nesta ferramenta nossa - a palavra, dança a essência, é como se aproximar da alma. Mandem-me cartas!

Saturday, April 28, 2007

A VIDA É LIQUIDA

I
a Jamil Snege

É crua a Vida. Alça de tripa e metal.
Nela despenco: pedra mórula ferida.
É crua e dura a vida. Como um naco de víbora.
Como-a no livor da língua
Tinta, lavo-te os antebraços, Vida, lavo-me
No estreito-pouco
Do meu corpo, lavo as vigas dos ossos, minha vida
Tua unha plúmbea, meu casaco rosso.
E perambulamos de coturnos pela rua
Rubras, góticas, altas de corpo e copos.
A vida é crua. Faminta como o bico dos corvos.
E pode ser tão generosa e mítica: arroio, lágrima
Olho d’água, bebida. A vida é líquida.


Hilda Hilst

Uma poeta genial, dedica uma poesia a um escritor genial.
... colei do site que visitei e fico relendo tudo que encontro
da Hilda Hilst e da Orides Fontela.
Uma entrevista no site cronópios - Hilda Hilst entrevistada
por Pedro Maciel.
http://www.cronopios.com.br/site/artigos.asp?id=2324

Thursday, April 26, 2007

Levar-te à boca,
beber a água
mais funda do teu ser
-se a luz é tanta,
como se pode morrer?
Eugénio de Andrade



Vê as janelas entreabertas
Cortinas de renda
E dentro uma luz difusa?

Vê as estrelas escondidas
Atrás das nuvens ralas?
Vê por entre a água cristalina
Os peixes valsando claros
Vermelhos, cinzas
Incandescentes?
Quero olhar-te assim
- Vida inteira -
E ver no fundo de tua alma
Uma dança de peixes
Lâmpadas e estrelas

BÁRBARA LIA

Wednesday, April 25, 2007

CÉU FULIGEM



era de aquarius
de cabelos de vidro
máscara azul
sapatilha de areia
pisa o milênio
sutil e solene
nuvens negras
o oriente geme
Krishna, Allah e os astros
nos deserdaram
estrelas apagadas
em um céu de fuligem
entre os cães e as carnes
de crianças do Iraque
uma lágrima rasga
em cicatriz, o poeta
(na selva-relva
acordes & solidão)
15.05.05
BÁRBARA LIA
(O sal das rosas - p. 21
Lumme Editor, 2.007
info@lummeeditor.com)

Tuesday, April 24, 2007

NOITES DE AREIA



Geleiras sonham ser montanhas.
Montanhas sonham ser céu.
Acima de picos nevados
reside a verdade:
Anjos em cidades de gelo.
Chuva de diamantes
engendradas por estrelas
quedam no vazio.*

Rede de arrasto de poetas
garimpam as esferas.
Aos mortais comuns
Deus mostra
apenas uma vez a face.
Sem Deus, impossível
chegar ao coração estriado
de Heras em ciranda.
Resta a esperança
- anjo de areia –
que nunca conheceu o desejo
e não sabe
como em mim incendeia
a fina fibra da flor
cada poro em amor
quando a lua beija

meu corpo mascavo,
e goza entre as pétalas
do éden que te pertence.
BÁRBARA LIA


(* texto em itálico, reescrito a partir da leitura
de pequeno fragmento do livro
Versos Satânicos – Salman Rushdie)
*
Ilustração:
Título: "Anja Rosa"
Técnica: óleo sobre tela

Autoria: Ana Luisa Kaminski

Saturday, April 21, 2007

ORIDES FONTELA


Numa hora
secreta
as águas
dormem

(rios detidos
fontes inertes
introvertido oceano)


numa hora
impossível
cessa o
fluxo


e eis a
estrela: amor
cristalizado

ORIDES FONTELA
(1.940-1998)

Orides Fontela nasceu em 21 de abril.
MInha poeta preferida, ao lado de Hilda Hilst.

Thursday, April 19, 2007

MULHERES EMERGENTES - 18 ANOS


Foi na época que eu só mostrava meus escritos totalmente pressionada ou inquirida por um amigo, Carlos Barros, que não cansou de pedir para que eu "tirasse os poemas da gaveta", era praticamente um mantra, e uma inesgotável paciência dele que repetiu isto por pelo menos uns quatro anos... em uma destas conversas ele me apresentou o mural - Mulheres Emergentes -
Uma publicação bonita, não era revista, nem jornal, era um mural de poesias.
Como o sensual sempre me toca, e como era mesmo um belo trabalho da mineira Tânia Diniz, que cansada de procurar editores, resolveu criar sua própria editora, recordo que mandei uma poesia para o Mural e foi publicada, coloquei o mural na parede do quarto, meu pequeno poema ali, penso que o ano era 1.999.
Agora Tânia me convida a fazer parte do projeto que vai comemorar os 18 anos do mural "Mulheres Emergentes". Dezoito mulheres escritoras serão editadas este ano sob o selo "ME" de Tânia Diniz. A festa deve rolar em Belo Horizonte em agosto, tenho a alegria de partilhar desta festa.
O livro?
"A ÚLTIMA CHUVA"
sobre o trabalho de Tânia Diniz

Tuesday, April 17, 2007

FREI TITO DE ALENCAR LIMA













Tito de Alencar Lima (14/9/1945 - 10/8/1974)




Quando secar o rio da minha infância
secará toda dor.

Quando os regatos límpidos de meu ser secarem
minh'alma perderá sua força.
Buscarei, então, pastagens distantes
- lá onde o ódio não tem teto para repousar.
Ali erguerei uma tenda junto aos bosques.
Todas as tardes me deitarei na relva
e nos dias silenciosos, farei minha oração.
Meu eterno canto de amor:
expressão pura da minha mais profunda angústia.

Nos dias primaverís, colherei flores
para meu jardim da saudade.
Assim, externarei a lembrança de um passado sombrio.


Paris, 12 de outubro de 1.972
- Frei Tito

(pg. 257 - Batismo de Sangue - Frei Betto -
dossiê - VI. Tito, a paixão)

"A VIDA SUPERA A FICÇÃO"






































BATISMO DE SANGUE



baseado no livro de Frei Betto
- filme de Helvécio Ratton estréia – 20 de abril.
ElencoCaio Blat (Frei Tito) Daniel de Oliveira (Frei Betto) Cássio Gabus Mendes (Delegado Fleury) Ângelo Antônio (Frei Oswaldo) Léo Quintão (Frei Fernando) Odilon Esteves (Frei Ivo)Marcélia Cartaxo (Nildes)Marku Ribas (Carlos Marighella)


Este filme fala sobretudo da vida de Frei Tito, a irmã que o visitou na França, na volta diz – Tito já está morto. A primavera evoca o torturador, cada vez que ouve a palavra fleur, Fleury vem à lembrança. O cão torturador que exigia que Tito beijasse sua mão como se ele fosse Deus, e que pedia para que Tito abrisse a boca para a hóstia, e eletrocutava sua língua. Tito estava na lista dos prisioneiros políticos que foram soltos em troca do Embaixador da Suíça. Banido do país, não sobreviveu ao que lhe haviam feito. O que lhe foi dito na sucursal do inferno – já que não podemos quebrar teu corpo, vamos quebrar tua alma. Tito morreu na França, aos vinte e oito anos, pendurando uma corda em um álamo que existia no lugar que ele vivia L’Arbresle, e saltando para sua libertação. Quando seu amigo Frei Betto visitou seu túmulo em 1.980, a inscrição que existia escancarava a realidade da morte de Tito, na sua cruz a inscrição:
“Frei da Província do Brasil. Encarcerado, torturado, banido, atormentado... até a morte por ter proclamado o Evangelho, lutando pela libertação de seus irmãos. Tito descansa nesta terra estrangeira. “Digo-vos que, se os discípulos se calarem, as próprias pedras clamarão” (Lucas 19, 40).
Quando li “Batismo de Sangue” há muito tempo atrás, percebi na narrativa de Frei Betto o desejo de contar a vida de Tito, seu calvário, a sua morte precoce. Mais que a história de Marighela, da participação dos dominicanos nos episódios que encadearam a morte de Marighela e a prisão de todos eles. Batismo de Sangue vai falar de uma vida, uma bela vida, de um menino cearense, de uma alma triturada, realidade que supera a ficção.

Frei Betto fala sobre o filme:
http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=6499

site do filme:
http://www.batismodesangue.com.br/

PALCOS DE VIDRO




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Isadora Duncan


Tudo será
capaz de ferir.
Será
agressivamente real.
Tão real que nos despedaça.
Orides Fontela



Para lembrar minha letra
escrevo na madrugada
redonda letra lúcida
- freio o frêmito –
Imploro ao Deus DJ
que desça deste palco
e me ensine a dançar:
“são dois pra lá
dois pra cá”
Cessar esta alucinada ópera
-minha vida-
em palcos de vidro
as sapatilhas esgarçadas
nudez morena
sob tules rasgados
em delírio
dentro da 5ª Sinfonia.



BÁRBARA LIA

Monday, April 16, 2007

CACTO & JASMIM



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Busco equilíbrio entre o cacto e o jasmim.
Silêncio abissal de desertos.
Ruidosa rua de pedras.
Sou sempre: solidão ou multidão.


A voz cristal de Deus me apavora.
Meu coração uma gruta:
Com espinhos de cactos.
Com perfume de jasmins.


No varal da alma
o aviso:
Aqui jaz a perfumada ilusão.

BÁRBARA LIA

(O sal das rosas - Lumme editor, 2.007)

LADY SOL



Por invejar a solidão
Da concha,
Da estrela,
Do sino ébrio...
Felicidade singular
De brilho & estrondos.
Mudei meu nome.

Como mão na luva,
Deslizei
Lerda e lenta
Para esta nova identidade:
Tem um calor de chá de anis,
Um pijama macio e quente
– pantufas!
Tem lua lilás e Beethoven.
E tem uma saudade.

Ah! Vedei as portas...
Não tente entrar sorrateiro
Como na noite branca,
Com a beleza de suas mãos
& acordes.

BÁRBARA LIA
(Noir - ed. do autor, 2.006)

CHÁ PARA AS BORBOLETAS




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Janela - espelho meu.

Fragrância de almíscar selvagem
me violenta.


Menino com aura violeta.
Jovem com juba desgrenhada.
Velocidade lenta.


Garganta do poço este túnel cinza,
onde trafego dias.

Penso na infância, sombra
dos eucaliptos, recanto secreto

onde eu servia chá às borboletas.


BÁRBARA LIA

- Chá para as borboletas - edição artesanal do autor.


- ilustração Ane Fiúza.

BEM-TE-VI




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Ramagem arranha janela.
Sonho: Aeroporto fantasma.
Espíritos de náufragos do Titanic.
Ku Klux Kan ateando fogo ao enforcado.

Sequência horripilante:
A mulher sem olhos na cama,

entre lençóis úmidos de chuva.

Acordo com o bem-te-vi
na manhã de sol
na mesma paisagem.


BÁRBARA LIA
- O sorriso de Leonardo - Kafka ed., 2.004

Friday, April 13, 2007

MARCIO DAVIE CLAUDINO




















Claude Monet



ESTUDO PARA UM JARDIM DE ANIMAIS TRISTES

“Mas tira essa gente invisível que ronda a minha casa!"
(Federico García Lorca)


Um lobo

Quem
te acompanha à tua porta
em vigílias extremas
faz esperas em teu jardim de bichos e flores tristes

E se enoturna de magnólias
e se cobre de relvas
tomba a sua sombra
em canteiros com sede

Espreita entre madressilvas
e idiomas de pintassilgos.
De tua tristeza em olho d’àgua
faz-se arroio

E se transforma em silêncios e outonos
e se alumbra na tua ausência
e se corta com cacos de teus vitrais?

A selva dos desejos

Quem te iludiu e entrou contigo
na selva dos desejos
na cama azulada de sanhaços
invadiu a nossa casa
e fez noites que se entreolham
em espelhos profundos?

Ressurreição

E me ofertas esta taça de ódio!
E me ofertas esta malícia de delícias!
Sevicias o meu pranto!
E me coroas com o cilício do silêncio!

Mas replantando em teu jardim
semeio canteiros noturnos de jasmins
freio auroras para te admirar na janela.

Tu que não me ouves porque és nuvem.
Tu que não me falas porque sou árvore.

Reencanto

Sou todo outono.
Espero a primavera para que voltes.
Terás virtudes de idades maduras,
terei silêncios de lonjuras para te contar
de juventudes idas em agosto.
O prodígio, a festa

Havia rosas na chuva
sob o portão da nossa casa.
Cascas de arroz pelo chão,
calendários, sermões, letras mortas;
editais pregados nas paredes,
recuerdos, datas e aniversários.

Agora a letra viva
aclama e canta em festa o dia da volta

pródiga, agradece

(Um lobo arisco se afasta
arrastando na boca um pedaço de crepúsculo;
contra o albedo da lua vidra o olho
refletido em cacos de vitrais).

Epitáfio

Em nossa casa rodeiam-nos os vivos
que chegam com palmas e ofertórios.
E eu leio alto com tremuras na voz:

“Porque o amor é forte como a morte
e duro como a lápide”

(Um raio cortado de sol mágico fende a janela,
tu repartes os cabelos da boneca e me acordas com um beijo).


Márcio Davie Claudino
(O sátiro se retirou para um canto escuro e chorou
Imprensa Oficial, 2.007
SEEC - Paraná)

KAMCHATKA















Há alguns anos, quando vi o filme do diretor argentino Marcelo Piñeyro escrevi um texto que está no site Vejo São José.

O menino Harry, antes do desaparecimento de seus pais, vive o seu mundo fantástico infantil, sem saber da perda iminente, no sítio onde a família se refugia, ele e o pai se debruçam em um jogo (war), e ele percebe que quem se refugia - durante o jogo - em Kamchatka, vence a guerra. Kamchatka passa a ser um lugar onde se está a salvo. Kamchatka é um filme de uma sensibilidade que marca. Saber que existe geograficamente na Rússia, terra do fogo, uma península dá legitimidade ao recado do pai... cada qual tem a sua terra aquecida, um lugar onde se está a salvo, razões para abraçar a vida.
Kamchatka, prod. argentina - 2.003 - direção - Marcelo Piñeyro, com Ricardo Darín, Cecilia Roth e Hector Alterio.

http://www.vejosaojose.com.br/barbaralia.htm

La nave va...

Meus livros

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