Alfonsina y el mar
(Félix Luna - Ariel Ramírez)
Por la blanda arena que lame el mar
su pequeña huella no vuelve más,
un sendero solo de pena y silencio llegó
hasta el agua profunda.
Un sendero solo de penas mudas llegó
hasta la espuma.
Sabe Dios que angustia te acompañó
qué dolores viejos calló tu voz
para recostarte arrullada en el canto
de las caracolas marinas.
La canción que canta en el fondo oscuro del mar
la caracola.
Te vas Alfonsina con tu soledad,
¿qué poemas nuevos fuiste a buscar?
Una voz antigua de viento y de sal
te requiebra el alma y la está llevando
y te vas hacia allá como en sueños,
dormida, Alfonsina, vestida de mar.
Cinco sirenitas te llevarán
por caminos de algas y de coral
y fosforescentes caballos marinos harán
una ronda a tu lado.
Y los habitantes del agua van a jugar
pronto a tu lado.
Bájame la lámpara un poco más,
déjame que duerma nodriza en paz
y si llama él no le digas que estoy
dile que Alfonsina no vuelve.
Y si llama él no le digas nunca que estoy,
di que me he ido.
...
(Imagens da ilha de Malta, localizada no mar Mediterrâneo, entre Itália e África.música: alfonsina y el mar - intérprete: Nana Mouskouri)
Monday, August 06, 2007
ALFONSINA Y EL MAR
e.e.cummings

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TERÇA-FEIRA, 07 DE AGOSTO
Adalberto Muller é poeta e tradutor, autor
entrada R$1,99
Sunday, August 05, 2007
MEU ALEPH
Saturday, August 04, 2007
SEDE DE AMAR Nº 1
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MUNCH
A mulher dobra o arco-íris
e o esconde sob a mortalha.
Colhe a estrela matutina
e a aninha, ainda quente,
entre as rosas mortuárias.
A pedra pequena recolhida
nos trilhos da rua do amado
coloca em seu ouvido
como concha
para levar na eternidade
o eco dos passos dele.
Ela está morrendo
e seu amor não sabe.
Bebe o último copo d'água
sabendo
que a sede mais intensa
nunca foi saciada.
BÁRBARA LIA
Friday, August 03, 2007
O SAL DAS ROSAS

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Espelho liquidificador
marca com lápis sanguíneo
o tempo em minha face.
Ecos do acorde da apocalíptica caveira
invadem a aurora.
Cansei das noites solitárias e este cenário
de lua & estrelas.
Planto sementes de lua
esperando um céu do avesso:
Mínimas luas: crescentes, minguantes, cheias.
- bilhares, multicores.
E uma estrela - azulada imensa -
a bailar no cobalto-quase-negro
das minhas noites solitárias.
BÁRBARA LIA
- O SAL DAS ROSAS (Lumme editor-2.007)
A ILHA DE IA


Thursday, August 02, 2007
REVISTA LASANHA
A poesia "Luzes de Marfim" está na edição de agosto da Revista Lasanha (de lamber os textos), editada por Maicknuclear - http://www.revistalasanha.cjb.net/
Wednesday, August 01, 2007
AGUAS DE ALEJANDRÍA

Tus aguas, Alejandro,
...............................rompieron reinos
.......................................................y rompen mi cuerpo.
Las cortinas
................de nuestras nupcias
............................................aún arden.
Arden en mí los celos.
...............................Arde dividirte
.................................................en amor y honor.
Sé, mi cuerpo ardiente,
.................................morada fecunda de tus aguas,
............................................................................te calma.
Cuando murió Hefestion,
...................................el silencio
Todos los caballos esquilados.
..........................................El médico sacrificado,
.......................................................................honores al héroe.
Pero en una noche,
...........................en nuestra noche,
....................................................nada había en ti de Hefestion.
Incendiamos los siglos.
................................Sus aguas se extendieron azules
..............................................................................en reinos.
Se extendieron azules en mi carne.
..................................................se extendieron,
........................................................................en amor.
Construyo un castillo de piedras de vidrio.
..........................................................Colores de los celos:
.......................................................................................Amarillas.
Las del amor,
..................esas piedras minúsculas:
.....................................................rojas.
Gotas de tu noble semen congeladas,
....................................................son las ventanas:
............................................................................Translúcidas.
Cuando vertías vida de tu carne
............................................caías frágil
..........................................................en campo de lucha
- Mi cuerpo -
.................Magno derrotado, sin Bucéfalo.
............................................................Guerrero vencido.
Yo, Roxana
...............bárbara princesa
.....................................de ojos zafira.
Roxana - reina y sierva -
..................................cuerpo del color del resentimiento
................................................................................de las arenas,
coloriendo la torre
.........................con tonos del cielo de Babilonia,
.....................................................................cielo del reinicio.
Con el blanco resoluto de tu sonrisa.
...................................................Casi imposible,
.........................................................................tu sonrisa.
Castillo fiado, protegido, esperando,
...................................................siempre,
...............................................................siempre.
Las aguas de Alejandría vertiendo en mi vientre
...................................................................Fuera &
.............................................................................Dentro
Saturday, July 28, 2007
PORÃO LOQUAX - MÁRIO QUINTANA
Mario Quintana
LANÇAMENTO DO PACOTE DE POESIA MÁRIO QUINTANA
NO PORÃO LOQUAX - WONKA BAR
Terça-feira, 31 de julho, a partir das 22h.
Nesta terça-feira - o lançamento do Pacote de Poesia Mário Quintana (Sesc da Esquina) no Porão Loquax.
No projeto, grandes nomes da nossa literatura são homenageados periodicamente.
Jéssica e Cléber, da companhia de teatro "Elenco de Ouro", declamarão poesias que se encontram no Pacote de Poesia do Sesc da Esquina.
Friday, July 27, 2007
ANTIGA PAIXÃO
FONTE (ELA)
A estrela da tarde
A estrela da tarde está
madura
e sem nenhum perfume
A estrela da tarde é
infecunda
e altíssima
Depois da estrela da tarde
so há:
o silêncio.
ORIDES FONTELA
Sunday, July 22, 2007
PLANOS POÉTICOS
Para alguns poetas em Curitiba, o porão do Wonka Bar acabou por tornar-se uma Confeitaria Richmond. Algum dia vai figurar em livros, tal qual a Richmond que Borges frequentava, ou London City, onde Cortázar escreveu "Os Prêmios". Algum dia será lembrado como o bar onde Maiakóvski trafegava entre a fumaça revolucionária, o "Cão Vadio". Ou, o café "A brasileira", onde Fernando Pessoa vivia.
TÁBULA RASA
Saturday, July 21, 2007
Whisky Romeo Zulu (trailer)
Enrique Piñeyro - quando menino - sonhava ser piloto de avião. Como comandante da empresa Lapa percorreu por meses os corredores da companhia na tentativa de se fazer ouvir. Por muitas vezes se negou a voar por total falta de segurança. Naufragaram os seus sonhos de sempre. Ele se viu afastado da empresa passou por momentos duros. Até que o Boeing 737, que ele se negava a pilotar, foi ao chão, nas mãos de um outro piloto. Espatifou no centro de Buenos Aires, em direção à Córdoba, em uma noite estranha, causando a morte de 70 pessoas. WRZ era o prefixo do Boeing. Enrique tornou-se diretor de cinema e interpretou ele próprio a sua trajetória em um filme muito bem conduzido que questiona os interesses colocados acima das vidas humanas. Não ando com vontade de dizer nada. Outro dia ouvi direto do labirinto da minha memória aquela poesia de Guerra Junqueiro que meu pai declamava: pobres de pobres são pobrezinhos. O nosso Presidente é pobre. Não o respeitam. As crianças pobres do mundo morrem de fome a cada cinco segundo. Lembro meu amigo Frei Betto dizendo: A fome é a única causa mortis que só atinge os pobres, e por isto, não comove. Nada abala. A estatística não comove. Se fosse noticiada a morte destes anjos de países pobres de - pobres de pobres são pobrezinhos - como quedas de avião. Cairia um avião a cada hora. Não sei se nada tem a ver com nada ou tudo está vinculado. Por ser caótica faço conexões várias. A tristeza acaba chegando com algumas certezas pinceladas. O mundo é um palco, encenamos uma tragicomédia. Alguns piram e se libertam de tudo, são estes profetas vadios das ruas. Outros se matam. Outros vão morar no mato. Outros se sentem impotentes - chorando, olhando o dia nascer tão lindo, a lua em sua dança indiferente. Alguns fazem filmes e denunciam. Mas, no ano passado, quando vi o filme achei aquele homem muito corajoso. Falta coragem no mundo, muita poesia, alguma alegria... Não sei se dá para virar o jogo aos quarenta e seis minutos do segundo tempo. E o mundo está de cabeça para baixo. As crianças continuam morrendo, e isto dói muito, tal qual a dor que vi nestes dias - de mães, pais, filhos, maridos, amigos. Dói e dá um certo asco, perceber que alguns setores usam tanta dor para interesses pequenos. Na Argentina, um piloto que virou cineasta colocou a maior lenha na fogueira, sofreu ameaças, mas, manteve a postura sábia de não conduzir passageiros para a morte.
Friday, July 20, 2007
MARCOS LOSNAK
Vento
é aquilo que retira a imobilidade das folhas
Dor
é o que recheia o corpo de vazios
Amor
é algo que não aparece quando estamos mortos
Brisa
é a sutil compreensão de que nada é imóvel
Wednesday, July 18, 2007
MICHEL SLEIMAN

Michel Sleiman / Tiraz

Roda roda moinho
traz-me voz dessalina
dias vencidos, ondas vagas
traz-me o guerreiro,
a amazona
traz-me e leva
o que venci na última lide
deixei meu cavalo
encilhado no vento
barcarola,
areias, sisal
quando avistei a longa embarcação
e narrou-me Odisseu a odisséia
e Medéia assaltei com olhos vastos
dor dorida dor
troco-te por um par de asas
[Ouvi-te, vim-te, tem-me, lume dos olhos meus.
Retém o fluxo de magma sangrenta.
- Sim, eu te escuto.
Flor tartamuda,
colibri de asas cegas, eras sonho? eras fera?]
Em primeiro sinal
aqui, na tela móvel,
não à sereia
não à cicuta.
Agora
faço corte à majestade
quem em mim é a cara metade.
E tu, desdobrada em sonhos,
em nome dos meus súditos,
crava com teus dentes
no meu peito
o punhal.
MICHEL SLEIMAN
Tuesday, July 10, 2007
DOUGLAS DIEGUES

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Uma flor na solapa da miséria
(em portuñol)
Eloisa Cartonera - 2.005
Sunday, July 08, 2007
MIA COUTO

Mozambique
MEUS JULHOS
1. Sou julho
estou explicado só pelo sol
Meu erro
é procurar um território
apto a nascer
A única geografia
que me aceita é a poesia
Como a chuva
que repousa entre nuvem e terra
me escrevo
na ausência de todas as línguas
2. Me esqueço-me
só me falto eu
para ficar todo só
3. Antes de nascer
já eu tinha envelhecido tudo
Por isso,
não me espanta
o casal de pedras
nem a árvore que engravidou
Minha doença,
felizmente,
é muito miracurável.
Julho 1.989
MIA COUTO
Raíz de Orvalho e outros poemas
Ed. Caminho
Saturday, July 07, 2007
'RAYMUNDO'

Raymundo Gleyzer
Thursday, July 05, 2007
Drão

“Grão, o amor da gente é como um grão”
Gilberto Gil
grão
grão
grão
a cantar
as horas
gota
gota
gota
a cantar
a chuva
folha
folha
folha
a cantar
o outono
bem-te-vi
bem-te-vi
bem-te-vi
a cantar
novo dia
lâmina
lâmina
lâmina
a cantar
o amor.
(Amar é ferir-se
em
lâminas
sollasidoremifa)
La nave va...
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INSÔNIA Este é o século da nossa insônia Mentes plugadas em telas isonômicas Longe dos mitos e da cosmogonia Dopados de “soma” e ...


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