Friday, February 15, 2008

STELLA DE RESENDE




A semana toda,
a máquina de escrever
sobre a mesa,
nenhum toque
nenhuma visita
nenhuma carta.
A remota lembrança
de seu aniversário.
A única companhia
foi uma lágrima de rímel.
Nem tudo que parece
às vezes tece.



A poeta Stella de Resende é irmã do poeta Rollo de Resende. Vive em Curitiba. Professora de crianças com necessidades especiais.

- A foto é de Ana Mestre - O Alentejo lá fora.
http://olhares.aeiou.pt/utilizadores/detalhes.php?id=32802

Monday, February 11, 2008

POSSE E DESFEITURA


Toulouse Lautrec (Donna dai capelli rossi)
*
*
-------------- ( À memória de um certo umbigo-
----------------------gral que, de fundo e belo
----------------------poderia conter no vórtice
----------------------os ovos de um cuitelo )
*
*
1/2 lua
e a dança tua
deterei
neste tempo afoito

*
como tudo mais
que se move

*
*
E do fogo que ardia
em teu pelo
gardarei fagulhas:
súmulas do pasto
que me há saciado

*
*
Também
perpetuarei
tua boca
a lamber-m’a face
com fúria de lobo

e o que houve de probo
no olhar sem cautela
andrajoso, roto
entre urros e coitos
*
*
Ah, e por que não
ainda
trancafiar os retratos
das mãos obscenas
no chão
parque
relva
sem muito supor ?
( ...se eram dedos de garoa fina
em pétalas de canção de pássaro... )
*
*
Do mais, manterei o vinco
Mas atarei, de soberba, ainda
teu umbigo cálido
*
*
E então, num arco de lua
co’a pele tatuada
por tua carne crua
e havendo dançado
um súbito fado
farei dormir
meu sono pesado

( dormência de cobra
deste tempo afoito
- torcida no vidro
numa espécie de 8 )
ASSIS DE MELLO

blog do Francisco Assis de Mello:
http://coisasdochico.blogspot.com/


Sunday, February 10, 2008

terra canção

A Revista Abrelatas já está disponível para donwload no site da Editora Inverso

http://editorainverso.com/
na seção “revista abrelatas”.

O que é a Revista Abrelatas?
Trata-se de um suplemento literário, distribuído gratuitamente a cada dois meses em formato PDF a partir da internet.

A edição número 01, contém textos dos seguintes autores:
Adriano Esturilho, Ana Guimarães, Andrei Vasquez (México), Andréia Donadon Leal, Antonio Carlos Floriano, Beatriz Bajo, Benjamin Marchi, Candido Rolim, Carlos Emilio C Lima, Claudinei Damasceno Romão, Cláudio B Carlos, Eduardo Lacerda, Fabrício Marques, Fernando AguiaR (Portugal), Geruza Zelnys,Giovana Bonifácio, J T Parreira (Portugal), James W Holloway, Jocelyn Pantoja (México), Joel Flores (México), Juan Fiorini, Karen Villeda (México), Leonardo Meimes,Luis Serguilha (Portugal), Mario Mariones, Me Morte, Nelson Marzullo Tangerini, Raimundo de Souza, Raul Koliev, Ricardo Araújo, Rogério Santos e Thiago Ponce de Moraes.

E mais: Entrevista com Nélida Piñon, A Teoria dos Gatos Pardos, Voltaire e a literatura policial, o lançamento de Aroldo Pereira no Parangolivro, o artigo Alice na crisa dos “ismos” (um diálogo histórico-literário), e uma coluna que fala de música independente e literatura com Rogério Santos (idealizador do Neuroscópio).

Para comemorar o lançamento da Abrelatas,a Editora Inverso e o Wonka Bar convidam para no próximo dia 12 de fevereiro (terça-feira), às 21 horas, uma balada literária com diversos poetas, pocket show com a musicista e poeta Aline Maria (MPB, chorinho e Beatles) e ao final o bom e velho rock n roll-blues and jazz ao som de duas bandas “surpresas”.

O valor da entrada é R$ 2.00, ou R$ 1.99.

O Wonka Bar fica em Curitiba na rua Trajano Reis, número 326, próximo ao Largo da Ordem.

Maiores informações pelo fone 0xx41 96282285 (Gustavo)

CANÇÃO DE FOLHAS




Teu olhar de mel e folhas

Rasgando árvores lunares

Seguindo pássaros negros

Em um céu de neve

- Meu olhar -

Asas sem rota, que capturas

Em seus dedos de segredos

E sopras fogo na íris

- Novo olhar-fênix-delirante -

Reergues torres destruídas

Abres asas em vida

Injetas oxigênio e sangue

Mel bálsamo

Pululando em uma partitura

A tocata do amor

Transparência que arde

Meu olhar pássaro de fogo

refletido em teu olhar-espelho

Música O teu olhar:

Canção de folhas

BÁRBARA LIA



A fotografia é da minha amiga Ana Mestre, que cursa a Faculdade de Paisagismo e vive em Évora: http://olhares.aeiou.pt/galeriasprivadas/browse.php?user_id=32802


Monday, February 04, 2008

HILDA HILST








Amavisse

Hilda Hilst

Como se te perdesse, assim te quero.
Como se não te visse (favas douradas
Sob um amarelo) assim te apreendo brusco
Inamovível, e te respiro inteiro

Um arco-íris de ar em águas profundas.

Como se tudo o mais me permitisses,
A mim me fotografo nuns portões de ferro
Ocres, altos, e eu mesma diluída e mínima
No dissoluto de toda despedida.

Como se te perdesse nos trens, nas estações
Ou contornando um círculo de águas
Removente ave, assim te somo a mim:
De redes e de anseios inundada.

(...)


Ouvindo "Quando te achei" - no site oficial de Hilda Hilst é possível ouvir suas composições... com Adoniran Barbosa. Ela morreu em 04.02.2004, apenas quatro anos, parece tanto tempo! E publico o sorriso dela aos doze, a idade que eu tinha quando pensei pela vez primeira nesta doçura árida que é escrever... Eeu que me encontro grávida de viagens, trens,  aves azuis, redes e poesia...

http://www.angelfire.com/ri/casadosol/hhilst.html


Saturday, February 02, 2008

RETRATO


Suena serena lluvia en las tejas
Mínimos callejones lavados de cielo
Suena fuerte, viento en la aldea.
(Voz de Israfel).


Brilla estrella, navega arreboles.
Expande azul corazón - halcón.
Astros desplegados, ríos de misterios.
(Mirada de Vía-Láctea).


Lírica, leve, lirio.
Cubre alma inmortal.
Plena de abismos delirantes.
Rosa blanca, pétala de fuego.
(Piel ardorosa).


Fruto del Edén.
Ardiente,
Al beso clama.
Abierta, es flor
En alegría rara.
(Boca de arcángel).

BÁRBARA LIA

Friday, January 25, 2008

A UM PASSO DO PÁSSARO... I
























IMAGEM - http://www.iadb.org/idbamerica/Portuguese/JAN02P/jan02p5p6.html



Um pássaro no telhado ao amanhecer, um poema do amigo (Wilson) que leio e a poesia jorra como rio límpido:
.
A um passo
do pássaro
respiro
(Orides Fontela)
.
A vida é um pássaro que voa rápido e que a gente espanta com um respirar. Prendo a respiração e aprendo o exercício da espera, da paciência e do alumbramento. A um passo do pássaro... A um passo de poemas que tento reter, e depois deixo voar, de volta ao reino da poesia... A poesia é um rio, rota líquida que contorna tudo. Como em um poema de Manoel de Barros, rio que serpenteia pessoas, lugares.

A UM PASSO DO PÁSSARO... II




III
Chove torto no vão das árvores.
Chove nos pássaros e nas pedras.
O rio ficou de pé e me olha pelos vidros.
Alcanço com as mãos o cheiro dos telhados.
Crianças fugindo das águas
Se esconderam na casa.

Baratas passeiam nas formas de bolo...

A casa tem um dono em letras.

Agora ele está pensando -

no silêncio Iíquido
com que as águas escurecem as pedras...

Um tordo avisou que é março.

MANOEL DE BARROS
Retrato Quase Apagado em que se Pode Ver Perfeitamente Nada
- fragmento -
de "O Guardador de Águas"





A UM PASSO DO PÁSSARO... III




Um pássaro
catando lágrimas do vento
beija num canto solitário
o encanto de estar vivo.

No resto do dia
alimenta-se da fantasia
daquela criança
que mesmo de barriga vazia
sorria para as nuvens
a imaginar carruagens e anjos
enquanto em volta de si
as sombras se banqueteiam
nas ruínas.

Wilson Roberto Nogueira

http://poeteias.blogspot.com/

Monday, January 21, 2008

O trem caipira

Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
Lá vai ciranda e destino
Cidade e noite a girar

Lá vai o trem sem destino
Pro dia novo encontrar

(Ferreira Gullar)



Pensamos - Viagem!
Ele abre o baú de partituras
e delineia em minhas costas,
ventre e coxas, as partituras:
- sinfonias fados e tangos -
A que mais amei?
- o trem -
de Villa-Lobos.
O trenzinho caipira que corta
minhas ondulações, matas,
declives...
Sente o vento?
O perfume da serra?
Rasca de nuvens vão de carona
nos lábios dele
pelas notas
pelos trilhos
pelos pêlos
pela pele
e tudo termina
em suor do amor evaporado
borra minha virilha
rasura um Lá extraviado
e ele queda dentro
do Sol.
A vida palpita
aquém além da cortina
da cabine perfumada

- fim da viagem -

BÁRBARA LIA

TRENS TRITURANDO TRILHOS

.
.
Tangência de ferros nos trilhos
rasga em uma ternura que ofende
de tão bela.
Existirá paisagem de dor mais fecunda
que trens rasgando trilhos?
Nuvem ao redor: que nuvem aquela?
Cenário trepida
por trás de uma cortina estremecida.
Até o ar se emociona
quando o trem se aproxima,
diante dele a ternura de açúcar fervido
balançando em dobras de olvido…
Esquecer!
Ser este trem que parte e vai levando
diante dele a cortina:
nossos corações diluídos
acima dos trilhos.
Eu e você: recorda?
Recorda a fumaça do teu cigarro,
tua pele clara, o gozo líquido
-cortinas de açúcar.
Recorda?
Recordam – eternamente –
trens triturando trilhos.
BÁRBARA LIA


A minha poesia (Tangência de ferros nos trilhos...) e um texto que escrevi quando visitei o Museu da Língua Portuguesa e vi - A hora da estrela - exposição sobre vida/obra de Clarice Lispector estão no site Coletânea Artesanal, que dedica esta edição à cidade de São Paulo, que está de aniversário neste mês. Editado por Lunna Guedes

Saturday, January 19, 2008

Desejo e Reparação (Atonement)


O filme é em sua essência uma - Reparação - Ou, uma tentativa de reparação. O título poderia ser o mesmo do romance. Mas, esquecendo esta bronca que a gente tem com estas traduções sem nexo de títulos dos filmes, ele é de uma beleza sem fim... Li que recebeu O Globo de Ouro de melhor filme. O enredo é aquele que não muda com os séculos e com toda a pseudo-evolução do homem - Pobres não tem direito a muita coisa, e não são respeitados pelos mais abastados. Meu pai vivia a declamar versos... E penso que é de Guerra Junqueiro um verso que guardei e que ele sempre repetia:
pobres de pobres são pobrezinhos.
O filho do caseiro e a irmã da futura escritora. Na verdade a menina já é escritora aos treze, e o amor do casal é BELO - sem pieguices e sem ilusões. Humano e sublime. E a reparação, mas, é um filme que de tão bonito a gente guarda, e nem se fala nele... A gente guarda como guarda as belezas tantas - e sai do cinema com vontade de dizer ao amor que o ama, com vontade de não levar na alma uma culpa que nada apaga, nem toda a reparação.

Desejo e Reparação (Atonement, Inglaterra, 2007)
Diretor(es): Joe Wright
Roteirista(s): Christopher Hampton com base no livro de Ian McEwan
Elenco: Keira Knightley, James McAvoy, Romola Garai, Saoirse Ronan, Brenda Blethyn, Vanessa Redgrave, Juno Temple, Alfie Owen-Allen, Nonso Anozie, Andrew Appleyard, Jamie Beamish, Robert Alan Bishop, Benedict Cumberbatch, Michelle Duncan, Vivienne Gibbs

Thursday, January 17, 2008

UMA CARTA

Clarice...

Apagarias o cigarro. Recolherias o olhar pousado em um ponto longe a ultrapassar as balas perdidas e toda a beleza do Rio. Sentarias à janela, bloco e caneta preta, letra da minha mãe, para responder a esta interrogação, querida?

Nadavas no escuro? Que lagoa recôndita entre rochas lázulis atravessavas para buscar o espanto? Bebi tua Água Viva e escrevi como quem ainda não te elucida: A gota clara do orvalho na rosa é lágrima fêmea, que brilha enquanto sofre.

Guardaram tua vida em gavetas onde caminhei por uma tarde. Na tela teu rosto reverberava de dor escondida. Deti-me, e fluiu esta pergunta de mulher que busca a chave dos mistérios – como lavar a mágoa com tinta como tu, eu que só tenho águas e espumas?

BÁRBARA LIA


Penso que foi no site da Rocco que havia esta proposta, escrever uma carta à Clarice e ganhar um livro, escrevi a carta, mas, não enviei... Não queria contar palavras, virar do avesso meu desejo prá entrar sempre na medida que me pedem... Reli a carta e pensei em dividir aquilo que sempre vai ser quando eu ler a obra dela: interrogações, interrogações, interrogações...

Tuesday, January 15, 2008

RAINER MARIA RILKE

























Danaid - Rodin

...

Havia no fundo dele a obscuridade, o refúgio e a calma de uma casa, e ele próprio era o céu acima, era a floresta em torno, e a extensão, era o rio que corria para sempre diante de si. Que solitário, aquele velho, estragado nele próprio, de pé, carregado de seiva, como uma velha árvore de outono. Ele se fez profundo; cavou uma profundidade em seu coração, cujas batidas vêm de longe, como do centro de uma montanha. Seus pensamentos circulam nele, enchem-no completamente de gravidade e de doçura sem se perder em superfície. Ele se endureceu, fechado ao inessencial, e se ergue em meio aos outros homens como sob a proteção de uma velha casca. Mas para o essencial ele se desata imediatamente, e perto das coisas, ou quando os homens e os bichos o tocam mudos, à maneira das coisas, ele se abre inteiramente. (...) O que ele olha, o que ele envolve em sua contemplação é sempre para ele o universo único onde tudo se produz; quando ele modela uma mão, ela está sozinha no espaço, nada mais existe além dela; Deus, em seis dias, só criou uma mão, é em torno dela que espalhou as águas, acima dela que abobadou o céu; e quando tudo foi acabado, ele repousou de a ter criado, e houve um esplendor e uma mão.

(carta de Rainer Maria Rilke à Lou Salomé, narrando o escultor Rodin, em poesia)

Humana, demasiado Humana (ed. Rocco )- Biografia de Lou Salomé por Luzilaá Gonçalves Ferreira

Tuesday, January 08, 2008

REVISTA ABRELATAS





Lançamento do n° 1 da Revista em Fevereiro, mais notícias em breve.


Revista AbreLatas com periodicidade bimestral, a Revista Abrelatas será distribuída de forma gratuita, visando instigar a discussão literária e a divulgação do trabalho de poetas, tradutores, cronistas, contistas, ensaístas e romancistas.


Maiores informações sobre a revista no site da Editora Inverso:

ESTAS MULHERES

Com o livro de Hilda Hilst nas mãos "Do desejo". Apanhei hoje na Biblioteca Pública. Para minha surpresa - autografado. Fiquei lendo relendo, fiquei bebendo a letra atrevida. Um autógrafo de Hilda. É a primeira vez que toco sua letra... Fico sem saber se um documento público pode ser publicado, mas, ali ela se diz - inteira poesia, e depois conclui: Oh! Modéstia minha!
Genial Hilda. Saí da Biblioteca cercada de aço & mel - estas mulheres - Hilda Hilst e Lou Salomé.
Semana passada assisti - Quando Nietzsche chorou - Um filme que amei. Armand Assante, um eletrizante Nietzsche. Descobri que o site alma da palavra publicou a “Trilogia Nietzsche” e narra este encontro - Nietzsche-Lou Salomé - no filme ele interroga a garota:
- de que astro nós viemos?
mas, a tradução poética é:
de que estrelas nós viemos?
para ler os podcasts:
Tem programa novo também no Neuroscópio, do meu amigo poeta Rogério Santos:

Friday, January 04, 2008

A PRIMEIRA CHUVA DA PRIMAVERA




Silêncio de ipês
desmaiados
primavera
perfumada

a cessar
meu passo
a embalar-me
nesta chuva
de luz
sagrada

enquanto
sangra a terra
entre
o Tigre
e o Eufrates.

BÁRBARA LIA

Wednesday, January 02, 2008

O AMOR NOS TEMPOS DO CÓLERA





“Era inevitável: o cheiro das amêndoas amargas lhe lembrava sempre o destino dos amores contrariados” - O amor nos tempos do cólera (Gabriel Garcia Marquez)
Ele esperou cinquenta anos nove meses e quatro dias... Esperaria sessenta anos dez meses e cinco dias, esperaria setenta anos onze meses e seis dias... ou mais... simplesmente por esta inenarrável certeza: amor.
Esta certeza que cai como um raio um dia em nós.
Foi no ano de 1994 que caiu este livro em minhas mãos e jamais esqueci Florentino Ariza e Fermina Daza. Quando fui dizer feliz ano novo à minha vizinha octogenária - Yáyá - contei o enredo de uma nova história que quero narrar, e ela disse - Garcia Marquez.
Ela me disse que estava passando o filme - O amor nos tempos do cólera. Rever Javier Barden. Gosto imensamente de Javier Barden. Também Fernanda Montenegro que interpreta a mãe do apaixonado Florentino.
O amor é o mesmo - em tempos do cólera, ou não...

AVES DE ARREBENTAÇÃO

.
A poesia "Aves de Arrebentação" do livro "O sorriso de Leonardo" - publicado pela Kafka no final de 2.004, escrevi sob o impacto da leitura da biografia de Leonardo Da Vinci.
Ela está no nº 6 da Revista Lasanha:

Thursday, December 27, 2007

A ÚLTIMA CHUVA DE 2007

ilustração - Ane Fiuza


Não vivo o ritmo dos calendários.  
Novos tempos nascem como as crianças e a gente se aquece com o deslumbramento, mas, o novo também precisa ser cuidado, necessita o acalanto - desde a hora de limpar o líquido placentário até o instante do aconchego e do aleitamento. Devo amamentar, cuidar, zelar por um novo tempo... Eu o chamo: tempo da delicadeza.

Mas, o tempo que corresponde oficialmente a 2007 foi especial, com direito à publicação de - O sal das rosas - e - A última chuva - muitos recitais, muita troca... A notícia boa da publicação do meu romance -Solidão Calcinada - no primeiro semestre de 2.008. Andar pela XV com aquela sensação gostosa *minha vida sempre passa pela XV* mais uma vez eu atravessei a rua das flores com um transbordamento de felicidade...

A pintura é da Ane Fiuza - minha amiga artista plástica - ela leu - A última chuva - e desenhou a Bárbara ali.

La nave va...

"Não o convidei ao meu corpo" no Canal Senhora Literatura

  "Não o convidei ao meu corpo" no Canal Senhora Literatura da escritora Francine Cruz. https://www.youtube.com/watch? v=IxpCcdUM7...