
Monday, June 16, 2008
Sunday, June 15, 2008
Tratado dos anjos afogados
.
Conversa sobre poesia e literatura com minha amiga a escritora Bárbara Lia no msn :
Marcelo diz:
Olá meu anjo...
Bárbara Lia diz:
oi, tudo bem contigo?
Marcelo diz:
Estou no meio de um romance..chamado TRATADO DOS ANJOS AFOGADOS e você..escrevivendo muito?
Bárbara Lia diz:
Eu estou dodói, escrevendo um romance e algumas poesias...
Bárbara Lia diz:
Como é que a gente afoga anjos?
Bárbara Lia diz:
Ou como a gente desafoga anjos?
Marcelo diz:
É sobre cantores de blues e sambistas que nunca gravaram discos e outras figuras meio parecidas comigo e contigo...artistas em estado puro e bruto..flores selvagens do Ártico
Bárbara Lia diz:
Gostei disto, de ser uma flor selvagem, acho até que vou escrever uma poesia, acho que
Bárbara Lia diz:
Sou mesmo uma flor selvagem,
Bárbara Lia diz:
Eu gosto de blues, e de música sempre, de boa música,
Marcelo diz:
Vou te enviar uma cópia...
Marcelo diz:
Também amo o blues.
há uma corrente secreta ligando o blues e o samba da velha guarda...
Bárbara Lia diz:
Gostaria sim, de ler,
Marcelo diz:
Você está escrevendo um romance? sobre o que?
Bárbara Lia diz:É policial, e infanto-juvenil...
Bárbara Lia diz:
...
Marcelo diz:
hum..policial..oba! adoro Simenon..e Chesterton
...
Bárbara Lia diz:
Falta muito prá concluir,
Bárbara Lia diz:
Eu sou muito tímida prá falar sobre o que escrevo e não sou tão
Bárbara Lia diz:
Erudita...
Bárbara Lia diz:
Minha poesia é mais rica que a prosa, é o que penso...
Marcelo diz:
Talvez não exista a prosa..e tudo seja a poesia sob diversas formas..está será apenas uma questão formal num futuro breve.daqui há cinco minutos...
Bárbara Lia diz:
Na verdade eu acabo sempre misturando e minha prosa é muito poética, e minhapoesia acaba sempre contando alguma história, não é abstrata...
Marcelo diz:
O Lobo Antunes chama os romances dele de poemas..e a vocação da poesia sempre foi essa de desmistificar o real
Bárbara Lia diz:
Ou produzir uma nova realidade, é o que eu tento...
Bárbara Lia diz:
Mas, não sou muito teórica,
Bárbara Lia diz:
Eu sou a bruta flor, quer dizer, selvagem ainda, eu só sei sugar da rocha, a seiva, e não tenho nenhuma teoria... tenho uma ligação com ALGO, que me nutre, eu não sou minha poesia, sou só a condutora
Bárbara Lia diz:
Mas, não sou muito teórica,
Marcelo diz:
O Guimarães Rosa dizia a mesma coisa...
Será que há algum mistério no 'Ato em si' da escritura.
de um poema ou romance?
Bárbara Lia diz:
Há mistério em tudo...
Bárbara Lia diz:
Não tem nada a ver com mediunidade, mas, de uma aspecto mais sublime, como se fossemos mesmo antenas da raça, como dizia Pound...
Marcelo diz:
Vou colocar esse nosso papo no meu blog...posso?
Bárbara Lia diz:
Que responsabilidade!
*
A ESFINGE NA NÉVOA
Quando a alma
fala
já não fala a alma.
Se o corpo é sua escada
a língua é por onde
ela escapa?
Jamais sairemos
desse labirinto
de falsos silêncios;
Então, por que não cantamos
enquanto afundamos?
Ou por que não nos calamos,
até o fim da névoa
do labirinto
e do silêncio torpe?...
Se a canção da Ursa Maior
não nos alcança,
afundar no canto ausente
das sereias de antes,
e apesar da vitória
deste abismo em nós
de nossa secreta Ítaca
não estamos tão distantes.
Ítaca dentro de nós:
A torre, a amada a fiar o manto,
o cão cego e fiel,
a mesa, o vinho...
Ítaca – a felicidade-
escondida no mar de abismos
e nos labirintos de sal
- nossa casa-alma:
Esfinge na névoa
que sempre encontramos
no final.
BÁRBARA LIA / MARCELO ARIEL
Thursday, June 12, 2008
Poesia na sala de aula
VIOLETAS BRANCAS
Saturday, June 07, 2008
a Rodin
Sakountala - Camille Claudel
Durmo nua todas as noites na ilusão de que está a meu lado,mas quando acordo já não é mais a mesma coisa.
Um beijo
Camille
.
Sobretudo, não volte a me enganar.
(Camille Claudel 1891)
.
- Sakountala, que Camille concluiu em 1.888, foi a escultura/poema do tempo de felicidade, ainda. Após romper com Rodin ela seguiu com esculturas/poemas que delatavam a dor da perda e uma angústia em pedra - L'âge mur, La implorante, Hamadryade, Le dieu envolé e outras...
Junho tem muitos corações bregas na tv e em toda parte, esta ilusão fóssil de que todos os amores são leves voejantes e cor-de-rosa. O de Camille por Rodin retrata a impotência de uma mulher brigando com furor pela sua arte, e sendo descartada, assim, atirada ao asilo de loucos por trinta anos. O que aconteceu à Camille foi um dos grandes ultrajes à alma feminina, um abandono, como é o subtítulo da escultura - Sakountala - o abandono. Para qualquer um, ainda neste milênio, o espanto se instaura quando uma mulher toma as rédeas de seu querer, proclama seu desejo, desnuda-se em poesia, esculturas, ou de qualquer forma. Rodins ainda existem. E isto é uma pena. Camille pagou um preço alto demais por esta liberdade furiosa. Em uma carta Rodin a chamava - Minha furiosa amiga.
Friday, June 06, 2008
a Diego Rivera
"9 de novembro de 1951Menino-amor. Ciência exata.
vontade de resistir vivendo
alegria saudável. gratidão infinita
Olhos nas mãos e
tato no olhar. Limpeza
e maciez de fruta. Enorme
coluna vertebral que é
base para toda a estrutura
humana. Um dia veremos, um dia
aprenderemos. Há sempre coisas
novas. Sempre ligadas à
antiga existência.
Alado - Meu Diego meu
amor de milhares de anos.
Sadga. Yrenáica
Frida.
DIEGO"
- FRIDA KAHLO -
Thursday, June 05, 2008
a Henry Miller
Tuesday, June 03, 2008
a Lúcio Cardoso
Donna bionda di spalle, 1930 (Giorgio de Chirico)Sunday, June 01, 2008
a Rainer Maria Rilke
Versión de Severo Sarduy (de la traducción de Lola Díaz)
Saturday, May 31, 2008
IL POSTINO
trailer do filme: https://www.youtube.com/watch?v=c1QDNodi52M
...
Número 01. As ondas em Cala di Sotto. Ondas Pequenas.
Número 02. Ondas grandes.
Número 03. O vento nos rochedos.
Número 04. O vento nos arbustos.
Número 05. As redes tristes do meu pai.
Número 06. O sino da Igreja... com o padre.
Número 07. Céu estrelado da ilha.
Número 08. Coração de Pablito.
...
Friday, May 30, 2008
RIMBAUD

Jean-Nicolas Arthur Rimbaud
Quem? A eternidade.
entrará na minha alma.
***
Para Rimbaud a poesia era uma alquimia - verbo e sentidos.

Thursday, May 29, 2008
Coral da UFPR
Porão Loquax

Porão Loquax com Cósimo de Médici, Dante Alighieri e exposição
21h abertura da exposição "Retratos" de Albert Nane.
Serão apresentados em primeiríssima mão trechos da peça que trata dos últimos dias de um dos homens mais importantes da Europa no século XV, uma trama de ficção histórica do historiador da arte e escritor Fabrício Vaz Nunes, com Pagu Leal, Gloecyr Alves e Andy Gercker.
23h A Comédia Divina de Dante Alighieri
O grupo de estudos organizado por Paulo Bearzoti e Rodolfo Jaruga recitará trechos da obra de Dante Alighieri, de traduções de excertos e de composições por ela influenciadas. Entrada R$1,99
Wonka Bar: Trajano Reis, 326
fones 3026 6272 : 9142 0810
Leão lírico
Tuesday, May 27, 2008
Minas Gerais

Era domingo, a noivinha mineira toda feliz porque agora ia, subiu na charrete e zarpou. Passando no Triângulo o cavalo não fez a curva, a noiva caiu de cabeça. O noivo até hoje espera, capiau no altar, sozinho. O cravo, murchinho, na lapela, cheirando a defunto.
Leonardo Fernandes Paiva
Domingo de circo
Toda tua chegada nessa radiosa manhã de domingo enbandeirada de infância. Solene e festivo circo armado no terreno baldio do meu coração.
As piruetas do palhaço são malabaristas alegrias na vertigem de não saber o que faço.
Rugem feras em meu sangue; cortam-me espadas de fogo.
Motos loucas no globo da morte, rufar de tambores nas entranhas, anúncio espanholado de espetáculo, fazem de tua chegada minha sorte.
Domingo redondo aberto picadeiro, ensolarado por tão forte ardor, me refunde queima alucina: olhos vendados, sem rede sobre o chão, atiro-me do trapézio em teu amor.
Frei Betto
(A arte de semear estrelas – Ed Rocco)
- Escritor e Assessor de Movimentos Sociais. Nascido em Belo Horizonte, estudou jornalismo, antropologia, filosofia e teologia. Autor de 54 livros de diversos gênios literários. Prêmio Jabuti, 1982 pelo livro de memórias – Batismo de Sangue – Prêmio Juca Pato por Fidel e a Religião. Típicos tipos – coletânea de perfis literários (Jabuti de Crônicas e Contos – 2.005).
PRANTO PARA COMOVER JONATHAN
Os diamantes são indestrutíveis?
Adélia Prado
nasceu em Divinópolis, Minas Gerais, no dia 13 de dezembro de 1935
existe uma cerca de arame farpado
suspensa e tensa a flutuar
seu corte é fino
sangra, inflama a carne
a alma queima e arde por respirar
girassóis atropelados camuflados no lixo
agora passeiam cúmplices junto aos urubus
Renato Gil
Labirintos – editora Por Ora
Livro vencedor do prêmio de Poesia entregue pela UBE-RJ em 1997. Renato e eu, os únicos premiados sem acompanhante naquele prédio lá em Botafogo, em junho de 1998. Conhecia apenas dois poetas no Rio, naquela ocasião: Mano Melo e Cristina Villaça. Cristina estava dando aulas em Teresópolis e Mano – que viria para o evento – teve que regravar o último capítulo da novela Mandacaru e não apareceu. No outro dia foi meu guia turístico. Atencioso, me apresentou lugares do Rio antigo, e me fez rir e conheci a Cinelândia, comemos macarronada. Visitei Paquetá, foi um passeio e tanto. Meu primeiro prêmio, quis ir lá, mesmo que fosse apenas uma Menção Honrosa com uma crônica que escrevi sobre a Rua que eu amo, a Rua XV. “Se essa rua, se essa rua fosse minha...” Stella Leonardos me apresentou o Renato, dois perdidos naquele evento, um menino lindo, claro, de uma inteligência que saltava em cada palavra. Nunca mais vi Renato, mas, ele me entregou o seu livro ali mesmo no Teatro, e escreveu – “Para Bárbara do Sul, que o norte lhe seja claro”
Re-encontro
Natural de Dores do Indaiá, MG vive em BH, onde se graduou em Letras pela UFMG (português, francês, italiano, espanhol). Poeta e contista premiada, tem publicações impressas e virtuais, no país e no exterior. Participa de várias antologias e é citada em diversos Dicionários de Escritoras, como o de Nelly Novaes Coelho (USP). É haicaísta. Idealizadora e editora do mural poético Mulheres Emergentes (1989)
http://mulheresemergentes.blogspot.com/
Sunday, May 25, 2008
Bárbara sonora
Saturday, May 24, 2008
Mia Couto
A mãe de Mia Couto rezava
para ele não se tornar poeta.
Nada altera a gênese desta raça,
nem mesmo a reza.
- Bárbara Lia - escrito enquanto via o Mia na Roda-Viva da Tv Cultura.
...
Pergunta-me
Pergunta-me
se ainda és o meu fogo
se acendes ainda
o minuto de cinza
se despertas
a ave magoada
que se queda
na árvore do meu sangue
Pergunta-me
se o vento não traz nada
se o vento tudo arrasta
se na quietude do lago
repousaram a fúria
e o tropel de mil cavalos
Pergunta-me
se te voltei a encontrar
de todas as vezes que me detive
junto das pontes enevoadas
e se eras tu
quem eu via
na infinita dispersão do meu ser
se eras tu
que reunia pedaços do meu poema
reconstruindo
a folha rasgada
na minha mão descrente
Qualquer coisa
pergunta-me qualquer coisa
uma tolice
um mistério indecifrável
simplesmente
para que eu saiba
que queres ainda saber
para que mesmo sem te responder
saibas o que te quero dizer
Janeiro 1981
- MIA COUTO - Raiz de Orvalho e outros poemas (Ed. Caminho)
Patchouli
Mês passado entrei em uma exposição do Boticário lá no Estação Plaza - História do Perfume no Brasil. Agora recebi um lindo presente da minha querida amiga Marina Teixeira, lá de Belém do Pará. A bonequinha de patchouli, e muitos sachês de patchouli. É um tanto distante Belém, mas, vez por outra Belém me visita. Em 2001 trabalhei com Ana Marcelle que é lá do Pará, e fiquei a pensar na alma dos paraenses. Minha madrinha é de lá. Minha Tia Yolanda, que eu não vejo faz muito tempo, pois também vive em distantes terras - Rondônia - Mato Grosso. Tia Yolanda fala macio, uma lady. Vez por outra eu penso nesta doçura do Pará, nas conversas com Ana, voz suave, idem. Belém tem esta poesia delicada, de voz feminina, porte gracioso e agora, um cheiro ardente de Patchouli.
Curtas na cinemateca
Local: Cinemateca de Curitiba – Rua Carlos Cavalcanti N° 1174
Data: 26 de maio
Entrada Franca
Direção: Wellington Sari
Produção: Alumiar Filmes e Pé em Quadro Filmes
Gênero/Duração: Ficção — 20 minutos
Informações: Diko - (41)8869-7565
Na mesma noite, exibição de curtas da produtora Processo Filmes:
[colorado esporte cluBE], de Fábio Allon.
Cristo, de Adriano Esturilho
Tuesday, May 20, 2008
O ar do amor que nos afoga
Divinos
De barro
Nutrem-me
No agora
(seco)
Recordo
O pasto
O rio
O vôo
O grito
Que acordou
Os igarapés
O aroma
Das mexericas
A menina
Alemã
Com cheiro
E cor de feno
O olhar das vacas
O arame farpado
(nunca recitei às vacas
versos de Chaucer
qual Sylvia Plath)
Nenhum palco
Improvisado
Em um abril
Cinza
Gris
Gray
Grigi
Lençóis
Cinzentos
Ao vento
Denunciam
O ar
O ar
O ar
O elemento
Que às vezes
Arde
E às vezes
Falta.
Cop9 - Mop 4

Por João Gonçalves, do WWF
Bonn (Alemanha) - Ao tomar posse da presidência da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), na cerimônia de abertura da 9ª Conferência das Partes da CDB, na segunda-feira (19), em Bonn (Alemanha), o Ministro para Meio Ambiente, Conservação da Natureza e Segurança Nuclear da Alemanha, Sigmar Gabriel, lamentou a saída de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente do Brasil, e saudou o nome de Carlos Minc. Ele também reforçou o forte vínculo entre a conservação da natureza e uma política efetiva para a proteção do clima.
“Fiquei tocado com a renúncia da ministra Marina Silva na semana passada. Mas sei que maioria dos ministros de meio ambiente do mundo perdem horas de sono pensando como diminuir a distância do que deve ser feito e do que é possível fazer”, afirmou Gabriel, citando que é um desafio mudar o modelo de desenvolvimento vigente por décadas, baseado na transformação de florestas em terras para a agricultura, para um modelo comprometido com o desenvolvimento sustentável.Gabriel desejou sorte para Carlos Minc, indicado para ser o novo ministro do Meio Ambiente do Brasil, e pediu seu comprometimento para atingir as metas globais previstas para 2010 - ano base para o qual a comunidade internacional projetou alcançar resultados significativos na redução da perda de biodiversidade.O ministro alemão recebeu a presidência da CDB das mãos do embaixador brasileiro Raymundo Santos Rocha Magno, representando o Brasil que presidia a Convenção desde a realização da 8ª Conferência das Partes, em Curitiba, em março de 2006.
Em seu discurso, Gabriel afirmou que após 16 anos da realização da Rio 92, a vida na terra tornou-se um ponto crucial. “A taxa de extinção de espécies é de 100 a 1000 vezes maior do que a taxa natural aceitável. As florestas do mundo estão incrivelmente ameaçadas.Anualmente o mundo perde uma área de floresta que equivale a três vezes o tamanho da Suiça”, disse ele, lembrando que a biodiversidade é essencial para a proteção do clima, e paralelamente, uma política climática bem-sucedida pode reverter a perda de biodiversidade: “Conservação da natureza é proteção do clima. E proteção do clima é conservação da natureza”.
Engajamento alemão - Durante entrevista coletiva concedida após a cerimônia de abertura, o secretário executivo da CDB, Ahmed Djoghlaf, salientou na presença do ministro Gabriel, a importância do comprometimento alemão para o bom andamento das negociações durante o seu mandato na presidência da Convenção, em especial no tema de acesso e repartição de benefícios. “A situação atual não é mais uma opção. Precisamos de engajamento e comprometimento para chegar em 2010 com metas cumpridas”, afirmou Djoghlaf, lembrando que a 10ª Conferência das Partes da CDB, será realizada em Nagoya (Japão), em 2010
do site:
http://envolverde.ig.com.br/?edt=57
La nave va...
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INSÔNIA Este é o século da nossa insônia Mentes plugadas em telas isonômicas Longe dos mitos e da cosmogonia Dopados de “soma” e ...





