
COMO SE EPÍLOGO, OU
SALVA DE PALMAS: O POETA
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por que editar um poeta?
por seu poema por onde
a angústia
....- não dita
....inefável
....abjeta -
o poeta secreta?
....- jogou a merda
....pra ser
....escrita
....fê-la
....- fêz-se -
....concreta.
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flores das flores
(do mal)
por que a seleta
dentre as dores
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.....- Veloso cantou:
....pra que rimar
....amor e dor?
por que fazer
da ermida triste
jardim de rumores?
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voz vozerio
palavra silente
se faz desafio
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páginas
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leia-se a pá
.........a lá
.......a vrá
.....- Norato dixit -
pólvora alvará
de leituras e harmonizações na face pó de arroz das folhas -
- livro folhas das folhas milfolhas de mil e uma utilidades
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vaidades
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CANÇÃO DE MEDICINA
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para uma alma sedenta
um jarro só de água-jasmim
..... .. não basta
toma! essências de limão e romã
curam o amor te deixam sã
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ai de ti alma sedenta
nem fetiches nem feitiços
nem rezas de poeta
teu abismo é dos perfumes
do reino de Afrodite
e não resistes
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Tudo é circular, tudo é jogo, tudo é sensualidade, tudo é válido para se fazerem as declarações. É como uma graça que se organiza na "utopia do sono", que apela também às vaidades e miragens que este ofício demanda. Como uma canção vinda de montanhas de séculos de poesia, aqui o poeta dá os seus pontos e cria os seus nós.
Efraín Rodríguez Santana






