Monday, May 28, 2012
Friday, May 25, 2012
Ernest Hemingway e Martha Gellhorn
MARTHA GELLHORN ON LONELINESS
I have my own medicine against loneliness reaching the degree of despair: I read. I read as one swims to shore—when reading anything, I am not there, and therefore not alone; I am somewhere else, in the book, with those people. Probably the reason I read mainly novels; I join other lives. And also when writing because then too, I am not there, not me, not this special mass of blood and flesh with all its tedious problems; I am a conveyor, a tool, I am living in the lives I am making. Beyond these two medicines, I have nothing. But once you accept being lonely, dearest Betsy, it becomes much easier; one is not frightened of being alone.
_ Uma produção da HBO: Hemingway e Gellorn - O escritor e sua terceira esposa durante a Guerra Civil na Espanha. Deve demorar a passar em nossos cinemas, quem sabe... No Salão Internacional do Livro eu perguntei ao Eric Nepomuceno - Em que momento os poetas e escritores deixaram de ser a voz de seu povo? Ele considerou isto um ponto positivo, aqui no Brasil. Que bom que não precisamos mais ir pedir apoio ao Chico Buarque ou Niemeyer... Sim, vivemos outro momento. Diferente dos dias obscuros. Sim, é neste ritmo que gira a roda viva. A Palestina perdeu seus maiores representantes - Mahmoud Darwich e Edward Said. O que tentei dizer, mas, naquele instante não encontrei palavras, é que os poetas não são mais ouvidos pelos "donos do mundo", ao menos é o que penso. A Globalização foi a pedra que matou a Beleza. Darwich era respeitado por outros grandes homens, bem como Said. No entanto, nem toda a Poesia e a Clareza de suas mentes, nem a obra dos dois e toda poesia palestina não foi suficiente para mudar o panorama que segue segundo as leis globais. Os acordos que acabam sempre pendendo para o mesmo lado. Uma pena. O mundo perde a chance de ser mais humano e a voz dos poetas ninguém ouve mais.
Uma Poesia na Flip
**
"Umbrática Nuvem" na Antologia - Amar, Verbo Atemporal. Em fase de edição pela Rocco. Uma Antologia de Poemas de Amor organizada por Celina Portocarrero. Ela entrou em contato e pediu uma poesia inédita. Envolvida com os dois últimos romances que escrevo, a Poesia fica esperando ali, atrás da porta. Falta material. Os poemas chegam aos poucos. Da última safra, os sonetos/diálogos com Fernando Pessoa que o Rascunho publicou em Março, a poesia premiada no Prêmio Cataratas e alguns poemas de amor. Quem não tem uma paixão engatilhada nas veias pingando versos em conta-gotas? Foi desta minúscula produção que extraí este poema - Umbrática Nuvem - registro mais que belo de uma paixão.
O Lançamento da Antologia vai acontecer dentro da Flip (Off Flip).
Tuesday, May 22, 2012
Dalton
(Presente do meu amigo Pedro Carrano. Escritor e Jornalista, trabalha no Jornal Brasil de Fato. Livro de bolso de aspecto rústico, a capa com o mesmo papel do miolo. Amo livros de bolso... E livros artesanais.)
Uma manhã quando entrei na antiga Livraria Guerreiro o Eleoterio Burrego segredou com o entusiasmo nas dobras da voz, ele que é uma pessoa calma e maravilhosa - Faz um minuto que o Dalton saiu daqui. Eu disse- Jura? Eu não confessei o meu pouco entusiasmo em querer conhecer quem não deseja ser conhecido como cidadão comum e nem falar com quem não deseja falar com estranhos. Ainda assim, ficou aquela aura de mistério: O Dalton havia passado por ali. Sei que ele anda como um cidadão comum. Usa calça jeans, uma camisa simples xadrez e um boné. É assim que imagino o Dalton, como o fotografam à revelia por aí. Parabéns ao escritor. Um passo a mais em um caminho pleno. Uma lição. Que os livros belos apareçam e que os escritores se recolham. Só o que escrevemos importa. Curitiba no mapa e o frio enlaçando nossa alegria. Viva Dalton!
Vencedor do Prêmio Camões 2012.
Vencedor do Prêmio Camões 2012.
Monday, May 21, 2012
Bárbara Lia / Remedios Varo #5
Remedios Varo - Visita ao passado
“O silêncio como um oceano laminado”
Garras negras da morte
Farpas azuis da noite
Branca coruja de tocaia
Minha mãe rezando
Na sala
Meu pai fazendo
Um cigarro de palha
Bárbara Lia
A flor dentro da árvore (2011)
Saturday, May 19, 2012
Bárbara Lia / Remedios Varo #4
Remedios Varo (Transmudo)
CANTATA FUGACE
La cantata aviva el recuerdo.
El mar feroz, la barca.
Velamen afligido, clepsidra inaugurando el final.
Adiós a los besos en tu piel de nácar.
Nostalgia, soledad de hielo.
La cantata prosigue, Eolo lancinante.
Veo la ira impregnada en la mirada
Reluciente, la frente pálida.
Pasos huyendo, tilapia
Aflicta de vuelta a las aguas.
Mi mundo arenal
Encubierto de brasa.
El perfume del sándalo me eleva
Y la cantata aviva las lágrimas – anochece.
Bárbara Lia
Cantata Fugace
21 gramas / 2011
Friday, May 18, 2012
Bárbara Lia / Remedios Varo #3
“Dentro da minha flor me escondo...”
Baile das harpias
Em árvores carbonizadas
Rindo do fim
Fumaça sangra
Nosso jardim
A alma do éden
Adoentada
Bárbara Lia
A flor dentro da árvore / 2011
para comprar este livro:
barbaralia@gmail.com
Tuesday, May 15, 2012
Rua Fogo Esquina com Rua Água
Dois dias em Foz do Iguaçu para receber o Prêmio Cataratas (2° lugar - Poesia). Um belo final de semana e a passagem pelo Salão Internacional do Livro. Conheci os poetas Rodrigo Domit (terceiro lugar) e Tatiana Alves Soares Caldas (primeiro lugar) os poetas do Prêmio Cataratas. Também Emir Ross, de Porto Alegre, vencedor da Categoria Contos. Não gosto do formato das Bienais sob a batuta das grandes editoras... Mas, foi uma grata surpresa o Salão Internacional do Livro de Foz do Iguaçu. No Palco a apresentação de músicos locais. Uma trilha sonora eclética. Uma garota colombiana estudante da Unila cantou belamente - Paloma Negra - e outras canções latinas. Uma Professora colocou todos na roda com um tambor africano. Os estudantes dos grupos de Teatro encenaram a poesia primeira colocada e o conto primeiro colocado. É palpável o vento da Arte soprando em todo canto. Aquela aura viva que revigora.
De toda a programação estive apenas na fala do Eric na noite do encerramento e no debate da noite anterior - Do artesanal ao virtual: Consumo e Produção Lterária no Século XXI, com Reynaldo Damazio e Evandro Rodrigues do projeto Trajeto Cartonero. O silêncio poético da cidade a varrer o cansaço dos dias na capital e o barulho potente das águas estrondando nas pedras. Cerrar os olhos, e ouvir o canto da Natureza, o marulhar de espumas, a brisa que vem das águas. Contemplar a beleza das cataratas com o desejo de ficar e ficar...
A poesia do encerramento ficou por conta de Eric Nepomuceno, descartou as teorias e compôs um haicai de improviso para dizer quem era e a que vinha:
não sou ornitólogo
sou pássaro
eu só sei voar
Em um relato mergulhado em saudade, sem camuflar o seu carinho por Gabo, ele narrou belos dias ao lado do escritor Gabriel Garcia Marquez, desde o encontro de ambos em 1978 em Havana, até a convivência no México, na Rua Fogo esquina com Rua Água. Esta poesia que de tudo saltava, mesmo no endereço de Gabriel Garcia Marquez. Uma alegria saber que alguém acompanhou o escritor durante o tempo da escrita de um dos romances que eu mais gosto - O amor nos tempos do cólera. Este passeio ao lado de Gabriel Garcia Marquez foi um presente que o escritor nos deu, com sua fala cadenciada e com a poesia embutida entre as frases. Um belo encerramento para a minha curta passagem por Foz.
Foz do Iguaçu / Cataratas
Passeando pelas Cataratas - Parque Nacional Iguaçu - Patrimônio da Humanidade - registrei estas imagens...
Wednesday, May 09, 2012
Monday, May 07, 2012
em um mundo melhor
Em um mundo melhor - Direção: Susanne Bier - Elenco: Ulrich Thomsen, Mikael Persbrandt, Trine Dyrholm. O filme dinamarquês vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro / 2011.
Relutando quanto ao novo filme que narra o triângulo - Freud / Carl Jung / Sabina Spielrein, ou ver Sete dias com Marilyn, acabei com esta surpresa que vi em casa, uma improvável alegria considerando os filmes que passam na Tv a Cabo. O filme é atual, verdadeiro, potente e humano. Os dois meninos do filme são ótimos, a trama gira em torno deste encontro dos dois garotos no colégio e desencadeia uma infinidade de eventos. O médico humanitário considera válida a aceitação do escárnio e da maldade do mundo, apelando para o perdão e para a vitória através de uma postura quase zen. Ele crê em algo que se aproxima da não-violência de Gandhi. A grande dúvida é: Devemos calar quando alguém nos humilha? Aceitar as palavras, gestos rudes, as inverdades, as indelicadezas? O médico acredita que sim, para isto ele salva o sanguinário guerreiro e não incita o filho a usar as mesmas armas dos que o assediam. Esta visão ilusória de um mundo impossível. Em um mundo melhor, quem sabe? O outro caminho, o da revanche, o não calar, o revidar... Este leva e eleva o mundo ao patamar sem glória, espiral sem fim de destroços de almas, matéria, beleza.
Em um mundo melhor este filme seria ficção. Em nosso mundo é apenas a visão exata da maldade possível, das utopias (elas ainda existem) e da necessidade de conhecer a alma das crianças. Estas potências em explosão.
Sunday, May 06, 2012
Para Camille, com uma flor de pedra
Para Camille, com uma flor de pedra - Bárbara Lia (21 gramas)
cada livro artesanal leva, agora, ao final o sumário da coleção 21 gramas
Para Camille, com uma flor de pedra - apresentação de Kátia Torres Negrisoli
Primeira poesia do livro que leva o título da escultura de Camille Claudel - Sakountala
- O projeto "21 Gramas" reúne 21 pequenos livros artesanais de poesia - inventário poético de Bárbara Lia, ao lado de outros seis livros lançados de forma tradicional.
fotos - Kátia Torres Negrisoli
Wednesday, May 02, 2012
Holocausto dos Livres - Prêmio Cataratas
"Paisagem ao Luar com acompanhamento - Serenata de Tosseli". 1958 - Salvador Dali.
Holocausto dos Livres
Hitlers sonâmbulos jogam vôlei com a lua
Afugentam pássaros, queimam ciprestes
Enquanto pequeninas Franks registram -
No escuro - o belo impregnado de pólvora:
Açucenas atiradas no cais do amanhã
Árias flutuando no esperma dos anjos
A paz silvestre de um beija-flor avelã
A sugar a rosa divina em voo distraído
Franks esmagadas no ar do ódio inócuo
Enquanto mil Hitlers de oco cego ego
Brilham ácidos no altar da prepotência
As pequeninas meninas – Annes
Franks modernas vestidas de lilás -
Escrevem trancadas em armários
Meio a ratos e candelabros de fogo
Uma arca flutuando acima de suas auras
Um graal tecido entre as tranças loiras
Escrevem contra o tempo, suam crisântemos
A ampulheta do escárnio acelerando o fim
O mundo compactua - cego contumaz -
O holocausto da beleza em andamento
Hitlers sádicos a queimar os lírios da paz
A raptar a lua para iluminar seu bacanal
Bárbara Lia
Prêmio Cataratas de Contos e Poesias (2012) - 2º Lugar
Saturday, April 28, 2012
PRÊMIO CATARATAS DE CONTOS E POESIAS
Recebi uma bela notícia da Fundação Cultural de Foz do Iguaçu, sobre o PRÊMIO CATARATAS DE CONTOS E POESIAS. Minha Poesia "Holocausto dos Livres" ficou em Segundo Lugar. A entrega do Prêmio será durante o Salão Internacional do Livro Foz do Iguaçu - 2012.
A poesia abre as asas e me leva para todo lugar. Até o final do ano duas antologias especiais, uma delas é parte do Projeto - Café, Leite Quente e Poesia. Evento que inaugurei com Edson Falcão no final de 2010 com o tema Sublime x Pitoresco. Alguns poemas sublimes vão entrar neste livro. Projeto organizado pelo Elisson Silva no Paço Liberdade, espaço do SESC aqui em Curitiba. O fio da Poesia não desata. VIVA A POESIA!
Thursday, April 26, 2012
Parisbiru
Peabiru na Primavera - Foto de Adelaide Ganassin
Peabiru é o meu refúgio mágico. Minha Pasárgada. Éden antigo. A felicidade andava colada ao meu ombro direito quando eu vivia ali. Eu vivi ali dos cinco aos dezesseis anos. Foi ali que cursei todo meu ensino básico. Quando eu fui para o Ensino Médio (atual) meu pai decretou que minha inteligência ia ser desperdiçada se eu cursasse a Escola Normal. Acho que meu pai desviou meu destino que era para ser professora desde sempre e escritora há muito. Tenho uma parcela de culpa pelas minhas exageradas notas em Matemática. No último ano do Ginásio eu tirei dez em três bimestres e no último, como eu já havia mesmo passado de ano, eu tirei 9,5. No ano que o Brasil se sagrou Tri-Campeão no México, comecei a estudar o Científico na vizinha cidade de Campo Mourão. De ônibus de linha, com minha irmã Tere, Solange a filha do Prefeito, Delcimar que era filha do dono do cartório, a Eugênia, uma pessoa de uma candura imensa que eu nunca mais vi. Meu pai era um sonhador que vivia mergulhado em livros e só saia para medir terras (ele era agrimensor) quando o dinheiro estava acabando, naquele ano ele foi à luta para possibillitar que duas de suas filhas viajassem todos os dias para concluir o curso. No final do segundo ano ficou mais prático ir viver em Campo Mourão, onde os filhos foram em busca de trabalho, inclusive eu, aos dezesseis anos. Aos dezenove anos eu me formei em Estudos Sociais. Havia deixado para trás aquele reino encantado, que se chama Peabiru. Um destes lugares para onde as pessoas sempre voltam, onde todos tem histórias, memórias, ligações. Uma cidade que para mim sempre foi bela, apesar da pobreza, apesar da infância de menina com sequelas de poliomielite, apesar da ausência de coisas que as crianças tem hoje em dia. Havia a montanha de serragem de uma laminadora onde a gente descia como quem esquia na neve. Haviam as beneficiadoras de café, e nos tempos de total falta de grana, escolhíamos café, os filhos todos ao redor de uma mesa imensa. Havia o Cine Vera e filmes todos os domingos, pois meu irmão mais velho era o Alfredo da nossa cidade... Qual no filme Cinema Paradiso, ele era o moço que projetava os filmes. A primeira vez que minha irmã me tomou pela mão e mostrou o menino bonito, vestido de verde, além de uma cerca verde, em uma cena que lembra - Grandes Esperanças. Aquele filme de poesia verde com Ethan Hawke. O mistério de uma infância só mesmo os anjos entendem. A poesia Chá para borboletas que evoca o quintal da vizinha. O Tejo que nunca passou pela minha aldeia, na tarde em que adentrei um riacho lindo, de água rasa, coberto por galhos imensos de uma árvore exótica. O medo das vacas na chácara do leiteiro. A chegada do caminhão de mudança naquela casa pequena que era a última de uma rua que ficava de frente para a rodovia e aquela resposta do meu irmão protetor, quando eu apontei a sequência de casas lá no alto e perguntei...
- O que tem lá?
E ele respondeu sem titubear...
- A fazenda Santa Rita.
Eu tinha onze anos e via aquelas senhoras de rostos pintados que atravessavam a cidade em charretes como se a gente ainda vivesse em um filme de faroeste. Elas eram as prostitutas e viviam naquele aglormerado de casas, que por um tempo eu acreditei piamente que era a Fazenda Santa Rita. A cidade com seus costumes, a vida rígida.
Bateu este banzo, este texto que alguém pode até dizer - piegas - mas, encontrei toda gente neste tal de Facebook; Na comunidade com o nome da cidade, que alguém comparou com Paris, preciso saber quem para dar o devido crédito. No final, todos os que passaram a infância e adolescência lá sabem que lá é uma cidade Luz, nossa Meca, nosso lugar... Acho que vou retirar da gaveta aquele livro de memórias e retomar o traçado dos momentos de ouro, a risada do pai ecoando pela sala, o barulho da máquina de costura da mãe uma canção de beleza, meu irmão imitando o Elvis em um topete, as minhas irmãs enfrentando pai e avó para usar uma mini-saia e as estrelas cadentes rasgando as noites silentes.
Wednesday, April 25, 2012
poesia roubada
Quando encontro uma frase, um texto, um poema que amo, eu roubo para mim...
Quantas poesias a gente lê e pensa - é tudo que eu queria dizer...
Hoje eu encontrei esta bela poesia do Miguel Torga no Facebook, o meu amigo Leonardo Paiva de Pedralva postou e eu "roubei"... e lembrei a canção do Milton Nascimento, a ARTE, que seria de nós sem a ARTE?
Súplica
Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.
(Miguel Torga)
Monday, April 23, 2012
Dia do Livro
Hoje é dia do livro. Decidi presentear os leitores da minha página.
1 exemplar do livro - A flor dentro da árvore - Poesias
1 exemplar do livro - Constelação de Ossos - Romance
3 livros artesanais - Chá para as borboletas, NooN e Para Camille, com uma flor de pedra.
A escolha de qual livro deseja receber é de quem comentar primeiro. Basta deixar o nome e o título... e enviar um email para mim, com o endereço para remessa.
Meu email - barbaralia@gmail.com
Feliz Dia do Livro a todos!
Friday, April 20, 2012
A flor dentro da árvore - Bárbara Lia
“A real cicatriz você tem?”
(Emily Dickinson)
Signo de Salomão
Na palma
Napalm na pele
Da alma
Tatuagem recebida
No berço
Caligrafia de Deus
- Risco estrela -
Que oblitera a pele canela
O mel de flor evaporada
Os traços arcaicos
Incinerados no espelho
Reflete
Em branca fogueira
Intacta
Minha alma
Ignorata
Bárbara Lia
A flor dentro da árvore/2011
Signo de Salomão
Na palma
Napalm na pele
Da alma
Tatuagem recebida
No berço
Caligrafia de Deus
- Risco estrela -
Que oblitera a pele canela
O mel de flor evaporada
Os traços arcaicos
Incinerados no espelho
Reflete
Em branca fogueira
Intacta
Minha alma
Ignorata
Bárbara Lia
A flor dentro da árvore/2011
el río de mi aldea
El Tejo nunca pasó por mi aldea.
Tierra roja y sol.
El río me bautizó niña
Quedaba al final de la calle
En la chacra del lechero.
Primero a abrazar y helar
Las delgadas piernas.
Río con gusto de Dios.
Adulta, crucé ríos de dimensiones marítimas.
Puentes inmensas que no conducían a Dios.
Dios vive en las pequeñas cosas.
Los grandes ríos son catedrales.
Dios, a veces se exilia.
Recorre millas
Para acariciar ángeles
En arroyos tristes.
Bárbara Lia
Cantata Fugace - 21 gramas/2012
Paul Cézanne
Tuesday, April 17, 2012
Série: Os Manequins
(...)
Calo-me.
Reparei de repente que não estavas aqui. Pus-me a falar a falar. Coisas de mulher desabitada. Sei que um dia desviarei sem ti os passeios rectos esvaziarei os gordos manequins falantes. A razão é uma chapa de ferro ao rubro: se acredito na tua morte começo o suicídio.
(...)
Luisa Neto Jorge
fragmento do poema - Difícil poema de amor.
http://www.truca.pt/raposa_textos/palavras_124_luisa_neto_jorge.html
Série: Os Manequins
corset laced manequins
o manequim de dentro reflexo do manequim de
fora. Se você me olha bem, me vê também no
meio do reflexo, de máquina na mão.
Ana Cristina Cesar
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