Thursday, April 09, 2015

Bárbara / Plath



























Vida muita Vida
Ar raro Ar/Luz
Luz toda Luz -
Amor excesso/
Excelso tempo
As dores toscas
A morte lenta
Tudo escoando
O Ar voltando -
Raio possante
Cavalo do céu
Menos. Eu digo
Menos. Calma
Vida retornada
Ar curativo Blue
Permito sua lerda
Chegada. Sim!
Devagar o Ar
Raro Ar em mim
Para não detonar
O estropiado
Coração


Bárbara Lia


Monday, April 06, 2015

escrever...

foto by winona evelyn




Meu pai é - com certeza - alguém que merece ter sua vida registrada. Chegou o momento de encontrar tempo para mergulhar na trilha que o levou - menino - no lombo de um burro ao sertão paranaense. É o início, um menino que cresceu ao lado dos Caingangues lá em São Jerônimo da Serra e que viveu com o - poético - atrelado às suas roupas. Quer fosse sua roupa de desbravador e peão, quer fosse aquela capa de chuva da cor cinza, que o tornava uma espécie de Cary Grant, um homem belo. A vida e tudo que sou tem este tom de Grandeza graças ao tom lírico com o qual ele me apontava tudo... 


No mais, vou ficar aqui, nesta sala quieta, com suas falas, memórias, poemas e a certeza de que preciso - agora - antes que meu tempo acabe, falar sobre este homem e é a vida dele que precisa ser narrada, não a minha...
Quando imprimi os contos pueris falando sobre minha vida de menina em Paraísos de Pedra, algumas primas que conviveram com meu pai ficaram tocadas com a lembrança dele, foi como um grande presente sentar-me com aquelas senhoras e ouvir sobre este - reconhecimento - elas diziam, é assim que ele era, como está no teu livro. E sugeriram que eu falasse mais sobre este homem que tinha uma paixão pela Poesia, que lia grandes filósofos e que tinha um pensamento (politico) bem diverso do meu.
Na virada do século quando comentei com Frei Betto que me sentia muito estranha ao me sentir tão à esquerda e admirar pessoas que meu pai detestava, sendo que - ao mesmo tempo - ele era meu amor maior e a grande inspiração do meu caminho... Então, ele sugeriu, por ficar também literariamente mais poético, que eu retirasse o sobrenome. Não estou atada à nenhuma raiz familiar quando escrevo. Sou apenas a menina cujo nome ele escolheu, longe dos laços de uma família conservadora, que tende à direita e que não concordaria com quase nenhum dos meus pensamentos. Ainda assim, fomos companheiros em uma jornada incrível. A Vida. A nossa vida, quase quarenta anos de um encontro entre uma menina poeta e seu pai... Preciso escrever isto, antes que seja tarde demais...

Wednesday, April 01, 2015

...uma rosa adulterada



by Tina Modotti





 (uma deusa é uma deusa é uma deusa)





Quem – neste tempo
de futilidades –
encarnaria
uma deusa antiga?







 (um cais é um cais é um cais)


                                                                         
Beijar a quilha
Do velho navio
Que te depositou 
Neste cais





(uma primavera é uma primavera é uma primavera)





Fique em silêncio
como um ramo seco
vem aí
uma primavera
a te florir


  



(um olhar é um olhar é um olhar)





“Apenas se olharam. Olharam-se era a casa de ambos”
(José Saramago)



E fico a olhar teu rosto
O olho esquerdo me ama
O direito rasga-me - navalha fria
Segue pelos flancos a desenhar estrelas
O sangue escorre doce para o chão frio
O sangue se transforma em rio
Meu néctar fluindo mel vermelho
E nele tudo que é vida diz teu nome

Bárbara Lia

Poemas do livro - RESPIRAR (2014)



Wednesday, March 04, 2015

10 anos e muita Poesia

Há dez anos nascia este blog. No início era uma espécie de cartão de visitas. As pessoas que conheci graças ao blog, os poetas com quem mantive diálogo, os caminhos que esta página abriu... Este blog foi essencial para a minha caminhada como Poeta e Escritora. Por mais que não tenha a mesma rotina diária, eu estou sempre aqui. Meu pequeno espaço de Liberdade. Não dá para dizer o quanto esta - vitrine virtual - foi responsável por coisas belas. Fico aqui com desejo de publicar algo inédito e não posso. Dia desses decidi montar um livro de Poesia, a gente sempre diz que não vai mais participar de concursos, mas, não resiste. Este ano vou tentar um Concurso de Poesia...
É isto... Para este ano apenas uma interrogação. Nada concreto, quem sabe deixar que o vento da Poesia conduza os dias... Abraço aos leitores do blog. A Poesia segue...


Paraísos de Pedra

O livro - Paraísos de Pedra - contos e memórias da infância, está em promoção no site da Editora Penalux, link abaixo. 





http://www.editorapenalux.com.br/loja/product_info.php?products_id=110

Para saber detalhes do livro, uma matéria da Gazeta do Povo - Caderno G - link AQUI

Sunday, March 01, 2015

10 anos do "Chapar as Borboletas". A festa é nossa!


No dia 04 de março de 2005 nasceu o meu blog. Antes das redes sociais os blogs foram vitrines. Os poetas apoderaram-se desta ferramenta. Um tempo suave como o voo das borboletas. Eu havia acabado de lançar - O sorriso de Leonardo. O blog levou minha Poesia pelo Brasil e pelo mundo...

*


Tentei abrir os comentários para todos, a ideia inicial, para quem leu aqui, era sortear dois livros... mas, a ferramenta não ativou os comentários.

Para comemorar esta data, vou dar os dois exemplares de "Respirar" de forma simbólica. Para os poetas de Curitiba, na pessoa do Ricardo Pozzo que na terça lança seu livro no Wonka Bar, se algo impedir minha ida até lá: Pozzo, um "Respirar" pra você. Pozzo lança pelo selo Patuá o seu livro - Alvéolos de petit pavê, no evento Vox Urbe, entrada R$.8,00 - o livro será vendido a 35,00 apenas cheque e dinheiro. Vamos lá!
- a partir das 19h no WNK Bar - Rua Trajano Reis, 326 - Curitiba - PR -

Simbolicamente para os poetas que não são de Curitiba, vou enviar um exemplar para a Mariana Gouveia de Cuiabá, que ao citar o blog evocou esta data - e para ela o meu mais recente livro.

É isto! 

Saturday, February 28, 2015

em linha reta





Viver é habitar reticências...

Bárbara Lia
(em linha reta)

Wednesday, February 25, 2015

+ um poema antigo

Blue-Ash Man

Blue-ash man 
Passava dias sob o sol colhendo hortelã & anis
E noites lecionando inglês para meninas apaixonadas
Olhar azul escuro bordado de luar 
Pele canela com gosto de pecado


Blue-ash man 
Deve estar velho alquebrado e triste
Não mais o corpo Adônis colado 
Ao meu ao ritmo de My Mistake
Em varandas chorando verde 
De samambaias e esperanças


- Na semana toda 
Eu levava aquele aroma curativo 
Que transmigrava
da pele dele para a minha -

Blue-ash man perfumado de calmante. 
Lábios de cuba-libre

- Dois corações errados 
Dois corpos tão certos –
Dançando ao ritmo de Pholhas:

“I am paying for my mistake”

Bárbara Lia 




 

Sunday, February 22, 2015

Um poema do livro "Respirar"






O Céu azul, não era
Dessa cor, antigamente;
Era branco como um lírio,
Ou como estrela cadente.

Florbela Espanca





Céu de rosas desfolhadas por Apeles
E sol mãos de assassino a pousar
Nas felizes casas brancas do mar

Amar esquecer amar esquecer
Amar de novo, esquecer outra vez
Restos da ave de aço em seu túmulo

A luz bruxuleia e Espanca
A chuva ainda é velha amiga
O céu se abre em lírios e estrelas
E a Flor bela ainda nos sussurra:

     “Uma alegria é feita dum tormento,
       Um riso é sempre o eco dum lamento”

Bárbara Lia 
Respirar (2014)
Página 45



* para encomendar o livro - barbaralia@gmail.com

Saturday, January 31, 2015

Na floresta de poemas...

Minha produção é alucinante e isto leva a um acúmulo de poemas e livros e pela lentidão das publicações, fica aquele arsenal de títulos formando uma floresta de poemas. Em  Há alguns anos comecei a tecer livros artesanais. Alguns são inéditos em publicação tradicional. Se eu morrer, devo deixar metade da produção sem entrar nos livros tradicionais, que foram publicados por editoras ou em edição independente... E, nesta espécie de roda-viva, separo poemas por temas, e vou tecendo pequenos livros para tentar organizar o caos.. A parte feliz é que amo tecer com fios e palavras... 


 
Primavera em Pasárgada - Poemas Curtos
Por não ser um livro comercial, apenas uma espécie
de arquivo pessoal, a imagem ainda não é domínio
público, apenas uma ilustração do exemplar para arquivo:
Marc Chagall



Deux poèts - Poemas apresentados no recital
homenagem ao centenário de Vinícius de Moraes.
Elas leem Vinícius ao lado de Marilda Confortin -
Fiz um livro único, um exemplar para mim, 
com poemas do evento.
Imagem da capa - Rosana Bossu




Jardim Nonsense é um livro eclético.
Todos os poemas que escrevi pós-filmes
Registro e impressão poética do que vi na tela
a capa é um desenho de Federico Garcia Lorca

Saturday, January 24, 2015

A última chuva






Pensando seriamente em preparar uma edição revisada e ampliada do livro - A última chuva.
Dos meus livros não cogito uma reedição de - O sorriso de Leonardo - e - Noir. Por esta razão publiquei no site ISSUU uma seleção dos poemas destes livros. Os livros de Poesia publicados a partir de 2007, cada livro de Poesia , provavelmente terá uma nova edição... 


ASAS DE NIETZSCHE

A essência da felicidade é não ter medo.
(Nietzsche)


Em urdidura silenciosa
escondem o pássaro
no crânio branco
-arapuca tétrica-
caveira fria.
Asas em valsa
coloridas de raios
que entram pelos olhos vazados,
e aquecem feito o fogo
e as papoulas
da primeira primavera.
Asas de pluma se ferem
no osso-cárcere, sangram;
asas metafísicas
voam céus de antes.
BÁRBARA LIA
A Última Chuva
Mulheres Emergentes Edições Alternativas
MG (2007)
Página 19



Thursday, January 15, 2015

as belas que são feras

Nunca fico muito empolgada com o Oscar. Por alguma razão de afinidade com estas atrizes, por não pertencerem ao nicho das mais badaladas, por gostar mesmo delas nos filmes e séries que vi, vou torcer por elas, como melhor atriz e melhor atriz coadjuvante, por "Garota Exemplar" e "Boyhood".






















foto de Rosamund Pike de Nadav Kander

"Não sei bem o que dizer, mas tenho de dizer qualquer coisa."





"Não sei bem o que dizer, mas tenho de dizer qualquer coisa."
Mesa-redonda aberta sobre o ataque ao Charlie Hedbo: o poder dos cartoons editoriais, liberdade de imprensa e expressão, limites sociais, contextos históricos da imprensa ilustrada.
Sara Figueiredo Costa, Nuno Saraiva, Osvaldo Macedo de Sousa e Eduardo Salavisa, com moderação de Pedro Moura.

Terça-feira, 20 de Janeiro, às 18h30, no Museu Arqueológico do Carmo.
Entrada livre.

O crime perpetrado contra o jornal satírico francês Charlie Hedbo colocou na ordem do dia junto ao grande público uma discussão que tem tido lugar em círculos especializados. Qual o papel do cartoon editorial nas democracias modernas, cujas leis de liberdade de expressão permitem um qualquer grau de negociação entre o que se entenderá por "aceitável" e "pertinente", por um lado, e "exagerado" e "ofensivo", por outro. Se se acreditar numa tal categorização, porém, há que compreender que ambas pertencem a uma longa tradição de trabalhos, e com particular presença na cultura francesa. A questão desta liberdade vai embater noutras questões, como os posicionamentos ideológicos, os ditos limites da imprensa, a censura prévia e as decisões judiciais, assim como a conjuntura actual a nível mundial cujas fricções são vistas por alguns como um "choque de civilizações". Não é difícil começar uma discussão sem tropeçar em controvérsias ou mesmo afirmações elas mesmas insustentadas, já que tudo isto implica emoções, limites ao nosso conhecimento, posicionamentos extremados, etc. 
A comunidade de artistas de banda desenhada, ilustração e cartoon editorial, assim como investigadores e críticos da área têm multiplicado a sua expressão de solidariedade, assombro e até mesmo incompreensão nos mais variados canais de comunicação. Alguns dos seus membros não sabem bem como começar a articular o que pensam e sentem, mas sentem também a urgência em fazer algo mais. Esta é uma oportunidade, entre outras, de dialogar.

Tuesday, January 13, 2015

em tempos negros...


imagem: Bernard Pras







No caminho havia uma parede. No desvio havia o muro do não. Na montanha uma pedra sagrada intocável que algum profeta deixou há quatro milênios ou mais. No rio uma barragem de desaba no inferno. Na pista de dança os vidros pontiagudos no chão. Na piscina alguém polvilhou antraz. No poço do Paraíso um balde de arsênio. Na única árvore do deserto os frutos queimam o interior de quem os devora e corroem e deixam cada um como uma boneca inflada, de pele humana e oca. No jardim noturno as corujas são carnívoras. Na pradaria a grama cheira à formol e a terra é o cadáver apodrecido que exala o odor virulento de nossas almas amaldiçoadas. Os beija-flores não querem o néctar das flores do último jardim querem as jugulares e voam eletrizados aos pescoços distraídos com o bico agulha e a sede de mil vampiros. As borboletas cantam e enlouquecem, pois é o desesperado canto de profundezas negras. Não nascem mais crianças e o último violino rebentou suas cordas e está atirado em um sótão sombrio. Apagaram as letras de todos os livros de Poesia e a mente de quem as decorou e não há mais o encanto da palavra para oxigenar o humano. Os livros contam apenas as carnificinas da humanidade e são tantos livros de todas as tragédias que duplicaram o número de bibliotecas. As bibliotecas tem uma aura densa, pois agora elas guardam os atos cruéis, libidinosos, satânicos, escritos por robôs alimentados pela própria História. Uma noite um homem com dons de recuperar memórias sonhou com um poema de Dylan Thomas “Rage, rage against the dying of the light” e enlouqueceu com a beleza do ritmo e das palavras e pela certeza de saber que já caminhava pela noite escura e não dava mais para dar um passo atrás e não penetrar as trevas dos séculos e sentiu raiva dos que entraram – delicadamente – na noite escura... O louco que conseguiu vislumbrar um verso, perfurou os olhos e comeu soda cáustica com batatas fritas e brindou com uma água bege que sobrou do envenenamento das nascentes e, ao vislumbrar um lugar possível, de lírios e alfazemas, perfume de manhãs, cascatas,  cerrou os olhos docemente como um pássaro que bate, pela primeira vez, as asas.

Bárbara Lia
Janeiro/2015

Friday, January 09, 2015

Romãs adocicando auroras




















Naquele tempo eu colhia o sol mesmo nos dias tristes
Bastava abrir a tampa negra da bússola seguir a trilha
Agora inverno é cortina que nubla toda luz que sobra
Breve nem mundo ou bússola, soterrados pelo caos

Naquele tempo o aroma de canela nas tardes
Bolinhos de chuva em dias de sol ou temporal
Uma seresta patinando nas ondas do radio
E o estrondar das gargalhadas do pai                               
Retirando da coxia do universo
Uma dúzia de estrelas preguiçosas


Agora mapearam todas as galáxias
E não encontraram o coração de Deus...
Aquele que eu sepultei ao pé da romãzeira
Que trazia dentro dos frutos castos
Uma ninhada de estrelinhas vermelhas

Bárbara Lia
Chá para as borboletas
o livro da infância 
21 gramas

Desenho: Ane Fiúza

Thursday, January 01, 2015

2015, o ano da fúria







das coisas que perdi pelo caminho
uma preciso recuperar – agora!
voltar à curva onde deixei a fúria
erguer o chão, suscitar terremotos,
entornar rios, arrancar árvores pela raiz
qualquer coisa para retomar a fúria
seu vestido escarlate, seu vinho líquido
ardente – sangue embriagado e rude -
das coisas que abandonei pelo caminho
eu a necessito, não quero mais esperas
ou glória alguma, como última quimera
nem anseio esclarecer embates, posar de anjo
- visto a roupa apertada tecida pelas harpias
coloco este coração desencapado
onde tatuaram a palavra – horrível –
recolho as flechas que não entraram em mim
e com elas ergo uma escultura diante do mar
uma onda escarpada marrom diante do azul
nadei em riste entre flechas, calei a voz
deixei que traduzissem meu  idioma
aquele que me ensinaram borboletas, romãs,
roldanas, mariposas,  flor do maracujá
o cruzeiro do sul, cada amor azul
preciso apenas da fúria
é ela que um guerreiro leva
quando a sede mata e o passo estanca
é ela que o guerreiro veste na última batalha
é dela a chama permanente no altar das musas
ninguém vive sem a fúria
sem ela é tudo rosa pálido
sorrisos de hortelã de almas sonsas
a fúria sempre correu no sangue dos bardos  eternizados
na alma de enlouquecidos quixotes
a fúria que explodiu em um nome, um rosto, uma flor
em palavra, poema, liturgia, grito
deixo tudo que perdi pelo caminho
resgato a fúria, abraço a fúria, dou a ela o sopro final
a luz rosicler do meu coração, sempre amanhecendo...

Bárbara Lia

Imagem - Christian Schloe


Sunday, December 28, 2014

2014 - resumo poético



















Peço licença aos amigos que mandaram mensagens (Sidnei Schneider e Frei Betto) para expor suas falas sobre o livro Respirar. O texto do Fernando Koproski está em sua página no Facebook e em seu blog, o de Isabel Furini em sua coluna... 


"A mais alta poesia gira ao redor desse livro, porque orbita ao teu redor com uma naturalidade absurda. Não conheço nenhum outro poeta que alcance as notas tão facilmente e seguramente quanto você. É tanta música e pintura e céu com aquele azul decisivo, que o verso se faz carne e sonho com a mesma desenvoltura."     Fernando Koproski     


"Poemas a um só tempo fortes e tocantes, que levam o leitor a entrar em uma certa frequência de sensibilidade toda tua, toda da tua poesia" Sidnei Schneider


"Barbara Lia grato por sua respiração poética. Você melhora a cada obra. Me emocionei com sua homenagem ao Rimbaud (p. 65). Meu abraço com amizade e paz" Frei Betto 

"Sua poesia é original, autêntica, ela não se deixa levar pela rima fácil, nem pelo estilo que a maioria aplaude. Bárbara Lia trabalha sua obra desde o interior, por isso seu trabalho tem raízes profundas. A poesia é também sua maneira de observar, de pensar, de questionar." Isabel Furini no site Paraná Imprensa.





Este foi o ano da Poesia. Para celebrar dez anos do primeiro livro, editei - RESPIRAR. No final do ano voltei aos artesanais com a série: Al-Andalus:
As horas incertas - Jardim Nonsense - O sal da primeira onda. 
Viva Lorca! Seus desenhos em destaque nas capas dos livros - feito em casa. Eu estou separando toda minha Poesia, tema a tema. Não vou tornar os livros artesanais uma edição normal. Vou separar toda minha poesia em pequenos livros artesanais, espalhar entre os leitores contumazes, deixar um registro dos meus escritos, por ser virginiana, talvez. Há alguns anos iniciei um projeto artesanal, e entre vendas e doações imprimi 300 pequenos livros daquela primeira seleção. Os títulos da primeira fase, a antologia - Rosas em Ruínas - com poemas de amor, e a atual antologia Al-Andalus, eles trazem poemas que considero bons poemas, mas, alguns não entraram nos livros que publiquei. 

Em outras publicações: Alguns poemas na Antologia - 101 Poetas Paranaenses. E, fechando o ano, a Antologia organizada por Isaías de Faria (MG) - Assim é que dizemos. Poesia, SEMPRE! 

Até 2015, com mais força e com coragem. Com a ARTE na algibeira. A ARTE, aquela, que tem o poder de transformar o mundo...

Sunday, December 14, 2014

Assim é Que Dizemos






Assim é Que Dizemos
Antologia Poética 
Organização de Isaias de Faria
92 páginas
Anizio Vianna, Antonio Augusto, Bárbara Lia, Cássio Amaral, Flávio Otávio Ferreira, Gudu, Isaias de Faria, Israel Faria, Jumbo, Leone Tux, Maeles Geisler, Marcela Melo, Rafael Nolli e Wellington Ferreira. 


Os poetas aqui reunidos andam sem preocupação, cada um com sua verve/verso, cada qual se considerando livre pra dizer o que deseja. Os poetas aqui, incumbidos (talvez nem tanto) de passarem o que imaginam/pensam/fingem, em forma de poemas, seguem quebrando a regulação. Os aqui poetas são o que são.


Aceitei o convite do poeta de Minas, Isaias de Faria e enviei poesia para integrar esta Antologia. Assim é que Dizemos. Belo livro, projeto que sela um antigo elo poético estabelecido com alguns jovens poetas que fiz contato em Minas, e seguem levando a Poesia entre os dentes. Uma alegria estar ao lado do Cássio Amaral e Maeles Geisler, uma forte voz feminina a fazer companhia, ao lado de Marcela Melo (que ainda não conhecia) e estes meninos de Minas. Valeu Isaias. Belo livro.


Link para o Clube de Autores

La nave va...

"Não o convidei ao meu corpo" no Canal Senhora Literatura

  "Não o convidei ao meu corpo" no Canal Senhora Literatura da escritora Francine Cruz. https://www.youtube.com/watch? v=IxpCcdUM7...