Friday, July 17, 2015
Wednesday, July 15, 2015
Respirar na Joaquim Livraria & Sebo
Respirar (Poesia)
Bárbara Lia
124 páginas
Capa: "MInaretes & Para-raios"
(aquarela de André Lissonger)
ISBN - 978-85-906912-3-5
R$.30,00
Meu livro "Respirar" na - Joaquim Livraria & Sebo - É possível comprar via internet, pedidos via e-mail:
info@joaquimlivraria.com.br
Joaquim Livraria & Sebo
Rua Alfredo Bufren, 51, Centro
Curitiba
041 3078-5990
Rua Alfredo Bufren, 51, Centro
Curitiba
041 3078-5990
Tuesday, July 14, 2015
Este "Sim" com fecho éclair
Liberdade da boca pra fora é de barro
Liberdade da boca pra dentro é jardim
Luta da Mulher enoja o mundo feito escarro
Esta gosma rosa quase ninguém olha
Cortam voos destas asas menstruadas
Com vontade de que fique na retórica
Desejo que todas se conformem - Evas
A insistência das costelas adormecidas
Na liberdade monitorada por satélite
Vida ao cubo: Mãe, provedora fêmea
Engolindo este "sim" com fecho éclair
Dentro mil nãos repartidos em gavetas
Como homens bombas - sem saída
Vão à luta para não morrer cerceada
Que riqueza há em ser só - adereço?
Se não for, saiba - vai pagar o preço
Que dor é esta que insulta o mundo?
Dor latente do leite e do sangue XX
Mulher lacrada não pode ser - Sim
Fecho éclair navalha – sobe / desce
O mundo continua a achar estranho
As flores vomitadas nas penumbras
De jardins que floresceram súbito
Em lares canônicos, uniões inócuas
Sim! O que se quer é um sim liberto
Um sim sem fecho éclair navalha
Um sim sem prazo de validade
Sem argola de detento no vestido
Avenidas hão de conhecer o perfume
Das flores soltas, leves, em liberdade
Sou mulher pago o preço da ousadia
A utopia: sonhar um jardim para dois
Um dividir, sem confrontos, rupturas
Que cada um seguisse com suas asas
Muito alto, sempre mais. Haja alturas!...
Liberdade da boca pra dentro é jardim
Luta da Mulher enoja o mundo feito escarro
Esta gosma rosa quase ninguém olha
Cortam voos destas asas menstruadas
Com vontade de que fique na retórica
Desejo que todas se conformem - Evas
A insistência das costelas adormecidas
Na liberdade monitorada por satélite
Vida ao cubo: Mãe, provedora fêmea
Engolindo este "sim" com fecho éclair
Dentro mil nãos repartidos em gavetas
Como homens bombas - sem saída
Vão à luta para não morrer cerceada
Que riqueza há em ser só - adereço?
Se não for, saiba - vai pagar o preço
Que dor é esta que insulta o mundo?
Dor latente do leite e do sangue XX
Mulher lacrada não pode ser - Sim
Fecho éclair navalha – sobe / desce
O mundo continua a achar estranho
As flores vomitadas nas penumbras
De jardins que floresceram súbito
Em lares canônicos, uniões inócuas
Sim! O que se quer é um sim liberto
Um sim sem fecho éclair navalha
Um sim sem prazo de validade
Sem argola de detento no vestido
Avenidas hão de conhecer o perfume
Das flores soltas, leves, em liberdade
Sou mulher pago o preço da ousadia
A utopia: sonhar um jardim para dois
Um dividir, sem confrontos, rupturas
Que cada um seguisse com suas asas
Muito alto, sempre mais. Haja alturas!...
Bárbara Lia
Saturday, July 11, 2015
Uivo
Um poema é
sempre um uivo na noite calada
Quebrando a
gélida cortina do silêncio negro
Entrando nas
veias como um rio do Alasca
Em pleno verão
quando ele degela - triste -
Diluindo a
crosta expondo corpos estocados
Um poema é
sempre este sangue tardio
Aquele que é
descoberto pós-bala alojada
Pós-vísceras
rasgadas e o corpo tombado
Que o poema
salva com um ato cirúrgico
Um poema é a
maré do espanto revelado
Aquele
soluço incontido que estoura dor
Que explode rasgando
a cápsula da pele
Coração/barragem
– finalmente - rompe
Bárbara Lia
Friday, July 10, 2015
Sempre volta aquele poema do Leminski
A arte do chá, do amigo "que chegou a esmo
praticamente não disse nada
e ficou por isso mesmo"
Ser poeta é entrave
A gente solta palavras como pipas
Espalhadas em um céu de cimento deste inverno
E não conseguimos dizer a quem amamos
Que nosso silêncio é este estardalhaço de signos
E os enleamos nas nossas linhas
Melhor calar tudo e dizer apenas...
- Eu só quero ficar
Em silêncio ao teu lado
Em silêncio sempre
Até que um possa
Entrar no silêncio do outro
Como aquela chama viva
Que flana
Quando estamos
Frente a frente -
A arte do chá, do amigo "que chegou a esmo
praticamente não disse nada
e ficou por isso mesmo"
Ser poeta é entrave
A gente solta palavras como pipas
Espalhadas em um céu de cimento deste inverno
E não conseguimos dizer a quem amamos
Que nosso silêncio é este estardalhaço de signos
E os enleamos nas nossas linhas
Melhor calar tudo e dizer apenas...
- Eu só quero ficar
Em silêncio ao teu lado
Em silêncio sempre
Até que um possa
Entrar no silêncio do outro
Como aquela chama viva
Que flana
Quando estamos
Frente a frente -
Sunday, July 05, 2015
Thursday, July 02, 2015
Respirar- Bárbara Lia
Sempre a dúvida: Participar ou não participar dos prêmios literários nacionais de maior porte como Jabuti e este novo prêmio - Oceanos.
Imprimi alguns exemplares de Respirar, e ainda não tenho certeza se vou enviar. Só sei que tenho o livro - anteriormente esgotado - para quem desejar comprar.
Entrar em contato com barbaralia@gmail.com
Respirar
124 p.
Poesia
Bárbara Lia
Bárbara Lia
ISBN - 978-85-906912-3-5
R$.30,00
Sylvio Back - o cineasta com alma de poeta
foto - Cadi Buasatto
Meu amigo Sylvio Back enviou o link de sua página no site - Templo Cultural Delfos... com palavras sempre eletrizadas... "Querida poeta, olhaí, acaba de vir a lume, como se diz. É show! (...)"
Os recados do Back são sempre eletrizados, dá para colher nas palavras o entusiasmo backiano, que eu acho incrível e que tenho vontade de ser como ele, chegar quase aos oitenta com uma espécie de chama entusiástica... Viva!
Thursday, June 25, 2015
Sunday, June 21, 2015
Poesia!
Louis Garrel - Les Amants Réguliers
O
nome do amor é silêncio
Do you believe
in Love?
A frase na ponta da língua
O beijo na superfície dos lábios
O “eu te amo” suicida no olhar
O pátio enrijece um andar abaixo
Até as pedras sabem:
- O nome do
amor é silêncio -
Não esqueça jamais!
Bárbara Lia
Wednesday, June 17, 2015
O que é a Poesia?
O escritor Carlos B. Carlos, radicado em Belo Horizonte, criou uma página - O que é a Poesia?
Minha participação no link:
http://oqueeapoesia.blogspot.com.br/
Portugal!
Fiquei muito feliz com esta menção honrosa.
Normalmente meu ano literário começa na metade do ano.
A tradição reinaugura isto.
E começa com esta notícia incrível.
Mais um ano.
Mais um ano.
Uma Antologia (Jornal Relevo)
A possibilidade de um novo livro de Poesia ainda este ano.
Algum evento que está em andamento e que será incrível.
E este destaque para o meu romance inédito - As Filhas de Manuela.
Notícias sobre este Prêmio Literário:
Saturday, June 13, 2015
As Filhas de Manuela (o itinerário)
08 mulheres - cada uma delas ganhou um capítulo seu
Nina destoa e não ganha um capítulo seu
Nina é a nona desta novena surreal e dolorida
Nina é irmã de Magnólia e filha de Milena
As mulheres todas com nomes iniciando com a letra M
Cada capítulo abre com um verso de Sylvia Plath
Cada personagem tem um cenário que a liga ao seu destino
Inicia em 1839 em plena Revolução Farroupilha
E termina na Ilha do Mel há menos de uma década
Escolhi alguns títulos, e quase fui à loucura
Desde "Os Amantes do Grande Mar Redondo", até "Maldição Borgonha"
Optei por "As filhas de Manuela", pois é a saga das mulheres de sua descendência
Nina destoa e não ganha um capítulo seu
Nina é a nona desta novena surreal e dolorida
Nina é irmã de Magnólia e filha de Milena
As mulheres todas com nomes iniciando com a letra M
Cada capítulo abre com um verso de Sylvia Plath
Cada personagem tem um cenário que a liga ao seu destino
Inicia em 1839 em plena Revolução Farroupilha
E termina na Ilha do Mel há menos de uma década
Escolhi alguns títulos, e quase fui à loucura
Desde "Os Amantes do Grande Mar Redondo", até "Maldição Borgonha"
Optei por "As filhas de Manuela", pois é a saga das mulheres de sua descendência
Os capítulos e os versos de Plath abaixo, na devida sequência.
***
Manuela
Grande Mar Redondo
_
Sylvia Plath
***
Miquelina
Convento de Santa Tereza
_
Convento de Santa Tereza
_
Tudo ameaça
Deixar-me ir por um céu
Sem estrelas e sem pai: uma água negra
Sylvia Plath
Deixar-me ir por um céu
Sem estrelas e sem pai: uma água negra
Sylvia Plath
***
Maria Tereza
Barco Bêbado da Boêmia
_
Barco Bêbado da Boêmia
_
Uma flor abandonada.
Os meus ossos absorvem a quietude, longínquos
Campos enternecem meu coração
Sylvia Plath
Os meus ossos absorvem a quietude, longínquos
Campos enternecem meu coração
Sylvia Plath
***
Milena
Trens Triturando Trilhos
_
Trens Triturando Trilhos
_
As fontes secaram. É o fim das rosas
Sylvia Plath
Sylvia Plath
***
Magnólia
Saveiro de Savério
Saveiro de Savério
-
A garra
Da magnólia
Por seu próprio nome entorpecida
Não pede nada da vida
Sylvia Plath
Da magnólia
Por seu próprio nome entorpecida
Não pede nada da vida
Sylvia Plath
***
Maya
Ponte Neuf ao entardecer
_
Ponte Neuf ao entardecer
_
A chama chora
O cheiro inconfundível de um toco de vela
Amor, amor, a fumaça escapa de mim
Como a echarpe de Isadora
Sylvia Plath
***
O cheiro inconfundível de um toco de vela
Amor, amor, a fumaça escapa de mim
Como a echarpe de Isadora
Sylvia Plath
***
Mel
O chafariz das musas
_
O chafariz das musas
_
Sofri a atrocidade dos poentes
Queimada até às raízes
Meus filamentos ardem e ficam
Emaranhado de arames
Sylvia Plath
Queimada até às raízes
Meus filamentos ardem e ficam
Emaranhado de arames
Sylvia Plath
***
Morena
Forte da Ilha do Mel
_
Forte da Ilha do Mel
_
Numa fenda de rocha
O mar suga obsessivamente,
Uma cavidade de todo o mar.
O mar suga obsessivamente,
Uma cavidade de todo o mar.
Do tamanho de uma mosca,
A marca do destino
Rasteja muro abaixo.
Sylvia Plath
A marca do destino
Rasteja muro abaixo.
Sylvia Plath
___________
O livro fala sobre a maldição que um homem encolerizado lança sobre Manuela e tal maldição faz com que todas as suas descendentes levem pela vida uma sombra da cor de sangue. Além de um destino de perdas de pessoas que amam. Como a maldição afetou e como cada uma delas enfrentou esta particularidade faz com que o livro tenha micro histórias em um encadeamento que deságua no cenário do início. A história começa em Paranaguá e termina na Ilha do Mel que se localiza ali, em Paranaguá, nosso Grande Mar Redondo.
Foto by Jean Chad
Outono mais lindo...
Nesta semana que finda, deste outono raro, nadando nesta bruma, voando
sem asas, um instante pra abraçar o ar, dançar. Dançar ainda que o pé
não obedeça ao comando, alguma coisa em mim - inevitavelmente - traria
esta rebeldia que não obedece ao comando. Alguma coisa em mim segue como
barca em mar rançoso a um passo do abismo. Alguma coisa em mim insiste
em ter vinte anos - ainda - e toda a audácia de ser céu. Alguma coisa em
mim ignora o relógio e ousa inverter ponteiros, recomeçar
o jogo já perdido. Alguma coisa em mim vibra em uma semana mágica, onde
uma mente brilhante elevou-me aos patamares de humanidade repartida, em
uma conversa incrível, tão incrível que somos expulsos do café, todas
as mesas vazias, todas as cadeiras reviradas e apenas nós, com desejo de
falar até que o mundo termine, pois existe um lugar onde as
similaridades se tocam e a vida reinaugura uma fatia de um jardim
perene, um amigo nasce no outono fecundado de esperanças. Uma semana
para retomar os fios, comemorar com os velhos amigos com uma ferramenta
íntima, onde só os amigos se cruzam em infinitas palavras, obrigada aos
que atravessaram outonos vários e são os velhos amigos desta trilha íngreme e rara chamada Poesia. Uma semana no outono onde um livro tem
um sim de um editor... Outro livro se destaca além-mar, um poema da
série - O céu dos poetas - ganha um lugar na Antologia de 5 anos do
Jornal Relevo. E encerra com a consolidação de um convite para levar a
poesia aos lugares... Uma semana onde você consegue retomar o ritmo da
escrita perdido entre mudança, dor, médicos e solidão de ser poeta
rebelde. Agora é preparar a virada, o semestre que virá com novos
frutos, novas alegrias.
A insônia da alma
Alma bebe café?
Tem insônia?
Corpo cansou do café
Noites de insônia
A seco...
Alma quer dormir
Corpo boicota
Pálpebras pesam
Guilhotina desregulada
Degola o nada
Alma quer diluir
Corpo quer fluir
As corujas assistem
Ao debate corpo e alma
Com seus olhos chá de hortelã
Bárbara Lia
Na fotografia: Ana Cristina Cesar
Friday, June 12, 2015
As Filhas de Manuela - Bárbara Lia
"Grande Mar Redondo.
Pernaguá.
Paranaguá.
Baya de La Corona de Castilha.
Vila de Nossa Senhora do Rocio de Paranaguá.
Vento.
Ar branco da solidão.
Manuela congela as mãos na bacia de bronze e vê a cor rosácea do dorso das mãos como se um fogo brando a cobrisse a cada manhã quando lava as roupas nos fundos da casa. Nas manhãs percorre a distância entre a casa e o riacho, calmamente entre os cascalhos barulhentos, e sente a delícia de estender o corpo por alguns minutos na grama macia ao lado do rio pequeno que corta o fundo da propriedade. Ama aquela tarefa que a afasta da casa e da bagunça dos irmãos. Seis irmãos homens e ela, só ela de mulher. Única Flor. Filha deslocada entre o bando de meninos. Sempre incomodada onde quer que esteja - na casa, na venda, na pequena Igreja onde a mãe deita a novena no vácuo das paredes rudes acompanhada por uma ou duas senhoras que rezam por seus maridos e filhos - marinheiros atirados ao mar. O último dia de novena foi repleto de uma só palavra – Julião. O Julião Preto. O filho da Maria do Amparo Preto. A mulher que esperava pelo rebento extraviado que viria lá dos confins da costa do País. Desceria em uma embarcação pelo mar rançoso, chegaria com seus olhos - que a mãe dizia – de esmeraldas. Sentiu um arrepio ao perceber a amarração que faziam da sua vida e a do marinheiro desconhecido nas entremeadas contas a valsar entre os dedos – sua vida e a vida do moço - entre uma e outra Ave-Maria."
Pernaguá.
Paranaguá.
Baya de La Corona de Castilha.
Vila de Nossa Senhora do Rocio de Paranaguá.
Vento.
Ar branco da solidão.
Manuela congela as mãos na bacia de bronze e vê a cor rosácea do dorso das mãos como se um fogo brando a cobrisse a cada manhã quando lava as roupas nos fundos da casa. Nas manhãs percorre a distância entre a casa e o riacho, calmamente entre os cascalhos barulhentos, e sente a delícia de estender o corpo por alguns minutos na grama macia ao lado do rio pequeno que corta o fundo da propriedade. Ama aquela tarefa que a afasta da casa e da bagunça dos irmãos. Seis irmãos homens e ela, só ela de mulher. Única Flor. Filha deslocada entre o bando de meninos. Sempre incomodada onde quer que esteja - na casa, na venda, na pequena Igreja onde a mãe deita a novena no vácuo das paredes rudes acompanhada por uma ou duas senhoras que rezam por seus maridos e filhos - marinheiros atirados ao mar. O último dia de novena foi repleto de uma só palavra – Julião. O Julião Preto. O filho da Maria do Amparo Preto. A mulher que esperava pelo rebento extraviado que viria lá dos confins da costa do País. Desceria em uma embarcação pelo mar rançoso, chegaria com seus olhos - que a mãe dizia – de esmeraldas. Sentiu um arrepio ao perceber a amarração que faziam da sua vida e a do marinheiro desconhecido nas entremeadas contas a valsar entre os dedos – sua vida e a vida do moço - entre uma e outra Ave-Maria."
Bárbara Lia
As Filhas de Manuela
Menção Honrosa no Prémio Literário Fundação Eça de QUeiróz
As Filhas de Manuela
Menção Honrosa no Prémio Literário Fundação Eça de QUeiróz
Imagem - Paranaguá - Jean Baptiste Debret – 1827
Wednesday, June 10, 2015
"As filhas de Manuela" Menção Honrosa no "Prémio Fundação Eça de Queiroz"
Meu romance inédito - As Filhas de Manuela - recebeu Menção Honrosa na Primeira Edição do Prémio Literário Fundação Eça de Queiroz, em Santa Cruz do Douro - Portugal.
O sonho era publicar um livro em Portugal. Era esta a busca. Vivo nesta balança prosa/poesia. Sempre que alguém diz que devo me concentrar na Poesia, eu lembro aquela menininha de doze anos com aquele pensamento quase-matéria que queria apenas, e sonhava tanto capturar alguém como era capturada pelas histórias que lia. Achava tão incrível alguém compor um livro, e te sugar pra dentro de um enredo, fazer sonhar outras vidas, levar a caminhar outros espaços, eu sabia - Eu queria compor enredos. Meu sonho de romancista foi arquivado, e a Poesia foi quem me apresentou ao mundo quando adentrei a vida Literária. Mas, eu preciso respirar fundo, e não deixar a prosa esquecida. Procurava o resultado do Prémio Fundação Eça de Queiróz. Não eu não fui a escolhida. Mas, o júri atribuiu menção honrosa para o meu romance "As filhas de Manuela". Viva! A notícia é da tarde de hoje:
Tuesday, June 02, 2015
Flor inacabada
hora de acabar todo o inacabado
os poemas aos milhares
os amores às dezenas
os teares empoeirados
os livros abandonados
com marcadores – rubros – aos gritos:
— leia! por deus, leia
os poemas aos milhares
os amores às dezenas
os teares empoeirados
os livros abandonados
com marcadores – rubros – aos gritos:
— leia! por deus, leia
hora de acabar todo inacabado
arriar a abóboda do céu
e desnudar o sol
- que tudo arda!
arriar a abóboda do céu
e desnudar o sol
- que tudo arda!
degelar canteiros
ver germinar toda flor
nada dói mais
que uma flor inacabada, amor
ver germinar toda flor
nada dói mais
que uma flor inacabada, amor
imagem - tina modotti
Friday, May 29, 2015
CICATRIZ
(Aos presentes em carne e alma, no ataque perpetrado
pelo Governo do Paraná na Praça Nossa Senhora de Salete.
Curitiba, abril de 2015)
pelo Governo do Paraná na Praça Nossa Senhora de Salete.
Curitiba, abril de 2015)
O cinegrafista debandou
Ficou o microfone atirado
Em uma sacada qualquer
- O som da fúria -
Apenas o som do horror
E as cores da bandeira:
Nuvens brancas
Verdes árvores
Céu anil de outono
E ela, sim, ela... A Araucária
Que a câmera – estática – grava
Violada em sua essência - Paranaense -
Eu vi uma Araucária encolher-se
Diante das ordens de um carrasco
No Abril massacrado
Enquanto tantos foram humilhados
Atingidos, perseguidos, sangrados
Daqui cem anos, ou mais,
Quando tudo passar e virar História
Haverá uma imperdoável cicatriz
No coração da Araucária
Ficou o microfone atirado
Em uma sacada qualquer
- O som da fúria -
Apenas o som do horror
E as cores da bandeira:
Nuvens brancas
Verdes árvores
Céu anil de outono
E ela, sim, ela... A Araucária
Que a câmera – estática – grava
Violada em sua essência - Paranaense -
Eu vi uma Araucária encolher-se
Diante das ordens de um carrasco
No Abril massacrado
Enquanto tantos foram humilhados
Atingidos, perseguidos, sangrados
Daqui cem anos, ou mais,
Quando tudo passar e virar História
Haverá uma imperdoável cicatriz
No coração da Araucária
Thursday, May 28, 2015
Wednesday, May 27, 2015
Fotogramas da minha loucura
Fotogramas da minha loucura
I
O nome dele cerrou meus olhos de pedra
O nome dele cegou meus olhos de cão
O nome dele matou todas as estrelas
Bárbara Lia
Imagem - Francesca Woodman
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La nave va...
"Não o convidei ao meu corpo" no Canal Senhora Literatura
"Não o convidei ao meu corpo" no Canal Senhora Literatura da escritora Francine Cruz. https://www.youtube.com/watch? v=IxpCcdUM7...
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