Monday, March 19, 2018

Algumas imagens da comemoração da publicação de "Não o convidei ao meu corpo"


com Luciana Cañete





com Mari Quarentei

minha irmã Fá, o Luciano e a Gi em Sampa - Kazuá


 Com os poetas Márcio Claucino, Rodrigo Madeira, Luciana Cañete e a pequenina Maria Cecília 


com a poeta Jane Bodnar


com meu neto Arthur



com meus filhos Tahiana (Laura ao colo) Thomas com sua namorada Carol


Com Eliana Rizzini


com Homero Gomes e Jane Bodnar

Tuesday, March 13, 2018

Pense em um livro lindo...












Não o convidei ao meu corpo
Bárbara Lia
Romance
Editora Kazuá
174 páginas

contato: barbaralia@gmail.com

Thursday, March 08, 2018

"Não o convidei ao meu corpo" - Lançamento Curitiba - 17/03


Não o convidei ao meu corpo
Romance

Prefácio - Luciana Cañete
Traz textos de Ana Lúcia Vasconcelos Maria Alice Bragança e Leonardo Paiva.
Projeto gráfico - Evandro Rohden e Thiene Magalhães

O livro é todo ilustrado - 19 telas de Paul Klee, em um diálogo com o grande artista. Prosa poética, a narrativa dá espaço para alguns poemas - meus, de Paul Klee e do poeta norte-americano Mark O'Brien.
fragmento da orelha do livro:

"Escrito com sangue, o romance de Bárbara Lia é um soco no estomago do leitor que passa a ser cúmplice da dor de Lily ao sentir em seu corpo os estilhaços que saltam da escrita ardente e apaixonada, marcando com ferro em brasa nossos corpos e mentes."
Ana Lúcia Vasconcelos

**Na Livraria do Paço não é permitido o consumo de bebida alcoólicA**

Wednesday, February 28, 2018

"Não o convidei ao meu corpo" - Romance - Bárbara Lia - Lançamento dia 09/03 - Sampa




"Não o convidei ao meu corpo"
Bárbara Lia
 - Romance - Autoficção -
 174 páginas 
Projeto Gráfico - Evandro Rohden e Thiene Magalhães
Prefácio da poeta Luciana Cañete
O livro é sobre transformar dor em Arte
Ilustrado com 19 telas de Paul Klee.


Texto de Maria Alice Bragança (orelha do livro):

Um primeiro desafio criativo nos é dado a todos: inventar e construir a própria vida, sem aceitar roteiros ou limites preestabelecidos. Viver é uma arte... E a memória é um imbricado terreno de fatos, ficção e fantasia. A literatura nos permite editar trechos do vivido (ou fantasiado) e conduzir os sentidos, bem como ter o controle do final da narrativa, o que a realidade não nos permite. Unindo artes visuais, memória e invenção, Bárbara Lia faz dessa autobiografia ficcional uma delicada e deliciosa narrativa, onde a superação da dor, a busca do amor e a trajetória da escritora, da descoberta das primeiras letras à edição de suas obras, mergulham-nos em momentos de encantamento.
 Maria Alice Bragança

Buffet de Poesia







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Nº 101986-4, ag. 3613-7, Banco do Brasil (001),
Em nome de Carlos Alberto Fernandes de Barros
CPF: 061.978.924-72


Link para o álbum do Facebook - Cardápio:

Sunday, February 11, 2018

Meu encontro com Jamil

Eu tinha certeza que o taxista era Jamil Snege. Tarde de verão e o agito da cidade antes do carnaval. Você está em uma rua qualquer do Centro da cidade, você vai até outra rua qualquer e você precisa ir de táxi, ainda que perto, ainda que ninguém entenda. O pé dói. Ponto final. O trajeto curto demais torna tudo mais surreal. Quero perguntar algo e temo que quebre o encanto. A camisa é tal qual aquela da única vez que o vi, saindo com um amigo da Livraria Ghignone, fumando um cigarro, a outra mão no bolso. Lembro que estanquei o passo em plena Rua das Flores e pensei: É o escritor. Fiquei com aquela imagem, com aquela vontade de não ser tão tímida, de atravessar metade da rua, falar com ele. Mas ele seguiu conversando e eu segui minha vida. Não demorou muito para saber de sua morte. Agora eu tinha certeza que era o Jamil Snege ali, a me conduzir, com a mesma roupa, a mesma silhueta calma. Tive medo que ele começasse a praguejar contra o Lula ou falar de religião, como fazem os taxistas. Implorava aos céus que ele não quebrasse o encanto e me fizesse crer que nas tardes de verão Jamil Snege desce à terra e conduz, de forma invisível, os escritores invisíveis da sua Curitiba. "Como tornar-se invisível em Curitiba?" - Snege sabia. Para minha alegria e êxtase ele diz apenas: O sol está mais quente hoje. Sim, tudo está - mais - hoje. Para minha alegria eu pude manter aquela fantasia. Quase disse a ele sobre sua célebre dedução que - para tornar-se invisível em Curitiba basta ter talento. Quase disse: Nada mudou... Mas, apenas desci e o vi desaparecer, a camisa azul clara, os cabelos brancos e a certeza de que a Magia existe, a gente a encontra ali, na próxima esquina, ao acenar para um táxi.

Bárbara Lia no verão de 2018

Thursday, January 11, 2018

As filhas de Manuela - Romance - 2017


Menção Honrosa no Prémio Fundação Eça de Queiroz - Portugal 2015.


Livro Poesia 2017



Link para o livro:

https://revistagueto.com/2017/03/22/uma-brasa-acesa-de-amor-e-morte/

Forasteira - Outubro 2016


A CADELA DE PLATÃO 


Eu sou a cadela de Platão
Só restos do banquete
Só o cheiro do amor
(o osso, o osso, o osso)
Voz de Diotima - eco singelo:
(é belo, é belo, é belo)
Não é belo lamber o chão
Fazer o amor virar lama
(sem cama, sem cama, sem cama)
Alguém arranque este amor até o siso
Nada mais vai brotar nas entranhas
Nas veias, na cava oca do coração
Este que acabei de atirar 
Ao mais amado cão

Bárbara Lia
Forasteira
Vidráguas/2016

Poesia falada



Para ouvir - clicar aqui

Pássaros Ruins #6 - Luciana Cañete (Curitiba)








POEMA PRA ANAS

O que é ver uma filha inerte? O que é um mãe à procura das sandálias da menina? A pequena esperando à porta, desenxuta e, no detalhe: a mãozinha delicada num trinco de metal.

O que é esse clarão que eu quase também vejo no meio da sala, da casa, no meio do mundo, da tempestade?
O que é um homem
que instala um para-raios
e não o aterra?

-O que é, senão,
a mão pesada de Deus a dar lições?-
Ana que deita pra sempre na frente
dos todos irmãos,
recém banhados.
Nem há coração pra ouvir
tanta chuva.

O que é, quando vem,
esse erro, esse raio,
que não volta atrás?
Que atravessa,
num egoísmo de destino,
o destino
de todos?

Nem sei,
nunca sabemos, vejo que existe pelo seu odor de enxofre e porque dele resta uma mãe que em dia de tempestade larga tudo,
senta num banquinho, calça sandálias de borracha,
junta as pernas e
se encurva.
até que volte o sol.

Para conhecer mais sobre o trabalho da poeta Luciana Cañete acesse:
http://deusdobravel.blogspot.com.br/

Cecília Vicuña - Chile





Sol en la edad




                         idade solidão



Cecilia Vicuña
Palavrar Mais
Editora Medusa
Tradução - Ricardo Corona

Maria Alice Bragança - Porto Alegre







Confidências
Quanto mais pensava
inútil
mais amava.
O desespero parecia
fazer com que o amor
se prolongasse.
Maria Alice Bragança
Quarto em quadro
Shogun editora e arte / 1986
página 15


Meu presente de amiga secreta do grupo "Mulherio", de uma amiga nada secreta que conheci no ano "Forasteira", 2016. Obrigada pela poesia. Ganhei o livro dela e o Móbile da Ana Santos (Patuá/2017).


Poda
É com pesar
que corto os braços da avenca
para fazê-la mais forte
Ana Santos

Por um tempo de delicadeza...




Cansada desta era binária. Como se tudo fosse preto e branco. Dois extremos que não correspondem ao real. Os discursos esticados à radicalidade total. Ser feminista é vestir a liberdade de ser igual. Ponto final. Isto em uma sociedade patriarcal, onde a mulher não tem a mesma remuneração, o mesmo respeito ou direitos, eleva tudo ao patamar da superação.
Sempre tive facilidade para conseguir trabalhos via concursos ou com meu diploma universitário. Passei em três vestibulares e interrompi dois cursos, todos bem diferentes. Não terminei o curso de Administração de Empresas. Parei no início do Curso de Psicologia. Restou a Professora de História que lecionou menos de sete anos pela vida. A minha trajetória parece que foi apenas para me colocar em lugares para contemplar o humano. Minha mente desperdiçou o lado material, eu só queria o néctar da vida e o que há no fundo do fundo do fundo. Ou, a metafísica como ouvi de um editor, como crítica: "este teu excesso de metafísica".
Quando a Oprah disse na cerimônia do "Globo de Ouro" que - o tempo deles já passou - ela quer dizer que para nós, que nos colocamos ao lado dos homens, este tempo já passou. Difícil é para quem carrega fragilidades e não consegue explodir correntes. É por elas e para elas que penso o movimento feminista como essencial, fortalecer, tirar a venda dos olhos, mostrar outras vias, pois algumas pessoas se acomodam no rito patriarcal e isto não é viver em plenitude, pois dá a outro o encargo de seu Ser. Ser é o que traz a completude, engrandece, faz o ar da vida penetrar tudo. E nada mais libertador que o Ar da vida que nos faz leve.
Também vivi o tempo da inocência ultrajada. De ser desejada por quem eu não desejava. Também me senti extremamente mal quando alguém "me comia com os olhos". Era assim que a gente dizia antigamente. Era como ser uma flor rara que não é colhida, arrancada, asfixiada, simplesmente por estar em um lugar onde isto não se faz possível. Ou, quiçá a flor soube ser sua própria defensora, como quem diz não e tem a sorte de conhecer apenas homens que aceitaram o seu não. Resta aqueles olhares, até tentativas de aproximação, uma agressão é embebida em algo que não traz em si a leveza do sentir dentro que reverbera na carne. Aquele momento que você acaba por ser alvo como se fosse para um abate. Alguém que te quer para saciar algo em si, alienado da beleza, da ternura. E era um tempo de ternura, era uma cidade interiorana, era outro espaço. Nunca fui abusada sexualmente. Nunca sofri na pele o que sofrem mulheres pelo mundo. Vivi a - sorte de um amor tranquilo - no tempo que durou meu casamento. Pós-separação convivi com poetas, isto significa estar bem distanciada de coisas mais banais e agressivas (sim, sei de poetas agressivos, vi Bukowski chutando uma mulher em um documentário), os poetas que amei primavam pelo belo, sem enredos rodriguianos, sem violações. Há algum tempo percebi o Facebook como um palanque para todas as causas, e os discursos inflamados, quando não contém veracidade e semente de futuro, cansam. Não apenas cansam como não trazem o resultado real. Uma angústia grave a revolução dos megabytes que não salva o País, a fala que não vira ação.
Agora, pessoas famosas diante dos holofotes, enquanto mais uma menina é morta por um amante covarde.
Um amante covarde não apaga o brilho de um homem bom. E esta radicalidade de algumas correntes feministas; odiar os homens, isto eu não visto.
Este tema é delicado como quem deseja narrar Deus, caso Deus exista. Vivemos milênios a ainda estamos na casca do fruto da Árvore da Vida. Talvez falte poesia, ou o Amor real, não confundir com desejo, este que leva homens a matar, e até mulheres a trafegar por lugares estranhos. Desejo sem amor diminui um pouco o nosso elemento humano, eu sinto assim. Há quem consiga o desejo pelo desejo, e isto é liberdade de cada um. Eu não consigo. Desejo com amor é roçar alturas.
Aliás, parece que o desejo virou pecado (para muitos, ele sempre foi). Logo ele que poderia ser explorado para alcançar um pico/ápice de realização como beleza. É que o Amor, este que tantos cantam, ele também ainda é um fruto desconhecido.

E como sou caótica, quando escrevo um textão eu me perco...
Mas, não escolho nenhum discurso neste embate Oprah x Deneuve. . Achei um pouco rasa a ideia das francesas, mas não abro mão de dizer que o desejo não pode ser matado a pauladas, e seria um pouco cínico negar o desejo. Há algo de dar asas ao corpo lá na França. Uma vez, em um elevador, um poeta francês me roubou um beijo. Mas eles se jogam com extrema paixão e isto não configura invasão. É como se ele dissesse: te quero demais para que me negues isto. Sabe-se lá como funciona a linguagem do corpo como se em um continente o beijo fosse a nossa sutil cantada. Enfim... Eu apenas sigo, pensando em como transmudar o humano sem perder suas delícias, esta é a grande batalha que perdemos sempre, o caos nosso de cada dia. Caos maior para quem faz Poesia. Essas alminhas delicadas... Ou, era pra ser, não sei de mais nada.

Friday, January 05, 2018

um poema para o ano que começa...




O Rio de Janeiro
é uma brasa acesa
de amor e morte

Iemanjá pranteia
o diabo goza
as estrelas gritam
as areias respiram
a dor e a glória

o Cristo quer
descascar a pedra
descer ao asfalto

sambar na quarta-feira
e em cinzas
diluir

Bárbara Lia
Uma brasa acesa de amor e morte
(gueto editorial)

fotografia - Lucas Landau

Saturday, December 23, 2017

As filhas de Manuela - Bárbara Lia


Fotografia - Paulo Matos





Esboço um sorriso para não demonstrar que uma parede ergueu-se e as dimensões foram varridas naquela tarde. Estou na antiga prisão no Forte Nossa Senhora dos Prazeres, na Ilha do Mel. Estou ouvindo o recado do homem que tombou em batalha. Manuela? Um nome guardado por quase dois séculos. Um recado que apago ao sair do monumento belo e as gaivotas trazem a certeza de que agora são livres todos os homens. Ou, ao menos, devem ser livres. Não há mais navios negreiros nem batalhas. A Fortaleza marca o passado e proclama a era de mares abertos. Ao menos aqui perto. Longe, os piratas seguem a saquear. Somália é um nome que lembra piratas modernos. Aqui tudo está deserto. Nenhum soldado a vigiar os canhões. Uma nuvem imensa passa acima com pressa. Hora de voltar para a pousada e comer aquele peixe maravilhoso com uma salada leve. Sei que hoje vou dormir sonhando com um homem que, antes de tombar para sempre, grava no tempo um recado para quem ama. Hora de lembrar de um tempo onde amor imprimia esta urgência de rastilho de pólvora, explosões, naufrágios, lenços brancos, fragatas despedaçadas, mulheres que esperaram - em vão -pelos seus amantes.

Bárbara Lia
As filhas de Manuela
(Triunfal/2017)
página 141




Monday, December 04, 2017

Literatura de Autoria Feminina



O Grupo de Pesquisa e Extensão Literatura de Autoria Feminina do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, Campus São Paulo – Curso de Licenciatura em Letras, criou um banco de dados preliminar, que disponibiliza uma vasta relação de dissertações de mestrado e teses de doutorado que problematizam a produção literária de mulheres no Brasil.

Sobre Solidão Calcinada e Constelação de Ossos: aqui

Para o banco de dados completo, link abaixo.

Linda iniciativa. 



Sunday, November 19, 2017

Lindo ano que termina enleado em grãos de estrelas

2017 foi o ano de "As filhas de Manuela". Um ano enleado em delicadeza pleno de encontros poéticos e trocas e muita alegria.
O romance foi lançado em três cidades: na Feira do Poeta em Curitiba, na Patuscada em Sampa e na Casa da Cultura da cidade de Peabiru (cidade onde vivi a infância).
Neste ano (sabático) em que me dediquei apenas aos meus escritos, muitas coisas suaves e belas.
- um e-book lindo no projeto da Revista Gueto - "uma brasa acesa de amor e morte".
- Uma homenagem no recital - CuTucando a inspiração, capitaneado pelo poeta Geraldo Magela, no Teatro TUC - Curitiba.
- Um texto para Paul Klee na Revista Mallarmargens.
- Minha Poesia por duas vezes na Revista InComunidade
- Um encontro com alunos que conheceram minha obra e me chamaram até lá para um encontro, entrevista, leitura de poemas, uma manhã de chuva linda e totalmente mágica, lá no colégio Abraham Lincoln em Colombo.
- Uma participação em um evento poético - Zoona II - Américas Transitivas.
- Um passo para edição de um novo romance (não o convidei ao meu corpo), que passou para a fase final do Concurso de Criação Literária Kazuá.
- Buffet de Poesia, projeto do poeta Carlos Barros, uma nova edição do primeiro projeto de poesia que integrei em 1997,
E outros momentos que esqueço, eu sempre esqueço algo. 


No final a vida parece calma, como se estivesse estancada, mas enumerando assim: foi um ano bem agitado.




fotografia: tê caroli





Ione Salomé, Mila Martins, eu e Ilse Bastos
Feita do Poeta - Curitiba
lançamento oficial do romance "As filhas de Manuela"


autografando o livro do poeta e amigo Ernani Fraga
Patuscada



As filhas de Manuela
Patuscada
eu e o Eduardo Lacerda




 Casa da Cultura - Peabiru - com minhas irmãs mais velhas  Terezinha e Léa



Instalação para o lançamento de - As filhas de Manuela -
objetos que evocam minha infância
a Arte foi do Secretário de Cultura Arléto Rocha



 Com a vice-prefeita de Peabitu - Maria José do Nascimento e o Secretário de Cultura e poeta Arléto Rocha na noite - As filhas de Manuela - de volta ao ninho da infância, noite linda.




com os poetas Ricardo Pozzo, Pedro Carrano e  Elciana Goedert na noite de homenagens - CuTucando a inspiração



No encontro com alunos do Colégio Abraham Lincoln em Colombo
linda manhã chuvosa




Gravando uma fala para o evento ZOONA II Américas Transitivas
grata ao poeta Ricardo Corona pelo convite




Uma brasa acesa de amor e morte - Bárbara Lia
gueto editorial




Poemas na Revista InComunidade

e



Fragmento do livro - não o convidei ao meu corpo - no site Mallarmargens
(diálogo com Paul Klee)
http://www.mallarmargens.com/2017/08/skyleros-dermis-barbara-lia.html




Buffet de Poesia
link para a página do projeto idealizado pelo poeta Carlos Barros

Friday, November 17, 2017

a palavra é pássaro - a poesia de Juliana Meira

O livro anterior da poeta Juliana Meira trazia o título - poema pássaro.
Agora ela lança - na língua da manhã silêncio e sal - e a palavra segue sendo - pássaro - pela leveza que ela imprime em seus poemas, pela evocação da natureza e um sopro metafísico entre os versos a nos lembrar o humano. 


Juliana Meira publicou poema dilema (Porto Poesia, 2009), poemas para o projeto Instante Estante de incentivo à leitura (Castelinho Edições, 2012), poema pássaro (Patuá, 2015), e integra a Antologia Blasfêmeas: mulheres de palavra (Casa Verde, 2016). Os poemas acima são do livro na língua da manhã silêncio e sal (Modelo de Nuvem/Belas Letras, 2017)




sonora garoa fina
tão fria a tarde
a folha tímida o lápis
um pensamento após outro
congela
de repente aquele baque
o poema se joga
da janela

Juliana Meira



ando com aqueles
cujos pés tilintam
riscando trilhas

também estou junto
aos que não fazem
ruído nem faíscas

mas rente ao final
do caminho quando
o abismo principia

piso o silêncio cíclico
de quem salta sozinha

Juliana Meira


que silêncio é este
que me atravessa o crânio 
como se ele fosse um cânion?

Juliana Meira



na língua da manhã silêncio e sal
Ed. Modelo de Nuvem / 2017

La nave va...

Não há mais céu - Poesia - Bárbara Lia

NÃO HÁ MAIS CÉU Não há dança que possa Salvar o mundo Do apocalipse Em conta-gotas Posso tocar A angústia das flores Em seu último suspiro A...