Monday, March 08, 2021

Poesia & Prosa

As filhas de Manuela
Bárbara Lia
Romance
150 páginas
Capa: Fotografia de Félix Nadar (1820-1910)
Triunfal – Gráfica e Editora (Assis – SP)
2017



Sinopse:
As Filhas de Manuela trafega pelo realismo mágico. A narrativa inicia em 1839 em plena Guerra dos Farrapos e segue até os dias atuais. O enredo acompanha a vida de todas as descendentes de Manuela, uma garota simples de Paranaguá que se apaixona por um oficial da Armada Nacional. Manuela sai em uma busca pelo homem amado e esta busca a levará ao encontro de alguém cruel. Este homem, rejeitado por Manuela a amaldiçoa. Nesta maldição ele pretende que ela e sua descendência sofram duras perdas com o adendo de levarem, todas as mulheres da estirpe de Manuela, uma sombra da cor do sangue.
Como cada mulher viveu esta peculiaridade e os desdobramentos deste encontro de Manuela com o amor e o ódio vai definir os passos futuros das mulheres da família de Manuela em um círculo de perdas e superações.


– As Filhas de Manuela recebeu, em 2015, Menção Honrosa na primeira edição do Prémio Fundação Eça de Queiroz – em Santa Cruz do Douro, Portugal.


Fragmento do livro:


(…)
conheci uma escritora triste que sempre fica na Livraria Ponte de Tábuas, tomando um cappuccino e escrevendo. Ela me vê. Conversamos telepaticamente. Ela diz que gostaria de ver Proust e não eu. Eu pergunto: quem é Proust? Passo horas ouvindo sobre Proust. Ela o admira. E ela diz que adoraria que eu fosse Proust, pois eu poderia dizer se os escritos dela são Literatura ou desabafo. Poesia ou nada. E ela lê para mim e eu ouço e acho lindo. Ela diz que achar lindo não significa muito. Ela diz que as pessoas choram com propaganda de margarina e gostam de axé. Eu não sei bem o que é axé. Digo que meu avô ouve umas óperas italianas belíssimas e que minha avó adora Chico Buarque. Ela sorri e diz:  — Berço de ouro o teu, Mel. Eu sorrio. Nasci em berço de ouro. Sim. Eu nasci. Ela diz que tem nome de escritora: Virginia. As minhas tardes ganham nova alegria. Sento-me diante de Virginia e tenho aulas de Literatura. De vez em quando ela se queixa por eu não ser Proust, mas, com o tempo deixa de humilhar-me por causa de Proust e começa a ser mais amiga.

As filhas de Manuela (Bárbara Lia)





"Põe a mão em mim, viro água"
Poesia
Bárbara Lia
Edição da Autora
2021


"Põe a mão em mim, viro água" reúne poemas escritos durante o ano de 2020.

Poesia escrita em tempos de pandemia. Apenas os três poemas da série - O céu ainda é azul - foram escritos antes da pandemia, após a visita à exposição de Yoko Onno, no Instituto Tomie Othake, São Paulo.

O livro é dividido em três blocos com os seguintes títulos:

- 'Põe a mão em mim, viro água'

- 'O céu ainda é azul'

- 'A arte de não morrer'

O livro tem 72 páginas.

O título é fragmento de uma fala da personagem Doralda, do livro "Corpo de Baile" - de João Guimarães Rosa: "Estou adoecida de amor. Põe a mão em mim, viro água".

Capa e ilustrações internas do pintor tcheco Alphonse Mucha.


Friday, February 19, 2021

Simpósio 7 – Seção I – Mapeando feminismos na literatura: mulheres e escritura na América Latina – Seção II – Mapeando feminismos na literatura: mulheres e escritura na América Latina







"Bárbara Lia faz parte do grupo de mulheres que se lançam no mundo da ficção com “o desejo de se posicionar contra a corrente, de promover revisões de valores, de representar mulheres inspiradas em figuras reais que desmentem estereótipos femininos, construídos ao longo da hegemonia patriarcal” (ZOLIN, 2019a, p. 328). Por esses e outros motivos, a literatura de autoria feminina paranaense, e em especial a de Bárbara Lia, merece um olhar mais atento e também ser incluída no repertório sócio cultural das pessoas, tanto nos níveis acadêmico e escolar, quanto em outros âmbitos da sociedade".

(Andriele Aparecida Heupa)

Link para o artigo "Mulher e literatura: a memória da dor no romance As filhas de Manuela, da escritora paranaense Bárbara Lia Andriele Aparecida Heupa (Unicentro)" apresentado no Simpósio 7 - LHM - Literatura História e Memória.


https://www.seminariolhm.com.br/site/simposios/07/32439.pdf

Saturday, January 16, 2021

"Põe a mão em mim, viro água" - Poesia _ Bárbara



Meio ao momento triste e denso que vivemos, cerrada na casa a ouvir as notícias, decidi editar um livro. Trabalho quase terapia. Forma de reunir em um único livro os poemas escritos em 2020 - o ano do início da pandemia.

Meu décimo livro de Poesia.

Em três blocos de poesias inéditas em livro, um panorama do ano fatídico.
"Põe a mão em mim, viro água" ameniza o momento com poemas que falam do amor passional.
"O céu ainda é azul", separa os poemas escritos em 2020 com uma mínima sequência de poemas escritos após a visita à exposição de Yoko Onno - o céu ainda é azul.
"A arte de não morrer" encerra com poemas escritos sob o impacto da pandemia, o pensamento entre vida e morte. Com poemas como "Por um segundo", e "Para que haja luz lá fora". Poesia escrita no ano do vírus, o ano das interrogações.

A capa é do artista tcheco - Alphonse Mucha.


Friday, December 18, 2020

Olhos de Dietrich

 

Olhos de Dietrich - Romance


  • Meu novo livro sairá via Edital - Outras Palavras - Prêmio Obras Literárias - Lei Aldir Blanc.
  • Muitos autores e gêneros, projeto da Secretaria da Cultura. Meu primeiro romance - Solidão Calcinada - foi editado pela Imprensa Oficial/Sec. da Cultura, e agora esta narrativa que escrevi há oito anos, premiada em quarto lugar. 

  • Fiquei muito feliz por estar entre os premiados e saber que um novo livro vai para as mãos dos leitores. Novos leitores e os que estão sempre ao lado, livro a livro, ano a ano. A maratona da vida que nunca termina...

  • Depois conto mais sobre este livro. Estilo suspense. História policial. 

  • #fiquememcasa

Saturday, October 03, 2020

#SEMIC2020PUCPR Solidão Calcinada: O papel duplamente transgressor das ...

O Romance "Solidão Calcinada" no - XXVIII Seminário de Iniciação Científica do Paraná -

 

 

Do instagram da Maria Fernanda Niz:

--  eu, Maria Fernanda, com a orientação do professor Otto, estudei e analisei a obra "Solidão calcinada" da escritora paranaense Bárbara Lia, cuja possui a prosa mais poética que já li. O livro retrata o resgate da memória que a personagem principal, chamada Bárbara, faz de suas antepassadas, enquanto está em busca de saber mais sobre seus pais que foram militantes durante a ditadura militar. Serena, a mãe de Bárbara morreu nos porões da ditadura quando a filha ainda era um bebê, e é nessa personagem que eu concentro boa parte de minhas análises, para assim relembrar o legado das mulheres militantes durante a ditadura militar, através da literatura paranaense. ⠀

 
Para dar base à minha pesquisa, utilizei obras sobre a teoria feminista, também que contextualizem o momento histórico da ditadura e sobre memória. Você pode conferir tanto meu vídeo explicando mais sobre minha pesquisa quanto o meu resumo na mesma área que acontece a votação. Fica o convite para ir conferir essa e outras pesquisas. ⠀

 

Apoie a produção científica! Vote na bio do meu perfil ou no link abaixo:


https://semic2020.pucpr.br/sumario/1/semic?grandeArea=33&area=&programa=&bolsa=ICV&idioma=&busca=solid%C3%A3o+calcinada

Monday, July 27, 2020

w. b. yeats





AEDH DESEJA OS TRAJES DO CÉU 

Tivesse eu os trajes bordados do céu 
Envoltos na dourada e na prateada luz 
Os panos azuis: denso e escuro céu 
Noturno. A luz e a meia-luz 

 Eu estenderia os trajes sob seus pés: 
Mas eu, sendo pobre, visto apenas sonhos; 
Eu estendo os meus sonhos sob seus pés; 
Pise levemente porque você pisa em meus sonhos. 

  W. B. Yeats 


 Livre Tradução de Bárbara Lia

Tuesday, July 07, 2020

Thursday, November 14, 2019

Arrependimento / L' amour me ravage / As filhas de Manuela

#leiamulheres



fotografia - Juliana Pepinelli


fotografia - Bárbara Lia









“As Filhas de Manuela” é um romance de fôlego. Inicia em 1839 em plena Guerra dos Farrapos e segue até os dias atuais. O enredo acompanha a vida de todas as descendentes de Manuela, uma garota simples de Paranaguá que, ao encontrar um oficial da Armada Nacional, muda totalmente a direção de sua vida pacata. Ao ir em busca do amado ela encontra alguém cruel que a amaldiçoará. Esta maldição acrescentará dor e perda às gerações futuras e o adendo de levarem, todas as mulheres da estirpe de Manuela, uma sombra da cor do sangue. Como cada mulher viveu esta peculiaridade e os desdobramentos deste encontro de Manuela com o amor e o ódio vai definir os passos das gerações futuras em um círculo de perdas e superações.


“Arrependimento” acompanha as duas vidas de uma garota que, para fugir ao assédio do pai, acaba por ser adotada por estranhos, em uma cidade estranha. A fuga leva esta mulher, que ama Chopin, ao convívio com alguém que marcará toda a sua vida. Assim como ela marcará a vida deste homem. A narrativa ao som de Chopin, o cenário é Paranaguá (sempre). A mulher pensa ter guardado a sete chaves um segredo, mas eles sempre escapam entre as partituras.

"L' amour me ravage" traz poemas escritos na última década. Em nove capítulos, com uma pequena introdução do poeta Márcio Davie Claudino e capa de Edvard Munch. 120 páginas.

Friday, November 08, 2019

Arrependimento / La petite mort dans ses bras

O romance "Arrependimento" e o encarte de poesia erótica "La petite mort dans ses bras" são as mais recentes publicações.


Para ter os dois livros, ou um deles, contato via e-mail barbaralia@gmail.com


"La petite mort dans ses bras" - encarte com 12 postais de poesia erótica com ilustrações de Egon chiele, Toulouse-Lautrec e Edgar Degas.




Arrependimento - Bárbara Lia - Romance - Edição "Feito no Ato" - 92 páginas





Poesia - Bárbara Lia
Ilustrações - Egon Schiele
La petite mort dans ses bras


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Ela sabia que Ébano amava aviões. Ele sempre corria ao Porto para esperar a descida dos hidroaviões. Aurora descobre o momento do pouso, apanha sua bicicleta e sai pedalando, aflita. Acima, estriadas nuvens. Na cidade, os murmúrios de sempre. A cidade que a conhece e que desconhece seu drama. Nada mais é igual, nada é igual pela lente de seus olhos marejados. A cinza solidão pairando ao lado. Ela o vê: corpo estirado na grama e os olhos bebendo o pouso das aves de aço. Atira a bicicleta ao chão enquanto o coração acelera. Por um momento seus olhos acompanham o hidroavião da Panair e a dança suave sobre as águas. Tira as sandálias e caminha até ele. Flanando como o avião pequeno ave branca, asas de liberdade.
Ela senta ao lado, e ele não se volta, segue rígido a contemplar as águas, como uma estátua de pedra. Aurora remoera hipóteses desde que ele mudara drasticamente: o encontro com a mãe tinha derretido a sanha de amante? A presença dela trouxe a vida de antes: maré gigante para dentro da casa? O momento em que perdeu o olhar de Ébano foi mortal. Viveria sem sua pele refrescada ainda de infância. Viveria sem o encontro perpetrado dentro do invólucro da ternura profanada. As mãos dele pousando entre suas coxas. O rito da descoberta: eu te tateio, tu me tateias. Eu te penetro, tu me absorves ao limite da entrega. Voluptuosas caminhadas na noite da agonia. Encontrar de mãos dadas o caminho que acende a fogueira dos séculos. Mil anos viveria e até o fim recriaria a fúria daquelas noites. A força com que ele a abraçava. O singrar encantado suado ao seu encontro nas tardes antigas, envoltos agora em outro mar, o mar da paixão.
Calados lado a lado até o avião sumir no horizonte azulado. 

Fragmento do romance - Arrependimento - Bárbara Lia (2019)

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TODA POESIA EM 2020!

Monday, August 26, 2019

Sunday, August 11, 2019

Peabiru, mon amour...




Quem vive na região e puder ir ao evento de Peabiru, vou participar, levar meus livros, ler poemas, e matar a saudade da cidade onde passei a infância.


Wednesday, June 05, 2019

Minha vida de cronista



A convite do poeta e jornalista Pedro Carrano participo da coluna - Luzes da Cidade.
Uma vez ao mês uma crônica minha pousa no jornal Brasil de Fato Paraná.
Dois desafios: escrever um texto curto e escrever sob encomenda.
Qualquer dia publico em um livro esta aventura.
Esta é a crônica mais recente (maio)

La nave va...

"Não o convidei ao meu corpo" no Canal Senhora Literatura

  "Não o convidei ao meu corpo" no Canal Senhora Literatura da escritora Francine Cruz. https://www.youtube.com/watch? v=IxpCcdUM7...