Sunday, June 10, 2012

Canção da rapariga inglesa para Álvaro de Campos





O Daily Mirror estendido sobre a mesa
A dor que chega à galope - de surpresa
Morreu o poeta futurista, engenheiro naval
Está de luto um País, chora Portugal


As pernas tremem o coração dispara
Odeio por segundos a vida cruel e avara
Que nunca o trouxe de volta a esta porta
E despejou a notícia - esperança morta


Sabes, por acaso, o que é o amar em Glasgow?
Tem aura lúdica, sopro de ancestralidade mítica
Entra na alma o amor e cola de forma granítica


Por isto o último lugar onde a ele acenei – Window
Blue – permanece qual na tarde da nossa despedida
Cortina de renda azul e um girassol que é uma ferida


Bárbara Lia

Da série de sonetos - O fim do futuro. Diálogo com Fernando Pessoa (e heterônimos).
Mais sonetos no link abaixo:

La nave va...

Entre a Ternura e a Vertigem o Amor encontra a sua casa. Ou, o Amor em dois tempos.

  Sou Poeta. As “antenas da raça” desabam antes que o raio penetre, pela extremada sensibilidade. Antecipam. Sou dos “antecipados”. Dos que ...