Tuesday, November 20, 2012

Sobre pássaros e palavras




Acordo todo dia feliz com a serenata de um pássaro que desconheço. Ele tem um canto tão lindo que acordo antes do sol pra ouvi-lo... Um ornitólogo, por favor! Acordo todo dia feliz, pois nas manhãs brotam palavras, a resolução para um personagem, a finalização de um enredo, os títulos tão difíceis. Um dia vou escrever um romance sem título. Vai se chamar - Romance. Só romance. Ou Livro. Cada um que coloque o título que quiser. Melhor deixar em branco uma linha extensa para os títulos vários. Minha amiga Geisa Mueller escreveu poesias com a palavra calcinada pela qual ela se apaixonou após conhecer meu romance - Solidão Calcinada. Estas coisas podem deixar uma poeta derretendo-se qual caramelo em calda, estas coisas poéticas, ternas, únicas. Estas palavras que estas mulheres do meu tempo dizem e então eu sei a razão do meu caminho fragmentado, do meu destino, dos meus percalços e recomeços, da minha poesia... e isto soa tão lindo e tão único qual o canto do meu pássaro trovador... meu pássaro que também é um livro sem título, mas quando abre seu peito (páginas?) ecoa esta poesia que é única, que quero colar dentro de um enredo, que quero dizer como diziam as primeiras poetas e a primeira pessoa que amou neste planeta...

Bárbara Lia - 20/11/2012

La nave va...

Entre a Ternura e a Vertigem o Amor encontra a sua casa. Ou, o Amor em dois tempos.

  Sou Poeta. As “antenas da raça” desabam antes que o raio penetre, pela extremada sensibilidade. Antecipam. Sou dos “antecipados”. Dos que ...