Wednesday, July 18, 2012

O essencial

Lasar Segall
  • " Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.
    Tenho muito mais passado do que futuro.
    Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas...
    As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
    Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
    ... Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
    Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
    Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
    Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
    Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
    ‘As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos’.
    Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa…
    Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade.

    Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.

    O essencial faz a vida valer a pena.

    E para mim, basta o essencial!"

    (Mario de Andrade).

Tuesday, July 17, 2012

biografia de poeta


Quando eu fiz quarenta anos (1995) disse a uma colega de trabalho, uma jornalista - Vou escrever uma biografia.  Ela retrucou - É muito cedo para isto. Ser escritora era um projeto engavetado, ainda. Meus primeiros escritos ainda imaturos. Acreditava que havia vivido intensamente e tinha muitas histórias pra contar. A vida mudou, eu mudei. Hoje eu sei que ainda é cedo demais para contar minha vida, mas, temo morrer sem dizer a minha versão. 
O homem que está comigo nesta imagem é o pai dos meus filhos, com quem vivi nove anos.  
Incomoda-me alguns que tentam se colocar como algo importante em meu caminho. Paixão é fogo, arde e logo apaga. Escrever versos a alguém não significa que ele seja - o cara - nem que me abalou a ponto de ter sobrado mais que versos publicados. Então, escrevo este texto para entender esta vontade de me mostrarem como alguém insignificante, sendo que escrevem sobre minha insignificância. Eu não escrevo mais sobre eles. Nem sobre ninguém. Na Antologia - Amar, Verbo Atemporal - o meu poema de amor começa assim:

 Tudo que me toca / vira livro / só você virou esfinge / (miragem). 

Dá para perceber que quando é importante mesmo a gente não fica escrevendo sobre? O infinito enquanto dura... Enquanto dura e é importante a gente vive. Uma vez meu ex-marido ficou furioso ao encontrar uma carta ao meu primeiro amor. Ele disse: Você nunca escreveu um poema para mim. Não escrevi. Vivi a realidade de uma história, até o fim. Há menos de dois anos ele morreu. Uma noite eu estava pensando nesta bronca dele e minha filha ligou: Mãe, tá vendo a lua? Tinha eclipse da lua e ela ligou para que eu não perdesse o espetáculo. Misturei tudo em um poema e, tarde demais, lhe dediquei uma poesia. Quanto aos gritos destas pessoas de ego maior que o mundo que querem que eu seja relegada a nada, mas, insistem em permanecer como - algum cara que eu amei - só tenho a dizer que é passado e página virada. Sou escritora e poeta. Se não quiser virar poesia em minhas mãos não me toque, não se envolva comigo. Simples assim. Tudo que me toca, vira livro...

Saturday, July 14, 2012

Meu rosto tão pristino e tão doce...


Tem um pássaro cantando dentro de mim - Poesia - Bárbara Lia




Procura-se
Um pirotécnico
Que traga
O oceano
E uma invisível
Estrela

para Murilo Rubião


Bárbara Lia
Tem um pássaro cantando dentro de  mim  / 2011

Deus no orvalho - poemas para Jorge Luis Borges





neblina é mistério
mas é também a cortina
que envolve meu ser inteiro
adentra poros

esta hora fria e silenciosa
somada à leveza
dá um tom de eternidade
(hoje senti saudades de Borges)

Bárbara Lia in Deus no orvalho (21 gramas/2011)

sete dias com marilyn

 Michelle Williams e Eddie Redmayne


O filme revela a intimidade do mito através do olhar do menino que ela elege como âncora em seus dias em Londres. O filme fala dos sonhos criando vida. Quem tocou o deus branco de seu desejo? Poucos. É uma performance belíssima desta atriz. Um retrato de um momento. Uma semana, um dia na vida, o tempo não importa. E o ator revela a verdade nua e crua, quando ele se aproxima com medo, quando ele não se entrega e não a violenta, quando ele nem mesmo crê que a dois dedos do seu coração bate o coração da musa. Sete dias com Marilyn... 

Wednesday, July 11, 2012

Paisagem de Chuva para Bernardo Soares


                                                                                                                            

ilustração - Rafa Camargo

(soneto publicado no jornal rascunho com a ilustração acima)



Paisagem de Chuva para Bernardo Soares


Há qualquer coisa do meu desassossego no gota a gota, na bátega a bátega com que a tristeza do dia se destorna inutilmente por sobre a terra.
Bernardo Soares



As árvores fogosas escolhem seus amantes
Quando eles se aproximam ampliam o verde
Encolhem os caules que se enlaçam ofegantes
Como a mulher trança suas pernas sem alarde

Para prolongar o gozo mais silencioso que o ar
As pedras se abrem e voluptuosas expandem
Para acolher aos amantes que fazem tiritar
Seu coração de granito, oco de luz ou sangue

E eu que sou chuva aprendi a ser humana
Para amar com uma molécula de Oxigênio
Para não brigarem entre si com ódio e gana

As minhas outras duas moléculas de Hidrogênio
Cada gota cumpre o acordo tácito com lealdade
Esplendor lírico/líquido nas esparsas tempestades


Bárbara Lia

Monday, July 09, 2012

Sylvia Plath: A perfeição é horrível





  1. Livros e livros sobre Sylvia Plath. Mergulhei na obra dela e li algumas biografias. Li - O deus selvagem - de A. Alvarez, aquele cara estranho que não foi suficientemente capaz de ser a âncora que a Sylvia precisava em seus últimos dias. Se ela suportaria melhor o pior inverno de Londres se tivesse encontrado em Alvarez o que precisava? Não sei. Basta ler -Cartas de Aniversário- o diálogo de Ted Hughes com a amada morta - para entender o mínimo necessário. A raíz do drama. Ted era o duplo de Otto (pai de Sylvia) a razão das tentativas de suicídio dela, ir ao encontro do pai. Ele diz claramente que se sentia assim, que podia ver a sombra de Otto quando caminhava em uma praia vazia. Foi neste amante/pai, nesta loucura de Electra que ela se agarrou. Ao perder Ted ela sofreu a dupla perda, sozinha em um País distante, sem ninguém, ela encerrou o ciclo e deixou todo mundo sem entender nada. Quem se mataria em uma casa com dois filhos pequenos no quarto de cima? Quem já não suporta mais estancar a ferida aberta. E o que ela escreveu? Pura poesia. Esta certa Frieda Hughes em lacrar seus poemas, não liberá-los para filminhos patéticos. A vida de qualquer ser humano merece respeito. Um olhar humano. A Poesia dela era excelente. Ted sabia disto. Era fenomenal esta mulher. Escreveria muito pela vida. Alguns dizem que o suicídio foi o que a levou a ser assim tão aclamada... Uma droga! Ao poeta resta escrever com cada gota sua e seguir sendo julgado por críticos, semanários, seus pares, sua família e todo e qualquer que se julgue capaz. É preciso ser muito competente para penetrar a alma de Sylvia Plath. É preciso respeito. Aqui vive uma menina pobre que venceu pelo talento. Uma mulher que seduziu um dos maiores poetas da Inglaterra, cuja obra foi ofuscada pelos que não conseguem separar o público do privado (isto está em toda parte). Aqui está a Mulher. Concluida. Com o pouco tempo que teve escreveu uma poesia de aço e sangue, plena de mantos de luas e deuses do mar. Ela e Ted amavam a Mitologia Grega. Casaram-se em um Dia de Bloom. Ampararam um ao outro durante o tempo da escrita. Ela tinha um projeto, como tenho os meus. Sucateados pela vida, pela falta de tranquilidade, quiçá. O mundo real a nos puxar e é preciso tempo, uma trégua. Recitar Chaucer às vacas, andar de bicicleta com o loiro ardente dos cabelos engalanado de vento, dançar com o poeta em uma festa e cravar em seu rosto uma mordida. Deixar sua marca em milhares de pessoas que jamais vão encontrar o fundo do fundo do fundo de sua alma espectral.

Sunday, July 08, 2012

"As pessoas quebram" Carlito Azevedo



Na mesa da FLIP, que está em andamento, Carlito Azevedo homenageia Drummond com um poema inédito. Antes ele disse - As pessoas quebram. Ele quebrou recentemente, ele diz. E diz que para estes momentos a salvação é ler Poesia. E que não é de todo ruim que a gente quebre, que os outros nos quebrem, que despedacem-nos aos poucos e sempre e desde sempre amém. Que os eventos acelerem a trucidação sem dó. Se a Iluminação vem pelo desapontamento, como diz Carlito. Sou LUZ.

A FLIP esteve ótima. Das coisas que vi e ouvi. Este canto de amor do Carlito ao Drummond, o momento mais sublime da Flip. A Poesia é MIL. Sempre vai estar no ápice. Um poema como este vale UM ROMANCE ÉPICO. 

Drummond – o poeta presente
Armando Freitas Filho (em vídeo)
Eucanaã Ferraz
Carlito Azevedo
Mediação Flávio Moura


Friday, July 06, 2012




Edicao 37 da Revista Literatas (Publicada em Maputo) que traz uma entrevista dos alunos da UFRJ ao professor Alfredo Bosi (Ler com a alma). A leitura dos dois livros do Professor e Poeta Alberto Pucheu pelo Italo Monegheti, Maria Tereza Horta entre os poetas publicados nesta edição e o primeiro capítulo do meu romance Constelação de Ossos: O anjo d'água.


AQUI link para Revista Literatas



Thursday, July 05, 2012

Pós-FLIP - SAMPA - ADONIS





A publicação da antologia Adonis [poemas] (Companhia das Letras, 2012) culmina um trabalho de mais de dez anos do tradutor Michel Sleiman. “O contato com a poesia de Adonis se deu por estímulo do poeta paulistano Haroldo de Campos que o conhecera num encontro de poetas em Verona, ocorrido em 2001”, explica Michel Sleiman. De lá para cá, Michel tem traduzido e divulgado poemas de Adonis em revistas nacionais como Cult, Entrelivros, Coyote, Zunái, Poesia sempre e Metáfora.
O Encontro com Adonis tem entrada franca. Os interessados em participar devem retirar os ingressos no dia 09 de julho, a partir das 16h, no Teatro Eva Herz. 



Evento: Encontro com o poeta Adonis - com participação de Milton Hatoum e Michel Sleiman
Quando: segunda-feira, 9 de julho, às 17h
Onde: Livraria Cultura -- Teatro Eva Herz - Av. Paulista, 2073
Informações: tel 11 3170-4033
Quanto: grátis - distribuição de ingressos a partir das 16h, no Teatro.
Lugares limitados.
Realização: ICArabe e Companhia das Letras

Haverá tradução simultânea disponível



Tuesday, July 03, 2012

Lançamento Oficial - Amar, Verbo Atemporal - Off Flip 2012







  • Você vai à FLIP?

    Se for, não pode perder o lançamento da Antologia de poemas - Amar, Verbo Atemporal, da Editora Rocco. Sexta-feira, 06 de julho, às 17h30, no Café Literário da Off-Flip, Silo Cultural José Kleber (Rua Samuel Costa - Centro Histórico - em frente ao pátio da Casa da Cultura).
    Com direito a sarau, autógrafos e coquetel.

programação da Off Flip:

http://www.paraty.com.br/flip/off_flip.asp




Saturday, June 30, 2012

O caminho das pedras




A Secretaria de Estado da Cultura criou o Prêmio Paraná de Literatura. A mudança essencial foi a criação da categoria romance:
Prêmio Paraná de Literatura, Categoria Romance – Manoel Carlos Karam

O valor do prêmio aumentou para R$.40.000,00 com apenas um premiado. Não mais apenas uma poesia ou conto premiados, mas, um livro em cada categoria.
A grande questão dos concursos é adequar o tamanho do livro ao regulamento.
Fiquei cinco anos compondo um livro e finalmente ele está concluido. Acontece que não tem 130 páginas mínimas exigidas para a categoria romance. Dancei. O caminho das pedras para publicar um romance estou aprendendo a trilhar. Em um jantar com amigos poetas um deles disse da intenção de enviar seus livros apenas para grandes editoras. É a única forma de ter seu livro distribuido e sem ter que se preocupar com divulgação, lançamentos, etc. Talvez demore mais cinco anos para encontrar uma editora para meu romance. Para o Prêmio Manoel Carlos Karam preciso ser muito disciplinada e terminar em dois meses um livro que escrevo... Contagem regressiva, vamos lá...
Abaixo o link para oregulamento do Prêmio Paraná de Literatura.

Friday, June 29, 2012

o jardineiro fiel




Tenho uma folha branca
                            e limpa à minha espera:

mudo convite

tenho uma cama branca
                            e limpa à minha espera:

mudo convite

tenho uma vida branca
                            e limpa à minha espera.


Ana Cristina Cesar


5.2.69




Sempre me encanta Ralph Fienes, aquele desejo de levar pra casa. Belo jardineiro e com ele a certeza de varanda perfumada, chuva com adorno, as manhãs salpicadas de abelhas e pássaros a visitar a casa... Meu medo do desconhecido sempre levou aos colegas de trabalho para encontrar um par. Não queria desconhecidos e os temia. No entanto, nada pode ser mais desconhecido e misterioso que um poeta. Risquei do mapa todos os poetas do mundo, quando o lance é paixão. Vão ficar apenas nas páginas, nunca mais em meu coração.
Quero um jardineiro, que seja também doutor pra saber que droga colocar em meu sangue pra calar esta dor. Pausa pra sonhar assim: Um lindo doutor que vai cuidar de mim, e também do jardim.
Isto que escrevo em uma tarde de sol (raro) é puro abuso. É só o momento de rir um pouco da vida, para ver se espanta a dor que ronda o tempo todo, feito ciranda. Na verdade tudo isto é tubo de ensaio, para uma experiência que começa, escrever sobre os desacertos. Escrever sobre os extremos. Escrever sobre o descompasso. Escrever sobre aquilo que é e aquilo que os outros dizem - Tenho uma folha branca e limpa à minha espera: mudo convite.


Saturday, June 23, 2012

estante poética



Entrei em uma manhã na Biblioteca Pública do Paraná e me deparei com minha foto e o pequeno cartaz - Poetas da Atualidade - Bárbara Lia - na estante que fica na entrada da ala onde estão os livros de Literatura. Fiquei imensamente feliz. Naquela manhã eu conversei rapidamente com a funcionária e não consegui saber muitos detalhes, quanto tempo ficaria minha foto ali naquela pequena prateleira. Decidi registrar a imagem. Fui ao trabalho da minha filha Paula - duas quadras dali - e emprestei seu celular e tirei uma fotografia. Na época quando a Paula enviava um e-mail ele nunca chegava. Ontem a operação deu certo. Não tenho certeza, mas, acredito que foi em maio do ano passado que vivi esta emoção estranha, surpresa que aquece. Adentrar a Biblioteca e deparar com a homenagem tão simples e ao mesmo tempo tão essencial e especial. 

Friday, June 22, 2012

A todos os poetas que um dia rabiscaram um poema em um guardanapo de papel


(clique na imagem para acessar)
Nas imagens o inesquecível poet(a)migo Rodrigo de Souza Leão. Guardanapo de Papel (Milton Nascimento)

Thursday, June 21, 2012

Um pássaro bica o arabesco...





Um pássaro bica o arabesco
De uma sacada na Av. Ipiranga
Quer o aconchego de um lugar
Do táxi, sinto pena da ave
Aconchego é luxo de quem é nu
Sem pluma, carta celeste e ar
Se eu tivesse asas, passarinho
Nada mais faria a não ser – Voar!

Bárbara Lia
2011


Wednesday, June 20, 2012

Bárbara Bandini


O magnetismo da vida de escritor está na marginalidade e na liberdade. Pergunte ao Pó trouxe o mito sonhado. Resumo da espécie: Bandini. Dinheiro apenas para um café, saltar a janela do quarto pra fugir da dona do hotel e levar sempre com ele a revista onde foi publicado seu único conto. Amar a garota que faz pouco caso dele, cuidar dela até o fim. Quem abandona a amada é covarde e covardes não nasceram para escrever grandes livros. Volto ao mito Bandini, espero a primavera e chuto o balde da facilidade. Na verdade, nem é preciso.
Ontem li alguns debates sobre o novo edital da Bolsa FUNARTE. Agora a Bolsa de Criação Literária é para iniciantes. Quem publicou mais de dois livros com ISBN não pode enviar um projeto.
Perdi o prazo do Portugal Telecom, pois esqueci o bendito ISBN e faltavam três dias. A flor dentro da árvore não concorreu a nenhum prêmio. Agora tudo que tenho é para a Saúde. Plano de Saúde, remédios e cuidados pra tentar não morrer tão cedo. Isto não permitiu me inscrever no Jabuti. Falta de grana e excesso de idade que não permitiu participar do concurso da Revista Granta. Tudo agora é controlado e mapeado por números e a ARTE não pode ser tolhida, encaixada em idade ou registros de livros ou coisa que o valha. Ver autores tentando aceitar e acatar e lutar por estas pequenas migalhas que o sistema atira na tentativa de calar uma classe, já calada, me entristece. A outra via é via de Piva e Marcos Prado. É produzir a poesia genial que vai ser reverenciada após a morte. Entre ser agraciada com espaços regrados e bolsas/esmolas, prefiro a segunda via. A vida de Bandini, a via dos poetas renegados... A grande confusão é que sou Mulher e em um mundo Homem, é mais um espinho. É o que faz te arrancarem com ódio da carne da Poesia. No final da história, no corpo da Poesia  eu sou uma cicatriz. Na pele do lugar onde vivo o corte foi mais profundo. Alguns tentam negar e negar a existência da poeta. Até ver a marca nítida. Esta presença que é corte e grita. Chama mais a atenção que toda a pirotecnia do todo. E sigo, Bandini, pela vida. Quase despejada, sucateada por alguns, sem apoio da família (exceto os filhos): Em resumo, VIVA!

Tuesday, June 19, 2012

Eterno!


Em Março tirei esta foto durante o Show do Chico Buarque em São Paulo. Noite passada sonhei que tocava  violão e cantava uma canção do Chico. Acordei e esqueci a canção. Hoje é aniversário do Chico. Valeu, poeta! A eternidade é tua, mas, ainda assim desejo de alma muita paz e saúde para tecer poesia pela VIDA.


Peabiru em meu coração

Foto- Luiz Cesar
 (1961-2010)




O poeta Fábio Sexugi criou uma página = Memórias Peabiruenses = 
Nela um pequeno relato de memórias amoráveis desta cidade pequena e mágica - Peabiru. Preciso descobrir qual menino da minha cidade, em um momento poético a nominou - Parisbiru. Para quem lá viveu é ela a nossa cidade-luz. 

Monday, June 18, 2012

Alone/Enola








Alone/Enola  


A solidão 

É o avião

Que leva

A BombaAtômica


Bárbara Lia 


La nave va...

Meus livros

  https://www.editoracloe.com/product-page/50-poemas-escolhidos-pela-autora https://editorakazua.net/ https://www.loja.prosanova.com.br/olho...