Nesta nova edição da web série - pássaros ruins - meu poema "Insônia" - o vídeo foi gravado no passeio público.
Thursday, August 25, 2016
Pássaros Ruins - 11/09 - 19h - Cinemateca Curitiba
Serviço: Lançamento da 2a. Temporada da websérie Pássaros Ruins
Data: 11/09/2016 - Domingo
Local: Cinemateca de Curitiba
Horário: 19h
Endereço: Rua Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco
PÁSSAROS RUINS é uma realização da Processo Multiartes e Casazul Produças. A segunda temporada é realizada através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, com incentivo do Positivo.
Com curadoria do poeta Ricardo Pozzo, agora em 2016 a websérie “Pássaros Ruins”, ganha uma segunda temporada sob olhar do diretor e escritor Adriano Esturilho e terá lançamento na Cinemateca de Curitiba em setembro.
Na primeira temporada, passaram pelo projeto alguns de nossos grandes poetas Curitibanos na ativa, como Ivan Justen, Rodrigo Madeira, Andreia Gavita, Thadeu Wojciechowski e Adriano Smaniotto. A segunda temporada contará com nomes como Luci Colin, Bárbara Lia, Guilherme Gontijo e Mario Domingues. A ideia é mesclar poetas já conhecidos com novos nomes e também resgatar algumas figuras que merecem maior reconhecimento. Em cada vídeo, temos um poeta atuante na cena local que recita ou lê um de seus poemas, tendo como pano de fundo um ponto da cidade.
Após o lançamento os episódios serão disponibilizados semanalmente na internet convidando o público local das redes sociais a criar o hábito de acompanhar um pouco da nossa poesia dentro da correria do seu dia-a-dia. Os vídeos – sempre curtos – podem funcionar como um breve respiro no cotidiano de trabalho ou estudo de cada um.
“A linguagem do vídeo em conjunto com a leitura dos poemas – instigante e ao mesmo tempo comunicativa – pode ser uma porta de entrada para novos públicos. A intenção é promover e mostrar a cara dos nossos poetas e quebrar com a ideia de que a poesia só atinge a um público já previamente interessado”, comenta o diretor Adriano Esturilho.
No lançamento na cinemateca, que terá ENTRADA FRANCA, serão exibidos todos os episódios da temporada e será realizado um breve bate-papo com alguns dos poetas participantes. Publicações dos poetas também estarão em exposição e à venda.
FICHA TÉCNICA
Direção: Adriano Esturilho
Curadoria: Ricardo Pozzo
Produção: Samara Bark
Montagem e Fotografia: Giuliano Andreso
Assistência de fotografia: Lucas Kosisnki
Captação de Áudio: Lucas Mafini
Edição do áudio: João Caserta
Poetas participantes: Bárbara Lia, Edra Moraes, Fernando Koproski, Guilherme Gontijo, Luci Colin, Mário Domingues, Maurício Cardoso, Priscila Merizio, Rodrigo Garcia Lopes, Rodolfo Jaruga.
Para ver mais acesse: https://www.youtube.com/ watch?v=lXJFKjqSWfM&list=PL TKRowrnHMtpteiJFRZKqlgbsu2 1yJgm9
Tuesday, August 23, 2016
Bistrô de la poésie: algumas imagens

Stella de Resende e seu marido Cláudio, eu, Jane Bodnar e seu marido Samuel Oliveira, Jandira
Zanchi, Fabiana Lucca e Bruno Marafigo.
Bárbara Lia
Stella de Resende - irmã do poeta homenageado - ao meu lado na abertura do recital
Jane Bodnar
Jandira Zanchi
Bruno Marafigo
Regina Bustolin
Stella de Resende
Sr. Resende, pai do poeta Reginaldo Rollo Possetti de Resende
Paulo Roberto Pereira Vallin
algumas imagens da noite poética - homenagem a Rollo de Resende.
as fotos são de Karoline Schast
grata à curadora do evento - Bistrô de la poésie - Jandira Zanchi, pelo convite e à Fabiana Lucca, por ceder o espaço para estas noites poéticas... os poetas compareceram, velhos parceiros do Rollo de Resende, na vida e na poesia, e jovens poetas que se encantaram com seus versos...
Na atmosfera linda da homenagem, doces e uma pequena celebração (dia 24 é meu aniversário).
Quem foi pode provar meus beijinhos e os bombons que a Jandira Zanchi fez, todo mundo aprovou. Poetas prendadas ;)
O bom dos encontros poéticos é que as parcerias vão surgindo, as próximas etapas, a Arte.
Ontem quase li um conto no palco, embalada pela presença do Bruno Marafigo que leu sua prosa, mas, no final foi só a poesia, no palco, no bistrô e até na chuva. Grata aos poetas que compareceram, à platéia que aguardou para ligar a TV só no final da final olímpica, depois de toda poesia...
O presente mais insólito - que eu amei ganhar - Stella trouxe rapadurinha - que o Rollo amava - e eu lembrei que meu pai também amava. Grata por estes mimos. O livro do poeta Claudinei Vieira (Yūrei, Caberê) da coleção patuscada, presente da Jandira Zanchi.
Dada largada para os meus 61 anos...
Muito linda a fala da Jane Bodnar ontem, o testemunho das pessoas que conviveram com ele a lembrar os detalhes poéticos, um poema inédito que Rollo dedicou à enfermeira que cuidou dele no final da vida, lembrar que ele fazia pão... E minha torcida silenciosa para que ela reedite o belo projeto - homeopoética.
Thursday, August 18, 2016
Esse não é um poema de amor...
imagem: wikipédia
É tão patético
Que chega a ser triste
É tão cínico
Que chega a ser trágico
É tão pequeno
Que não merece nada
Nem um olhar
De dois segundos
Nem desperdiçar
O ar da vida
- Neurônios, lágrimas
Ou paz -
É pobre da pobreza
Que não traz luz
Que não traz luz
Descartar!
Tem um novo poema
Acenando ali
Na janela clara
Na vida rara
Na maresia
Tem um mundo mar de Cádiz
Yo me voy
Adiós!
Bárbara Lia
Thursday, August 04, 2016
Tuesday, August 02, 2016
Poema
Liquefaz o sangue do sol
Em mil luzes de orvalho
Ameniza! Estica o tempo
Feito orgasmo de rainha
Monday, August 01, 2016
Começar com flores o mês do meu niver...
fotografia - Isabel Furini
Algumas Poesias no site - Revista Carlos Zemek - Arte e Cultura, Jardins e Flores. Poemas sobre flores, fotografias de Isabel Furini. Agosto de levezas, que assim seja...
O link para ler os poemas:
http://revistacazemek.blogspot.com.br/2016/08/barbara-lia-jardins-e-flores.html
Thursday, July 28, 2016
Meus dias com Clarice
Sempre quis abraçar um projeto com prazo e impor uma disciplina. Sigo sempre no limite das asas, e hoje pensei em algo: ler os contos de Clarice - um ao dia - e escrever uma impressão, um poema, uma frase, um ensaio se preciso for... dada a largada... que seja voo, que seja lúdico, que seja intenso como ela, que seja um rito, e tenho dito...
Friday, July 22, 2016
a flor dentro da árvore
foto by Kátia Torres Negrisoli
“Remando
no Éden”
Um olho de Emily
É Deus
O outro é Fera
Um olho é Eva
O outro é Lilith
No branco rosto
Lábio granito
Do branco vestido
Vaza uma luz que emana
E entontece
Nada a fazer
Depois de remar no céu
Nada mais a fazer
Quando se bebeu
Versos estrelas
- Auroras gestadas
Carta de voo de pássaros
Palavras de arcanjos
O ocaso em uma copa
O silêncio do oceano laminado –
O tosco me agride
Tudo o que é rude
Um passo atrás
A cada farpa
A cada sílaba Bárbara
Sibila frase agulha fina
- Avesso de Sibila –
Sífilis purulenta
Na pele da poesia
– Letargia –
Um passo atrás
Um véu
Dois véus
Uma estrada
Um muro
Um jardim
Uma porta
Pétrea e escura
Uma cama
Uma escrivaninha
Um quarto branco
Arco íris na retina
Uma luz difusa
Uma musa?
Emily...
Ninguém mais.
Bárbara Lia
Wednesday, July 20, 2016
A complicada beleza - Fernando Koproski
by Daniel Castellano
Dias propícios para ler um livro. Como na canção: um dia frio / um bom lugar pra ler um livro. E melhor ainda: três livros. A trilogia do poeta e escritor Fernando Koproski: A complicada beleza. Belas dedicatórias, como esta:
para minha amiga e grande poeta Bárbara as aventuras em versos desse jardineiro incurável
com carinho
As capas são obra de arte, fotografias de Daniel Castellano. A ousadia lírica do Fernando, escrever um romance em versos. Já pensei nisto e nunca iniciei esta louca empreitada... Já estou caminhando ao lado de Narciso no primeiro livro da trilogia. Feliz por ter amigos cujas vidas pulsam no mesmo ritmo poético. Somos o que somos, como ele escreveu, jardineiros incuráveis. A flor da palavra, o jardim da beleza, a complicada beleza.
A trilogia é composta por:
- Narciso para matar
- Crônica de um amor morto
- A teoria do romance na prática
(7 Letras)
para minha amiga e grande poeta Bárbara as aventuras em versos desse jardineiro incurável
com carinho
As capas são obra de arte, fotografias de Daniel Castellano. A ousadia lírica do Fernando, escrever um romance em versos. Já pensei nisto e nunca iniciei esta louca empreitada... Já estou caminhando ao lado de Narciso no primeiro livro da trilogia. Feliz por ter amigos cujas vidas pulsam no mesmo ritmo poético. Somos o que somos, como ele escreveu, jardineiros incuráveis. A flor da palavra, o jardim da beleza, a complicada beleza.
A trilogia é composta por:
- Narciso para matar
- Crônica de um amor morto
- A teoria do romance na prática
(7 Letras)
sobre a trilogia, no paraná online:
para adquirir os livros:
do romance CRÔNICA DE UM AMOR MORTO
http://www.livrariascuritiba.com.br/cronica-de-um-amor-mo…/p
http://www.livrariascuritiba.com.br/cronica-de-um-amor-mo…/p
NARCISO PARA MATAR
http://www.livrariascuritiba.com.br/narciso-para-matar-au…/p
http://www.livrariascuritiba.com.br/narciso-para-matar-au…/p
A TEORIA DO ROMANCE NA PRÁTICA
http://www.livrariascuritiba.com.br/teoria-do-romance-na-…/p
http://www.livrariascuritiba.com.br/teoria-do-romance-na-…/p
Outros livros do Fernando:
http://www.livrariascuritiba.com.br/fernando%20koproski…
http://www.livrariascuritiba.com.br/fernando%20koproski…
Thursday, July 14, 2016
R.I.P. Babenco
5 Dias para morrer
para Hector Babenco
morreremos loucos, Ana
os sapatos
novos
em cima da mala
— mala notte
o dia, a pior
foto: olhos úmidos
no vídeo
flashbacks:
a virilha imunda
do marinheiro
os eletrodos frios
nas têmporas
as pílulas coloridas
peixes
num aquário
cujo vidro
quase se quebra
toda vez
que o tocamos
sim, Ana
morreremos loucos
mas
esta noite
dormiremos
juntos
morreremos loucos
mas
esta noite
dormiremos
juntos
Ademir Assunção
“Doce como o massacre de sóis”
(Emily Dickinson)
(Emily Dickinson)
Oito canhões na praça de guerra
Apontam para o peixe
Que traz a paz nas guelras
Apontam para o peixe
Que traz a paz nas guelras
Quatro gaivotas suicidas
Lambem o babado azulado
Do triste mar-flamenco
Lambem o babado azulado
Do triste mar-flamenco
Lembro um filme de Babenco:
Ana e o voo
Mariposas no quarto lúgubre
Suas mãos em concha
A esmagar a eternidade insalubre
Mariposas no quarto lúgubre
Suas mãos em concha
A esmagar a eternidade insalubre
Bárbara Lia
do livro - A flor dentro da árvore
do livro - A flor dentro da árvore
Mínima homenagem ao diretor de cinema argentino que faleceu ontem.
Héctor Eduardo Babenco (Mar del Plata, 7 de fevereiro de 1946 - São Paulo, 13 de julho de 2016)
Gosto imensamente deste poema do Ademir Assunção, em dois momento o poema dele e o meu dialogam com a personagem Ana do filme - Coração Iluminado. Gracias Babenco, Descanse em paz.
Tuesday, July 12, 2016
Monday, July 11, 2016
Todas as tardes de maio serão tuas
nomear este estio virulento, esta esterilidade abrupta
vai ser sempre estranho como naquelas gravuras
onde uma silhueta vazada permeia a cena
estarás sempre ali como um presságio
ou o tudo que eu não via que eu não vi
e chorar isto vai ser jogar de novo o tempo pelo ralo
então eu calo então eu calo o tempo do estio bravio
os anos sáfaros em que estavas em mim
e - ao mesmo tempo -
ausente na superfície das coisas pétreas
Bárbara Lia
Thursday, July 07, 2016
Tuesday, July 05, 2016
As minhas mulheres...
Elas vieram a mim em bandos, primeiro a família Piccoli: Pietra, Esperança, Serena e Bárbara. Vieram para falar da Solidão Calcinada que as mulheres enfrentam quando dizem sim ao anjo da liberdade. Foi dolorido. Era a catarse minha. Queria expurgar minha culpa daquela crença da infância, eu não era culpada, mas me sentia assim. Eu me sentia culpada por acreditar, na adolescência, que os rebeldes dos anos sessenta eram terroristas. Foi a minha penitência. Eu sempre quis publicar meu primeiro romance com este tema, e consegui. No outro livro eram apenas duas: a garota que cantava em um bar e a poeta que foi viver meio à natureza. Elas eram noturnas, a deusa da noite (Nyx) e constelação mais apagada do céu (Lynx). Constelação de Ossos o filtro da minha alma, eu estava me sentindo marginalizada, me sentindo qual a garota à qual só sobra a rua, um palco, e a amiga/poesia. Depois, em um rompante louco, terminei de cerzir o que pode até mesmo ser o meu primeiro livro publicável, pois recordo que a ideia surgiu antes dos dois que foram lançados. As Filhas de Manuela é uma saga que traz como metáfora a maldição nossa de cada dia: o ser mulher, levar pela vida esta sombra sangrada. Em um rompante sem nexo elas seguem por quase dois séculos arrastando isto que incomoda, a força de ser quem pulsa vida, e não se dobra. As Filhas de Manuela tem oito capítulos encadeados, em uma espécie de epopeia, onde cada fala apresenta um ciclo de perdas e redenções. É isto. Até aqui encontrei algumas dissertações de mestrado dos meus romances já editados, e eles falam da Literatura escrita por mulheres, e a leitura é sempre a da certeza de que em minhas cenas só há espaço para - elas. As que chegam fortes, as que lutam por cada grão de liberdade. Já não é o modelo patriarcal, já não é mais a feminista que luta por ocupar o lugar, é alguém que ocupa e ponto final. Coloca-se ao lado. Digo tudo isto sobre estas mulheres dos romances que escrevi, pois hoje eu vi um corpo, envolto no sangue placentário, era forte, era alvo e pulsava. Há uma única personagem, pela primeira vez. Ela está a sós, e tive medo dela. Ela acabou de nascer e eu a temo. Quando veio a mim pelo sopro da criação, era menina ainda, é menina, só a vejo ali, uniforme escolar, primeira menstruação, um amor platônico pelo professor. Ela se apresenta e eu sei que agora eu vou desaparecer, segurando sua mão úmida ainda do sangue dos nascituros, e vamos adentrar o desconhecido... Ela exige que eu construa uma cidade, quase como em Dogville, e ela chega como em Dogville com assustados olhos azuis, e ela chega com enigmas. O que ela não sabe é que já sei a última cena, e entre a primeira e a última cena de uma vida bem longe do banal, décadas e quiçá um encontro, destes que nadie explica, uma espécie de mistério que cada um vive uma vez na vida. Talvez ela já seja a minha personagem preferida...
imagem: Nicole Kidman em Dogville
Monday, June 27, 2016
para Ana C.
...ausência frequentada sem mistério
céu que recua
sem pergunta
Ana Cristina Cesar
Subir a London Road de bicicleta
Tempo de cartões postais e promessas
Em cada canto do mundo um avião pousa - A teus pés
Como quem se move em um oceano de folhagens
O momento fel acena - céu que recua sem pergunta _
O momento fel acena - céu que recua sem pergunta _
Anula o tratado de delicadeza
Ignora belas meninas nas estações vazias
Uma mala nas mãos e por companhia
Assombro e luvas de pelica
Assombro e luvas de pelica
Bárbara Lia
in Respirar ( 2014)
Wednesday, June 22, 2016
Stellan Skarsgård - River
River, inspetor de polícia interpretado por Stellan Skarsgård é alguém que transita em um mundo onde ele não separa os vivos dos mortos. Isto faz dele aquele cara que chama a atenção. Por ser aquele cara que resolve a maioria dos casos, é sempre protegido pela sua chefe. River não quer ajuda psiquiátrica, ele crê que não vê fantasmas, ele chama de manifestações.
Algum dia poderei dizer do fulminante impacto que a força deste ator trouxe para minha vida... Algumas vezes um poema, uma canção, um filme, uma obra de Arte cai diante dos teus olhos para tocar o ponto crucial e trazer respostas... Acho que Stellan Skarsgård deve ter sido este canal de impacto em muitas pessoas pela vida, e penso que ele sabe.
A série está no Netflix: River.
Imperdível.
Sinopse: John River é um brilhante inspetor de polícia cuja genialidade está lado a lado com a fragilidade de sua mente. Ele é um homem assombrado pelas vítimas de assassinato cujos casos ele deve desvendar
Com Stellan Skarsgård, Nicola Walker, Lesley Manville...
Stellan Skarsgård
20 de junho
Entrei em estado de Stellan, apaixonada por ele, sim eu me apaixono com a perfeita fusão arte + artista. Fui atrás dos filmes deste deus viking: Stellan Skarsgård. É uma pena que muitos filmes são noruegueses e sem legenda, o que impossibilita. Ainda assim, fica a gratidão por dar de cara com a série River e ver, finalmente, Breaking the Waves. Stellan está em muitos filmes de Lars Von Trier, em todos que vi, por sinal... E acaba de ser eleito o ator mais amado por mim.
21 de junho:
Sigo em "estado de Stellan" e tento ver ao menos um filme dele ao dia, hoje encontrei um filme que é belo, mas com legenda em inglês e um russo falando e obliterando a fala original, todos os personagens sem a emoção do texto e só isto, quem sabe eu consiga ver até o fim...
...
Zero Kelvin - Sem limites: Na década de 20, três homens contratados como caçadores de focas tem que passar um ano de solidão no frio da Groelândia. Um deles é um jovem aspirante a poeta que vivia em Oslo, na capital norueguesa, e que decide largar a namorada para enfrentar a neve. Lá chegando, ele conhece os outros dois homens: um bruto mal-humorado e um cientista caladão. As personalidades distoantes dos três os levam a conflitos dentro de um casebre no gelo, que acabarão por deixar quando o cientista faz uma intervenção decisiva na situação.
Tuesday, June 14, 2016
Sunday, June 12, 2016
Despedida oficial do Wonka Bar - Vox Urbe - 15/06 - 21h
A noticia do fechamento do Wonka Bar antecipa a nostalgia. Já estou com saudades do palco do porão, das noites de poesia. O Wonka sempre foi um palco possível para tantos poetas e lá vivi noites inesquecíveis... Desde o Porão Loquax que iniciou em 2005 com a curadoria do poeta Mário Domingues. Um projeto lindo que por um tempo trouxe ao palco poetas incríveis de toda parte. Houve aquele hiato, por um tempo a poesia calou no porão, mas retornou com o Vox Urbe e a curadoria do poeta Ricardo Pozzo. Seguimos, com esta saudade que já brota, e com um obrigado enleado em poesia à Ieda Godoy, que abriu este espaço para a Poesia. Embora tudo possa renascer em outro espaço, sempre amei aquele toque de clandestinidade que atou com beleza extremada cada evento ao cenário. O porão do Wonka foi o palco mais poético que pisei, de todos os palcos onde li poemas, em todo estes anos. E eu me sentia em casa no porão do Wonka Bar, foi o que disse a Ieda quando recebi uma mensagem sobre esta última noite de poesia naquele incrível lugar.
__
Recuperei um texto meu, que eu realmente não encontro de forma fácil meio aos meus arquivos e papéis, mas consta da monografia do Márcio Davie Claudino (Duas tendências da novíssima poesia Curitibana no alvorecer do século XXI) este texto escrevi para o folder de um dos aniversários do Porão Loquax:
Para alguns poetas em Curitiba o Porão do Wonka Bar acabou por tornar-se uma Confeitaria Richmond, uma London City. Algum dia vai figurar em livros, tal qual a Richmond que Borges freqüentava, ou London City, onde Cortazar escreveu – Os Prêmios. Algum dia será lembrado como o bar onde Maiakovski trafegava entre a fumaça revolucionária, o "Cão Vadio". Ou, o Café "A brasileira", onde Fernando Pessoa vivia.
Quando o poeta Mário Domingues anunciou o projeto Porão Loquax em uma parceria com Ieda Godoy do Wonka Bar, eles atiraram uma semente em um Porão. A poesia nossa de cada dia ganhou um dia sagrado – as terças-feiras. Desde a primavera de 2.005 o Projeto Porão Loquax segue dentro de sua linha independente. Em seu palco estiveram músicos, atores,poetas, escritores... Com uma doçura anárquica os idealizadores nunca rebaixaram o nível da Poesia. Este momento é único, passa longe das escolhas afetivas que permeiam algumas instituições, sem se preocupar com apadrinhamentos ou qualquer outro tipo de atitude que pudesse figurar um mínimo de discriminação. Os poetas encontraram um palco, um espaço para suas poesias, músicas e interpretações. Totalmente poético, o Porão surgiu como um lugar de resistência, que se faz necessário manter, para que a poesia se aloje definitivamente,com toda a sua bagagem e seus resistentes, com toda a sua contradição, sedução, brilho que só ela contém.
Quando o poeta Mário Domingues anunciou o projeto Porão Loquax em uma parceria com Ieda Godoy do Wonka Bar, eles atiraram uma semente em um Porão. A poesia nossa de cada dia ganhou um dia sagrado – as terças-feiras. Desde a primavera de 2.005 o Projeto Porão Loquax segue dentro de sua linha independente. Em seu palco estiveram músicos, atores,poetas, escritores... Com uma doçura anárquica os idealizadores nunca rebaixaram o nível da Poesia. Este momento é único, passa longe das escolhas afetivas que permeiam algumas instituições, sem se preocupar com apadrinhamentos ou qualquer outro tipo de atitude que pudesse figurar um mínimo de discriminação. Os poetas encontraram um palco, um espaço para suas poesias, músicas e interpretações. Totalmente poético, o Porão surgiu como um lugar de resistência, que se faz necessário manter, para que a poesia se aloje definitivamente,com toda a sua bagagem e seus resistentes, com toda a sua contradição, sedução, brilho que só ela contém.
Porão Loquax
Cantos Bárbaros (2006)
Melina Mulazani
Leitura de poemas do livro Noir
Painel com poemas de alguns poetas em uma exposição no porão
a arte é de Brenda Santos
Porão Loquax
O sal das rosas
2007
Lançamento do livro - A última chuva
Porão Loquax 2007
Noite de lançamento de três poetas
Márcio Claudino, Rodrigo Madeira e eu
Gabriela Caramuru lê alguns poemas do livro
Em 2007 selecionei poemas para uma homenagem a Sylvia Plath -
'SYLVIA E O FALCÃO"
Porão Loquax
Um registro da homenagem à Sylvia Plath:
Carolina Maia e Andrew Knoll
C2H2 - Musas de Acetileno
Vox Urbe
Direção Geisa Mueller
Eu e Geisa Mueller no palco do Wonka Bar
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INSÔNIA Este é o século da nossa insônia Mentes plugadas em telas isonômicas Longe dos mitos e da cosmogonia Dopados de “soma” e ...







































