Thursday, August 10, 2017

Forasteira no site "Toca a falar disso"





Sobre "Forasteira" no site "Toca a falar disso":



"Puro lirismo. É assim que pensamos Bárbara Lia, autora de Forasteira, ao abrir a primeira página do livro. A alma da poeta que traduz o inconformismo pela desumanidade e que também mergulha nos sentimentos mais íntimos, revela-se a cada estrofe.

Com uma identidade peculiar na escrita e uma personalidade marcante que fica bem pontuada em cada frase, a autora nos conduz por todos os caminhos que a visão da alma poética é capaz de levar. A inquietação infantil do mundo a descobrir, o florescer dos sentimentos, o compreender-se mulher na totalidade dos sentimentos e percepções, o entusiasmo pela vida e os dissabores pelas vivências que deixam marcas, são os reflexos que por entre as palavras que dançam nas páginas bem elaboradas, dessa menina-mulher.

Que fez a travessia pelo mundo e pelo tempo, sem perder a docilidade e o sonho de menina, mas ao mesmo tempo, acumulando no olhar, a experiência e as marcas de quem percebe o ser humano na sua mais dura vertente. Forasteira da vida e de si mesma, segue por vários caminhos, na arte da escrita e mantém inalterado o poder transformador de não se conformar com o feio, o distorcido, o desumano, seja na poesia ou na vivência, e revesti-lo de encanto , beleza e compaixão.

O Livro é o retrato fiel da alma da autora, relatado por Fernando Koproski no prefácio, traduzindo com perfeição o que encontramos na vivência poética de Bárbara Lia: filha de Florbela Espanca com Vinícius de Moraes. E isso já revela tudo.

Um abraço tropical"

DRIKKA INQUIT

link para o texto

Tuesday, August 08, 2017

As filhas de Manuela - Bárbara Lia



Para adquirir o romance "As Filhas de Manuela" 
contatar e-mail: barbaralia@gmail.com



Manuela
Grande Mar Redondo

Sobre mim passam, com a sua cacofonia,
os corvos em bando negro.

Sylvia Plath

Manuela não sabe de nada que acontece ao redor. Não sabe das expedições guarapuavanas que se atiraram na missão de domar indígenas e conquistar aquele território. Os homens dão ordens para os cavalos pararem e ficam olhando aquela garota bela, queimada de sol. Manuela baixa o olhar. O intrépido Mauro Risério adianta seu cavalo. Ele é filho de um dos homens da comitiva. Ele fica a dançar ao redor dela com seu cavalo. Ele a olha com seus olhos claros gélidos. Como quem quer invadir seus olhos tristes, ir andando com seu cavalo alma adentro como quem tem oitocentas perguntas. Manuela não move um músculo da face. Ele desce do cavalo e segura a garota pelos ombros. Manuela desmaia.

Bárbara Lia - As filhas de Manuela - Triunfal ed. - 2017
150 páginas
ISBN 978-856117566-5
R$.30,00

compras via e-mail: barbaralia@gmail.com

Saturday, August 05, 2017

fragmento: As filhas de Manuela




(..)conheci uma escritora triste que sempre fica na Livraria Ponte de Tábuas, tomando um cappuccino e escrevendo. Ela me vê. Conversamos telepaticamente. Ela diz que gostaria de ver Proust e não eu. Eu pergunto. Quem é Proust? Passo horas ouvindo sobre Proust. Ela o admira. E ela diz que adoraria que eu fosse Proust, pois eu poderia dizer se os escritos dela são Literatura ou desabafo. Poesia ou nada. E ela lê para mim e eu ouço e acho lindo. Ela diz que achar lindo não significa muito. Ela diz que as pessoas choram com propaganda de margarina e gostam de axé. Eu não sei bem o que é axé. Digo que meu avô ouve umas óperas belíssimas e que minha avó adora Chico Buarque. Ela sorri e diz: — Berço de ouro o teu, Mel. Eu sorrio. Nasci em berço de ouro. Sim. Eu nasci. Ela diz que tem nome de escritora: Virginia. As minhas tardes ganham nova alegria. Sento-me diante de Virginia e tenho aulas de Literatura. De vez em quando ela se queixa por eu não ser Proust, mas, com o tempo deixa de humilhar-me por causa de Proust e começa a ser mais amiga.

Bárbara Lia
As filhas de Manuela
página 133
Triunfal Ed. (2017)
ISBN 978-856117566-5




















contato - e-mail: barbaralia@gmail.com

Thursday, August 03, 2017

skyleros dermis: um diálogo com Paul Klee




Há quase dois anos eu teço um diálogo com Paul Klee, mixando arte & dor. Klee morreu vítima da esclerodermia. Eu vi ressuscitar o vírus que veio morar no líquido cinza da minha medula, e o nome científico é - síndrome tardia da poliomielite - sofri dores físicas, fiquei impedida de andar em muitas ocasiões e consegui estabilizar minha saúde depois de uma romaria por meia dúzia de médicos... Já posso fazer de conta que isto não aconteceu comigo. Esta é minha especialidade: negar dor. No caminho desta dor, desde 2008 até aqui dei de cara com Klee. Dialoguei com ele, sua Arte, sua beleza. E quiçá um dia eu publique estes textos que flanam entre a revolta com a dor e a libertação possível que germina em toda espécie de Amor.
No carnaval encontrei um estudo científico e uma fotografia que me fez chorar, a realidade física de Klee diante da esclerodermia... Não sei se conseguirei amar mais um artista do que amo este homem, a beleza absurda de um ser. Ele era poeta, um grande poeta, alguns títulos de seus quadros são versos. 
Klee é inesgotável, eterno, terno, belíssimo...



texto final que entrou no livro "não o convidei ao meu corpo" - editora kazuá - 2018.


A “Síndrome Tardia da Poliomielite” é uma denominação nova para mim e me soterra. A “síndrome” de Paul Klee tem outro nome. O que o matou se chama Esclerodermia. Ele pintou suas últimas telas como quem desenha homens desmembrados. Os anjos despedaçados de Klee. Algumas similaridades entre os sintomas da doença dele e desta síndrome tardia da pólio que veio me visitar agora que é como se fossemos irmãos sentindo as mesmas dores.

Sigo nesta dança pela tenra primavera de Paul Klee armada de amor até os dentes. Alguns homens passam a vida a edificar legados de beleza. O de Klee é um dos mais poéticos e iluminados. Com ele os dias são lavados de humanidade, e seguimos. Quando os nazistas disseram que ele era inepto para seu ofício, assinaram a carta de desumanidade. Sabiam da alma sem preconceito do poeta. Leram a universalidade em suas telas. Paul realmente não combinava com aquela neurose coletiva chamada nazismo que tornou – e torna – o mundo bem mais triste. Paul morreu acossado pela dor profunda: a dor da esclerodermia e dos golpes de maldade que um inocente sofre à sombra da cruel História. Eu consigo imaginar o que ele sentia, apesar de saber que a dor dele foi bem maior. Eu filtro o extremo que a ele atingiu e para mim sobra esta dor chata que vou sentir até o fim.

Paul Klee pintava como quem compõe uma partitura. No final, somos todos: música A cor me possui, ele dizia. A palavra me possui, eu digo. Em meus escritos a dor grita nas entrelinhas. Tento compor a alegria, mas ela só cabe na Natureza. Quando digo da alma do homem é sempre dolorido. Paul pintou corpos desmembrados enquanto convivia com a doença que migrou para o seu corpo em 1.935 e ficou até sua morte em 1.940. A agonia vaza. Os nazistas o taxaram de incompetente. Voltou à Suíça, a cidadania não lhe foi concedida em vida, seis dias após sua morte ele tornou-se um cidadão suíço. Hoje vejo Klee como cidadão do mundo. Ao final da vida, cativo da dor. Não é bom ficar batendo nesta tecla. Não é bom gritar esta parte pequena do que somos: pura dor.

Sinto uma mão úmida e tensa a tomar minha mão, ouço uma voz que me pede para não ficar martelando nesta tecla de agonia como se estivéssemos vivendo dentro de uma sinfonia de Stravinsky. Há o ponto de fuga. Penso que é isto que Paul sussurra setenta e sete anos depois de sua morte, nesta sala, na manhã cinzenta de um país tropical. Menos mal. Nasci para negar dor, e penso que devo aferrar-me ao antigo hábito. Gosto deste terno de tecido antigo que ele usa na fotografia e gosto deste rosto que ele veste quando me visita. Não tenho nada a oferecer a não ser café ou um chá de erva doce. Ele sorri. Aos europeus sempre apresentamos a nossa cachaça. Aos europeus nosso mundo exótico de Natureza e Música. Eu o levarei a uma roda de samba, Klee. Embora eu não possa dançar, haverá uma mulher para te ensinar a ginga maravilhosa da nossa gente espalhafatosa. Somos tão diversos, Paul. Aqui as cores e as coreografias combinam tanto com seus quadros. De alguma forma, vestistes a liberdade plena de tudo que vi norte a sul deste país gigante, adormecido ainda. Ele pulsa como suas rosas pulsam em seus quadros. Ele tem traços fortes como em suas telas, e aqui tudo é poesia, como os títulos dos teus quadros que foram raptados de seus versos. Vê aquele galho escondido em algum ponto de um lugar onde a natureza é bruta? Breve o galho sacudirá e de lá vai voar uma gralha azul linda. Aqui onde vivo ela é o símbolo, e tudo que tem asas eu sigo. Eu amo. Somos cativos de uma dor sim, mas a vencemos, até que ela nos vença – pela morte. Veja a similaridade e não solte minha mão. Parece estranho te materializar assim, de forma tão plena. Isto é obra de poeta. Sinto falta de um lugar sonhado. Um lugar que se constrói agora como em um filme que se passa cem anos atrás. Vejo uma trilha de chão batido que dá em uma alameda cercada por árvores altas. Adiantando a cena, vejo de costas o teu casaco surrado e tua mão a puxar-me para esta estrada. Longe deve haver um lugar onde a grama é tapete de ternura, o rio, o cheiro das flores silvestres. Tela e tintas. Um dia todo para rir e criar e para partilhar tudo que não é dor. Não solte minha mão, Paul! Não solte!

Era para falar do que somos cativos, mas não somos. Não somos.




Monday, July 17, 2017

um poema do livro "Forasteira"




Bárbara Lia

Frida! Frida! Frida!

"9 de novembro de 1951
Menino-amor. Ciência exata.
vontade de resistir vivendo
alegria saudável. gratidão infinita
Olhos nas mãos e
tato no olhar. Limpeza
e maciez de fruta. Enorme
coluna vertebral que é
base para toda a estrutura
humana. Um dia veremos, um dia
aprenderemos. Há sempre coisas
novas. Sempre ligadas à
antiga existência.
Alado - Meu Diego meu
amor de milhares de anos.
Sadga. Yrenáica
Frida.
DIEGO"


Maryam Mirzakhani


A liturgia da louça.

O momento ficou imantado por uma aura sagrada. Aquilo que detestas transmuda com o barulho cadenciado de uma torneira mal aberta que te embala com um som de água arrancada que sai à revelia e canta como era o canto dos escravos, algo melódico e triste. E você lembra Maryam Mirzakhani a moça bonita que morreu de câncer aos quarenta anos depois de arrebatar a Medalha Fields - O prêmio maior de Matemática. E seus olhos marejaram diante daquele rosto que esconde o futuro, aquele olhar de quem sabe. Já não importa se a tarefa é sempre fardo, ela vira uma liturgia. 
Câncer nos seios é esta chaga que sempre acossa pessoas que amo e as derrota. Dor de ver a feminina flor aritmética partir. Rasgo em tiras minha rebeldia e me ponho a amar o cotidiano simples e penso naquelas estratégias adolescentes, de promessas e trocas e pedidos. Opto por amar o que antes me irritava, sem pedir nada em troca, como um tributo a quem não pode mais ouvir o som da água na pia pela manhã, a dança dos pratos entre os dedos, a espuma de detergente, o roçar dos lábios do filho que sai para a rotina enquanto o céu azul pálido lá fora lambe a vidraça. 
Vou criar uma menina linda em um livro que teço. Ela será Maryam e terá estes cabelos curtos e estes olhos grandes de quem enxerga equações nas estrelas. Adeus Maryam... E ao te dar adeus abro uma página onde diz que você queria ser escritora quando era menina... E isto me aproxima um pouco da mente que dançou entre dois momentos: números ou  palavras. Nossa mente matemática. Isso me dá a certeza de que vou mesmo criar uma menina-você como homenagem, fique em paz e obrigada.


Saturday, July 15, 2017

Héctor Viel Temperley


"Yo te cielo" - Frida Kahlo

Frida inventou um novo verbo para dizer “Eu te amo”:
Yo te cielo.
Rimbaud queria reinventar o amor:
L'amour est à réinventer.
Quiçá o paraíso seja - reinventar o amar – 
Amor não é azul e nem é rosa: é invisível
Talvez chegue até nós pela derme, olfato
Ou, voz... Quiçá não seja nada disto
Ele é táctil e quem tateia é a alma
Tem o desejo, que confundem com amor
O desejo é o desejo é o desejo
Ele é animal, primitivo, eco do grito
Que grita em outro corpo
O Amor é o inominável 
Fica entre o medo e o desejo
E é a fenda do abismo
Cielo de Frida

Bárbara Lia
Sol de Coyoacán
21 gramas - artesanal 





Wednesday, July 12, 2017

Frida e eu

Com elegância vivemos nossos amores e desejos e seguimos, como as palomas que não se preocupam com o risco de fogo que fica por onde se passa. Este risco que dilui suave como lágrima de deusas etéreas. Temos boca para beijos e temos o olhar negro de graúna, ou da jabuticaba, ou de mulheres que levam a amplidão das noites coaguladas dentro de um espaço onde viver pode doer, mas ao mesmo tempo, expande a beleza de tocar as rosas escondidas nos desertos densos onde nada pode durar mais que quatro horas sem secar ao sol.
Em alguns dias não queremos nada ou ninguém ao redor, então enleamos o silêncio como um rito ao enlear nossos xales em nossos ombros. Ancoramos no espaço onde existimos únicas e onde nem o amado mais amado penetra. Neste lugar onde ficamos com o invisível e nos ausentamos para tocar alguma aurora reticente onde apenas moram as mulheres de Sol.

Temos cabeça, mãos, pés e coração. Qual no quadro de Klee podemos nos desdobrar e romper-nos e espalhar-nos pelas superfícies. Parecemos bonecas dos natais antigos às quais desmembrávamos curiosas para saber mais, seguimos desmembrando-nos para depois juntar-nos. Mesmo nossa Arte espalha-se em fragmentos. Minha Poesia – toda ela – é fragmento meu. Para formar um quadro inteiro com meu corpo e coração e mãos e lábios, há que se ler todos os meus versos. Tuas telas são pequenas tiras de uma história e para saber tudo é preciso colocá-las em sequencia para ler tua vida e saber tudo. Não se sabe Frida a partir de um único quadro. 

Bárbara Lia
(de um livro em construção)

 Has a head hand foot and heart - Paul Klee

Interestelar




ouve  o barulho na estante de brinquedos do teu quarto?
é meu estardalhaço antigo
já vivi mais de três décadas e escrevo um tosco verso
te acordo na madrugada com minha insônia, no cio

tua mão toca a minha em calor fugidio nas escadas do metrô
caminhas no século vinte e um e eu no século passado
na tarde que visitei Sampa e meu primeiro amor
você nem existia, quiçá você fosse luz líquida
garoa rebelde que valsava em nossas bocas
ménage a trois estranho
somos vento
tocando um ao outro
somos aquela doçura
que enleia o coração
por segundos
- sorrimos -
pensamos em levezas
- seguimos –
e esta revoada de pássaros na ilha em um inverno
ela é o que mais nos aproxima de tudo que sei
do tempo da espera
amor - alturas - doce agonia
eu nem te via e sabia deste dia
este em que te sei - carne aura
beleza crua
menino homem que sacode
as entranhas do tempo
para morar em meus dias
antes
agora
vida afora
Bárbara Lia





Monday, July 10, 2017

Respirar - Frida



Meu corpo lembra Frida Kahlo. A marca que impede uma alma livre de ser plena, correr ao encontro de tudo. O congelamento do corpo em uma cama, em um espaço cerzido. Ela - Frida - não aceitou e pintou sua realidade com traços de luz/fogo/alfazema/lágrima e amou de um amor irrepreensível e nunca aceitou que o mundo a taxasse de menor ou pequena... Frida sussurra no meu travesseiro a ladainha da rebeldia: Ergue este queixo bonito e pisa as flores da tua escolha, e ama e ama até forjar uma chuva de colibris acima dos abismos. Frida, Frida... Ainda estamos colhendo estas aves azuis com nossas mãos pequenas. Tua liberdade era estrela bastarda - eterna fagulha no céu - eu a agarro como quem monta uma égua dilacerada, pretendendo com ela atravessar a agonia do viver. E quando meu corpo esquece que é teu corpo eu contemplo este duplo meu e a minha voz interior diz claramente - Sou Frida à medula.

Bárbara Lia in Respirar/2014

Frida Kahlo, c.1940. Photo by Ivan Dmitri

Sunday, July 09, 2017

Frida! Frida! Frida!


Frida Kahlo, Mi vestido cuelga aquí, 1933-1938




Frida Kahlo - What the Water Gave Me




***

O céu não dormia e tudo gangrenava como os pés de Frida Kahlo. Frida na banheira. Frida a contemplar os pés sangrando e vendo vestidos na neve e Diego caindo de prédios... Vida que se encarcera em arte fica surreal e mágica, mas fica também dolorida de cores e verbos e de metáforas ensandecidas de quem vive acima - Frida, Lorca, tantos, tantos, tantos que compreendiam Deus, os astros, a música, a lírica, os segredos todos, estes, estes se chocaram com New York.
Bárbara Lia

Fragmento do conto - Sr. New York - publicado no Jornal Rascunho, nem lembro mais em que ano...


Saturday, July 08, 2017

Diário de poeta

Volto a usar o blog como uma espécie de diário literário. Notícias dos livros e dos meus projetos. As manhãs sempre despontam com ideias novas. Tudo clareia com o dia. Hoje pensei nisto: enviar exemplares de "As filhas de Manuela" para Paranaguá. É lá que inicia e termina o enredo de - As filhas de Manuela. Grande Mar Redondo, meu livro é um círculo. A vida é. Este é o meu terceiro romance editado. Uma saga poética com apenas mulheres como protagonistas. Quem desejar adquirir o romance, entrar em contato via e-mail é barbaralia@gmail.com. A foto é de Tê Caroli. 

Julho é o mês Frida...







No lo sabía yo entonces, pero Frida ya se había vuelto lo más importante de mi vida.
(Diego Rivera)



Só os que não estão atados
Estão realmente juntos
Só os que estendem na varanda aberta
A insubmissa paixão e deblateram
Em primaveras pisadas de pombos
Lágrimas, controvérsias, quimeras
Os dias estourando céu de Júpiter
Estupefatos de vida em tudo
Só os desatados ensimesmados tortos
Podem tocar-se ad infinitum
Ainda que nem saibam
E que só venham a enxergar essa verdade
Quando a vida acaba


Bárbara Lia
Sol de Coyoacán

21 gramas - artesanais


Emily!


La nave va...

Ilya! (Vmesto Pis'ma) - Bárbara Lia

Connor Storrie (Ilya Rozanov). Cenas da série canadense 'Heated Rivalry'. Baseada no livro de Rachel Reed. Direção e Adaptação do ge...