Thursday, December 30, 2010

Books On Line - Germina - Coreografia do Caos




Minha estréia em publicação Virtual nesta edição da Germina.
Uma alegria estar na edição última de 2010 do Site Germina.
O livro que foi publicado na seção Books On Line: Coreografia do Caos
O título é por ser uma compilação de textos vários - Inicia com cinco pequenos textos que extraí de - Zero Grau de Ternura - Uma Peça de Teatro que comecei a escrever no final de 2009 e ainda não tive tempo de terminar. Mas a fala do personagem - O velho - quis registrar e recolhi todo o furor dele em prosa poética para abrir este livro - Segue após os textos da peça inconclusa um ensaio sobre o silêncio (Cinzas de Pitágoras) e encerra com os outros textos sobre temas diversos.
A capa é um recorte do desenho do poeta William Blake - Sonhos de uma noite de verão...
Ficou lindo o livro virtual!
Esta edição Germina tem novidades:
- Adrenalina nas entrelinhas - que estréia com o Anderson Borges Costa - Atravessando o Sertão de Guimarães Rosa
- Leituras Musicais - Antonio Siqueira: Noel Rosa: A Genialidade Secular em Vinte e Seis Anos de Vida
- Som Imagenário - Mariza Lourenço & Silvana Guimarães (para ver ouvir dançar e cantar etc)

É acessar e nadar em poesias & sons e ARTE.


Tuesday, December 21, 2010

Eu, Kátia e Beatriz

Uma Cena Boreal


(Para Kátia Torres Negrisolli
Beatriz Bajo & Bárbara Lia)


Teu vulto claro
e cereal
embebido na manhã lapã
como a coruja do ártico
em sua leveza

estende-nos
num trigal deitado
ao vento

ao som
de duas ocarinas

e não há trópico que desdenhe
de nosso calor certeiro
e liberto
de ave

>>>>>>>>>>>>>>

Patos enfileirados
fecundam
horizontes

ASSIS DE MELLO



Kátia Torres contou em email desta poesia do livro Assis de Mello, muito bom estar ao lado das poetas paranaenses no livro do Chico que é um poeta biólogo que mixa os sons das matas, dos bichos e da vida com a essência humana.

Sunday, December 19, 2010

A FLOR DENTRO DA ÁRVORE

Algumas poesias do meu livro inédito "A FLOR DENTRO DA ÁRVORE" e dois poemas da série "NO JARDIM DE VÊNUS" - no site MEIO TOM POESIA & PROSA do Carlos Pessoa Rosa.
Neste ano tive a felicidade de conhecer pessoalmente o Carlos Pessoa Rosa e a Lúcia Rosa (Dulcinéia Catadora) - 2010 o ano frenético.
O livro de poesias - A flor dentro da árvore - Poesias da última safra - 2009/2010, cujo epígrafe/título de cada poesia é um verso de Emily Dickinson. Meu mergulho na obra de Emily e a certeza de que ela é árvore florida e eu aquela florzinha embriagada pelo absurdo infinito néctar poético desta mulher. Emily!  Nove poesias de - A flor dentro da árvore - premiadas e publicadas na Antologia do Prêmio Ufes Literatura.

No jardim de Vênus - duas poesias eróticas.

Para ler:

Thursday, December 16, 2010

Antes do Fim

          (Rosana Stavis - Zeca Cenovicz)


Talento e experiência não faltam a Rosana Stavis e Zeca Cenovicz. O texto do Marcelo Borscheid - que refaz o mito de Ifigênia - tem força pulsante, poesia, profundidade, verdade. No ano passado a leitura do texto cativou. A montagem atual que foi produzida pelo Paulo Zwolinski e dirigida pelo Marcos Damaceno está belíssima. Uma emoção ao entrar no Teatro e ver aquele Cenário que já havia habitado meu imaginário quando escrevi a poesia para este texto - A porta suspensa (um quadro de Dali) a Tempestade e o clima de incesto (Chuva no mar / e electras estilhaçadas) o pai que para não sucumbir ao desejo expulsa do ninho a sua pássara mais amada (Ruptura das asas / e aves mortas na varanda) A família que se encerra em uma casa ao lado do mar sem nunca ir ao mar por conta de uma espera (Luz estéril de farol hirto / bloqueando sereias) O impacto ao ver as malas atiradas na areia quando a filha regressa e a forma como o pai dizia que sua casa era uma catedral de anjinhos (Malas atiradas na areia / aos pés da catedral de ossos)... Uma noite, em uma aula no Teatro José Mária Santos - Oficina de Dramaturgia com o Roberto Alvim - ouvi a leitura deste texto, voltei a ouvir no Festival de Teatro. Naquela aula mal iniciou a leitura e percebemos a força do texto, reinou um silêncio de mar profundo mesmo. O silêncio que impera quando a Arte chega e toma conta do ar. No silêncio fui enumerando imagens e hoje eu as recolhi uma a uma, estas frases entre parênteses. No ano passado escrevi algumas poesias abstratas, herméticas mesmo. Esta foi uma delas. Hoje eu a revivi. Poesia e Dramaturgia com VERDADE sempre despertam o que há de humano em ti, ainda que leia e ouça e veja muitas vezes. Então, quando chegou o ápice e quando a cena final foi encenada, eu vivi a experiência mais bonita, que é aquela onde o Espírito da Beleza assola e te desmonta. Foi marcante a cena final. A Rosana Stavis é - de fato - uma das nossas melhores atrizes, e o Zeca. O Zeca é um ator daqueles que eu gosto de ver no palco, sem estardalhaço ele é capaz de tomar posse do personagem, sem estardalhaço, como se ele fosse mesmo o personagem, pois é isto -afinal- que é a função do ator. Ser um outro...
Lágrimas e chuva e toda esta vida líquida. Antes do Fim só fica até domingo no Teatro - Novelas Curitibanas - Dá tempo ainda de ver o mar e ouvir a tempestade.
O destaque que dei aos protagonistas não descarta os demais atores que deram vida ao texto de uma forma que é difícil encontrar em uma Peça: Muitos talentos somados.


LEITURA POÉTICA DE ANTES DO FIM:


Chuva no mar
       e Electras estilhaçadas
Ruptura das asas
       e aves mortas na varanda
Luz estéril de farol hirto
       bloqueando sereias
Malas atiradas na areia
       aos pés da catedral de ossos
Rescaldo do sacrifício
       dos serafins tortos


- Bárbara Lia/2009





Wednesday, December 15, 2010

Nilto Maciel sobre "Constelação de Ossos" e "A última chuva"

http://literaturasemfronteiras.blogspot.com/ - Neste Blog o contista Nilto Maciel teceu algumas palavras sobre os livros que enviei. Para ler sobre a Antologia Vertentes e obra de mais três autores, entre eles meu amigo Cláudio B. Carlos, é só acessar o link acima - onde ele em rápidas pinceladas fala sobre as obras dos poetas e prosadores.



I – De Bárbara Lia são Constelação de ossos (Porto Alegre, RS, Vidráguas, 2010) e A última chuva (Belo Horizonte, MG, Mulheres Emergentes Edições Alternativas, 2007). O primeiro está catalogado como novela. Na “apresentação” (sem nome de autor) está escrito: “Estrutura ficcional elaborada, em que os capítulos se sucedem em corrente límpida, revelando com simplicidade e magia a história de vida da personagem, desdobrando-se em uma continuidade fluida provocadora de uma leitura ávida e prazerosa. Prosa poética plena de sonoridades e metáforas ora líricas e encantadoras, ora duras e valorosas”. Epígrafe extraída de Clarice Lispector. Todos os capítulos, muito poéticos, têm títulos. O primeiro é “O anjo d’água”, que assim começa: “Sonhei com o anjo d’água. Desde a infância ele não vinha a mim”. É a voz de Lynx, a narradora, “cantora de bar e garota de programa”. A narrativa escoa lentamente, com reminiscências de um passado mais distante e do mais recente. São muitos os personagens rememorados: Nyx, Heleno, Layla, Adamastor, Amâncio, João Só, Raul, Igor e tantos outros. Vidas passadas a limpo. A protagonista é muito inteligente, sabe escrever, é “cult”, leitora de clássicos, apreciadora de cinema e outras artes. Conhece Camões, Freud, Vivaldi, Van Gogh, Machado de Assis, Clarice Lispector, Florbela Espanca, Hilda Hilst, Fernando Pessoa, Emily Dickinson, Sylvia Plath (encerra o livro com versos da poetisa), o filme “Memórias de uma gueixa”, Camille Claudel, Edith Piaf, etc.




II – O outro livro é menos denso (falo de número de páginas). São poemas de variadas feições ou formatos: breves, mais longos, versos curtos, versos compridos. Poesia feita de poesia e outras invenções: Desdêmona (mitologia), Nietzsche (filosofia), o bailarino Nijinski, a literatura de Clarice. Tudo com muita essência.






Nota:- Sobre a apresentação do meu livro - Constelação de Ossos - pelo que fui informada - o texto é de Berenice Sica Lamas - poeta do Rio Grande do Sul, que escreveu a apresentação a pedido da Editora Vidráguas. Na Ficha Catalográfica Berenice está no item - Colaboração Editorial.

Mirante 70




*
Meu amigo de Santos, o poeta Ernani Fraga enviou a Revista Mirante/70 - eclética - lembra os poetas da década de 70 mesmo, suas poesias em mimeógrafos. Lendas, Poesias, Contos, Pintura e Ensaios. Tem poesias dos nossos mestres - Cecilia Meireles e Quintana e tem a safra do agora, meus amigos Ernani e Marcelo Ariel e muitos outros poetas de Santos. Tenho uma conexão com Minas Gerais - por ser a raiz do meu nome - Bárbara Bela. E tenho este carinho por Santos, por ser o time do meu coração o Santos, por obra de minha mãe que era paulista. Nasci Santista e sigo com as láureas do Peixe e todas as gerações que sucedem. Eu admirava mais o Clodoaldo que o Pelé em 1970, ele era o meu ídolo de 70 e eu uma menina mirrada de 14 anos... A vida trouxe agora esta turma que me deixa tão feliz, desde o primeiro contato quando o Marcelo Ariel publicou minhas poesias em um site extinto - Livraria Pagu. Ah! Pagu. Santos que eu - confesso - não conheço ao vivo, mas, caminho por um litoral brindando com todos estes mitos - Câmara Cascudo, Tagore e uma poesia triste, posto que sou triste, ainda que vez por outra eu estoure de FELICIDADE.

Saturday, December 11, 2010

Oxigênio



Pegue um excelente texto (Ivan Viripaev - Sibéria, 1974)
Um ótimo diretor (Marcio Abreu)
Atores que se entregam e arrasam (Patrícia Kamis e Rodrigo Bolzan)
então... Oxigênio!

(...)
"Oxigênio é uma peça de geraçao, a geração do autor, a minha geração. É uma peça de gente que nasceu na década de 70 e ouve músicas com fones de ouvido. Ela condensa uma diversidade de inquietações, debates e irreverências próprios de quem cresceu sob a égide do avanço do consumismo, das transformações políticas em nível global, do terrorismo, do fanatismo religioso, das mudanças de hábito, da confusão de uma "nova ordem mundial" ainda frágil, indefinida, multifacetada.
A partir daí, propomos a reflexão sobre o que e essencial para cada um, relativizando moralidades e polemizando pontos de vista. O que é o oxigênio para você?"
(Márcio Abreu -Curitiba nov/2010)

...

Sacha no jardim de Bárbara - O enleio amoroso do Sacha e da Sacha desvela o mundo atual - o desfecho poético desvela um cenário - na Rússia? poderia ser aqui no meu bairro, poderia ser em um jardim de Buenos Aires, ou em jardim inglês quiçá. Um garoto do interior. Uma garota da cidade grande. Os mandamentos e as leis magnas flanando acima das cabeças. O que a gente não faz por amor? Louco amor.  A música entontece assolando dentro com a potência dos fones de ouvido, isolando o homem do mundo, mergulhado em si (?)
É sobre o que é essencial para cada um.
É sobre caminhar sem ser prisioneiro de nada.
Encontrar o real oxigênio...


...

Companhia Brasileira de Teatro
( Rua José Bonifácio, 135 – Largo da Ordem ),
de 2 a 19 de dezembro de 2010
a partir de texto inédito no país do dramaturgo russo contemporâneo Ivan Viripaev.
As apresentações são as quartas e quintas, às 20h; sextas e sabados, às 20h e meia-noite; e aos domigos, às 18h e 21h.
Os ingressos custam R$15,00 (inteira) e R$7,50 (meia-entrada) e são
comercializados através de reserva antecipada pelo telefone (41) 3223.7996.
 

Tuesday, December 07, 2010

escambo poético


mais sobre o livro - Vertentes do site da Elaine Pauvolid:














Amo tricotar e não tive a brilhante - e feminina - idéia de criar uma capa como esta do livro de Beatriz Bajo...
 - O evento a Cidade aTravessa propiciou esta contumácia poética -- o escambo -- e tenho poesia a me fazer companhia por muitos dias - Sangüínea - de Fabiano Calixto e o ensaio de Ronaldo Ferrito - A Via Excêntrica - a antologia dos poetas cariocas - Vertente -  enviada pelo Ricardo Alfaya e o livro de contos do Nilto Maciel.

No Jardim de Vênus - Bárbara Lia


Bouguereau



preciso construir um sino
que toque na frequência
do teu destino
que ouças e sigas encantado
(anseio beijar teus pentelhos dourados)

Bárbara Lia

- Poesia do livro: Até secar o sol (21 gramas ed.)

**




Sunday, December 05, 2010

Guerra do Brasil - Contos da Guerra do Paraguai - SYLVIO BACK









UM BACK é o belo texto do Marcelino Freire na Orelha do Livro.
Belas ilustrações de Cárcamo
O Poeta apresenta o livro aqui no site - Cronópios:
http://www.cronopios.com.br/site/prosa.asp?id=4807
Amei o conto instigante (Lavincha) na voz de Elisa Lynch.
Não consigo falar sobre quem me deixa muda com sua arte.
Então, é ler o livro.


--- fragmento ---


LAVINCHA (PG. 21)


Sim, amei Francisco Solano López, o homem mais belo e poderoso do continente americano.
Sim, levei o primeiro piano ao Paraguai e compus a primeira guarânia.
Sim, amealhei lágrimas de desprezo e de ódio às matronas de Asunción.
Sim, joguei-as no rio Paraguai para deleite dos caiman yacare.
Sim, senti saudades da minha "casa de bonecas" em Paris, onde dançava com meu Francis, tonto de Bordeaux e de paixão.
Sim, fui a maior latifundiária do mundo, ganhei dele todas las haciendas del Paraguay.
Sim, quis ser a rainha de um novo império guaranítico, sem a intolerância e a dissimulação dos jesuitas.
Sim, herdei cicatrizes mis e deserdei fortunas afins.

...

pausa para comentar estes fragmentos mínimos:
- Quarenta afirmações de Elisa Alicia Lynch contam sua história nos braços de Solano e em terras do Paraguay. Acima as oito primeiras afirmações. Uma epopéia poética que leva a gente em um turbilhão...
e encerra com o último Sim fatídico e um único Não.

...

Sim, morri na miséria em Paris, expulsa do Paraguai, acusada de gran-putana, ladra e assassina.
Não, sou Elisa Alicia Lynch, a Lavincha, a heroina escusa do Paraguai, como ainda hoje cochicha a lingua porca do povo. (pg.24)

Guerra do Brasil - Contos da Guerra do Paraguai - Sylvio Back





E, para março, a estréia de - O Contestado - Restos Mortais:






Edson Cruz

Friday, December 03, 2010

O Rasurado Azul de Paris




quando ele corria
pelos telhados de ardósia
as pombas arrulhavam
em ventania
seu casaco - vela sacudida
estremecia
a maré da monotonia






Chá para as borboletas

CHÁ PARA AS BORBOLETAS





Janela - espelho meu.
Fragrância de almíscar selvagem
me violenta.


Menino com aura violeta.
Jovem com juba desgrenhada.
Velocidade lenta.


Garganta do poço este túnel
cinza, onde trafego dias.


Penso na infância, sombra
dos eucaliptos, recanto secreto
onde eu servia chá às borboletas.

Bárbara Lia
Chá para as Borboletas
21 gramas/2010

Barco de Lia no Rio de Cora




No escuro escrevo como quem
adora
teu olhar que o passado inteiro
descora.
Zero duplicado em infinito
ancora
- istmo - o oceano dos medos
deflora,
rasga em amor, imprime a tatuagem
canora.
Seres do Olimpo a ressuscitar
Pandora.
Amor - linha e linho - como Gil e
Flora.
Teu, meu corpo banhado em tesão na
aurora.
Teus, meus versos banhados no rio de
Cora.