
HUMANA E PEQUENA
O vaso de alabastro
Derrama poemas
Eu - uma Madalena -
Descalça e maltrapilha
Prostituída
Corpo rasgado
De saudades
De um lugar
Onde existia
Apenas um sonho
No sonho
Apenas um amor
E nesse amor
Toda poesia
Em meus braços
Vaso de alabastro
Nele:
Água cristalina
Girassóis
Arco-íris
A pele dele
E o olhar
O vaso de alabastro
Derrama poemas
Eu - uma Madalena -
Descalça e maltrapilha
Prostituída
Corpo rasgado
De saudades
De um lugar
Onde existia
Apenas um sonho
No sonho
Apenas um amor
E nesse amor
Toda poesia
Em meus braços
Vaso de alabastro
Nele:
Água cristalina
Girassóis
Arco-íris
A pele dele
E o olhar
De estrelas escondidas
Sou uma Madalena
Humana e pequena
Pisando pedras
Derramando poemas
Sou uma Madalena
Humana e pequena
Pisando pedras
Derramando poemas
BÁRBARA LIA
ilustração: Vicente Simas
Jaboatão - Pernambuco
Umas e Outras
(inspirada na canção de Chico Buarque de Hollanda)
- Com um beijo de Madalena, esta poesia - olhando a tela do Vicente e apoiada na música que inspirou a cena... Um beijo de uma Bárbara, que não cala a boca, na minha paixão - mor - Francisco, de todos nós, um post todo para o Chico Buarque, imagens do Vicente - palavras minhas - ele que hoje canta no Guaira, e eu não vou ver , mas - vou te seguir - até o fim - no Barco de Lia, no Rio de Cora, enquanto -todos os meus nervos estão a clamar- ele vai ser o meu deus sereno, vai subir ao palco - sem Beatriz - ah! se eu pudesse entrar na tua vida!! -
Umas e Outras
Chico Buarque
Se uma nunca tem sorriso
Chico Buarque
Se uma nunca tem sorriso
É pra melhor se reservar
E diz que espera o paraíso
E a hora de desabafar
A vida é feita de um rosário
Que custa tanto a se acabar
Por isso às vezess ela pára
E senta um pouco pra chorar
Que dia!
Nossa, pra que tanta conta
Já perdi a conta de tanto rezar
Se a outra não tem paraíso
Não dá muita importância, não
Pois já forjou o seu sorriso
E fez do mesmo profissão
A vida é sempre aquela dança
Aonde não se escolhe o par
Por isso às vezes ela cansa
E senta um pouco pra chorar
Que dia!
Puxa, que vida danada
Tem tanta calçada pra se caminhar
Mas toda santa madrugada
Quando uma já sonhou com Deus
E a outra, triste namorada
Coitada, já deitou com os seus
O acaso faz com que essas duas
Que a sorte sempre separou
Se cruzem pela mesma rua
Olhando-se com a mesma dor
Que dia! Cruzes, que vida comprida
Pra que tanta vida pra gente desanimar