Monday, March 27, 2017

Uma brasa acesa de amor e morte - Bárbara Lia





O Rio de Janeiro
é uma brasa acesa
de amor e morte

Iemanjá pranteia
o diabo goza
as estrelas gritam
as areias respiram
a dor e a glória

o Cristo quer
descascar  a pedra
descer ao asfalto

sambar na quarta-feira
e em cinzas
diluir

— para nunca mais ver tanta dor, ancorado no azul distante.

Bárbara Lia
uma brasa acesa de amor e morte

e-book do selo independente da revista gueto
para ler clicar aqui


Os poemas deste livro são lavados em revolta, alguma mágoa, quiçá desesperança em tempos inóspitos. O poema acima nasceu ao ver esta fotografia - Rocinha à noite - de Kay Fochtmann.
O selo editorial gueto, é um selo independente da Revista Gueto. Um projeto que traz prosa e poesia contemporânea. O meu e-book é o livro 4 do selo. Pode ser lido gratuitamente nessas plataformaspdfmobiepub

Saturday, March 25, 2017

Imagens da noite no TUC - CuTUCando a Inspiração

Quando o Geraldo Magela fez o convite para ler poesia no dia 24/03 no TUC no evento capitaneado por ele - CuTUCando a Inspiração - eu não sabia que minha poesia seria o destaque, a ficha caiu um dia antes. Dias corridos demais. Muitas coisas e a roda-viva. Foi uma noite que me pegou de surpresa. Muitas emoções. Muito lindo. Nem sei como dizer sobre este momento, e vou guardar com cuidado em meu coração.

Dans l'air
Tínhamos a mesma idade
Quando vimos o mar
Este mistério de impaciência

Tínhamos a mesma impaciência

– Rimbaud e eu –



Por isto

Pisamos telhados
Ao invés do chão

Por isto
Machucamos nossos amores
Com nossas próprias mãos

Por isto
As velas acabam na madrugada
Antes que o poema acabe

- Por isto, tão pouca a vida para tanta voracidade.
- Bárbara Lia
(O rasurado azul de Paris - 
poemas para Arthur Rimbaud)


Fco com este poema, dois poetas meninos escolheram este poema para me homenagear na noite. Os poetas relembraram Rimbaud, o Igor V. da Silva em uma linda performance, entre os poemas meus que ele escolheu para apresentar este que evoca - Rimbaud. O mesmo que o Jairo Lima D'Araruna escolheu para uma linda performance em uma junção de poemas dele, o meu e Augusto dos Anjos. Foi bem lindo. Muito especial a Rosa Leme ler um poema do Cláudio Bettega, pois nos conhecemos na mesma noite - eu, ela e o Cláudio, e tenho pensado muito nele, uma saudade. A Elciana Goedert leu - toquei seu berço silencioso - e fiquei emocionada, tem sempre a figura do meu pai em cada passo, em cada homenagem... Osmarosman improvisou uma canção com meu poema que tem a canção Drão do Gil, e tudo foi mesmo uma avalanche e estou aqui zonza, feliz, extenuada... Muita poesia, encontros e a alegria de reencontrar o Pozzo, Pedro Carrano, Decio Romano, o Jefferson Bandeira, Batista de Pilar... e outras pessoas queridas que não conhecia ainda como a Silvana Mello... Bela noite capitaneada pelo Magela...

Por falar em Capitão, entre os poemas de "Forasteira" escolhi este para ler:


O Capitão! Meu Capitão! Nossa temida viagem está acabada;
O navio superou toda sua dificuldade, a recompensa que nós buscávamos já foi alcançada
                            Walt Whitman





Oh captain! My captain! Eu te queria vivo quando vencesses as ondas
Na areia rindo para o infinito - forte como o mastro e inebriado de sal -
O roteirista das esferas teima em matar o herói para melhorar o filme
Oh capitain! My capitain! Num dia qualquer plantarei uma amendoeira
Para honrar-te (em delicadeza) e em cada primavera, uma vela acesa
Se hoje morto jaz cubro-o com um pano alvo, onde um pintor tecerá
As horas augustas, as batalhas justas, o riso sal e tua saga sem igual
Oh capitain! My capitain! Os grandes morrem na batalha. É certo que
Fixam seus rastros como uma fornalha (a marcar caminho aos seus)
E como tenho sido toda tua – Capitain! My capitain! - dos pés ao crânio
Mergulho em tua luz que me leva a ser - também – eterna água triunfal

Bárbara Lia in Forasteira (Vidráguas/2016)

Ricardo Pozzo, Pedro Carrano, eu e Elciana Goedert


com Rosa Leme

com Jeferson Bandeira

com Decio Romano


Geraldo Magela - curador do evento

Joel Ferreira


Igor V. da Silva

Ricardo Pozzo


Jairo Lima


Ganhei - Nutrisia - livto da poeta Elciana Goedert (Mariana Edições)


Vanessa Moreno, Silvana Mello, Rita Dellamari, Nola Amaro, Siomara Reis Teixeira e Iracema Alvarenga



Pedro Carrano



Batista de Pilar






Wednesday, March 22, 2017

Thursday, March 16, 2017

As Filhas de Manuela - Menção Honrosa no Prémio Fundação Eça de Queiros - Pré-venda do livro - lançamento em Abril.




A partir de hoje inicio a pré-venda do meu livro "As Filhas de Manuela".
O lançamento previsto para a primeira quinzena de abril. 
O valor do livro na pré-venda será de R$.30,00 - sem custos de remessa
O valor normal do livro será de R$.35,00 + remessa via Correios. 
O livro já foi enviado para a gráfica e deve ficar pronto em duas semanas.
Para adquirir em pré-venda, contato via e-mail barbaralia@gmail.com para detalhes da
compra. 


Sinopse:

As Filhas de Manuela trafega pelo realismo mágico. É um romance de fôlego, inicia em 1839 em plena Guerra dos Farrapos e segue até os dias atuais. O enredo acompanha a vida de todas as descendentes de Manuela, uma garota simples de Paranaguá que, ao encontrar um oficial da Armada Nacional, muda totalmente de direção a sua vida pacata em uma busca e esta busca pelo homem amado a levará ao encontro de alguém cruel. Este homem, rejeitado por Manuela, amaldiçoará Manuela e as futuras gerações. Esta maldição acrescentará dor e perda e o adendo de levarem, todas as mulheres da estirpe de Manuela, uma sombra da cor do sangue.
Como cada mulher viveu esta peculiaridade e os desdobramentos deste encontro de Manuela com o amor e o ódio vai definir os passos futuros em um círculo de perdas e superações.
O livro recebeu a única Menção Honrosa da primeira edição do Prémio Fundação Eça de Queiroz - em Santa Cruz do Douro, Portugal, em 2015. 

As Filhas de Manuela
Bárbara Lia
150 páginas
Projeto gráfico: Vanessa Araújo da Silva
Capa: Félix Nadar (1820-1910)
Triunfal Gráfica e Editora (SP)