Friday, August 04, 2006

DIANTE DA JANELA, O ROSEIRAL - BÁRBARA LIA - O SAL DAS ROSAS



 

Testamento enterrado

À sombra do roseiral:


Deixo meu violão para a balconista da padaria

A erva benta para a velha do sobrado

A chaleira que chia Villa-Lobos

Para Frei Gustavo, que costura almas

Nas manhãs de quarta.

O livro de poesia de Augusto dos Anjos

Para o cobrador do expresso 022


Assinado: A menina dos olhos tristes

Chico me chamava de Carolina

Mas era só um disfarce

Sou eu a menina

Que viu o tempo passar na janela

Sem ver


Bárbara Lia
O sal das rosas
Lumme Editor


La nave va...

Entre a Ternura e a Vertigem o Amor encontra a sua casa. Ou, o Amor em dois tempos.

  Sou Poeta. As “antenas da raça” desabam antes que o raio penetre, pela extremada sensibilidade. Antecipam. Sou dos “antecipados”. Dos que ...