Friday, November 16, 2018

14ª Letra de Mulher - Roda de Conversa sobre Autoria de Mulheres



Neste 28 de Novembro sou a convidada do evento 14ª Letra de Mulher - Organização "Marianas".
Estão todos convidados para esta conversa sobre meus livros. Leitura de Textos e Trocas Poéticas.


Link para o evento:

https://www.facebook.com/events/258390614825614/

Monday, November 12, 2018

"Não o convidei ao meu corpo" - livro vencedor do Prêmio Nacional de Criação Literária da Editora Kazuá


fotografia - Tê Caroli



Notícia no site da Editora Kazuá:

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Grande campeã do Prêmio Kazuá de Literatura


É com grande prazer que anunciamos a obra vencedora do Prêmio Nacional de Criação Literária da Editora Kazuá!

Promovido entre 2017 e 2018, o Prêmio Nacional de Criação Literária da Editora Kazuá contemplou uma série de obras em diversas categorias, em como promoveu menções honrosas e indicações de publicação. O prêmio mais aguardado, porém, é a bonificação em dinheiro no valor de R$5000,00 prevista em edital, e que teve como concorrentes seis obras finalistas que foram selecionadas pela comissão julgadora. Sendo elas:
“Duas Cruzes”, de José Vecchi de Carvalho
“Fotografias desmemoriadas de mim, de ti, de outrem”, de Francisco Alves
“Fragmentos de Espanha”, de Francisco Evandro
“Não o convidei ao meu corpo”, de Barbara Lia
“Quem vigia o vigia”, de Núbia Bento Rodrigues
“Sem medo, sem rumo”, de Bárbara Teles
Os seis finalistas ficaram incumbidos de decidir entre si, por meio de voto individual e secreto, qual obra deveria ser a contemplada com o prêmio, não podendo, claro, votar em si mesmo. Assim sendo, desferidos e contabilizados os votos, a obra premiada, votada 3 vezes, é a da autora Bárbara Lia, intitulada “Não o convidei ao meu corpo”, publicada pela Editora Kazuá em 2018."

Link para a Kazuá - aqui

Thursday, November 08, 2018

BUNKER 14B




Meu momento cronista: na página 07 a crônica "Bunker 14B" - na coluna "Luzes da cidade", edição 102 do jornal Brasil de Fato Paraná.



Wednesday, November 07, 2018

a mulher que se retira




Por pura coincidência meus livros trazem imagens de mulheres de costas. A esta sincronia na sequencia das capas destes livros eu chamei - A mulher que se retira...
Alguns outros livros artesanais também replicam esta mesma imagem de mulher de costas.
Esquecendo a mensagem escondida em cada gesto, evento e momento, eu preciso falar sobre algumas coisas que aconteceram por estes dias.
Passado um ano da morte da minha editora Carmen Silvia Presotto, a Vidráguas enviou alguns exemplares dos livros que lancei via editora da Carmen. Parece mentira, sempre, que ela não está mais nesta dimensão...

Como o Natal se aproxima. E é sempre bom ganhar um livro. Pensei nestes exemplares e em uma forma de espalhar poesia e prosa por aí. Não posso vender mais que quinze exemplares dos livros - Vidráguas - apenas "As filhas de Manuela" tenho mais exemplares. A tiragem de - As filhas de Manuela - foi de 500 livros e tenho pouco mais de cem livros...

Para o Natal vou disponibilizar os livros acima por R$.25,00 cada um.
Com uma promoção de R$.50,00 para comprar os três.
Com dedicatória ao presenteado...
Maiores informações e compra via meu e-mail barbaralia@gmail.com

Constelação de Ossos. Romance, editado em 2010. Uma resenha de Paula Cajaty - basta clicar aqui.

Forasteira. Poesia. Editado em 2016. Apresentação do poeta Fernando Koproski. Para ler alguns poemas no site Mallarmargens, clicar aqui.

As filhas de Manuela. Romance - Realismo Mágico. Menção Honrosa no Prémio Fundação Eça de Queiroz (Portugal).


Sunday, November 04, 2018

A noite dos vivos

Bruno Marafigo  *       




A noite dos vivos



O homem sem sapatos trajando bermuda bege sobe na lateral do chafariz e conversa com o cavalo. Espero o amigo, anoitece. A lua crescente; a vida minguante. O homem diz ao cavalo as coisas do dia, seu dorso negro acaricia e se afasta para dizer em tom de brincadeira a frase tão verdadeira:
 Mas, você é feio, hein?
A água não jorra, neste fim de tarde, do símbolo fálico do chafariz do Largo da Ordem.
Um cavalo que baba (goza?)... O que secou? O sêmen ou a lágrima? Muito estranho esse cara que fala com o mármore com intimidade de amigo. A água parada, a vida parada, o homem descalço a conversar com as pedras e eu a esperar o amigo...
Esse espaço de pedras é por onde passam os vivos. Réstias de frases cintilam em um espaço por onde caminhei hoje e ecoam em mim como notas de um piano antigo...
 Aquele professor de Geopolítica é genial...
 Eu não sei desenhar na pedra...
 Então... O que teu pai disse?...
Sair com uma frase incompleta de cada colisão com pessoas dialogando no caminho, um conto na cabeça, uma dor no pé de pisar pedras tortas. Depois, sentar no banco para ouvir o diálogo (monólogo?) do homem livre. Esperando o amigo que disse um dia:
 Cansei de vomitar vinho Campo Largo...
Pedras raras ainda guardam vômitos de meninos como se eles vomitassem o sangue dos parasitas, dos falsos profetas, dos inquisidores, dos covardes...
O homem se despede e algo se move, como se o cavalo voltasse sua horrenda face (ele é mesmo feio) para se despedir do amigo. O único que se enternece e lhe diz boa noite, mesmo que depois diga:
 Como você é feio!

O mundo se parte ao meio e eu fico com o pedaço de mundo onde tem o Relógio das Flores (memória de um sonho como iluminura medieval), com as pedras lavadas do bom e velho vinho Campo Largo e o lampião antigo que acende para ajudar o pálido crescente - foice fosca do apocalipse - a iluminar a noite dos vivos.

Bárbara Lia in Paraísos de Pedra (Penalux;2013)

*mínima homenagem ao Bruno Marafigo no seu aniversário.