Thursday, August 30, 2007

DIOS EN EL ROCIO

para Jorge Luis Borges


Jardín perfumado de Istambul.
Sol intolerable besa la rosa azul
en el florero blanco. Dos perros de
color de la luna
alrededor.
Tus ojos se pierden en la rosa desnuda.
Ojos del color del Mar Caspio en la aurora.
Gota del rocío baila en el pétalo.
Cristal.
Punto en el espacio – Aleph
descortina el universo.
Sueños enjertados de sol, desiertos,
aromas, fauna, primaveras, tormenta.
Todo el universo en gota clara
que cubre la rosa. Las lágrimas
bajan solar al labio carmesí
y el pecho arde de amor y luz.


BÁRBARA LIA

para ler em português:
publicada na Revista Zunái - abril/2.004:

http://www.revistazunai.com.br/poemas/barbara_lia.htm

Saturday, August 25, 2007

Ressonâncias

Siempre existió la idea de que había que reprimir el sexo, pero las nuevas sofisticaciones ideológicas lo que quieren reprimir es el amor. Lo que verdaderamente es subversivo es el amor.
- Guillermo Arriaga
Escritor Mexicano

Tuesday, August 21, 2007

ANA MIRANDA

Ela é uma senhora escritora.
Na entrevista abaixo, humildemente, assume que não é uma grande poeta.
Seus romances dominaram muitos dias meus.
"Boca do Inferno"
"A última quimera"
"Dias e dias"
Esta forma de romancear a vida dos poetas...
...
Ela escreveu algo poético para mim em uma dedicatória:
- Querida Bárbara, de rosto tão pristino e tão doce, com afeto, Ana Miranda.
...
...
ANA MIRANDA!!!

BLU










Olhar ao leste
como quem sabe
que a rosa azul,
um dia,
vai nascer.

BÁRBARA LIA



MENINOS DO RIO

.
Pega a poesia das estrelas e guarda,
remenda, junta e forma outra estrela possível.
(o meio-dia possui estrelas que até a noite desconhece).


***

VAGA-LUME

Narciso de estrelas,

todo poeta é um vaga-lume,

anda por becos, lugares escuros

profeta de meias verdades,

vira-lata e violino ao mesmo tempo,

todo poeta tem um veneno de veludo (azul).

Vagabundo (iluminado)

beatnik, percorrendo tribos,

o poeta não é de tribo nenhuma,

o poeta é viaduto,

túnel, sombra, sonho,

narciso de estrelas,

noturno,

nostálgico,

urbano.



AUGUSTO DE GUIMARAENS CAVALCANTI

-Poemas para se ler ao meio-dia
7 Letras - 2006

***

Talvez

o tempo

decantando o movimento

separe dentro com os mesmos dedos

a queda

do que ainda cai

Providência e precaução

que não livram no entanto

teu percurso

do invisível resumo desse chão

LEONARDO GANDOLFI

- no entanto d'água

- coleção guizos

7 letras - 2006

Monday, August 20, 2007

GUIA DE POESIA

Um pequeno passeio pelo bosque da minha poesia. Luiz Alberto Machado edita o Guia de Poesia na Internet, algumas poesias do livro - A última chuva - na página "poeta do mês" - presente de aniversário, uma apresentação muito bonita e delicada da poesia minha... Neste mês o Jornal de Poesia do Soares Feitosa começou a montar a minha página (link ao lado), e também ganhei uma página no site - Alma de Poeta. Agora no Guia de Poesia:

DE LA ETERNIDAD

.
Nunca te quebrarás
En mí,
En astillas de vidrio.
No destrozaras mi
Alma
Como otras almas
Astilladas.


Eres alma - cristal.
Eres un cristal raro,
Eterno.
Taza- graal. -soñado.
Y nunca te quebrarás
En mí.

BÁRBARA LIA

SOPRO DE DEUS













www.lummeeditor.com




Sigo distraído e breve: piedade na alma,
opulência no calabouço.



Sigo sereno, neblina me abraça.
Meu corpo um jarro de esperanças.

O amor – única navalha que me corta.
Aprendi que somos sopros de Deus – instantes.


BÁRBARA LIA
(O sal das rosas - Lumme Editor - 2.007)

Thursday, August 16, 2007

AMOR MAR MORTO











Amor mar morto
Dez vezes mais sal
Que um amor normal
Ar atado
De amores mortos
Nublados
Pelo amor vivo
Que rasga a rocha
Para que fluam
O líquido
E o granítico
Das flores.

BÁRBARA LIA

el condor pasa...









.
.
.
.
.
.
.

VAN GOGH E EU













sou o girassol sem sol
esperando que você
coloque a cara na janela


BÁRBARA LIA

Wednesday, August 15, 2007

www.almadepoeta.com


Duas poesias no site "Alma de Poeta, no endereço abaixo:

NICOLAS BEHR






Poesia Marginal

.
POETA MARGINAL? EU, HEIN?

.

.
não nasci em montes claros. não tenho nome completo. não sou professor. não consegui conciliar nada com a literatura. nunca publiquei nada. atualmente não resido em porto alegre. não me chamo eduardo veiga. não escrevo poesia há mais de 15 anos. não estou organizando meu primeiro livro. não sou graduado em letras. não acredito que a poesia seja necessária. não estou concluindo nenhum curso de pedagogia. não colaboro em nenhum suplemento literário. não estou presente em todos os movimentos culturais da minha terra. não sou membro da academia goiana de letras. não trabalho como assessor cultural da sec. meus pais não foram ligados ao cinema. não tenho tema preferido. não comecei a fazer teatro aos 12 anos. não me especializei em literatura hispano-americana. não tenho crônicas publicadas n’o republica de lisboa. não passei minha infância em pindamonhangaba. não canto a esperança. não recebi nenhuma premiação em concurso de prosa e poesia. não tenho sete livros inéditos. não sou considerado um dos maiores poetas brasileiros. nunca fui convidado para dar palestras em universidades. não vejo poesia em tudo. não faço parte do grupo noigrandes. não me interesso por literatura infantil. não sou casado com o poeta afonso ávila. na minha estréia não recebi o prêmio estadual de poesia. o crítico josé batista nunca disse nada a meu respeito. não sofri influência de bilac. não sou ativo, nem dinâmico. não me dedico com afinco à pecuária. não sou portador de vasto curriculum. não recebi mensão honrosa no concurso de poesia ferreira gullar. não exerço nenhuma atividade docente, nem decente. não iniciei minha carreira literária no exército. não fui a primeira mulher eleita para a academia acreana de letras. não tenho poesias traduzidas para o francês. não estou incluído numa antologia a ser publicada no méxico. minha poesia não é corajosa. não gosto de arqueologia. walmir ayalla nunca me considerou um revolucionário. nunca tentei compreender o homem na sua totalidade. não vim para o brasil com 5 anos de idade. não aprendi russo para ler maiakowski. meu pai não é chileno. não sou virgem, sou capricórnio. não sou mãe de seis filhos. nunca escrevi contos. não me responsabilizo pelos poemas que assino. não sou irônico. não considero drummond o maior poeta da língua portuguesa. não gosto de andar de bicicleta. não sou chato. não sei em que ano aconteceu a semana de 22. não imito ninguém. não gosto de rock. não sou primo dos irmãos campos. não sou nem quero ser crítico literário. nunca me elogiaram. nunca me acusaram de plágio. não te amo mais. minha poesia nunca veiculou nada. não sei o que vocês querem de mim. não espero publicar nenhum romance. não sou lírico. não tenho fogo. não escrevi isto que vocês estão lendo.
NICOLAS BEHR

Monday, August 13, 2007

DA BOCA PRÁ FORA






TERÇA 14 agosto 2007
Porão Loquax

...da boca pra fora...
Com Augusto Nesi. Leitura de seu livro Sevícias Emocionais (ed Komedi 2004) ", exibição do Vídeo Poema "SOPA" vídeo-instalação escrito e dirigido pelo autor e poemas visuais.

WONKA BAR

Trajano Reis, 326

Curitiba
entrada R$1,99

Sunday, August 12, 2007

Vincent (Starry Starry Night) - Don McLean

Van Gogh é uma nuvem delicada, onde vez por outra eu me deito para esquecer as almas ignaras...

...
Os campos de trigo continuam azuis a florescer pássaros
e acalentar o pão que aquece a alma
de quem ama e de quem não ama.
Os campos de trigo seguem embalando a lua
com uma sonata ao futuro sem fome.
Os campos de trigo esqueceram Van Gogh,
pois não há mais dor no homem.
É tudo realidade consentida.
Ninguém mais ergue sua obra para que o mundo
floresça em primaveras
que o artista não pode viver...
- fragmento da poesia - CAMPOS DE TRIGO - Bárbara Lia

Thursday, August 09, 2007

CLIFTON GIOVANINI
















.

.

Clifton Giovanini - homem de azul


Um minuto senhor
antes que o sol se arrisque
a abandonar esta carcaça;
juro que não estou aquI
vejo, olho, sinto
e não sei dizer

o que se fará no amanhã

mas a mente enfraquecida
o olho do atirador
o alvo e o projétil
vão onde não vou

Vou lhe dizer sim
alguma coisa
coisa esta que não sei quem sou
mas no hoje, no brilho
na forma de viver

vivo
e não sei quem sou.

Sou a bala no cano
o dedo no alvo
o olho do atirador...

CLIFTON GIOVANINI
Curitiba - Pr

EDSON FALCÃO

O tempo que um pé leva
Para sair do chão e retornar
Forma um passo
O tempo de um passo é o tempo-amor
Nesta imagem o pé sou eu
O tempo é ele mesmo com pequenas variações de tempo
O chão é você
EDSON FALCÃO
- Curitiba - PR

poesia publicada na edição nº 2 do mural de poesias
BEATRIZ - editado por Rodolfo Brandão

LUCIANA CAÑETE










.

.
Delmira Agustini
Montevidéu, 1886 - 1914


Não sou suicida
............ para Delmira Agustini
.
Se Sylvia, se Virginia
Se Florbela ou Ana Cristina,
Delmira não.
Onde estas sucumbiram -
na asfixia de seu desconforto,
no rio mergulhado com demasiada profundidade,
no eterno sono veronal,
no vôo livre e descendente -
ela, num ímpeto de saber-se quem era
recusou a morte em vida,
a sepultura matrimonial.
Borboleta catalogada:
se despregou do quadro e voltou a imprimir
movimento às asas, Suas
.
O vôo,
ainda que breve
foi bravo
LUCIANA CAÑETE
Curitiba - PR
..

Poesia retirada do mural poético BEATRIZ - número 2. O poeta Rodolfo Brandão é o editor de um novo mural de poesias - BEATRIZ .

GIL BRANDÃO

Um daqueles dias em que o céu dói nos olhos da gente.
A luz passava em ondas através do vestido que ela usava.
Ela flutuava: etérea, lancinante.
Uma imagem com sabor de ameixas e vinho seco.
Tão fugaz que minha lembrança se perdeu no tempo
fundindo em silêncio alegria e maldição.
GIL BRANDÃO
Curitiba-PR

http://www.meuparedro.blogger.com.br/

Monday, August 06, 2007

ALFONSINA Y EL MAR

Alfonsina y el mar

(Félix Luna - Ariel Ramírez)


Por la blanda arena que lame el mar
su pequeña huella no vuelve más,
un sendero solo de pena y silencio llegó
hasta el agua profunda.
Un sendero solo de penas mudas llegó
hasta la espuma.

Sabe Dios que angustia te acompañó
qué dolores viejos calló tu voz
para recostarte arrullada en el canto
de las caracolas marinas.
La canción que canta en el fondo oscuro del mar
la caracola.

Te vas Alfonsina con tu soledad,
¿qué poemas nuevos fuiste a buscar?
Una voz antigua de viento y de sal
te requiebra el alma y la está llevando
y te vas hacia allá como en sueños,
dormida, Alfonsina, vestida de mar.

Cinco sirenitas te llevarán
por caminos de algas y de coral
y fosforescentes caballos marinos harán
una ronda a tu lado.
Y los habitantes del agua van a jugar
pronto a tu lado.

Bájame la lámpara un poco más,
déjame que duerma nodriza en paz
y si llama él no le digas que estoy
dile que Alfonsina no vuelve.
Y si llama él no le digas nunca que estoy,
di que me he ido.

...

(Imagens da ilha de Malta, localizada no mar Mediterrâneo, entre Itália e África.música: alfonsina y el mar - intérprete: Nana Mouskouri)

e.e.cummings
















.
.
.
.
.
.
.

portrait of marion morehouse - de e.e. CummingS


TERÇA-FEIRA, 07 DE AGOSTO


Porão Loquax convida para o lançamento do livro
"O tigre de veludo" - poemas de e.e.cummings,
traduzidos por
Adalberto Muller, Maurício Mendonça Cardozo
e Mario Domingues.
O livro é um lançamento recente da
Editora da Universidade de Brasília.
A noite terá leitura de poemas, autógrafos
e participação do poeta Marcelo Sandmann.
Adalberto Muller é poeta e tradutor, autor

de Enquanto velo teu sono (Ed. Sette Letras, 2003),
Mario Domingues é poeta,
autor de Paisagem Transitória
(Ed. Ciência do Acidente, 2001 - SP),
Maurício Mendonça Cardozo
é professor e tradutor de
A assombrosa história do homem do cavalo branco,
de Theodor Storm (Ed. da UFPR - 2006).



WONKA BAR
entrada R$1,99

Sunday, August 05, 2007

BRISA NO PORÃO


MEU ALEPH

No site abaixo, do poeta Rogério Santos,
tem um texto que escrevi sobre os versos dele
- A DANÇA DO POEMA NO ESCURO MILÊNIO -
O texto tem a ver com a poesia e nosso tempo.
Há alguns meses Caio Camacho publicou Profana
em seu site de podcasts, e agora a poesia
_ Meu Aleph_
foi gravada pelo Rogério, está no site, logo abaixo
do meu texto:

Saturday, August 04, 2007

SEDE DE AMAR Nº 1

.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
..

.
MUNCH


A mulher dobra o arco-íris
e o esconde sob a mortalha.
Colhe a estrela matutina
e a aninha, ainda quente,
entre as rosas mortuárias.
A pedra pequena recolhida
nos trilhos da rua do amado
coloca em seu ouvido
como concha
para levar na eternidade
o eco dos passos dele.
Ela está morrendo
e seu amor não sabe.
Bebe o último copo d'água
sabendo
que a sede mais intensa
nunca foi saciada.

BÁRBARA LIA

Friday, August 03, 2007

O SAL DAS ROSAS


















.
.
.
.
.
- ilustração - Carla Rippey -


Espelho liquidificador
marca com lápis sanguíneo
o tempo em minha face.
Ecos do acorde da apocalíptica caveira
invadem a aurora.
Cansei das noites solitárias e este cenário
de lua & estrelas.
Planto sementes de lua
esperando um céu do avesso:
Mínimas luas: crescentes, minguantes, cheias.
- bilhares, multicores.
E uma estrela - azulada imensa -
a bailar no cobalto-quase-negro
das minhas noites solitárias.


BÁRBARA LIA

- O SAL DAS ROSAS (Lumme editor-2.007)

A ILHA DE IA








































.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
..

.
- Ia Santanchè foi viver em uma ilha. A atriz bailarina que me ajudou a compor um monólogo com poesias de Sylvia Plath, enquanto ela encenava Clarice nos bares de Sampa, e me escrevia e eu escrevia. A correspondência feminina sobre arte, ou sobre a arte de ser mulher. Mas, Ia foi viver na Bahia, teve uma filha - Clarice - sim, Clarice pois Ia amava Clarice Lispector. Ia me diz agora que vive em uma ilha. Eu guardo suas cartas-indagações e ela toda a minha descoberta de Sylvia Plath... Talvez um dia eu publique nossos espantos. Conheci Ia na Livraria Arcádia, há mais de seis anos, em um espetáculo dança que focava as cartas de Van Gogh ao seu irmão Téo. Ia me escreveu depois de um longo tempo, vive em uma ilha, Clarice tem 3 anos, quem sabe um dia a gente se encontra. E ela me diz que vez por outra improvisa encenações da poesia de Plath nos bares da Bahia. A arte tem este poder. A gente insiste até quando leva uns tapas e umas puxadas de tapete, pela semente... Uma tarde Ia me arrepiou me chamando de Bárbara Plath. Um susto quando o porteiro entregou o envelope, sou tão visceral, passional e corajosa quanto Sylvia... Ando com saudades de Ia, e querendo estar em uma ilha, pode ser por aqui, nem precisa ser na Bahia.

Thursday, August 02, 2007

REVISTA LASANHA

A poesia "Luzes de Marfim" está na edição de agosto da Revista Lasanha (de lamber os textos), editada por Maicknuclear - http://www.revistalasanha.cjb.net/

Wednesday, August 01, 2007

AGUAS DE ALEJANDRÍA



















Tus aguas, Alejandro,

...............................rompieron reinos

.......................................................y rompen mi cuerpo.

Las cortinas

................de nuestras nupcias

............................................aún arden.

Arden en mí los celos.

...............................Arde dividirte

.................................................en amor y honor.

Sé, mi cuerpo ardiente,

.................................morada fecunda de tus aguas,

............................................................................te calma.

Cuando murió Hefestion,

...................................el silencio

.................................................de las flautas.

Todos los caballos esquilados.

..........................................El médico sacrificado,

.......................................................................honores al héroe.

Pero en una noche,

...........................en nuestra noche,

....................................................nada había en ti de Hefestion.

Incendiamos los siglos.

................................Sus aguas se extendieron azules

..............................................................................en reinos.

Se extendieron azules en mi carne.

..................................................se extendieron,

........................................................................en amor.

Construyo un castillo de piedras de vidrio.

..........................................................Colores de los celos:

.......................................................................................Amarillas.

Las del amor,

..................esas piedras minúsculas:

.....................................................rojas.

Gotas de tu noble semen congeladas,

....................................................son las ventanas:

............................................................................Translúcidas.

Cuando vertías vida de tu carne

............................................caías frágil

..........................................................en campo de lucha

- Mi cuerpo -

.................Magno derrotado, sin Bucéfalo.

............................................................Guerrero vencido.

Yo, Roxana

...............bárbara princesa

.....................................de ojos zafira.

Roxana - reina y sierva -

..................................cuerpo del color del resentimiento

................................................................................de las arenas,
coloriendo la torre

.........................con tonos del cielo de Babilonia,

.....................................................................cielo del reinicio.

Con el blanco resoluto de tu sonrisa.

...................................................Casi imposible,

.........................................................................tu sonrisa.

Castillo fiado, protegido, esperando,

...................................................siempre,

...............................................................siempre.

Las aguas de Alejandría vertiendo en mi vientre

...................................................................Fuera &

.............................................................................Dentro


BÁRBARA LIA


para ler a poesia em português: