O Daily Mirror estendido sobre a mesa
A dor que chega à galope - de surpresa
Morreu o poeta futurista, engenheiro naval
Está de luto um País, chora Portugal
As pernas tremem o coração dispara
Odeio por segundos a vida cruel e avara
Que nunca o trouxe de volta a esta porta
E despejou a notícia - esperança morta
Sabes, por acaso, o que é o amar em Glasgow?
Tem aura lúdica, sopro de ancestralidade mítica
Entra na alma o amor e cola de forma granítica
Por isto o último lugar onde a ele acenei – Window
Blue – permanece qual na tarde da nossa despedida
Cortina de renda azul e um girassol que é uma ferida
Bárbara Lia
Da série de sonetos - O fim do futuro. Diálogo com Fernando Pessoa (e heterônimos).
Mais sonetos no link abaixo:
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