Sunday, November 19, 2017

lindo ano que termina enleado em grãos de estrelas

2017 foi o ano de "As filhas de Manuela". Um ano enleado em delicadeza pleno de encontros poéticos e trocas e muita alegria.
O romance foi lançado em três cidades: na Feira do Poeta em Curitiba, na Patuscada em Sampa e na Casa da Cultura da cidade de Peabiru (cidade onde vivi a infância).
Neste ano (sabático) em que me dediquei apenas aos meus escritos, muitas coisas suaves e belas.
- um e-book lindo no projeto da Revista Gueto - "uma brasa acesa de amor e morte".
- Uma homenagem no recital - CuTucando a inspiração, capitaneado pelo poeta Geraldo Magela, no Teatro TUC - Curitiba.
- Um texto para Paul Klee na Revista Mallarmargens.
- Minha Poesia por duas vezes na Revista InComunidade
- Um encontro com alunos que conheceram minha obra e me chamaram até lá para um encontro, entrevista, leitura de poemas, uma manhã de chuva linda e totalmente mágica, lá no colégio Abraham Lincoln em Colombo.
- Uma participação em um evento poético - Zoona II - Américas Transitivas.
- Um passo para edição de um novo romance (não o convidei ao meu corpo), que passou para a fase final do Concurso de Criação Literária Kazuá.
- Buffet de Poesia, projeto do poeta Carlos Barros, uma nova edição do primeiro projeto de poesia que integrei em 1997,
E outros momentos que esqueço, eu sempre esqueço algo. 


No final a vida parece calma, como se estivesse estancada, mas enumerando assim: foi um ano bem agitado.




fotografia: tê caroli





Ione Salomé, Mila Martins, eu e Ilse Bastos
Feita do Poeta - Curitiba
lançamento oficial do romance "As filhas de Manuela"


autografando o livro do poeta e amigo Ernani Fraga
Patuscada



As filhas de Manuela
Patuscada
eu e o Eduardo Lacerda




 Casa da Cultura - Peabiru - com minhas irmãs mais velhas  Terezinha e Léa



Instalação para o lançamento de - As filhas de Manuela -
objetos que evocam minha infância
a Arte foi do Secretário de Cultura Arléto Rocha



 Com a vice-prefeita de Peabitu - Maria José do Nascimento e o Secretário de Cultura e poeta Arléto Rocha na noite - As filhas de Manuela - de volta ao ninho da infância, noite linda.




com os poetas Ricardo Pozzo, Pedro Carrano e  Elciana Goedert na noite de homenagens - CuTucando a inspiração



No encontro com alunos do Colégio Abraham Lincoln em Colombo
linda manhã chuvosa




Gravando uma fala para o evento ZOONA II Américas Transitivas
grata ao poeta Ricardo Corona pelo convite




Uma brasa acesa de amor e morte - Bárbara Lia
gueto editorial




Poemas na Revista InComunidade

e



Fragmento do livro - não o convidei ao meu corpo - no site Mallarmargens
(diálogo com Paul Klee)
http://www.mallarmargens.com/2017/08/skyleros-dermis-barbara-lia.html




Buffet de Poesia
link para a página do projeto idealizado pelo poeta Carlos Barros

Friday, November 17, 2017

a palavra é pássaro - a poesia de Juliana Meira

O livro anterior da poeta Juliana Meira trazia o título - poema pássaro.
Agora ela lança - na língua da manhã silêncio e sal - e a palavra segue sendo - pássaro - pela leveza que ela imprime em seus poemas, pela evocação da natureza e um sopro metafísico entre os versos a nos lembrar o humano. 


Juliana Meira publicou poema dilema (Porto Poesia, 2009), poemas para o projeto Instante Estante de incentivo à leitura (Castelinho Edições, 2012), poema pássaro (Patuá, 2015), e integra a Antologia Blasfêmeas: mulheres de palavra (Casa Verde, 2016). Os poemas acima são do livro na língua da manhã silêncio e sal (Modelo de Nuvem/Belas Letras, 2017)




sonora garoa fina
tão fria a tarde
a folha tímida o lápis
um pensamento após outro
congela
de repente aquele baque
o poema se joga
da janela

Juliana Meira



ando com aqueles
cujos pés tilintam
riscando trilhas

também estou junto
aos que não fazem
ruído nem faíscas

mas rente ao final
do caminho quando
o abismo principia

piso o silêncio cíclico
de quem salta sozinha

Juliana Meira


que silêncio é este
que me atravessa o crânio 
como se ele fosse um cânion?

Juliana Meira



na língua da manhã silêncio e sal
Ed. Modelo de Nuvem / 2017

amorte chama semhora - jr bellé

Amorte chama semhora
página 11
Jr Bellé
Patuá/2017 






Jr Bellé nasceu em Francisco Beltrão, sudoeste do Paraná, paradeiro de suas memórias mais antigas. Como uma araucária fora de lugar, fincou raízes na cidade de São Paulo. Publicou três livros de Poesia e um livro reportagem.


***

Em "amorte chama semhora" Jr Bellé incorporou sua essência anárquica e disse às palavras: façam amor! e elas fizeram... esta liberdade que só a Poesia veste para elevar o nível de beleza...
...

Na orelha do livro, entre outras coisas, Tibério Azul escreveu "Bellé é desses poetas que emanam poesia. Que uma noite aos redores de uma cerveja é leitura. Que minutos de silêncio entre um e outro copo é obra-prima."

...

hoje há um okupa freegan em rockland
tieta foi lutar com os curdos em kobane
e levantou uma trincheira da ypj em santana do agreste
os zapatistas sitiaram spriengfield
e ameacam arrancar a verdade das garras do império
hoje me sinto negro


página 37

***


caminho eras ao longo das orlas
em que o tempo ancora as mágoas
e deixo a maré subir até as estrelas
e me naufragar das ideias mais estúpidas
que garoam cadentes no meu peito
e agora tem essa enchente aqui dentro
essa enchente no chão que foi feito de mim


página 60

***

seria a vida amargarida
seria o bem-me-quer malferido
não fosse o amor erva-doce
não fosse tão violeta
essa esperança que sinto

página 35


amorte chama semhora - Jr, Bellé - página 48



Blasfêmeas em Sampa


Saturday, November 11, 2017

As filhas de Manuela - Bárbara Lia


fotografia - Tê Caroli



As filhas de Manuela - Bárbara Lia
Romance
Menção Honrosa na Primeira Edição do "Prémio Fundação Eça de Queiroz" - Portugal
Capa: Félix Nadar (1820-1910)
Edição Triunfal (SP) - abril de 2017
ISBN 978-856117566-6

**para adquirir o livro contato via e-mail barbaralia@gmail.com 
***o livro custa R$ 39,00 (já incluído o custo da remessa)


Sinopse:

As Filhas de Manuela trafega pelo realismo mágico. É um romance de fôlego, inicia em 1839 em plena Guerra dos Farrapos e segue até os dias atuais.  O enredo acompanha a vida de todas as descendentes de Manuela, uma garota simples de Paranaguá que, ao encontrar um oficial da Armada Nacional, muda totalmente de direção a sua vida pacata em uma busca e esta busca pelo homem amado a levará ao encontro de alguém cruel.  Este homem, rejeitado por Manuela, amaldiçoará Manuela e as futuras gerações. Esta maldição acrescentará dor e perdas e o adendo de levarem, todas as mulheres da estirpe de Manuela, uma sombra da cor do sangue.
Como cada mulher viveu esta peculiaridade e os desdobramentos deste encontro de Manuela com o amor e o ódio vai definir os passos futuros em um  ciclo de perdas e superações.

Monday, November 06, 2017

"II Concurso Nacional de Criação Literária Kazuá" - segunda fase




"Não o convidei ao meu corpo"
Autoficção
Romance
Costumo dizer que este livro é um diálogo com Klee...
Em outros momentos digo que é - a biografia do meu pé direito.
A narrativa utiliza a estratégia proposta por Roland Barthes - biografemas.
A notícia é que este romance passou para a segunda fase do "II Concurso Nacional de Criação Literária Kazuá".
conforme notícia da editora:

Fragmento no site Mallarmargens: