Emily Dickinson - (Tradução Aila de Oliveira Gomes)
Esta é minha carta para o mundo
Que nunca escreveu para mim
Simples novas que a Natureza
Contou com terna nobreza
Sua mensagem, eu a confio
A mãos que nunca vou ver
Por causa dela- gente minha-
Julgai-me com bem querer
-
Esta é minha carta ao mundo (Bárbara Lia)
em nome do orvalho
e da pétala
em nome das nuvens
e da chuva
em nome dos filhos
e dos pais
em nome do belo
e do feio
em nome da sutileza
e do rancor
em nome da vela
e do escuro
em nome da água viva
que corria nas veias de Clarice
em nome da alma azul aço
de Hilda Hilst
em nome dos tigres
que Borges amava
em nome das serenas tardes de Havana
que abraçavam Lezama
em nome dos estúpidos confetes
que não salvaram Sylvia Plath
em nome das sinfonias dos astros
que Pitágoras ouvia
em nome das estrelas
que Van Gogh tecia
em nome do infinito
e do finito...
...escrevo
( à revelia das confrarias
e das escolhas afetivas)
Saturday, May 01, 2010
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