Wednesday, August 26, 2009

Bienal do Livro - Curitiba


Primeiras Leituras,
do Núcleo de Dramaturgia,
na I Bienal do Livro de Curitiba

O Núcleo de Dramaturgia SESI Paraná promove, a partir de amanhã (sábado, 29/08), o Ciclo de Leituras dos primeiros textos produzidos por integrantes da Oficina Regular de Dramaturgia que está sendo realizada desde março e que conta com a orientação do autor e diretor teatral Roberto Alvim, carioca radicado em São Paulo. As Primeiras Leituras acontecerão no stand do SESI Cultural na I Bienal do Livro que acontece no Expo Unimed Curitiba, campus da Universidade Positivo.

As leituras vão acontecer das 18 às 19 horas e a programação prevê leituras de textos de Rogério Viana, amanhã, sábado (29/08); Nana Rodrigues, domingo (30/08); Andrew Knoll, segunda-feira (31/08); Cynthia Becker, terça-feira (01/09); Pagu Leal, quarta-feira (02/09) e Douglas Daronco, quinta-feira (03/09). No domingo, dia 30, às 19h, acontecerá um bate-papo com o dramaturgo e coordenador do Núcleo de Dramaturgia Marcos Damaceno, que falará sobre o processo de criação de novos textos para teatro.

www.sesipr.org.br/nucleodedramaturgia




Stand SESI
Universidade Positivo:
Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300
Campo Comprido - Curitiba - PR

Monday, August 24, 2009

ODE DESCONTÍNUA E REMOTA PARA FLAUTA E OBOÉ. DE ARIANA PARA DIONÍSIO.

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IV

Porque te amo

Deverias ao menos te deter

Um instante

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Como as pessoas fazem

Quando vêem a petúnia

Ou a chuva de granizo.

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Porque te amo

Deveria a teus olhos parecer

Uma outra Ariana

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Não essa que te louva

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A cada verso

Mas outra

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Reverso de sua própria placidez

Escudo e crueldade a cada gesto.

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Porque te amo, Dionísio,

é que me faço assim tão simultânea

Madura, adolescente

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E porisso talvez

Te aborreças de mim.

(...)

HILDA HILST

Saturday, August 22, 2009

Solidão Calcinada

Cassino - Karen Nogueira

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...emprestamos a frase que Virginia Woolf disse em/para Orlando, e que parece se aplicar também à nossa autora: “Pois, segundo parece – seu caso prova isso -, escrevemos não com os dedos, mas com a pessoa inteira. O nervo que controla a pena enrola-se em cada fibra do nosso ser, amarra o coração e trespassa o fígado"...


Izabel Liviski - Estudos Avançados - II - História (Gêneros da escrita: literatura, história e a teoria feminista sobre a escrita de mulheres) Ministrado pela Profa. Dra. Ana Paula Vosne Martins. Depto de Pós em História - UFPR.

Ao ritmo do tempo - Gazeta do Povo

- Perfil

Bárbara Lia, autora que desenvolve linguagem e texto refinados, depois de quatro livros de poesia, publica agora o romance Solidão Calcinada

Publicado em 28/09/2008 | Marcio Renato dos Santos
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http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/cadernog/conteudo.phtml?id=812043

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http://solidaocalcinada.blogspot.com/



O sal das rosas

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Ontem, no extracéu, tomamos chá de anis

Diante de um poente branco.

No extracéu nãonoites e pássaros pousam

Em nossa janela, enquanto tecemos mantos.

Você sorri, mais do que sorris agora, e estrelas

Fogem do céu-matéria para matarem a saudade

Do teu belo riso italiano.

Vez por outra, congelamos uma estrela fugidia

E a colocamos na parede de nossa sala.

Bárbara Lia

O sal das rosas

Lumme Editor, 2007

O Sorriso de Leonardo

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MÃOS DE ABRIR NUVENS

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Ter mãos de abrir nuvens

Romper o velcro de baunilha

E espiar

Dentro a catedral

Dos sonhos

Um rito de encanto

Crianças e lagos

E mapas emaranhados

A Sexta Avenida

Deságua no Eufrates

E as barcas cruzam

De Bagdad ao Mojave

As mãos se enlaçam

Negras brancas

Amarelas azuis.

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Ter mãos de abrir nuvens

Descobrir a alma de neve

E perfume

Que se fazem

Pássaros

Camelos

Bailarinas.

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Quem possui mãos de abrir nuvens?

Quem rega pedras

E pesca pássaros

Em tempestades

E ancora no alto

Da montanha mais alta

Suas caravelas.

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Quiçá Penélope,

Sem manto, grilhões e espera.

A abrir nuvens

Além da torre de concreto

Em pleno azul

Entre a brancura espumada.

Mãos de mulher livre

A abrir o velcro

Da humanidade encantada.

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BÁRBARA LIA

Kafka edições baratas, 2004