Wednesday, June 14, 2006

Poemail























aprendi a fazer aquilo
que deve ser como as donas de casa fazem:
esperar um afeto ao final do dia

a trancos e barrancos
vivi uma vida
(mais que o tempo que você viveu)
em burocracia asfixiante
casamento sem sal

ou açúcar e vida moldada
que me asfixiava
que me fazia acordar nas noites
a procurar um caminho
que me levou

a uma pobreza abençoada
chamada solidão


Bárbara Lia

La nave va...

Não há mais céu - Poesia - Bárbara Lia

NÃO HÁ MAIS CÉU Não há dança que possa Salvar o mundo Do apocalipse Em conta-gotas Posso tocar A angústia das flores Em seu último suspiro A...