Thursday, May 24, 2018

GÊNERO E RESISTÊNCIA: QUATRO GERAÇÕES FEMININAS E SUAS REPRESENTAÇÕES EM “SOLIDÃO CALCINADA” DE BÁRBARA LIA - Maria Isabel Trivilin, UEM

"Solidão Calcinada é meu primeiro romance. Editado em 2008 pela Imprensa Oficial do Paraná, segue como o livro que marcou por ter pautado a evolução do comportamento feminino e a luta pela liberação da mulher do ranço patriarcal. Esta análise de Maria Izavel Trivilin aborda os passos das personagens Pietra, Esperança, Serena e Bárbara dentro desta jornada de desvencilhamento que as mulheres realizam, passo a passo, com força pétrea, esta jornada bárbara...

link para o texto:

http://www.cih.uem.br/anais/2017/trabalhos/3918.pdf


Thursday, May 17, 2018

Sobre o amor em toda sua amplitude...

O Dia Internacional contra a Homofobia, Bifobia e Transfobia é festejado em 17 de maio. E para falar sobre estes que vivem - outra maneira de amar - vou desvelar a delicada flor dos que trafegam por este território e precisam enfrentar o estranhamento do mundo.
Nos últimos meses estou vivendo dentro de um filme que me fez ir em busca de um livro que me fez ir em busca dos filmes de Luca Guadagnino e me fez ir em busca de todos os filmes em que Timothée Chalamet atuou, até mesmo suas atuações em peças de teatro disponíveis na Internet de quando ele estreou nos palcos de N. York e recebeu olhares, quando ele atuou em Prodigal Son (John Patick Shanley) ou mesmo em filmes independentes como "One &Two" ou "Miss Stevens" dava para tocar sua sensibilidade dramática. Em filmes e séries comerciais sua aparição foi bem pequena, mas suficiente para chamar a atenção em "Homeland" e "Interestelar". 
Outro ator não elevaria este filme a um estupendo patamar de beleza não fosse este ator Timothée Chalamet. 
O livro de André Aciman - Call me by your name - é de 2007, as conversas em torno de transformar o livro em filme evoluíram ano a ano ajudaram a construir uma obra prima. Primeiro por ser James Ivory o escolhido para adaptar o livro para as telas. A paciência de Peter Spears e Luca Guadagnino e uma série de eventos que levaram aos atores mais que certos para interpretar os personagens centrais e a história de André Aciman se transformou em um dos filmes mais perfeitos que assisti em minha vida. É sobre dois homens jovens que se deparam com o amor no verão de 1983 em uma pequena vila no norte da Itália. Elio (Timothée Chalamet) e Oliver (Armie Hammer) sugam a plateia para uma jornada de beleza e poesia, coisa mais linda de se ver.
Cada vez que Luca Guadagnino insistia que era uma história de amor e desviava a classificação do filme de - filme gay - para - história de amor - eu pensava em um mundo possível, sem classificações. Onde o amor seja amor apenas e normal para toda gente.
Os atores incorporaram personagens, ainda que heterossexuais, entregaram-se e com tanta potência que continuaram "enamorados", ou atados pelo fio da beleza que é ser tocado pelo frágil. O amor é frágil. Armie Hammer tem uma mulher livre ao seu lado, sensível a ponto de pisar ao lado da Arte sem fazer ruir elos reais até que ele fosse "lavado" daquele encanto que ele incorporou. Timothée Chalamet seduziu o mundo (homens e mulheres). Lembra James Dean por ser tímido e extremamente belo e talentoso. Espera-se que não seja devorado como River Phoenix e Heather Ledger.
Neste dia de luta contra a homofobia eu penso na naturalidade de ser humano e em um mundo onde o amor floresça em algum verão, seja como for, e por quem for, sabendo que eu sou uma sonhadora e continuarão matando transsexuais e discriminando quem vive o amor fora dos modelos oficiais.
Por algumas horas tudo muda, a Arte tudo muda, resta esperar que os corações reais mudem, e o mundo seja menos rude, menos intolerante com algo tão humano e mais intolerante com mortes e carnificinas de crianças pelo mundo.
Eu penso neste livro de André Aciman, que eu li no original, e no filme que recria cenas de épicos:
- "Play that again" a frase de Oliver para Elio, e o menino vê a chance de impressionar o homem que o impressiona, senta-se ao piano, maroto na arte da sedução... Ele executa Bach em três versões. E faz lembrar lembrar Casablanca: play it again, Sam.
- O balcão dos amantes. Romeu & Romeu, era moderna, onde não é preciso forjar a morte de ninguém para assinalar a impossibilidade das histórias de amor. Talvez isto faça o filme virar esta febre, pois também esbarramos e nos despedimos de amores e as nuances deste encontro/desencontro valida nossos próprios amores. Esta eternidade ilusória dos clássicos, de não ficar para sempre ao lado pela morte do outro. 
- A despedida na estação de trem. Estas pequenas evocações de tudo que há em belos romances de amor e nem importa se é uma história de amor ou perda. É um filme lavado em esperança de que um dia em que todos os pais digam a seus filhos o que o pai de Elio disse a ele em um dos monólogos mais belos já escritos.

André Aciman vem para a Flip.
E eu já vi "Call me by your name" umas dez vezes.
Mas não vou a Flip, eu acho.
Teci poemas para os personagens.
Sempre lembramos os livros com um início marcante.
Se eu pudesse eleger um livro com um final mais belo, seria este.
Spoiler nesta narrativa na voz de Armie Hammer.

Peace & Love - diria Timothée Chalamet.

Ainda estamos longe, mas quem sabe.

O vídeo traz a narrativa da cena filme do livro de André Aciman, na voz do ator Armie Hammer, com cenas do filme - Call me by your name.







Monólogo para o dia de hoje:

Monólogo Professor Perlman 



 





#andreaciman
#callmebyyourname
#lucaguadagnino
#timothéechalamet
#armiehammer
#diainternacionaldahomofobia

link para o livro  

Eli∞liver

Wednesday, May 16, 2018

Não o convidei ao meu corpo - Bárbara Lia




"Não o convidei ao meu corpo" romance - autoficção - editado pela Kazuá é meu quarto romance editado.
O livro custa 44,00 + taxa dos correios, envio por 50,00 - com carinho e dedicatória.
Mandar mensagem para mais detalhes sobre como adquirir.
Ficarei imensamente grata se puderem me ajudar a vender minha cota de livros, e estou recebendo algumas avaliações
bem bonitas sobre a edição...
O livro tem 174 páginas, prefácio da poeta Luciana Cañete, contracapa de Ana Lúcia Vasconcelos e textos das orelhas de Maria Alice Bragança e Leonardo Paiva.
O livro é ilustrado e 19 telas de Paul klee são recriadas no estilo street art, ao final uma galeria com estas telas que são parte do enredo.
O livro é autoficção, significa que mescla realidade e ficção, e a personagem Lily Elm toma posse de algumas memórias minhas para narrar a experiência de ser uma mulher que convive com as sequelas da poliomielite em um enredo que se passa em seis décadas, que é o tempo da minha vida.
O livro traz poemas meus, de Paul Klee e um poema do poeta norte-americano Mark O'Brien que teve poliomielite e passou a vida em um pulmão de aço.
É sobre transformar dor em Arte, por isto eu dediquei aos artistas com os quais dialoguei no enredo: Paul Klee, Frida Kahlo e Mark O'Brien.

Para comprar contatar - barbaralia@gmail.com

imagem - fotografia de Kátia Torres Negrisoli

Wednesday, May 02, 2018

Na programação do Londrix - Festival Literário de Londrina - Lançamento duplo









Lançamento duplo no Londrix - Festival Literário de Londrina 

Dia 12 de Maio - 15h - no Museu Histórico - Rua Benjamin Constant, 900 - Londrina. 
15 horas

Lançamentos/Autógrafos
Ninguém na Praia Brava, ADEMIR ASSUNÇÃO
As filhas de Manuela, Não o convidei ao meu corpo, BÁRBARA LIA
Lavras ao vento, pá, CÉSAR CARVALHO
A filha do poeta, IKA ROMAGNOLLI
Entre anjos e flores,LEANDRO BENEVIDES
Nómada ANA LILIAN PARRELLI, BEATRIZ BAJO, CÉLIA MUSILLI, CHRISTINE VIANNA, EDRA MORAES, ELISABETE GHISLENI, FLAVIA VERCEZE, ISABELA CUNHA, LETÍCIA SANCHES, SAMANTHA ABREU, VIVIAN CAMPOS, VIVIAN KARINA
Espero todos lá.