Tuesday, August 12, 2008

Camille


A. Rodin

Ária de adeus nos lábios do amante

Guirlanda de nenúfares em cascata

quando chega ao chão petrifica o rio

Ninfa das árvores a recuperar o tempo

o corpo imberbe que esculpias

Danaê alva no atelíê

escuro

Corujas na vidraça

enganando o dia

BÁRBARA LIA


Para Camille com uma flor de pedra




La nave va...

Entre a Ternura e a Vertigem o Amor encontra a sua casa. Ou, o Amor em dois tempos.

  Sou Poeta. As “antenas da raça” desabam antes que o raio penetre, pela extremada sensibilidade. Antecipam. Sou dos “antecipados”. Dos que ...