Saturday, February 28, 2015

em linha reta





Viver é habitar reticências...

Bárbara Lia
(em linha reta)

Wednesday, February 25, 2015

+ um poema antigo

Blue-Ash Man

Blue-ash man 
Passava dias sob o sol colhendo hortelã & anis
E noites lecionando inglês para meninas apaixonadas
Olhar azul escuro bordado de luar 
Pele canela com gosto de pecado


Blue-ash man 
Deve estar velho alquebrado e triste
Não mais o corpo Adônis colado 
Ao meu ao ritmo de My Mistake
Em varandas chorando verde 
De samambaias e esperanças


- Na semana toda 
Eu levava aquele aroma curativo 
Que transmigrava
da pele dele para a minha -

Blue-ash man perfumado de calmante. 
Lábios de cuba-libre

- Dois corações errados 
dois corpos tão certos –
Dançando ao ritmo de Pholhas:
“I am paying for my mistake”

Bárbara Lia 




 

Sunday, February 22, 2015

Um poema do livro "Respirar"






O Céu azul, não era
Dessa cor, antigamente;
Era branco como um lírio,
Ou como estrela cadente.

Florbela Espanca





Céu de rosas desfolhadas por Apeles
E sol mãos de assassino a pousar
Nas felizes casas brancas do mar

Amar esquecer amar esquecer
Amar de novo, esquecer outra vez
Restos da ave de aço em seu túmulo

A luz bruxuleia e Espanca
A chuva ainda é velha amiga
O céu se abre em lírios e estrelas
E a Flor bela ainda nos sussurra:

     “Uma alegria é feita dum tormento,
       Um riso é sempre o eco dum lamento”

Bárbara Lia 
Respirar (2014)
Página 45



* para encomendar o livro - barbaralia@gmail.com

La nave va...

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  140 anos da morte da poeta Emily Dickinson e acabo de criar uma versão ampliada no formato e-book de um dos diálogos maia longos da minha ...